Mulher líder: entre a paixão e a razão

Por Alice Schuch

Poderíamos afirmar que o futuro do planeta depende muitíssimo das melhores mentes, líderes ou passionários. Independentemente do sexo, os líderes são os responsáveis pelo destino da humanidade.

As mulheres líderes despertam paixão, pela carga vital que possuem, elas inserem élan vital e semânticas que revitalizam o ambiente circunstante, ou seja, emanam um fermento que dá galhardia e incentivo, são geradoras de motivações e de ações.

A teoria da passionaridade do antropologista russo Lev Gumilev, influente nas novas gerações de líderes soviéticos, nos autoriza a concluir que líderes, ou passionários segundo  Gumilevsão o motor principal da história, sendo capazes de influenciar enormes massas de pessoas. E justo eles, e somente eles, podem inspirar definitivamente a escolha da estrada a percorrer por parte da humanidade.

Algumas pessoas, possuindo potencial energético abundante e uma capacidade de mover-se em frente e abraçar mudanças, tornam-se o início ativo e organizador de grupos. Esse sobejo de energia chama-se passionaridade e os seus portadores, passionários, termo que coincide em parte com as características do líder definidas por Antonio Meneghetti.

A diferença principal está no fato que Lev Gumilev observa a presença de líderes espontâneos e a sua influência na história, enquanto Meneghetti sinaliza como indispensável a conscientização do potencial por parte dos líderes e ainda a necessidade de colocá-lo em ação histórica responsável e racional.

Às mulheres convém compreender racionalmente este seu aspecto, tornando-se então geradoras de uma contínua ação no mundo.

Eu, Alice Schuch sou pesquisadora, escritora e palestrante do universo feminino.