Inteligência ao feminino e a estátua de sal

Por Alice Schuch

Conta-se que os anjos disseram para Ló: “tome a sua mulher e as suas filhas e saia daqui. Corram para salvar a vida! Não olhem para trás!”. Ló e suas filhas não pararam e não se voltaram para trás, mas a esposa desobedeceu, tornou-se então uma estátua de sal.

Tantas vezes em nossas vidas não percebemos as oportunidades do presente, estamos ali parados, olhando para o passado com pensamentos constantes, repetitivos, por horas a fio, talvez dias e noites, semanas, remoendo, mastigando, ruminando,…

Paramos para relembrar ofensas sofridas ou pretensas injustiças que consideramos haver padecido, causado ou mesmo momentos de prazer que desejamos reviver ao infinito.

A nossa inteligência torna-se literalmente “estátua de sal”, ou seja, inútil, ocupada, parada, incapaz de mover-se em busca de novidade de ser e agir.

Nosso radar não funciona!

É fundamental darmos liberdade, pureza e transparência à nossa inteligência, é ela o nosso radar, sempre em busca de novas realizações que convém ao nosso potencial.

Se ofendi ou fui ofendido, magoei ou me senti magoado, ok, trato de resolver a situação com o menor envolvimento possível e sigo em frente.

Para esquecer, não é preciso perdoar ou buscar perdão, recoloca-se as coisas no lugar e basta. A vida oferece tantos caminhos, oportunidades para quem está livre, pronto, disponível e quer andar em frente.

EuAlice Schuch, sou pesquisadora e escritora do universo feminino.