Natal, nascimentos sem fim…

Ao nascer o bebê é autêntico, ao manifestar afeição, cólera, satisfação ou apetite não tem dúvidas. Quando sente fome, medo ou ama, sua percepção, consciência e comunicação coincidem não sendo influenciadas pelo que pensam os outros a respeito de suas preferências. Confere valor positivo àquelas experiências que percebe serem favoráveis à preservação e ao crescimento do próprio organismo e as busca, atribui valor negativo às experiências que percebe serem contrárias à este, evitando-as.

Nossa base orgânica é produto da natureza, mas no decorrer da adaptação ao universo familiar e social, aprendemos a ser para os outros e esquecendo de nós mesmos, perdemos aquela originária autenticidade do neonato.

Renascer é possível quando retornarmos ao nosso projeto original, tendo presente que acada escolha que fazemos, a cada estrada que tomamos, mais nascemos ou regredimos.

Natal é renascimento, é recomeçar e prosseguir autênticos na grande vida, adaptando-nos ao ambiente em que vivemos, mantendo a autoestima pela consciência e exercício constante do valor pessoal, amando e cuidando cada vez mais de nós mesmos, potencializando o que temos de melhor, pois o que realmente possuímos somos nós e nossas ações históricas em nascimentos sem fim.

Feliz Natal!

Eu, Alice Schuch, sou escritora, palestrante, doutora e pesquisadora do universo feminino .