Furlan acha possível acordo de chapa única para conselho da BRF

Conselho da BRF indica Luiz Fernando Furlan para substituir Abilio Diniz na presidência – Foto Google

Questionado se era possível chegar a um acordo de chapa única antes da assembleia de acionistas da BRF do dia 26, o acionista da empresa Luiz Fernando Furlan disse que é otimista e que acredita que sim.

Contudo, Furlan também disse que a intermediação nas negociações não estava produzindo os resultados necessários, dando a entender que acabou se afastando. “Neste momento, não sei como estão as negociações”, afirmou.

Furlan negou que a segunda chapa tenha sido uma bandeira exclusiva de Abilio Diniz. “Não era a chapa do Abilio, como saiu na imprensa”, disse. Ele ressaltou que tanto não era uma bandeira do atual presidente do conselho que contava com nomes da outra composição proposta pelos fundos de pensão acionistas.

Depois da assembleia de 26 de abril, o conselho de administração terá de ser um time só, disse Furlan a jornalistas, em teleconferência. “Não dará para dizer que é do Corinthians ou é do Palmeiras”, opinou.

“Uma disputa de blocos tem de terminar na assembleia. A partir daí os membros do conselho serão representantes de todos os acionistas”, relatou. “Nesta assembleia, será possível escolher um grupo de conselheiros que tenham conhecimento do setor. O setor tem uma cadeia muito longa. O produto processado hoje foi planejado há dois, três anos”, disse.

Na semana passada, Furlan havia indicado novos candidatos ao conselho de administração, a empresária Luiza Helena Trajano, da Magazine Luiza, e o consultor de empresas Vicente Falconi.

Ele afirmou nesta tarde que a empresa necessita voltar a crescer e voltar ao eixo original. “O acionista diz que nada substitui crescimento e lucro, por isso hoje está ocorrendo essa briga. Quando falta milho, as galinhas se bicam.”

De acordo com Furlan, quando uma empresa é forte, tem um conselho forte, desperta respeito, consegue atrair talentos e dá prioridade àquilo que é relevante. “Infelizmente, o que vem acontecendo é que a empresa vem sendo desrespeitada por diversos segmentos que interagem com ela.”