EFE – Jerusalém –

As autoridades de Israel fecharam neste doimngo a passagem de Erez, o único destinado ao trânsito de pessoas entre o país e a Faixa de Gaza, embora o manteve operacional para casos humanitários e jornalistas.

Fontes israelenses confirmaram à Agência Efe o fechamento, que poderia se estender por mais dias, e disseram que se deve “à violência junto à fronteira de sexta-feira passada”, quando se repetiram os protestos perto da linha divisória nas quais morreram dois palestinos e 60 ficaram feridos, disse o Ministério de Saúde palestino.

A emissora nacional israelense “Kan” divulgou hoje que também houve soldados feridos nas mobilizações, nas quais o Exército contabilizou “milhares de manifestantes e arruaceiros que jogaram bombas incendiárias e artefatos explosivos improvisados contra a cerca divisória.

Além disso, foram lançados balões incendiários em direção a Israel que provocaram um incêndio perto da comunidade agrícola de Beeri, e alguns palestinos se infiltraram no território, embora tenham “se retirado imediatamente para a Faixa”, segundo as Forças Armadas de Israel.

“As tropas responderam com veículos de dispersão e dispararam com munição real, de acordo com as normas de operação”, disse o Exército, acusando o movimento islamita Hamas, à frente de fato em Gaza, de aproveitar os protestos para estragar a cerca, cometer ataques, tentar se infiltrar e lançar objetos incendiários.