Suspeito de matar estudante brasileira é preso no Paraguai

Eletricista e homem em Palio preto são investigados pela polícia

Erika foi encontrada morta ontem de madrugada – Reprodução/Facebook
O Ministério Público do Paraguai investiga dois suspeitos que podem ter matado a estudante brasileira Érika de Lima Corte, de 29 anos, na madrugada de segunda-feira, em Pedro Juan Caballero, cidade localizada na linha internacional com Ponta Porã. Um deles é um eletricista que teria ficado obcecado pela mulher ao realizar trabalho na casa dela, e que teria retornado ao local para violentá-la. O outro seria um homem visto deixando o local em um automóvel Fiat Palio preto.
Inicialmente chegou-se a cogitar suposto namorado como suspeito, mas o rapaz com que ela vinha se relacionando estaria, inclusive, acompanhando o trabalho da polícia. No entanto, os investigadores acreditam que o criminoso seja alguma pessoa conhecida da vítima, pois não havia sinais de arrombamento no local. O eletricista, que é paraguaio, teria sido preso. O Ministério Público investiga ainda se a vítima foi violentada antes de ser assassinada.
Os indícios sugerem estupro e tortura seguidos de morte. A hipótese de feminicídio ainda não foi completamente descartada. “Existem dois suspeitos. Um eletricista que tinha feito um serviço na casa dela no passado é um deles e um homem de um Pálio Preto. Minha filha dividia a casa com outra colega, que estava trabalhando no momento do crime. Quando ela chegou viu toda a situação deplorável. Um sorvete que o rapaz teria levado para a casa ainda estava lá”, disse o pai dela, Raniel Corte, ex-prefeito de Pontal do Araguaia (MT), em entrevista ao jornal RD News.
Conforme noticiado, a vítima foi golpeada duas vezes no peito e uma pescoço, no entanto, apresentava pelo menos outras 16 pequenas perfurações pelo corpo, que indicam tortura. O corpo de Erika foi encontrado por uma amiga, no quarto da casa localizada no cruzamento da Rua 15 de Agosto, no Bairro Bernardino Caballero. A faca usada no crime e o celular dela foram levados pelo assassino, na tentativa de dificultar as investigações.
Fonte: CE
Por: RENAN NUCCI