A expansão das redes FTTx impactam no desenvolvimento econômico do Brasil

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Mas é necessário superar os desafios da dimensão continental, da falta de mão de obra qualificada e de diretrizes e normas para implementação da fibra até o cliente final.

Por Ricardo Oliveira da Silva

Há poucos anos a realidade das telecomunicações era bem diferente da atual, olhávamos para o futuro como um filme de ficção cientifica. Telas gigantes, grande correlação de informação, toda a comunicação possível e imaginária em tempo real, transferência de dados em velocidades impressionantes, acompanhavam sempre esse nosso sonho de “tecnologia de ponta”. Uma visão que, hoje em dia, claramente vemos como uma realidade. E grande parte dessa realidade deve-se à implementação massiva de redes FTTx, que conta com mais de 270 milhões de subscritores em todo mundo, sendo mais de 75% só na Ásia e apenas 2% na América Latina. Essa tecnologia permitiu elevar o nível, tanto da qualidade, como da velocidade e estabilidade, sendo também a base para os tão esperados IoT e 5G. Com a rede cobre no seu limite e desgastada, a fibra começou a caminhar a passos largos, principalmente com orientações governamentais que fundamentam este tipo de implementações para oferecer a melhor experiência de uso e melhor desempenho à cada um de nós.

Esse grande passo, rumo à implementação FTTx na América Latina, teve uma forte influência do investimento proveniente da Comissão Europeia, com o projeto Bella-T que tem como missão oferecer uma infraestrutura ótica por via terrestre expansível, escalável e de alta capacidade para a região. Uma das frentes terá como foco a construção do novo backbone da Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas, que interliga as redes acadêmicas da região.

Nesse sentido o Brasil não ficou para trás e seguiu com investimentos em redes FTTx. Em 2016, já contávamos com mais de 1.15 milhões de assinantes, que representam 21% de toda a cobertura da América Latina (dados 2016).

Hoje existe um movimento forte de investimento por parte das operadoras nessa tecnologia. Todas elas estão aumentando de forma considerável toda sua rede FTTx, investindo milhões de Reais anualmente em infraestrutura, suporte à operação e serviços para oferecer aos seus clientes. Muitos dos serviços que usamos diariamente, no nosso quotidiano, só são possíveis devido a estas implementações de fibra. Soluções de IPTV com resolução 4K, serviços em tempo de real de transações ou a interconexão de milhares de terminais para smartcities ou agropecuária, são bons exemplos, entre muitos outros, que necessitam de grandes performance, estabilidade e controle, e só são possíveis com tecnologia desse nível.

Desafios de cobertura total no Brasil
O Brasil tem um grande desafio, pois é um país continental e sua dimensão torna complexa essa implementação, tanto em termos de logística, como financeiro. Além disso, existem outros desafios, principalmente a falta de mão de obra qualificada, novas diretrizes e normas para implementação de fibra até o cliente, equipamentos de ponta que permitam o cliente desfrutar de todos os benefícios oferecidos, entre outros.

Hoje, o FTTx já é uma realidade no Brasil, mas ainda com uma baixa penetração. Isso representa um ponto muito positivo para a economia do país. A sua expansão será fundamental para a movimentação da economia, exigindo mão de obra e infraestrutura em todo país, gerando emprego e aumentando muito a qualidade de vida do povo brasileiro.

Eu, Ricardo Oliveira da Silva sou especialista em Pré-vendas e dos Projetos Especiais da Open Labs

Ricardo Oliveira da Silva faz parte da Open Labs SA há dois anos. Atualmente desempenha função de especialista de pré-vendas e projetos especiais da Open Labs, acompanhando e apoiando a estratégia comercial da Open Labs no desenvolvimento e na gestão de negócios no Brasil/LATAM.

Com background na área de telecomunicações, possui 8 anos de experiência na área de vendas, pré-vendas e marketing, com um histórico comprovado de trabalho na indústria de serviços e soluções de TI.

Engenheiro de vendas com graduação em Redes de Comunicações e Telecomunicações pelo Instituto Universitário da Maia – ISMAI em Portugal, possui experiência de vida e negócios, tanto Europa como na LATAM, com grandes clientes corporativos e operadores de nível 1.

Sobre a Open Labs SA.

A Open Labs é desenvolvedora de produtos e serviços para os mercados de telecomunicações e tecnologia da informação.  Líder em sistemas de tarifação convergente e processo de negócio em tempo real do setor de Telecom, a empresa atua com uma linha de produtos convergentes para redes Telecom, comunicações óticas e redes de acesso FTTX, serviços M2M, IoT, MVNO, TV interativa e Over The Top, além de plataformas inovadoras para as áreas da saúde, utilities, varejo e ensino.

Com o DNA de P&D e Inovação, a Open Labs criou em 2016, a Open Labs – Pesquisa & Desenvolvimento, uma startup incubada na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, onde são desenvolvidos projetos de ponta em tecnologia da informação e comunicação.

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