Graffitis mostram que calçadas sem rampas se tornam muros para quem é cadeirante

6 de maio de 2019 0 Por daniel

Iniciativa da ONG Movimento SuperAção, idealizada pela agência Z+, chama atenção para os desafios diários enfrentados por pessoas com deficiência em meio às questões de mobilidade urbana

De acordo com o último censo demográfico, publicado pelo IBGE em 2010, mais de 45 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência. O estudo também revelaque em São Paulo, maior cidade do Brasil, apenas 9% das calçadas possuem acessibilidade. Desde então, melhorias aconteceram, masas pessoas com deficiência física ainda não vivem em uma sociedade adaptada, tendo que enfrentar problemas de mobilidade urbana diariamente. Para jogar luz nessa questão, a ONG Movimento SuperAção deu início ao projeto “Sem Rampa, Calçada é Muro”, idealizado pela agência Z+.

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YxaIoBeRiIo

Ao inicialmente convidar artistas como Apolo Torres, Bruno Mazola, Clara Leff, Chivitz, Dinas Miguel, Feik, Felipe Palacio, Ignoto, Mazola Marcnou, Minhau, Negritoo, Ojos Blancos, Tarik e Tito Ferrara, e, a iniciativa leva os graffitis das paredes da cidade para obstáculos que se tornam muros para os cadeirantes, com o objetivo de provocar uma reflexão e fazer um alerta. Até agora, já são 14 obras espalhadas por meios-fios paulistas que por lei deveriam ter rampas de acesso. Elas estão localizadas em regiões como Barra Funda, Bela Vista, Campo Belo, Chácara Santo Antônio, Jaraguá, Lapa, Liberdade, Mooca, Pinheiros, Sumaré e Vila São Francisco, além de Embu das Artes. Além disso, o projeto também já desembarcou no Rio de Janeiro e no Recife.

“Num mundo onde há uma infinidade de informações para chamar a nossa atenção, o projeto direciona a atenção do cidadão, de forma lúdica e artística, para um importante ponto que é a acessibilidade arquitetônica da cidade. A arte é uma das mais belas fontes de contato entre o ser humano e ele mesmo. Estamos fomentando a inclusão de uma forma que só a arte é capaz. Precisamos acessar a emoção dos cidadãos, pois só a razão não tem sido suficiente”, ressalta Billy Saga, presidente da ONG Movimento SuperAção.

“A ideia nasce da premissa de que para o cadeirante uma calçada é um muro. E, se é um muro, cabe um graffiti. Dessa forma, não estamos somente chamando atenção para o problema como também mapeando os pontos que precisam ser adaptados para garantir acessibilidade a todos”, explica Alexandre Vilela (Xã), CCO da agência Z+.

Para divulgar o projeto, a ONG Movimento SuperAção conta com um perfil no Instagram em que todos os graffitis podem ser vistos, bem como a localização de cada um deles. Basta acessar @CalçadaÉMuro (https://www.instagram.com/calcadaemuro/). A ideia é que os usuários da plataforma se engajem na causa e ajudem a reverberar a ação compartilhando imagens e vídeos, ou ainda visitando os lugares com o uso da marcação #calçadaémuro.

Ficha Técnica:
Anunciante:
 ONG Movimento SuperAção
Agência: Z+ 
Título: Calçada é Muro
Chief Creative Officer (CCO): Alexandre Vilela (Xã)
Diretor de Criação: Alexandre Vilela (Xã), Tarso Soares e Célio Salles
Criação: Alexandre “Boca” Lage, Melissa Potker, Ivan Montebello, Rodrigo Seixas e Gustavo Zotini
Projetos: Rafael Coelho
Produção RTV: Diego Cagnani e Carol Reis
Produção Gráfica: Carlos Vieira
Artbuyer: Beatriz Rossi 
Produtora: Cromo Filmes
Diretor: Thiago Siqueira e Lucas Mello
Diretor de Fotografia: Hyran de Mula
Montador: Gabriela Dias e Francisco Filho
Produtora de áudio: Coletiva Produtora
Música: Coletiva Produtora
Fotografia: Genga Estúdio, Vitor Garcia, Rodrigo Seixas e Alexandre Lage
Aprovação: Billy Saga

Sobre a ONG Movimento SuperAção: a ONG Movimento SuperAção foi criada em 2003 por jovens preocupados com uma sociedade que ainda não reconhece totalmente a cidadania e o direito das pessoas com deficiência. Por meio de eventos inclusivos, buscamos transformar essa realidade garantindo acessibilidade e cidadania a todos, promover a defesa dos direitos humanos e dar protagonismo às pessoas com deficiência no processo de inclusão social.

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