MS fecha primeiro semestre de 2019 com saldo de 15.332 novas vagas no mercado de trabalho

MS fecha primeiro semestre de 2019 com saldo de 15.332 novas vagas no mercado de trabalho

26 de julho de 2019 0 Por raysantos

Campo Grande (MS) – Mato Grosso do Sul fechou o primeiro semestre de 2019 com um saldo de 15.332 novas contratações com carteira assinada. Destas, 898 foram geradas em junho deste ano, o melhor desempenho para o mês desde 2014 e três vezes maior que junho de 2018. As informações são do boletim do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgado nesta quinta-feira (25.7) pelo Ministério da Economia.

No mês de junho deste ano, os setores que obtiveram o melhor desempenho foram: Serviços (590), Comércio (449) e a Agropecuária (488). No acumulado do ano, o setor de Serviços foi responsável por 67,7% da geração de emprego, com 10.385 novas vagas e a Agropecuária, 2.626. Entre os municípios, Três Lagoas liderou o ranking de contratações com carteira assinada no mês de junho, com 270 novas vagas, seguido por Dourados (171), Ponta Porã (144), Naviraí (79) e Amambai (52).

“Nossa grande preocupação se chama desemprego, então, qualquer número positivo que nós tivermos no âmbito da economia, deve ser comemorado. O setor de serviços tem se destacado como o que mais puxa as vagas no Estado, sendo responsável por quase 70% do total das contratações no primeiro semestre. Ao mesmo tempo, ele tem uma volatilidade maior. No mês de junho, o comércio obteve um crescimento significativo, com 449 novas vagas, onde observamos uma predominância do setor atacadista. É um fator positivo, facilmente de ser verificado pois tivemos a instalação de novos atacadistas em Três Lagoas e Campo Grande”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Outro destaque foi o desempenho do setor agropecuário, com 488 novas vagas, “num reflexo direto da supersafra de milho”, prevista em 10 milhões de toneladas”. Sobre o desempenho dos municípios, o secretário citou o caso de Dourados, que é influenciado pelo crescimento da suinocultura e pela fase final de implementação da indústria da Coamo, investimento captado pelo Governo do Estado. “Em Dourados, a JBS tem ampliado sistematicamente o abate de suínos e a Coamo começa a fazer as contratações para os funcionários que vão operar a indústria”, comentou o titular da Semagro.

A preocupação, segundo Jaime Verruck, foi o recuo nas contratações da Construção Civil e da Indústria de Transformação. “A construção civil, quando aquecida, contribui de forma fundamental na redução do desemprego, mas o país ainda não avançou nas ações necessárias para a retomada do crescimento do setor. Na indústria de transformação, estamos sentindo os efeitos do fechamento do frigorífico em Paranaíba e da unidade da Pepsico”, finalizou.

Marcelo Armôa – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)

Foto: Arquivo