Empresas criam negócios para diminuir os danos da burocracia

27 de setembro de 2019 0 Por daniel

Disfunções burocráticas atrapalham a economia e a competitividade. No entanto, empreendedores veem nisso uma oportunidade de negócio

Enquanto a Nova Zelândia é considerada o melhor país para se empreender, o Brasil ocupa a 109ª posição em uma lista de 190 países, de acordo com o estudo Doing Business 2019, realizado pelo Banco Mundial. Mas qual a razão da posição insatisfatória do Brasil? É devido, principalmente, ao excesso de burocracia imposta aos empreendedores em seus negócios desde o momento da formalização até operações do dia a dia.

Evidentemente, a burocracia rouba tempo, espaço e diminui a competitividade das empresas. As dificuldades vão desde a papelada para o registro do negócio até a hora de conseguir um crédito no banco – o que é essencial para o sucesso do negócio. Apesar das claras dificuldades, muitos empreendedores encontram nas disfunções burocráticas terreno fértil para prosperar e desenvolvem negócios que simplificam e agilizam processos, de modo a beneficiar tanto a si mesmos, como a outros empreendimentos.

Excesso de procedimentos em bancos

Uma pesquisa do Sebrae feita em 2016 apontou que mais de 80% dos pequenos negócios não buscaram empréstimos bancários devido às altas taxas de juros e aos entraves burocráticos. Pensando nisso, o Grupo Piran investiu no Fomento Mercantil – também chamado de factoring. Na operação, uma empresa vende os direitos creditórios a um terceiro, que os compra à vista, mas com um desconto, ou seja, trata-se de uma transação financeira que dá às empresas acesso ao valor das vendas de forma mais rápida para superarem problemas de fluxo de caixa.

factoring se torna uma opção atrativa, uma vez que o acesso ao crédito em bancos demanda altas taxas de juros e burocracia excessiva. Assim, optar pelo serviço de fomento mercantil é uma ótima opção para financiar o fluxo de caixa de empresas. O trabalho de empresas como a Piran Fomento garante agilidade para operar, com giro rápido, o que viabiliza o crédito de forma imediata e sem entraves burocráticos.

“A grande vantagem de contratar um “factor” é a antecipação dos valores das vendas feitas a prazo. Enquanto bancos demoram até 90 dias para aprovar uma operação, nós conseguimos disponibilizar a verba em até uma semana. Então, esse fomento acaba se tornando a opção mais viável para a concessão de crédito”, explicou Valdir Piran Jr., Vice-presidente da Piran Fomento, que há 26 anos atua no mercado.

Espaço físico

Licenciamento, contratos de aluguel, alvará da prefeitura, pagamento de impostos, água, luz, internet e limpeza. Esses são alguns procedimentos que o empresário deve estar atento ao abrir a sede do negócio. Os custos, logicamente, são elevados e a burocracia está sempre presente. Para os prestadores de serviços, uma excelente alternativa para reduzir gastos e otimizar o tempo, é optar pelos espaços de coworking, que se baseiam no compartilhamento de espaço e recursos comuns de um escritório.

Pagando apenas uma mensalidade, a empresa tem direito à endereço fiscal e comercial, mesas de trabalho, telefone, internet, sala de reunião, espaço para eventos e estúdios de equipe, como é o caso do Nube Hub, coworking que abriga várias empresas e empresários autônomos. Assim, é possível obter todas as funcionalidades de um escritório sem, no entanto, passar por todos os procedimentos para se abrir um e com custo reduzido.

A Comunidade Nexus, por exemplo, é locatária do espaço compartilhado do Nube Hub. O fundador da empresa, Whintney Kelvin, explicou que adotar o coworking como local de trabalho trouxe muitas vantagens, principalmente a isenção de alguns impostos obrigatórios para quem tem sedes próprias, como o IPTU.

Grupo Objetiva