Gestores trocam experiências no atendimento a Povos e Comunidades Tradicionais

8 de novembro de 2019 0 Por daniel

LOC: Secretários municipais e gestores do Cadastro Único de mais de 60 municípios cearenses estão reunidos em Fortaleza, nesta quinta e sexta-feira, para discutir formas de aprimorar o atendimento a povos específicos, como pescadores e ribeirinhos, e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. A oficina é uma iniciativa do Ministério da Cidadania, em parceria com o governo do estado do Ceará. No encontro, estão ocorrendo trocas de experiências que já são realizadas localmente e que têm promovido melhoria de vida para essas populações.

Em Horizonte, na região metropolitana de Fortaleza, a comunidade quilombola Alto Alegre tem recebido uma atenção especial do poder público em relação à emancipação das famílias mais pobres. Após cadastrar e avaliar as necessidades das pessoas, a prefeitura decidiu promover cursos de informática para jovens da localidade como forma de promover o protagonismo e autonomia. As atividades estão sendo realizadas em um ônibus equipado para isso.

De acordo com a coordenadora do Cadastro Único da cidade, Bruna Galvão, são ações complementares que fortalecem as famílias quilombolas.

SONORA COORDENADORA BRUNA GALVÃO

LOC: Já em Aratuba, a prefeitura conseguiu incluir toda a população indígena no Cadastro Único para programas Sociais. Além disso, conseguiu também melhorar o Índice de Gestão Descentralizada, o IGD, que avalia a qualidade das informações inseridas no sistema. O secretário municipal de Assistência Social, Arimatéia de Oliveira, destaca que a ação, nomeada como Café com Bolsa, foi um sucesso e será expandida para todo o município.

SONORA SECRETÁRIO ARIMATÉIA DE OLIVEIRA

LOC: O diretor do Departamento do Cadastro Único do Ministério da Cidadania, Walter Emura, ressalta que é fundamental construir, junto com estados e municípios, protocolos de atendimentos para esses públicos específicos.

SONORA DIRETOR WALTER EMURA

LOC: Para fazer parte do Cadastro Único, o cidadão deve procurar a Prefeitura do município ou o Centro de Referência de Assistência Social, o Cras, mais próximo. O responsável familiar deve apresentar o Cadastro de Pessoa Física, o CPF. O beneficiário deverá levar um documento, como Carteira de Identidade, Certidão de Nascimento ou Carteira de Trabalho, para identificar os membros da família. A matrícula das crianças ou o nome da escola onde elas estudam e o comprovante de residência também são informações necessárias.

A ferramenta garante acesso a cerca de 20 programas e possibilita a identificação das famílias mais pobres e a elaboração de políticas públicas focadas para esse público. Atualmente, mais de 27 milhões de famílias estão cadastradas, com um total de 74 milhões de pessoas.

Reportagem, Alessandro Mendes.


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