“Protestos na América do Sul podem influenciar novas manifestações no Brasil”

“Protestos na América do Sul podem influenciar novas manifestações no Brasil”

10 de novembro de 2019 0 Por raysantos

Avaliação é da presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS)

(Crédito: Sérgio Lima/Poder 360)

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A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), alertou que os protestos em países da América Latina têm impacto no Brasil e podem desencadear manifestações como as que ocorreram em 2013. “Num mundo globalizado como o nosso, através de redes sociais, nós estamos percebendo que a população, conectada como está, tende a uma contaminar ou uma interferir na outra”, disse em entrevista ao programa Poder em Foco, que vai ao ar neste domingo (10), no SBT, logo após o programa Silvio Santos.

Para Simone Tebet, os gatilhos que podem disparar novos atos já existem e são semelhantes aos dos países vizinhos: reivindicações por serviços públicos melhores, emprego, educação e saúde, por exemplo. A senadora avalia, também, que eventuais excessos no pacote econômico enviado pelo Governo ao Congresso podem levar a população às ruas. Mas ela avisa que o Senado fará as mudanças que considerar necessárias nas propostas apresentadas.

Esse pacote vindo do governo entra e não precisa, automaticamente, sair como está. Isso não vai acontecer, vai haver a digital do Senado Federal. O Senado vai poder fazer nesse pacote o que não pode fazer na reforma da Previdência, quando teve que criar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) paralela para colocar aquilo que gostaríamos”, destacou.

Tebet está otimista com o trâmite das propostas. Apostou que, numa escala de zero a dez, a chance de o Congresso aprovar alguma reforma tributária no ano que vem é de “no mínimo, 7”. Para ela, essa é a principal das reformas. Sobre o pacote econômico como um todo alertou que é importante não criar expectativas na população, no mercado e no governo de que tudo será aprovado o mais rapidamente possível. “O que nós avançarmos este ano já é bom, porque nós já aprovamos a reforma da Previdência”, observou.

(Crédito: Sérgio Lima/Poder 360)

Na conversa com o jornalista Fernando Rodrigues, a senadora disse que “é tão de centro” que navega entre várias pautas econômicas e de costumes, vendo os lados positivo e negativo. Ressaltou que é liberal, mas pontuou que o liberalismo não é resposta a todas as demandas da sociedade. Também destacou ser radicalmente contra a privatização da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e da Petrobras. “Sou favorável à privatização daquelas estatais que só estão dando despesas ao país”, explicou. 

Primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet refletiu sobre assédio, discriminação e analisou o tratamento dispensado às parlamentares no Congresso. “A gente é muito mais interrompida naquilo que está falando, até numa reunião de líderes. Quando está discutindo e debatendo as questões mais relevantes, parece que nossa opinião é secundária. Isso não sou eu que está falando, isso é um discurso geral e não é ‘mimimi’ ou discurso de coitadinha, eu não tenho esse discurso”, enfatizou.

Na entrevista ao Poder em Foco, a senadora Simone Tebet, ainda aborda outros temas, como a relação do governo Bolsonaro com a Câmara e o Senado, opina sobre o caminho a ser adotado pelo MDB e fala de seus projetos políticos.