Senadora Soraya Thronicke indica duas personalidades do MS que serão agraciadas com comendas no Senado Federal

Senadora Soraya Thronicke indica duas personalidades do MS que serão agraciadas com comendas no Senado Federal

2 de dezembro de 2019 0 Por daniel

A Irmã Sílvia Vecellio e a fisioterapeuta Sônia Regina de Sousa vão receber as comendas Dom Hélder Câmara e Dorina Gouvêa Nowill

O Senado Federal irá homenagear, nos próximos dias, grandes personalidades e instituições que prestam ou prestaram serviços relevantes à sociedade. Do Mato Grosso do Sul, a senadora Soraya Thronicke indicou a irmã Sílvia Vecellio Sai, do Hospital São Julião, e a fisioterapeuta Sônia Regina Diamante de Sousa. Elas serão agraciadas com a comenda Dom Hélder Câmara, por serviços relevantes prestados em defesa dos direitos humanos, e com a comenda Dorina Gouvêa Nowill, por serviços relevantes prestados em defesa dos deficientes, respectivamente. 

Segundo a senadora Soraya Thronicke, a indicação da Irmã Sílvia se deu ao grande exemplo de vida da religiosa, por ela ter sido fiel à sua missão de resgate da dignidade humana dos hansenianos e toda a sua luta à frente do Hospital São Julião.

Já em relação à fisioterapeuta Sônia, a senadora Soraya Thronicke lembra que a profissional tem o olhar voltado para a melhoria na qualidade de vida de seus pacientes, criando um equipamento que faz a diferença na vida deles.

“É com muito orgulho que o Mato Grosso do Sul, terra fértil em todos os sentidos, possa mostrar para o Brasil um pouco da história dessas duas grandes mulheres, a irmã Sílvia e a fisioterapeuta Sônia. Torço para que sirvam de exemplo para os que trilham a mesma jornada, de fazer a diferença!”, destaca a senadora Soraya Thronicke.

Irmã Sílvia Vecellio Sai

Salesiana, nascida em Auronzo na Itália, em 1931, começou sua missão social no magistério do Colégio Auxiliadora, levando as suas alunas à periferia de Campo Grande. Numa das visitas, conheceu o Educandário Getúlio Vargas, onde estavam os filhos dos hansenianos, separados dos seus pais, internados compulsoriamente no Leprosário São Julião.

Nos anos 60, a Irmã Sílvia fazia constantes visitas ao educandário, levava donativos e informações dos hansenianos aos seus filhos. Já no final da década de 60, ela trouxe um grupo de voluntários italianos que, junto com colaboradores brasileiros e religiosos, começaram uma verdadeira revolução no Asilo Colônia São Julião.

Em 1970 esse grupo fundou a Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos. Esses foram os primeiros passos do longo caminho para a recuperação da dignidade humana para os hansenianos, além da derrubada do estigma e do preconceito sofrido por eles e seus familiares isolados, desde a década de 1940.

Irmã Sílvia não mediu esforços para aumentar os espaços, a construção de prédios, oferecer atividades esportivas, de lazer e construiu uma capela para melhorar a assistência aos seus moradores. Construiu ainda o Centro de Apoio ao Migrante, casa de apoio que abriga até setenta pessoas e a Casa Vovó Túlia, que abriga crianças de até 4 anos, separadas dos pais por processo judicial.

A Irmã Sílvia continuou o seu trabalho no ex-asilo, hoje com a categorização de Hospital de Retaguarda, onde mantém o cuidado com as pessoas que, mesmo recuperadas da hanseníase, não conseguiram recuperar seus vínculos familiares. Hoje, o Hospital São Julião conta com 105 leitos e seis salas cirúrgicas, oferece residência médica e multiprofissional, realiza por ano mais de 120 mil procedimentos e mais de 8 mil cirurgias eletivas, sendo que 96% dos pacientes oriundos do SUS.

Sônia Regina – Criadora do Sistema Gravither

A fisioterapeuta, é a criadora do Sistema Gravither — uma Abordagem Terapêutica. O equipamento criado e desenvolvido por ela trata os pacientes com sequelas neuromotoras moderadas a graves, e utiliza como recurso complementar um equipamento antigravitacional, composto por molas de constante elástica variada, macacão para sustentação do corpo e outros acessórios de alinhamento.

O sistema visa dar liberdade às mãos do fisioterapeuta para manipular as condições iniciais, através de posturas favoráveis à produção de torques, a fim de melhorar o equilíbrio entre forças internas e externas, favorecendo o desempenho das tarefas propostas e o fortalecimento muscular em pacientes com sequelas de Parkinson, Acidente Vascular Cerebral, Atrofia Muscular Espinhal, Síndrome de Down e patologias ortopédicas. Promove segurança espacial e, na terapia, a oportunidade de superar as limitações do corpo impostas pela lesão, experimentando novas sensações. A abordagem concretiza os novos conceitos do Controle Motor e faz uma releitura da suspensoterapia, de Gunthrie Smith, de 1943. Foram desenvolvidos dois protótipos: um modelo para fixação no teto e outro portátil com rodas.        

Divulgação Parlamentar