Os diferentes perfis de quem busca o trabalho temporário

Dos desempregados, passando pelas gestantes e estudantes em período de férias, vagas são opções para diversos tipos de profissionais

Em outubro, a taxa de desempregados do Brasil chegou a 11,6% — o equivalente a 12,4 milhões de brasileiros, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, as cerca de 570 mil vagas que foram abertas na modalidade de Trabalho Temporário, segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) são oportunidade para um grupo de pessoas que busca se recolocar no mercado de trabalho.

Houve aumento de 13,86% nas admissões em comparação ao ano anterior, especialmente após a promulgação do Decreto de Lei do Trabalho Temporário (10.060/2019), que pacificou interpretações sobre a Lei 6.019/74, que rege esse tipo de contratação. Um dos setores mais beneficiados é o varejo, onde se encontram a maior parte das vagas. As estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) são de que 26,1% dos temporários devem ser efetivados – a maior taxa dos últimos cinco anos.

Além dos interessados em conseguir uma vaga definitiva, há aquele perfil que busca tão somente o período temporário. “Percebemos, por exemplo, que há muitos estudantes de cursos superiores, que buscam vagas em comércios em cidades litorâneas, aproveitando o período de recesso da faculdade”, conta Marcos de Abreu, presidente do Grupo Employer. Ressalta-se que o trabalho temporário pode durar 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, enquanto houver a necessidade transitória da companhia.

Há também as pessoas que efetivamente não têm interesse em um contrato definitivo: estabelecem-se entre trabalhos temporários com intervalos ao longo do ano. Essas pessoas encontram vagas relacionadas ao comércio para o fim de ano, conseguem atuar na área de produção para fábricas de chocolates que se beneficiam do período da Páscoa no início do ano, entre outras oportunidades surgidas ao longo do ano, inclusive para substituir profissionais de férias ou licenças.

“Esse é o perfil das vagas temporárias: trata-se de uma relação com período pré-determinado para suprir uma demanda temporária, que, em muitos casos, atende o perfil tanto da companhia (pelo aumento da demanda ou necessidade temporária) quanto do profissional”, diz Marcos de Abreu.

Gestantes

Outro grupo muito visado para o trabalho temporário são as gestantes. Recentemente, em 18 de novembro, uma decisão do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho definiu que não há estabilidade de gestantes no regime de contrato temporário. Com essa decisão, os empresários voltaram a ter segurança jurídica para admitir as gestantes. “O trabalho temporário reassume seu papel de ser uma importante ferramenta gerencial para atender as demandas transitórias com menor custo e maior velocidade e promove a inclusão de trabalhadoras gestantes no mercado brasileiro”, afirma o presidente do Grupo Employer.

Agência Comunicare

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