Sustentabilidade: artesã reaproveita sacos de cebola para confecção de ecobags

Linha de produtos ecológicos ganha vida com produção feita por grupo de mulheres

Sacos usados para embalar cebolas, ao invés de serem jogados no lixo, passaram a ter serventia nas mãos de um grupo de mulheres da Capital, que transformam o material em ecobags, bolsas e lixeirinhas para carros. A ideia surgiu há pouco mais de dois anos pela artesã e empresária Isabel Muxfeldt. Ela criou uma linha de produtos sustentáveis cuja matéria-prima são as embalagens que seriam descartadas e que agora são fonte de renda e ajudam o meio ambiente. 

Isabel lembra que sempre se preocupou com a questão da destinação correta dos resíduos e pensava em uma maneira de colaborar com o futuro do planeta por meio de uma ação concreta. A partir disso, ela criou a Eco Linhas, um negócio social que utiliza o artesanato como ferramenta de resgate e geração de renda para um grupo de mulheres de baixa renda do bairro Jardim Noroeste. Por meio da produção, elas conseguem uma fonte de renda para complementar o orçamento familiar.

Para tirar o projeto do papel, ela contou com auxílio do Living Lab, projeto colaborativo iniciado pelo Sebrae/MS, que desenvolve ideias inovadoras e startups em Mato Grosso do Sul. “Um dos objetivos é usar o excesso de resíduos descartados, principalmente dos supermercados, na confecção de produtos, gerando trabalho e renda, bem como um impacto socioambiental positivo, dentro da economia criativa”, pontua Isabel. 

O principal “ingrediente” para a confecção dos produtos são doados pelo Fort Atacadista, que separa, em média, 80 sacos por semana para a iniciativa da artesã. Cada saco pode se transformar em uma ecobag ou em duas lixeirinhas para carro. “Escolhemos o esse material por ser o mais resistente, mas também utilizamos embalagens de batata, laranja, big bags de açúcar, por exemplo, para criarmos outros produtos, que vão desde brindes corporativos a sacolas para congressos”, explica. 

A coordenadora de marketing regional do Fort Atacadista, Rafaellen Duarte, destaca que apoiar iniciativas como esta é uma das preocupações da rede. “O objetivo é mostrar que todos nós podemos ter cuidado com o meio ambiente e com o próximo. Incentivando essas ações, o Fort incentiva, ainda, que cada um faça a sua parte para que possamos viver em um mundo melhor”, acredita.

Os produtos são vendidos em feiras e eventos. Além disso, a empreendedora mantém um perfil no Instagram para comercializar os itens, o @ecolinhas. Isabel enfatiza, ainda, que o negócio atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), produzindo trabalho digno e crescimento econômico, redução das desigualdades, além de produção e consumo responsáveis. 

Grupo Sato

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