Redução de mama em mulheres jovens melhora a qualidade de vida mais tarde

18 de fevereiro de 2020 0 Por raysantos

Pacientes jovens que fizeram a mamoplastia redutora apresentam excelente qualidade de vida relacionada à  cirurgia, mesmo décadas após o procedimento

Mulheres submetidas à cirurgia de redução de mama, antes dos 25 anos, continuam relatando benefícios duradouros 10 a 30 anos após o procedimento,  aponta um estudo publicado no  Plastic and Reconstructive Surgery®, a revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

“Pacientes jovens que realizaram a mamoplastia redutora experimentam excelente qualidade de vida relacionada à redução das mamas, mesmo décadas após a cirurgia. O estudo constata que alguns resultados, a longo prazo, após a cirurgia de redução de mama – incluindo o bem-estar sexual e a satisfação com as mamas – são ainda maiores do que em mulheres que nunca fizeram a cirurgia de mama”, afirma o  cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

O estudo reuniu dados de  mulheres que tinham menos de 25 anos quando foram submetidas à cirurgia de redução de mama, entre 1980 e 2003. Os resultados da qualidade de vida (QV) foram avaliados usando um questionário validado, o BREAST Q ©. Trinta e sete mulheres responderam ao questionário. Todas as mulheres no estudo foram acompanhadas por pelo menos 10 anos. O acompanhamento médio foi de 21 anos, com um máximo de 32 anos.

No geral, as participantes demonstraram alta satisfação e bem-estar. O estudo se concentrou em quatro resultados do BREAST Q, todos pontuados na escala de 0 (pior) a 100 (melhor).

Para dois desfechos, os escores foram significativamente maiores para as mulheres que sofreram redução de mama em uma idade jovem, em comparação com um grupo normativo de mulheres que nunca fizeram a cirurgia de mama. A pontuação média de satisfação com as mamas foi de 67 para as mulheres que sofreram redução de mama, em comparação com 57 no grupo normativo. As mulheres que sofreram redução de mama também apresentaram classificações mais altas de bem-estar sexual: 72 versus 55.

As mulheres que sofreram redução de mama também apresentaram boas pontuações em bem-estar psicossocial (76 em 100) e bem-estar físico (81 em 100). Esses escores foram semelhantes ao grupo normativo.

“A redução da mama também demonstrou benefícios na redução de sintomas, como dores nas costas e no pescoço, e na melhoria do bem-estar psicológico, como imagem corporal ruim e baixa autoestima, em mulheres com seios grandes demais”, diz Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Embora pacientes jovens apresentem muitos dos mesmos sintomas que os adultos, existia uma controvérsia em torno da realização de mamoplastia redutora entre mulheres mais jovens.  O novo estudo é um dos mais longos de acompanhamento de pacientes jovens que fizeram a mamoplastia redutora e o primeiro a usar o questionário validado BREAST Q.

“Os resultados mostram benefícios duradouros em um grupo de mulheres que sofreram redução de mama antes dos 25 anos. Os benefícios persistiram, embora as mulheres provavelmente tenham sofrido alterações hormonais que afetam a mama, como gravidez, amamentação e menopausa. Assim, evitar ou retardar a mamoplastia redutora em pacientes jovens pode impedi-las de alcançar melhorias duradouras na satisfação e no bem-estar”, diz o cirurgião plástico.

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Márcia Wirth

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