Policiamento maior agrada foliões do bloco Fervo da Lud, no Rio

25 de fevereiro de 2020 0 Por raysantos

No ano passado, uma briga entre foliões causou o fim do desfile

Publicado em 25/02/2020 – 11:34 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil* – Rio de Janeiro

O reforço policial, adotado este ano pela prefeitura carioca, agradou aos foliões do Fervo da Lud, que desde as 7h anima os foliões na Avenida Antonio Carlos e a Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro.

No ano passado, uma briga generalizada acabou provocando o encerramento da apresentação do bloco uma hora e meia antes do previsto. A polícia teve que intervir, usando bombas de efeito moral e cassetetes para conter os brigões. Pelo menos os 220 pessoas ficaram feridas na confusão.

A revista prévia feita hoje (25) nas bolsas de homens e mulheres que chegavam para participar do bloco foi vista como positiva pela maioria das pessoas. O bibliotecário Tiago Resende aprovou a medida. “A gente fica menos preocupado porque tem a vistoria prévia. Mas, mesmo assim, tem que ficar atento”, sugeriu.

A foliã Fernanda Resende, estudante de engenharia, disse que estava tudo certo com ela, mas criticou o fato de não haver policiais do sexo feminino para vistoriar a bolsa das meninas. “Eles (policiais homens) têm que fazer um curso para ficarem mais bem preparados, porque está muito bagunçado”, disse.

A estudante de administração Michele Marques elogiou o policiamento maior este ano. Indagada se o carnaval terminava para ela nesta terça-feira, afirmou que não. “Sábado tem mais!”, disse, lembrando que no próximo dia 29 tem o Bloco das Poderosas.

Gabriel Pereira veio de barca de Niterói para o Rio e estava tranquilo em razão do policiamento mais ostensivo. “Estou me sentindo bem mais seguro”, afirmou. Para evitar tumultos, como os registrados no ano passado, Gabriel disse que “o segredo é não ir para o centro do bloco e ficar na borda”. Para o folião, o carnaval 2020 só vai terminar no próximo domingo, 1º de março, com o desfile do Monobloco.

*Colaborou Raquel Junia, do Radiojornalismo.

Edição: Aécio Amado