“A proteção dos profissionais da Saúde é fundamental no combate ao coronavírus”, diz especialista da Faculdade São Leopoldo Mandic

Dr. André Ribas ressalta que todas as pessoas devem estar focadas na prevenção, especialmente quem está na linha de frente  

Diante dos avanços do coronavírus (Covid-19) no Brasil, os cuidados com a prevenção devem ser redobrados. Para o médico epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, Dr. André Ricardo Ribas Freitas, há a necessidade de redobrar a proteção dos profissionais de Saúde para evitar um colapso no sistema, observado em alguns países, com o alto índice de contaminação de médicos e enfermeiros.

“É fundamental a utilização correta dos EPIs – equipamentos de proteção individual – para o atendimento de pacientes em geral, pois o coronavírus tem transmissão assintomática. Reduzir a circulação de pessoas nas unidades de saúde também contribui para as medidas preventivas”, explica.

Outro ponto que tem chamado a atenção em relação ao Covid-19 é a ação do vírus nas crianças. “Temos observado que os casos confirmados até agora mostram que as crianças, em geral, apresentam um quadro mais leve na comparação com adultos e idosos”, diz o Dr. Alfonso Eduardo Alvarez, médico pneumologista e presidente do Comitê de Pneumologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

No entanto, a notícia não livra as crianças do isolamento social, pois elas podem transmitir o vírus para quem pode sofrer mais com os sintomas, como é o caso dos avós, já que os idosos são considerados pertencentes ao grupo de risco. “É preciso ficar de olho nos pequenos, pois eles não têm o cuidado de colocar a mão na boca para espirrar ou tossir e, assim, podem contaminar os demais ao redor”, afirma o Dr. Alfonso. 

Dr. André ainda destaca a pesquisa publicada pela revista Nature em que crianças, na China, mesmo após a internação por conta do coronavírus, ainda eliminaram o vírus por via retal por até 23 dias. “É algo muito sério, pois as crianças não têm ainda os cuidados de higiene que um adulto tem, após fazer as fezes, a criança deve tomar banho como forma de prevenção, mesmo aquelas que não apresentem os sintomas, pois não está comprovado que os casos de crianças não podem ser agravados”, esclarece.

De acordo com Dr. André, as crianças devem ficar dentro de casa neste período. “Elas devem praticar isolamento total também, sem frequentar as áreas de lazer do condomínio que podem trazer risco de contaminação.”

Além das crianças, grupos de risco, como é o caso de pessoas com problemas respiratórios têm se deparado com dúvidas sobre a continuidade de determinados medicamentos. “Pacientes com asma que fazem uso do corticoide inalatório não devem interromper o tratamento de forma alguma. Foi observado que o corticoide sistémico leva a uma piora no caso do coronavírus, mas o inalatório não tem o mesmo efeito”, destaca o Dr. Alfonso.

Para os pais que estão em dúvida se devem levar a criança ao hospital neste momento, Dr. Alfonso explica que o sinal de alerta é a dificuldade respiratória. “É preciso ficar de olho como está a respiração, se a criança está ofegante. Caso contrário os sintomas devem ser monitorados em casa.”

A Faculdade São Leopoldo Mandic disponibiliza em seu site uma área especial com informações sobre o coronavírus, com diversos dados e artigos internacionais. Acesso: slmandic.edu.br/tudo-sobre-coronavirus/

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