Aplicativo bloqueia ligações e mensagens para celular no trânsito

Brasília: Uso de celular ao volante. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Marcelo Camargo/Agência Brasil      Geral
Recurso é gratuito e está disponível para Android

Publicado em 04/10/2019 – 15:09

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O aplicativo Modo Trânsito DPVAT, lançado esta semana pela Seguradora Líder, já está disponível para download gratuito para sistema Android e até o final do mês será lançada a versão iOS. De acordo com a gerente de Marketing da Seguradora Líder, administradora oficial do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT), Juliana Rocha, o aplicativo foi criado com o objetivo de reduzir o número de acidentes provocados no trânsito pelo uso do celular. 

Essa conduta já é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a oitava maior causa de mortes no mundo. Da última segunda-feira (30) até hoje (4), já foram feitos 4 mil downloads do aplicativo.

Estudo de 2018 da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) revela que cerca de 150 motoristas sofrem acidentes por uso de celular diariamente no Brasil. Por ano, o número chega a 54 mil. “De fato, o celular já começa a apresentar índices alarmantes de associação com acidente de trânsito”, comentou Juliana.

Bloqueio

A nova tecnologia disponibilizada pela seguradora ajuda a evitar esse tipo de acidente porque bloqueia o recebimento de ligações e mensagens enquanto o usuário dirige e envia respostas automáticas às pessoas que fizeram contato. “Se eu estou com o meu Modo Trânsito ativado no WhatsApp, e a minha mãe, por exemplo, liga e eu não posso atender naquele momento, porque preciso estar com a atenção na pista, o meu celular vai disparar uma mensagem automática para ela”, disse Juliana Rocha.

Pode ser uma mensagem pré-elaborada como “Estou dirigindo. Para garantir a minha segurança e de todos, respondo em breve”, ou o motorista pode customizar mensagens, personalizando-as para contatos específicos ou grupos de pessoas. Se o contato recebido for realizado por mensagem de texto ou ligação, o aplicativo responderá com um SMS.

“Posso também ativar a minha localização para determinados contatos. A pessoa que ligou ficará mais tranquila ao saber onde eu estava quando recebi a mensagem”. Segundo a gerente da Seguradora Líder DPVAT, é importante que as pessoas se conscientizem de que, dessa forma, estarão trabalhando pela segurança de quem está ao volante.

Cadastramento

Para utilizar a ferramenta, é necessário fazer o download no Google Play e efetuar o cadastro dando um e-mail e criando uma senha. Também é possível acessar por meio da conta do Facebook ou Google ou, ainda, na página do Seguro DPVAT. Em seguida, a pessoa deve configurar as respostas para os contatos do celular ou selecionar uma mensagem automática, bem como escolher as pessoas que receberão os recados. Ao iniciar a viagem no veículo, basta clicar no botão “Ativar” para que o aplicativo comece a funcionar. O Modo Trânsito pode ser desativado quando o motorista chegar a seu destino, viabilizando assim que o celular volte a receber ligações e mensagens normalmente. 

Dados do Seguro DPVAT mostram que de janeiro a junho deste ano, foram pagas 155 mil indenizações a vítimas por acidentes no trânsito, sendo 18 mil indenizações por mortes. O superintendente de Operações da Seguradora Líder, Arthur Froes, afirmou que com o Modo Trânsito DPVAT, os condutores poderão manter o foco exclusivamente na direção, evitando distrações com o telefone e, consequentemente, diminuindo as ocorrências durante o tráfego de veículos. Edição: Aline Leal Tags: DpvatModo Trânsito DPVATsegurança no trânsito

Moro pode aprofundar uso da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária

Publicado em 04/10/2019 – 14:18

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse hoje (4), que planeja “aprofundar” o emprego da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, coordenada pelo Departamento Penitenciário Nacional, para auxiliar os estados que enfrentem crise no sistema carcerário.

“Onde a força tem atuado temos visto uma grande diferença”, disse o ministro, ao participar de reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), no Palácio Iguaçu, em Curitiba (PR).

 
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa do lançamento da campanha publicitária do Projeto Anticrime, do governo federal

Sergio Moro: “Onde a força-tarefa tem atuado temos visto uma grande diferença”     (Arquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil)

“Queríamos aprofundar essa política. Nossa ideia é utilizar esta força de intervenção para uma atuação até mais preventiva que reativa em algumas penitenciárias conhecidas por suas dificuldades e tentarmos retomar o controle de maneira mais rápida”, acrescentou.

Criada em janeiro de 2017, durante o governo Temer, a força-tarefa é composta por agentes federais de execução penal, além de agentes penitenciários cedidos pelos estados e pelo Distrito Federal, e atua mediante a solicitação dos governos locais em situações extraordinárias para controlar distúrbios e resolver outros problemas.
Espírito de solidariedade

“Sei que isto tem um custo para a administração penitenciária dos estados, mas este é o espírito de solidariedade. Temos que trabalhar juntos para vencer os problemas criminais”, disse Moro, afirmando que as estatísticas sugerem que o enfrentamento às organizações criminosas dentro das unidades carcerárias tende a se refletir em uma redução da criminalidade nas ruas.

“Temos observado uma correlação clara entre a melhoria do sistema carcerário, no sentido da retomada do controle, com a melhoria das taxas de crimes do lado de fora. Ou seja, quando o Estado intervém, impõem seu controle sobre o que acontece dentro dos presídios, isto normalmente se reflete em um menor número de crimes fora dos presídios”, declarou o ministro, admitindo que a retomada do controle dos presídios passa também por melhorar a infraestrutura das penitenciárias e oferecer aos presos melhores condições de cumprimento das penas, incluindo a oportunidade de trabalhar para, assim, reduzir suas penas.

Desbloqueio de dinheiro

Sergio Moro lembrou que, na semana passada, o Ministério da Economia liberou parte dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), o que permitirá ao governo federal repassar recursos para os estados investirem no sistema prisional.

Após reconhecer que, ainda assim, os recursos para a segurança pública como um todo ainda são insuficientes, Moro comentou que nem sempre o Ministério da Justiça e Segurança Pública consegue executar todo o seu orçamento.

“Às vezes há dinheiro, mas não há projetos e capacidade de executar os orçamentos existentes”, disse, repetindo algo que é dito há anos e que, inclusive, já motivou seus antecessores a destinarem recursos à qualificação de técnicos estaduais responsáveis por elaborar projetos.

“Não adianta apontar para os estados, nem para o governo federal. Ambos são responsáveis. Às vezes falham os estados, às vezes o governo federal que não tem capacidade de ajudar os estados a fazer estes projetos”, disse Moro,mencionando que, para contornar o problema, a Medida Provisória 885, que trata de disposições relacionadas à agilização da venda de ativos vinculados ao tráfico de drogas e a permissão da utilização imediata dos valores decorrentes destas vendas, prevê a autorização para o ministério contratar engenheiros temporários. A MP 885 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e está sendo analisada no Senado.

Pacote anticrime

O ministro da Justiça ainda aproveitou a presença do governador Carlos Massa Ratinho Júnior e de representantes da área de segurança pública de 22 unidades da federação para pedir apoio à aprovação de seu pacote anticrime. Ele lembrou que o projeto, submetido ao Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, o endurecimento do combate às organizações criminosos.

“Temos que isolar as lideranças criminosas”, disse Moro, ao detalhar a proposta de ampliar de um para três anos o tempo que presos de alta periculosidade podem ficar internados em presídios federais.

“Temos oferecido [aos estados] o apoio dos presídios federais, mas é importante que somente os presos de elevada periculosidade sejam enviados para os presídios federais. Este crivo é de responsabilidade dos estados. Porque se forem mandados presos que não se encaixam neste perfil, o pior risco é eles ficarem um tempo por lá e voltarem pior, aí sim como lideranças”, comentou, afirmando achar um ano tempo insuficiente para isolar líderes de facções criminosas.

“Tem que ficar mais tempo. Um ano é pouco tempo para a transferência ter qualquer eficácia. É perda de tempo. E embora a legislação já permita que, se necessário, prorroguemos ano após ano, isso gera problemas burocráticos e também disposição indevida da administração penitenciária, do Ministério Público e dos juízes que têm que tomar essas decisões”, finalizou o ministro da Justiça. Edição: Kleber Sampaio Tags: Sergio Moroforça tarefapresídios

Custo da cesta básica em setembro diminuiu em 16 capitais

Vitória (ES) - Supermercados lotados com filas nos caixas e na entrada funcionam com horário reduzido (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Tânia Rêgo/Agência Brasil      Economia
Publicado em 04/10/2019 – 15:02

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil São Paulo

Em setembro, o custo da cesta básica foi menor em 16 cidades, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 capitais, divulgada nesta sexta-feira (4). As diminuições mais expressivas ocorreram em Fortaleza (4,63%), Curitiba (3,73%) e Brasília (3,10%). A única alta foi registrada em Recife (1,53%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 473,85), seguida de Porto Alegre (R$ 458,29), Rio de Janeiro (R$ 458,21) e Florianópolis (R$ 454,94). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 328,70) e Salvador (R$ 345,04). Em 12 meses, com exceção de Aracaju, que teve redução de 3,98%, todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 3,44%, em Campo Grande, e 10,51%, em Goiânia.

De janeiro a setembro deste ano, nove municípios pesquisados acumularam retração, com destaque para Aracaju (-8,38%), Campo Grande (-6,12%) e Belo Horizonte (-4,35%). Outras oito cidades tiveram taxa positiva. A mais alta foi verificada em Recife (7,81%).

Com base na cesta mais cara que, em setembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dissese estima que setembro o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em agosto de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 4.044,58, ou 4,05 vezes o mínimo vigente. Já em setembro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.

Custo dos produtos

No período de agosto para setembro foi observada tendência de queda nos preços do tomate, da batata, pesquisada na Região Centro-Sul, e do feijão e do café em pó. Já as cotações do óleo de soja e da banana aumentaram na maior parte das cidades.

O preço médio do tomate diminuiu em 16 capitais. As quedas variaram entre menos 37,26%, em Brasília, e menos 5,36%, em Natal. Em Recife, houve alta de 5,70%. Em 12 meses, quase todas as capitais apresentaram taxas positivas, que variaram entre 5,91%, em Florianópolis, e 51,88%, em Recife. As diminuições ocorreram em Goiânia (-19,68%) e Brasília (-9,22%). O calor fez com que os tomates maturassem mais cedo, o que elevou a oferta e diminuiu o preço no varejo.

A batata, pesquisada na Região Centro-Sul, teve o preço médio reduzido em 10 cidades, com taxas que oscilaram entre menos 24,95%, em Brasília, e menos 7,12%, em São Paulo. Em 12 meses, no entanto, as variações foram positivas e muito altas, principalmente em Porto Alegre (110,55%), Belo Horizonte (105,00%) e Curitiba (104,65%). Apesar da baixa qualidade de parte das batatas ofertadas, a safra de inverno abasteceu o mercado e diminuiu o preço no varejo.

Em setembro, o preço médio do feijão diminuiu em 15 cidades. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, apresentou queda em quase todas as cidades, com variações entre -11,78%, em Campo Grande, e -1,75%, em Brasília. Em Recife, o preço não se alterou. Já o feijão preto, coletado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, aumentou nesta última cidade (0,95%) e teve queda nos outros municípios: Curitiba (-7,62%), Vitória (-4,64%), Florianópolis (-4,29%) e Porto Alegre (-1,90%).

Em 12 meses, o preço médio do grão carioquinha acumulou alta em todas as capitais, com taxas que variaram entre 31,32%, em São Paulo, e 56,96%, em Goiânia. As variações acumuladas do tipo preto também foram positivas, mas em patamares menores: entre 5,12%, em Vitória, e 20,39%, em Florianópolis. A oferta do grão carioca esteve normalizada na maior parte do mês. O bom nível do tipo preto ofertado deveu-se à importação do grão.

Houve redução também no preço médio do quilo do café em pó em 13 cidades. As quedas oscilaram entre -7,02%, em Curitiba, e -0,09%, no Rio de Janeiro. Já as altas foram registradas em Goiânia (4,47%), Brasília (2,71%), Florianópolis (1,33%) e São Paulo (0,99%). Em 12 meses, o valor subiu apenas em Goiânia (7,87%) e diminuiu nas demais cidades, com destaque para Aracaju (-16,53%) e Campo Grande (-15,91%).

A queda nos preços do café no varejo é resultante do início da safra, que aumenta a oferta do grão; da retração dos produtores à espera de melhores preços; das incertezas em relação ao clima, que pode afetar as floradas; das oscilações do preço internacional e do dólar.

O preço médio da lata de óleo de soja apresentou alta em todas as capitais, entre agosto e setembro. As taxas oscilaram entre 0,25%, em Recife, e 8,01%, em Vitória. Em 12 meses, o produto teve alta em 13 capitais, com destaque para Goiânia (26,04%) e Curitiba (9,07%). Em Campo Grande e Salvador, não houve variação. Em outras duas cidades, foram observadas reduções: Brasília (-1,81%) e Rio de Janeiro (-0,27%). Houve elevação da demanda do óleo de soja para produção de biodiesel e, com a diminuição da oferta, aumentou o preço no varejo.

O valor médio da banana subiu em 15 capitais. A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma média ponderada dos preços. As altas oscilaram entre 1,42%, no Rio de Janeiro, e 20,66%, em Curitiba. As reduções foram anotadas em Fortaleza (-5,86%) e Vitória (-2,38%). Em 12 meses, o preço da fruta subiu em 16 cidades, com destaque para Belo Horizonte (64,71%), Vitória (48,61%) e Porto Alegre (36,97%). A única taxa negativa acumulada foi registrada em Aracaju (-9,98%). A baixa oferta da banana prata e da nanica explicou o comportamento altista no varejo.

Edição: Fernando Fraga Tags: cesta básicacusto da cesta básicaDieesealimentos

Malotes com provas do Enem já estão a caminho dos locais de aplicação

Enem

Arte EBC Educação
Inep inicia logística de distribuição de 10,2 milhões de provas

Publicado em 04/10/2019 – 15:27

Por Agência Brasil* Brasília

A um mês do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deu início a distribuição das provas para os locais de aplicação distribuídos em todo o país. Nessa quinta-feira, 3 de outubro, 408 mil impressões saíram do 4º Batalhão de Infantaria Leve do Exército, em Osasco (SP), com a escolta da Polícia Militar, em direção a municípios da Bahia e do Pará. Para o exame deste ano, são 10,2 milhões de provas impressas.

“O Enem envolve o país inteiro, é um projeto nacional. São milhares de participantes que contam com a gente, que esperam uma boa prova, um bom ambiente para aplicarmos essas provas com segurança”, disse o presidente do Inep, Alexandre Lopes. O Enem 2019 tem 5,1 milhões de inscritos.

O diretor de Gestão e Planejamento do Inep, Murillo Gameiro disse que a logística do Enem é “uma verdadeira operação de guerra”. “Sem a participação de todos os parceiros não seria possível. Estamos trabalhando para que o sucesso seja antes, na entrega das provas, até o final, quando realizamos a divulgação dos resultados”, completou.

Enem 2019

Este ano, o exame ocorre em 3 e 10 de novembro. São 10.133 locais de aplicação em 1.727 municípios. O Enem avalia o desempenho do estudante e viabiliza o acesso à educação superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e instituições portuguesas. O exame também possibilita o financiamento e apoio estudantil, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Para o dia da prova, é necessário levar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, a única permitida. O Inep recomenda também que o participante imprima o Cartão de Confirmação da Inscrição e a Declaração de Comparecimento (caso precise de comprovante) e leve os dois para a sala do exame.

* Com informações do Ministério da Educação

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Edição: Narjara Carvalho Tags: enem 2019Inep

Fluminense efetiva Marcão como técnico

Anúncio foi feito por Paulo Angioni nesta sexta

Publicado em 04/10/2019 – 15:35

Por Maurício Costa – Repórter da Rádio Nacional Rio de Janeiro

O Fluminense anunciou nesta sexta (04) a efetivação de Marcão como treinador. O antigo auxiliar, que assumiu o posto de técnico interino após a demissão de Oswaldo de Oliveira, vai comandar o tricolor até o fim do Campeonato Brasileiro.

Quem comunicou a decisão foi o diretor executivo de futebol, Paulo Angioni, em entrevista coletiva: “O Marcão é o treinador do Fluminense, dando seguimento no Campeonato Brasileiro. Ele será o treinador do Fluminense enquanto nós entendermos que deva ser. Nossa intenção é que ele tenha muito sucesso, e tenho certeza de que terá. O Fluminense não está procurando treinador, nunca procurou treinador depois da saída do Oswaldo de Oliveira. Nossa visão é manter o Marcão como treinador”.

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, também comentou a efetivação de Marcão: “Não gosto desses rótulos de efetivado, interino. Todo treinador que chega aqui, seja ele qual for, vai estar sempre dependente de um bom trabalho, da gente avaliar e do resultado. Hoje ele é o técnico do Fluminense”. Audio Player00:0000:00Use Up/Down Arrow keys to increase or decrease volume.Ouça na Rádio Nacional

Mário Bittencourt também revelou que a CBF não liberou o volante Allan e o lateral Caio Henrique dos amistosos que serão disputados pela seleção sub-23 nos dias 10 e 14 de outubro, contra Venezuela e Japão, em Recife.

Sobre renovações de contrato do atual elenco, Paulo Angioni afirmou que a negociação com Daniel está próxima de ser concluída. Por outro lado, ainda não há avanço em relação à permanência do colombiano Yony González.

A entrevista coletiva ocorreu após o Fluminense batizar um dos campos do seu centro de treinamento com o nome do ex-jogador Altair. O ex-lateral-esquerdo morreu em 9 de agosto deste ano. Ele foi campeão mundial com a seleção brasileira em 1962, e o quarto jogador que mais vestiu a camisa tricolor na história.

O primeiro desafio de Marcão já como técnico permanente do Fluminense será no próximo domingo (6) contra o Botafogo. E você acompanha esta partida a partir das 15h30 na Rádio Nacional (1.130 AM). Edição: Fábio Lisboa Tags: esportesmultimídiafutebolFluminensecampeonato brasileirobrasileiroSérie A

Flamengo e Chapecoense fazem duelo de opostos

No Brasileiro, rubro-negro é líder, enquanto Chape está na lanterna

Publicado em 04/10/2019 – 15:55

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional Rio de Janeiro

Flamengo e Chapecoense se enfrentam no próximo domingo (6), na Arena Condá em Chapecó, com diferenças bem acentuadas na tabela do Campeonato Brasileiro. Os dois ocupam as pontas na competição, os cariocas são líderes com 49 pontos, enquanto os catarinenses seguram a lanterna com apenas 15.

Além dos 34 pontos que separam as duas equipes, os rubro-negros têm larga vantagem nos gols marcados. Até o momento são 47 gols em 22 jogos disputados, o que corresponde a uma média de 2,13% por rodada. É o melhor ataque da competição.

Já o Verdão do Oeste tem 18, com o mesmo número de jogos de seu próximo adversário. É a mesma marca de Gabigol, o artilheiro do Brasileirão. Este total corresponde a 0,81% gol por jogo. Com menos gols temos no Brasileiro somente o CSA, com 11, e o Avaí, com 12.

Nesta 23ª rodada, mesmo em caso de derrota, o Flamengo não perde a liderança da competição. Isso acontece porque o vice-líder Palmeiras tem 3 pontos a menos. Se vencer o Atlético-MG no domingo, na Arena Palmeiras, o time paulista iguala a pontuação. Mas ainda ficaria com uma vitória a menos, o que serve como primeiro critério de desempate.

Você acompanha Chapecoense e Flamengo no próximo domingo, a partir das 10h30 na Rádio Nacional (1.130 AM). Edição: Fábio Lisboa Tags: esportesfutebolbrasileirocampeonato brasileiroSérie Aflamengochapecoense

Acidente com barcos deixa sete feridos no Rio de Janeiro

Embarcações se chocaram no Canal de Itacuruçá, em Mangaratiba

Publicado em 05/10/2019 – 08:45

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Sete pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo duas embarcações na noite desta sexta-feira (4) no litoral sul fluminense. De acordo com a Marinha do Brasil, a traineira Mestre Zeus e a lancha Biel e Gui se chocaram no Canal de Itacuruçá, no município de Mangaratiba.

Segundo nota divulgada pelo órgão, assim que foi informada sobre o acidente, a Delegacia da Capitania dos Portos de Itacuruçá enviou uma equipe de busca e salvamento ao local. As vítimas com ferimentos mais graves foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Mangaratiba. O comunicado não detalha, entretanto, o número de pessoas nessa condição.

A Marinha informou ainda que vai abrir inquérito administrativo para apurar causas e responsabilidades pelo acidente. Edição: Paula Laboissière Tags: acidenteembarcaçõesMarinhaferidosRio de Janeirolitoral

Captação líquida da poupança bate recorde em setembro

Moeda, dinheiro

Imagem de Arquivo/Agência Brasil      Economia
Depósitos superaram saques em R$ 8,72 bi no mês

Publicado em 04/10/2019 – 16:01

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília

Depois de alternar resultados negativos e positivos nos últimos meses, a caderneta de poupança, aplicação financeira mais tradicional do país, registrou captação líquida recorde para meses de setembro. No mês passado, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 8,72 bilhões, informou hoje (4) o Banco Central. Este é o maior valor para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

Em setembro do ano passado, os correntistas tinham depositado R$ 8,54 bilhões a mais do que tinham retirado. Apesar do recorde do último mês, a poupança acumula saques líquidos em 2019. De janeiro a setembro, os brasileiros retiraram R$ 6,06 bilhões a mais do que depositaram na caderneta. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 25,5 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 – captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança está se tornando menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história, em 5,5% ao ano. Mesmo assim, o investimento tem conseguido garantir rendimentos acima da inflação, que está em níveis baixos.

Nos 12 meses terminados em setembro, a poupança rendeu 4,13%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 3,22% no mesmo período. Na próxima quarta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de setembro. Edição: Nádia Franco Tags: poupançadepósitossaquesinflação oficialIPCA-15

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, concede entrevista à TV Brasil.

Valter Campanato/Agência Brasil      Justiça
Tecnologia da informação é usada para identificar irregularidades

Publicado em 04/10/2019 – 16:18

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil Brasília

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, disse hoje (4) que entre dezembro de 2018 e agosto deste ano foram suspensas licitações para compras públicas com um valor total de R$ 812 milhões por suspeita de fraude. Segundo o ministro, os indícios foram identificados a partir de problemas ocorridos em contratos anteriores.

“Nós pegamos casos de corrupção confirmados e fomos estudar os editais de licitação. Verificamos que esses editais possuíam características comuns”, disse ao palestrar na universidade Mackenzie. Esses pontos foram usados para elaborar um programa que faz uma triagem nos textos das concorrências públicas. “A partir daí, a turma de TI

[tecnologia da informação]

desenvolveu um algoritmo que identifica esses casos. Então diariamente agora, 250 licitações de pregão eletrônico vão para o sistema de compras do governo federal”, explicou o ministro.

O uso do processamento digital permite que a CGU consiga analisar a grande quantidade de processos de licitação abertos diariamente. “São em torno de 5 mil páginas de edital de licitação por dia e o algoritmo tentando identificar aqueles problemas que, quando presentes em editais anteriores, ocasionaram casos de fraude. A partir dessa análise nós levantamos os editais que apresentam risco de ocorrência de fraude”, acrescentou.

As licitações com pontos duvidosos são, então, checadas por uma comissão do órgão. “Esses editais vão para a análise de um grupo de três servidores antes da licitação ocorrer. E as recomendações de resoluções de problemas vão antes da licitação ocorrer”, disse. Edição: Aline Leal Tags: CGUtecnologia da informaçãofraudes em licitações

Moro diz não ver problema com fiscalização de ações policiais

 
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa do lançamento da campanha publicitária do Projeto Anticrime, do governo federal

Antonio Cruz/ Agência Brasil      Política
Publicado em 04/10/2019 – 17:36

Por Alex Rodrigues Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse não ver problemas na fiscalização da atividade das forças policiais em geral, nem nas ações desenvolvidas no âmbito do programa Em Frente Brasil, cujo projeto-piloto foi lançado pelo governo federal no dia 29 de agosto.

“Não existe nenhum problema com a fiscalização da atuação das forças policiais, sejam elas locais, sejam das forças nacionais”, disse Moro durante uma entrevista à imprensa em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba.

A declaração de Moro foi motivada por uma pergunta a respeito da fala do presidente Jair Bolsonaro sobre a iniciativa do prefeito de Cariacica (ES), Geraldo Luzia Júnior, de liberar a linha 162, da Ouvidoria Municipal, para receber denúncia contra excessos dos agentes federais que chegaram à cidade para reforçar a segurança pública.  Ao tomar conhecimento do caso, o presidente Jair Bolsonaro disse que sugeriria ao ministro Sergio Moro que a experiência em Cariacica fosse interrompida. 

São José dos Pinhais e Cariacica estão entre os cinco municípios com elevados índices de violência que integram o projeto-piloto do programa lançado há pouco mais de um mês, em caráter experimental. Além de São José dos Pinhais, na região Sul, e de Cariacica, no Sudeste; também participam da iniciativa Ananindeua (PA), na região Norte; Paulista (PE), no Nordeste; e Goiânia (GO), no Centro-Oeste.

Bolsonaro destacou que o programa prevê a participação não só da Força Nacional, mas de vários outros órgãos de stado. Anunciado como uma iniciativa para reduzir a violência e a criminalidade, o Em Frente Brasil envolve os ministério da Justiça e Segurança Pública; da Cidadania; da Educação; da Saúde; do Desenvolvimento Regional; da Economia; da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; da Casa Civil; além da Advocacia-Geral da União (AGU) e órgãos estaduais e municipais. O foco principal são os crimes violentos como homicídios, feminicídios, estupros, latrocínios e roubos.

De acordo com Moro, a fala desta quinta-feira do presidente Bolsonaro “retrata uma insatisfação” de setores mais amplos. “O grande problema foi a forma como isto foi colocado por quem teve a iniciativa de gerar esta situação”, disse o ministro. “Como se a Força Nacional fosse uma intrusa, fosse algo incômodo, e não estivesse lá para ajudar, servir e proteger as pessoas. A insatisfação do presidente é exatamente com esta iniciativa”, concluiu o ministro.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura de Cariacica informou que o canal para que cidadãos que se sintam desrespeitados denunciem eventuais abusos de autoridade já funciona desde 2017, no âmbito da Ouvidoria Municipal. Trata-se do telefone 162.

“Como o Programa Em Frente Brasil de enfrentamento à criminalidade violenta se trata de um projeto-piloto, construído pelos três entes (União, Estado e Município), o município abriu um canal específico voltado à [receber a] contribuição dos cidadãos”, afirma a prefeitura, classificando o episódio como um “desencontro de informações”. “O município acredita no poder resolutivo do programa e por isso aderiu ao mesmo.”

Em um vídeo divulgado pelas redes sociais pouco após o pronunciamento de Bolsonaro, o prefeito Geraldo Luzia Júnior garante que o telefone 162 recebe sugestões, contribuições, reclamações e dúvidas dos munícipes. “Colocamos este mesmo canal à disposição do Programa Em Frente Brasil, oferecido pelo governo federal. [Assim] Todos podem contribuir para termos o sucesso com este programa de enfrentamento à violência criminal. Até agora, não recebemos nenhuma denúncia criticando a Força [Nacional de Segurança Pública] ou as nossas polícias Civil e Militar. Fizemos muita força para que este programa viesse para Cariacica […] e nos colocamos à disposição do governo federal se tivermos que fazer alguma mudança para que este programa continue dando certo.”

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Edição: Aline Leal Tags: Em Frente BrasilSergio MoroJair Bolsonaro