Confinamento expresso: econômico e útil na estratégia da fazenda

Por João Benatti*

O Confinamento Expresso é um método de terminação de bovinos de corte criado pela Bellman/Trouw Nutrition, que permite ganho de peso expressivo sem precisar de todos os recursos de um confinamento convencional. Esse sistema envolve o fornecimento de alto teor de concentrado para animais alimentados a pasto. O mais importante é que o pecuarista obtém carcaça pesada, sem a necessidade de investir em grande estrutura para engorda. Outra vantagem é que qualquer produtor pode utilizar essa técnica, desde que reunidas as condições para uma terminação eficiente, como boa genética, condição corporal adequada – e, portanto, nutrição de qualidade – e controle sanitário eficaz.

O passo a passo do Confinamento Expresso é o seguinte: o pecuarista fornece 2% do peso corporal do animal em concentrado. Exemplo: se os animais estão na média de 450 kg de peso vivo, devem ser fornecidos 9kg de concentrado/dia para o animal. O fornecimento deve acontecer duas vezes ao dia (manhã e à tarde), o espaçamento de cocho deve ser entre 45 e 60 cm por cabeça e os lotes devem ser formados com até 200 animais.

É importante ressaltar que o pecuarista não precisará de volumoso complementar, uma vez que o animal usará o pasto. Além disso, o bebedouro deve suportar o número de animais e é preciso área de pasto vedada, local para armazenagem dos ingredientes, misturador, balança e veículo para distribuir o concentrado. O tempo de conclusão é de 90 a 100 dias, ou seja, o mesmo tempo que o produtor gastaria terminando os animais no confinamento convencional. O ganho de peso projetado é de 1 @ líquida a cada 15 a 18 dias nesse sistema.

Outro ponto positivo está relacionado ao bem-estar animal. O rebanho não é transportado, permanecendo nos pastos da própria fazenda. Elimina-se a disputa por espaço e sombra, bem como eventuais problemas com encharcamento e danos aos cascos. É possível terminar os animais com muita agilidade. Isso porque o Confinamento Expresso® dispensa a produção de volumoso adicional. Além disso, a estrutura de cochos é de simples execução. Assim é possível ter rapidez, praticidade, baixo investimento e alto desempenho.

O concentrado para a alimentação dos animais é feito a partir da mistura do núcleo mineral, ureia, fonte proteica (farelo de soja, farelo de algodão, etc) e fonte energética (milho, sorgo, casquinha de soja, polpa cítrica). Há também a possibilidade de comprar o núcleo mineral já acrescido de ureia e farelo proteico, sendo necessário adicionar somente a fonte energética. Sabe-se que os bovinos que consomem alimentos concentrados em maior quantidade podem ser abatidos mais jovens, depositando gordura de maneira mais uniforme e em maior quantidade do que aqueles terminados exclusivamente a pasto. Isso só é possível devido à alta taxa de ganho de peso, proporcionada pela alta energia da dieta.

O custo de implantação de um confinamento convencional pode variar de R$ 1.000,00 por cabeça para os mais simples, até R$ 1.500,00 por cabeça para os mais sofisticados o que limita a técnica apenas a produtores com capacidade de investimento com estrutura. Desta forma, conclui-se que são necessárias alternativas de menor investimento para terminação de animais utilizando dietas com maiores quantidades de concentrado e sem o fornecimento de volumoso no cocho. Uma dessas alternativas é o Confinamento Expresso®.

A Trouw Nutrition oferece a solução BellPeso Expresso para o produtor alcançar o máximo o desempenho, possui formulação à base de macro e microminerais, vitaminas, tamponantes, monensina, ureia e proteína verdadeira.

* João Benatti é Gerente de Produtos para Ruminantes da Trouw Nutrition.

Rodrigo Fragola é o novo CEO da OGASEC

(Companhia especializada em segurança cibernética prepara avanço na direção do ambiente multi-cloud)

OGASEC, uma das pioneiras em tecnologias de segurança cibernética no Brasil, nomeou Rodrigo Fragola para a posição de CEO. O executivo já dirigiu a empresa em períodos anteriores e vinha participando do seu Conselho de Administração desde sua fundação. Fragola dará continuidade à estratégia da OGASEC de se colocar como um dos players mais relevantes em segurança da informação.

“A OGASEC dispõe de experiência e portfolio para ajudar as empresas nessa fase de transição das redes empresariais para novos modelos de negócio, sejam em nuvens públicas, privadas, mistas ou trabalho remoto”, afirma o executivo.

Entre as prioridades do novo CEO está o fortalecimento das parcerias e a atualização do portfolio para atender empresas de todos os portes que começam a fazer uso de infraestrutura como serviço e arquiteturas de processamento em containers. 

“A nuvem e o trabalho remoto deixaram de ser uma escolha e vieram 
para ficar. Tanto as PMEs quanto as grandes companhias estão tendo que interagir com este ambiente, onde os requerimentos de segurança exigem tecnologias como as que a OGASEC vem fornecendo há vários anos” comenta o CEO. 

A OGASEC é reconhecida no mercado por suas ofertas voltadas para a segurança em trabalho local e remoto e por empregar inteligência artificial e aprendizado de máquina como base para suas soluções. 

A marca é uma das líderes em aplicações de Redes Privadas Virtuais (VPN), redes de longa distância (SD-WAN) e aplicações web de firewall (WAF) para a proteção de páginas empresariais, além de antivírus e proteção contra ataques (Sandbox)

Na condição de CEO, Fragola substitui Markswell Coelho, que deu início à nova fase da companhia. “Em nome do time OGASEC, agradeço ao Markswell Coelho, com nossos votos de sucesso”, conclui o CEO.     

Sobre a OGASEC
A OGASEC é pioneira no Brasil em segurança da informação. Seu ecossistema de produtos e serviços é composto pelas soluções de Firewall UTM/NGFW, Sistemas de proteção WEB (WAF), Redes Privadas Virtuais (VPN) para trabalho remoto. 

A companhia dispõe de sistemas para interconexão entre empresas, proteção contra ataques tipo IPS, balanceamento de links, filtro para usuários WEB, detecção de intrusão e sistemas de análise de vulnerabilidade, dentre outros. 

As soluções OGASEC estão instaladas em milhares de escritórios de todos os portes e em hospitais, escolas, empresas de Utilities, indústrias, transportadoras, setor judiciário, hotéis, varejo, e-commerce, prefeituras e órgãos de governo em todos os níveis.   

Informações para a imprensa
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Contato: Fabiana Nogueira
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Autismo, respeito e compreensão

Por Clay Brites*

No dia 02 de abril é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Durante todo o abril azul, é dado destaque para que o preconceito e discriminação pela falta de conhecimento, diminuam.

Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data também nos faz refletir sobre o que os autistas e seus familiares mais precisam: compreensão e respeito. É fundamental que mais pessoas entendam que há uma grande complexidade envolvendo o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e que nenhum indivíduo é afetado da mesma forma.

O TEA é o transtorno do neurodesenvolvimento cujas características podem ser observadas ainda na primeira infância por meio da consulta a um especialista e de diagnóstico precoce. O autismo é uma condição que atualmente é entendida também como uma síndrome comportamental de nível complexo, além disso, o autismo combina fatores genéticos e ambientais.

Geralmente, os autistas apresentam problemas na interação, na comunicação e no comportamento. Por exemplo, na interação social comprometida, o relacionamento com pessoas do mesmo contexto familiar ou etário é aquém do esperado. Pode haver falta de reciprocidade emocional, pouco uso de meios não verbais para comunicação. Podem apresentar também comunicação deficitária, com ausência de linguagem verbal (falada), fala extremamente rebuscada para idade, ecolalias, pronúncia sem a cadência que as pessoas geralmente utilizam (sem alteração de tom) entre outros.

Além disso, há comportamentos marcados por estereotipias, como interesses não usuais em intensidade ou foco, movimentos motores repetitivos, rotinas invariavelmente rígidas e não funcionais, preocupação com partes de objetos, etc.

No entanto, esses fatores variam de caso a caso, ou seja, nenhum autista é igual ao outro. O autismo é muito variado, podendo apresentar intensidades severas em alguns pontos e leves em outros. Por isso, o TEA deve ser muito bem avaliado, por meio de escalas diagnósticas específicas e uma bateria de avaliações cuidadosas. Isso é necessário, pois somente dessa forma é possível saber a intensidade e as áreas que devem ser melhor trabalhadas.

Por todos esses motivos, é essencial que profissionais das áreas da saúde e da educação possam buscar mais conhecimento e compreender melhor tudo o que envolve o transtorno para tentar, de alguma forma, amenizar as dificuldades provocadas pelo TEA. Assim, conseguiremos tratar essa condição de maneira mais adequada e responsável.

Dr. Clay Brites* é pediatra, neurologista infantil, autor de livros sobre autismo e transtornos de aprendizagem, além de ser um dos fundadores do Instituto NeuroSaber

Coluna – Novo coronavírus afeta as finanças dos clubes

O consultor de finanças do Esporte, Cesar Grafietti, e o diretor-executivo da EY, Pedro Daniel, estão preocupados com o futuro dos clubes brasileiros, em razão da pandemia do coronavírus

© Reprodução de vídeo

Esportes

Publicado em 31/03/2020 – 17:20 Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola. A coluna do apresentador será publicada pela Agência Brasil semanalmente às terças-feiras. – Rio de Janeiro

Não poderia ter sido pior. A chegada do novo coronavírus afeta as finanças dos clubes do futebol brasileiro. Estudos mostram, há anos, que muitos têm receitas inferiores aos custos, o que gera dívidas, não recolhimento de impostos e salários atrasados. Recentemente, as receitas de TV, bilheteria e programas de sócio-torcedor permitiram que alguns respirassem. Além disso, a venda de jogadores para o exterior passou a ser outra importante fonte de renda. Mas a redução na atividade das indústrias – como a do futebol – vai frear todo o movimento positivo que estávamos acompanhando. E o tempo que vamos levar para retornar à rotina será decisivo para mensurar o impacto que o novo coronavírus vai promover.

Conversei com dois especialistas no assunto: César Grafietti, consultor de finanças do Esporte, e Pedro Daniel, diretor executivo da EY. E ambos têm opiniões que se completam sobre esse cenário. Para Grafietti, não há distinção entre grandes e pequenos no momento atual. Ele lembra que os de maior investimento têm maior receita, mas custos maiores também, como salários. Os de menor investimento, por outro lado, têm dificuldades naturais e qualquer falta de receita vai impactar negativamente. Pedro Daniel faz ainda uma ressalva – muitos clubes se programam para operar até abril, quando terminam os Campeonatos Estaduais. Como eles foram interrompidos, sem prazo para retornarem, como fazer com os contratos firmados por prazo pré-estabelecido? E como sobreviver sem a entrada da receita prevista, no final dessas competições?

A insegurança gerada por essa paralisação mundial tem diversos motivos – como cumprir com os contratos firmados com os patrocinadores; como atender aos contratos de TV, caso o calendário seja reduzido, com menor número de transmissões; como manter os planos de sócio-torcedor ativos, sem futebol; como compensar a perda de arrecadação com as bilheterias?

Pedro Daniel salienta que outra importante fonte de receita poderá ficar de lado – a venda de jogadores. Ele lembra que os clubes europeus, grandes compradores, estão passando pelo mesmo momento de dificuldade e que vão aguardar um pouco mais para se arriscarem em qualquer novo investimento. Grafietti vê de forma positiva um movimento já iniciado na Europa de redução de salários dos jogadores, mesmo que momentânea, e entende que isso seria importante de acontecer também no Brasil

O aperto do calendário também é discutido por eles. Grafietti entende que se os Estaduais forem os grandes prejudicados, o calendário brasileiro poderá se ajustar e encerrar o ano relativamente bem. Mas se a paralisação se estender por datas que atinjam a Copa do Brasil, as Copas Libertadores e Sul-Americana e, principalmente, o Brasileirão, os clubes vão precisar renegociar valores com parceiros para atender a uma nova realidade de exposição da imagem. Pedro Daniel, inclusive, lembra que o caixa dos clubes vai sofrer impacto porque muitos fazem suas projeções em cima das premiações que esperam receber. E num calendário menor, elas podem não chegar. A questão do acesso e descenso, com a definição de vagas para competições em 2021, também é algo a ser debatido.

A situação é mesmo complexa – as TVs, por exemplo, têm mantido em sua grade jogos de futebol. O contrato que elas têm com os clubes permite essa reapresentação. Só que, para os clubes, causa um incômodo, pois lá estão patrocinadores, placas no entorno do campo e camisas antigas, todos ganhando visibilidade em detrimento de quem está pagando agora por isso.

Mas o que fazer, lembrando, ainda, que o retorno às atividades não significa a volta dos jogos, porque os atletas precisam de tempo para se recuperarem física e taticamente? César Grafietti e Pedro Daniel voltam a concordar. Só com união entre todos os envolvidos: clubes, TVs, patrocinadores, federações, CBF e jogadores. A solução precisa ser conjunta e uniforme, satisfazendo as necessidades de todos e não individualmente.

Até hoje, no Brasil, não houve união entre os clubes. Talvez seja o momento. Quem sabe, de forma positiva, podemos pensar em um novo formato de competições para o calendário do futebol brasileiro?

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola.

Edição: Verônica Dalcanal

O impacto do COVID-19 na alta do dólar e na variação do valor do barril de petróleo

Escrito por Marco Gonçalves

Os recentes acontecimentos relacionados à pandemia do COVID-19, Coronavírus, têm impactado diretamente na grande oscilação com relação ao valor do barril de petróleo e, como consequência, na economia mundial. Um dos pontos críticos que alimentou a crise econômica atual foi a superprodução de petróleo pela OPEC. Os países da Arábia Saudita e Rússia, especialmente, estão injetando uma demanda exacerbada de suprimentos de petróleo e, com isso, barateando muito o valor do barril de petróleo exportado. No próximo mês, por exemplo, a Arábia Saudita deve comercializar o barril de petróleo para a China por apenas US$ 6, US$ 7 para os EUA e US$ 8 para a Europa.

Para se ter uma ideia, o custo de exploração do pré-sal, apesar de relativamente baixo, de acordo com dados divulgados em março de 2020, passou de em média US$ 13 em 2015 para US$ 6 no final de 2019, contra US$ 2.8 da Saudi Aramco, que conta ainda com uma capacidade de produção de 10 milhões de barris por dia, podendo subir para 20 milhões de barris. Atualmente, o Brasil produz, por dia, com a ajuda do pré-sal, em média 2 milhões de barris, ou seja, aproximadamente 10 vezes a menos do que a Saudi Aramco.

Este é um cenário que impacta diretamente na diminuição do preço do petróleo globalmente. A produção brasileira até o momento tem conseguido lidar bem com a instabilidade, considerando o custo de produção x valor do barril de petróleo. No entanto, a tendência é que o cenário piore bastante, antes de apresentar alguma melhora.

Entendendo a variação do valor do barril de petróleo

O custo do barril de petróleo envolve hoje em torno de três variáveis: suprimento, demanda e a geopolítica (pandemia de COVID-19).

Como suprimento, entenda-se a disponibilidade de petróleo produzido. Como os países da OPEC estão produzindo petróleo desenfreadamente, os EUA estão acompanhando este ritmo de produção e o Brasil está também tentando aumentar a sua capacidade; tudo isso somado resulta em que a oferta esteja excessivamente farta, em todo o mundo.

O segundo fator é a demanda, ou seja, o quanto os países e as pessoas estão precisando do petróleo e seus derivados para aquecimento, eletricidade, transporte, entre outras necessidades. Quanto maior o crescimento econômico, maior a demanda de petróleo. E o uso do petróleo ainda é muito significativo em todo o mundo, já que as energias renováveis ainda são caras e não possuem capacidade suficiente para atender todas as demandas mundiais.

A questão geopolítica, que envolve a pandemia do COVID-19, é o terceiro ponto que influência diretamente o valor do barril de petróleo. Qualquer conflito no Oriente Médio ou problema nos EUA pode afetar o preço, diminuindo ou aumentando, dependendo do caso. A pandemia tem impactado diretamente na oscilação do preço, pois há uma crise no transporte, as fronteiras estão sendo fechadas e as empresas estão orientando seus colaboradores a trabalharem remotamente, além dos trabalhadores que já contraíram o vírus estarem afastados. A criticidade da situação tem, portanto, impactado diretamente no valor do barril de petróleo.

Impactos da oscilação no valor do barril de petróleo na economia

Para a economia brasileira, em curto prazo, o cenário não é animador. O valor em bolsa da Petrobras caiu cerca de 60%, desvalorizando muito as ações da estatal. Como consequência, os investidores ficam receosos e acabam desfazendo-se de suas cotas, o que deixa tudo ainda mais complicado e a economia mais frágil.

É imperativo que o país se prepare para um período difícil. Nos próximos meses, assim como aconteceu na China, a situação deve piorar, para então, estabilizar-se. A tendência é que o número total de pessoas infectadas aumente drasticamente até que sejam encontradas alternativas de combate à doença. Apesar da China estar se recuperando, ainda existem países críticos como a Itália que estão em uma situação devastadora. Esperamos que no Brasil não cheguemos a este ponto.

É inevitável que a economia sinta e reflita negativamente este momento, tanto em termos de produto interno bruto, quanto no crescimento das empresas. Como existem muitos projetos em andamento, é fundamental para a Petrobras, por exemplo, que o pré-sal continue sendo explorado, para não afetar a produção. Independente das altas e baixas da economia, o petróleo é necessário.

Importância do petróleo no Brasil

É preciso ter em mente que o Brasil é o país líder da América do Sul. Enquanto vemos, por exemplo, a Venezuela passando por muitas crises e também lidando com o COVID 19 e a Argentina com uma série de problemas políticos e econômicos, o Brasil deve ser o responsável por guiar a região, já que é o líder em potencial de produção e 8º maior produtor no mundo.

Estamos certos de que se trata de uma fase ruim e as grandes empresas terão de seguir firmes para conseguir sobreviver a este período complicado. Se a Petrobras sofre, a economia brasileira também sofre. Entretanto, ao mesmo tempo, a tendência é de que com a alta do dólar, possa se obter maior lucro com a exportação do petróleo, até porque receber em dólar seria positivo para a balança comercial da empresa. Precisamos confiar na recuperação da economia brasileira e na confiança dos investidores. Mesmo que leve tempo, quem investir agora vai aproveitar essas ações em baixa que devem aumentar a médio e longo prazo. 

Apesar da atual infraestrutura brasileira, espera-se que as autoridades tomem as atitudes cabíveis para diminuir a propagação do vírus em um tempo menor do que a China. Desta forma, será possível que nossa economia retome aos poucos. O preço do petróleo não deve voltar a índices muito grandes e o valor do barril de petróleo deve manter-se em uma média de US$ 25 nos primeiros meses, mas trafegar entre US$ 40 e US$ 50 a médio/longo prazo, o que seria positivo, já que com este valor o país consegue manter os negócios. Porém, alerta vermelho caso o preço seja inferior a US$ 16 (ponto de equilíbrio atual da produção para pagar os custos, segundo informações atualizadas com os índices divulgados em 2020), pois não compensará para o Brasil exportar esse petróleo. Abaixo de US$ 16 será o caos e refletirá diretamente na economia brasileira. Esperamos que o governo adote medidas de apoio às empresas brasileiras para que consigam passar por esse cenário tão desfavorável e sair com um mínimo de saúde financeira.

Marco Gonçalves é Gerente de Contas Estratégicas de Óleo & Gás, Petroquímicas e Químicas da Fluke do Brasil, companhia líder mundial em ferramentas de teste eletrônico compactas e profissionais.

Marcela Gasperini
EPR

O impacto do COVID-19 no processo de inovação das empresas

Escrito por Feliciano Aldazabal

É evidente que a pandemia originada pela irrupção do vírus COVID-19 acarretará diversas consequências no comportamento de todos os países do mundo. Além do principal e mais importante impacto no âmbito da saúde pública, teremos enormes repercussões no aspecto social e econômico de qualquer nação. As medidas de contenção e confinamento tomadas pelos governos, totalmente lógicas em função da tentativa de combater o contágio em maior escala, trará uma forte paralização na economia global. A queda da bolsa de valores, por exemplo, já é um efeito perceptível. Desta forma, será que vale a pena fomentar o investimento em inovação nas empresas, neste momento?

Diante do atual panorama econômico, existe uma tendência nas companhias em realizar uma revisão de medidas orçamentárias para contenção de custos. Mas, simultaneamente, a necessidade de encontrar soluções de inovação nas empresas, que permitam oferecer soluções diferenciadas em decorrência do mercado cambiante, será fundamental para a sobrevivência delas, garantindo assim uma infraestrutura laboral do país e, principalmente, o estímulo à competitividade.

Panorama de inovação nas empresas

As empresas privadas, por iniciativa própria, ainda em uma situação mais confortável no que diz respeito à saúde financeira, não costumam investir o suficiente em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Com frequência, é difícil financiar projetos de risco em atividades de PD&I, mesmo que a previsão seja de elevada rentabilidade. Isso acontece, ainda mais, em momentos de recessão econômica, quando as restrições e liquidez prevalecem, como é o caso atual.

De acordo com a análise do Fundo Monetário Internacional, as políticas fiscais ajudam a estabilizar o produto e incrementam consideravelmente os investimentos privados em P&D, apoiando o aumento da produtividade. A efetividade dos incentivos fiscais à P&D depende, em grande medida, do marco regulatório e da sua estabilidade no tempo.

Hoje, o principal e mais transversal dos estímulos à PD&I no Brasil é o incentivo definido no capítulo terceiro da Lei do Bem (Lei 11.196/05). Este benefício permite que qualquer companhia que invista em atividades de PD&I, independente do setor de atuação, tenha um retorno fiscal de 20 a 34%, aproximadamente, sobre os valores gastos nestas atividades. Infelizmente, tal recurso só pode ser utilizado por empresas que tiverem um resultado fiscal positivo. Desta forma, este limitador está sob contínuo questionamento por parte das diferentes entidades e empresas que compõem o ecossistema de inovação brasileiros, isto porque, a natureza dos projetos de PD&I costuma ser plurianual e o objetivo implícito desta Lei é apoiar às companhias a criarem uma estrutura de PD&I crescente e sustentável.

Se analisamos a situação econômica atual, em curto e médio prazo, podemos entender que o resultado financeiro das empresas dificilmente será positivo devido à paralização da atividade econômica que está curso. Ou seja, o incentivo principal para estimular e garantir a estabilidade do investimento em inovação não terá real aplicação nas companhias.

É possível motivar às empresas a potencializar os investimentos em inovação neste momento?

Diversas pesquisas concluem que a inovação tem uma importância capital para o aumento da competitividade das empresas nacionais e para geração de riqueza e incremento do PIB brasileiro. Estudos de 2019 indicam que, devido a aplicação de incentivos fiscais à P&D, houve um aumento na intensidade do investimento em PD&I de quase 28%, demonstrando como este tipo de mecanismos têm grande influência para promoção da participação de empresas privadas em atividades de inovação. A situação de calamidade que enfrentamos faz com que o investimento em inovação seja ainda mais necessário, dentro de um cenário de contenção de custos por parte do setor empresarial. Assim, a eliminação do limitador definido na Lei do Bem que impede o uso dos incentivos em caso de prejuízo fiscal, hoje, é mais uma obrigação do que de fato uma necessidade.

É claro que o governo terá de atender inúmeras prioridades neste período, entretanto, é importante salientar que, em médio e longo prazo, o que vai permitir ao país sair fortalecido de uma crise como a que estamos vivendo será a originalidade e a inovação dentro das empresas. Por isso, o estímulo a esta tipologia de projetos e atividades torna-se algo de grande relevância para qualquer setor da economia.

Importante destacar que outros incentivos setoriais à inovação não estão atrelados ao resultado das companhias – o que é totalmente lógico –, que a Lei do Bem cobra hoje mais relevância do que nunca, influenciando todos os setores da economia, e que este tipo de incentivo não terá impacto na arrecadação da Receita Federal em curto prazo. Sob esta perspectiva, parece um bom momento para refletir sobre a relevância de fomentar a inovação nas empresas e, principalmente, em como adequar à Lei do Bem para que atenda à necessidade atual do Brasil de forma sustentável e efetiva.

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Feliciano Aldazabal é Gerente de Produtos e Serviços do FI Group, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

Ana Laura
EPR

A Dietoterapia torna possível o desenvolvimento saudável das crianças

Por Thais R Mezzomo *

As doenças crônicas debilitam a saúde e a qualidade de vida das pessoas, sejam elas crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Como exemplo, temos dentro do conjunto de erros inatos do metabolismo, a fenilcetonúria, a condição mais frequente dos erros inatos e a primeira doença genética tratada por meios nutricionais.

Essa doença, diagnosticada com o teste do pezinho, é caracterizada pela ausência de uma enzima hepática específica necessária para a degradação do aminoácido fenilalanina em tirosina, presente em muitos alimentos consumidos no nosso dia-a-dia. Altos níveis de fenilalanina no sangue causam toxicidade ao cérebro, comprometendo o estado mental e desencadeando insuficiência intelectual (deficiência mental) nesta população.

Essa doença tem prevalência média global de 1 caso a cada 10.000 recém-nascidos. A doença foi descoberta em 1934 e o tratamento nutricional foi descoberto em meados de 1950, enquanto que o diagnóstico precoce surgiu na década de 1960. Porém, o diagnóstico de forma gratuita no Brasil surgiu apenas em 1992 com a implantação do Programa Nacional de Triagem Neonatal. Até então, todos os pacientes acometidos desenvolviam deficiência intelectual, condição conhecida antigamente como retardo mental.

O tratamento nutricional nesta condição envolve a restrição de carnes, ovos, leite, feijão, adoçante aspartame, trigo entre outros alimentos. Mas não apenas a restrição alimentar é fundamental, como também a adequada suplementação alimentar proteica, de vitaminas e minerais, calculada especificamente para a criança, conforme o seu estágio de desenvolvimento, por toda a vida.

Desta forma, é possível o adequado e saudável desenvolvimento da criança. Contudo, essa condição impõe vários desafios aos profissionais e aos familiares, a fim de evitar que a alimentação se torne monótona ou não inclusiva. Portanto, torna-se fundamental, o papel do nutricionista alinhando com os familiares e demais envolvidos no cotidiano da criança, para que os resultados sejam positivos e agradáveis.

Nesta situação, é fundamental o papel da ciência da Nutrição para proporcionar saúde e qualidade de vida à população. Ao estudar a relação entre os alimentos e o homem, objetivamos prevenir alterações de saúde e também tratar casos em que sejam necessárias modificações de nutrientes na alimentação, demonstrando, desta forma, a responsabilidade do nutricionista como o profissional responsável pela prescrição dietética na saúde e desenvolvimento da população.

Thais Regina Mezzomo * é coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Internacional Uninter.

Cenários para o Brasil: isolamento vertical ou horizontal?*

Nos últimos dias foi estabelecido um debate na sociedade brasileira entre duas opções de combate ao impacto do novo coronavírus no país. A primeira, de maior aceitabilidade internacional e defendida pela maior parte dos especialistas em saúde pública, bem como pelos governadores dos estados brasileiros. A segunda por sua vez é mais controversa, sendo defendida pelo governo federal, por um grupo mais fiel a esse governo e pelo presidente norte-americano.

Tomando como ponto de partida que essas sejam opções metodológicas — o que significa destituir, a título de raciocínio, os possíveis conteúdos políticos ou eleitorais dessas opções —, quais seriam os cenários para o impacto humanitário e econômico de cada uma, comparativamente?

Vamos iniciar essa reflexão criando dois cenários extremos, partindo de cinco variáveis que influenciam tanto o número de mortes quanto o produto interno bruto. A primeira, de natureza social, é o grau de aceitação e disciplina ao isolamento, seja ele vertical ou horizontal. A segunda, de natureza institucional, é a capacidade do sistema público de saúde absorver a demanda por leitos nos hospitais, em especial as Unidades de Tratamento Intensivo. A terceira, de natureza tecnológica, é a criação de uma vacina ou tratamento eficaz e que tenha capacidade de alcance para a população em todo território nacional. Por fim, as duas últimas são o tempo e o espaço. Todas essas variáveis devem ser aplicadas em um curto intervalo de tempo, de um a cinco meses, e em um território que possui uma hierarquia urbana própria, bem como uma estrutura de concentração populacional, assim como de circulação por esse espaço.

As cinco variáveis (social, institucional, tecnológica, temporal e espacial) precisam estar presentes nessa projeção. Podemos afirmar que outras forças poderiam atuar nessa elaboração, mas, em grande medida, essas seis grandezas resumem as demais perspectivas que possam ser incluídas em uma projeção de cenário mais complexa. Esse modelo, portanto, parte da intensidade em que essas variáveis são provocadas pelas opções de políticas públicas que a classe política adota.

Assumindo, então, que a opção de isolamento horizontal seja adotada, em qual dessas variáveis ela vai incidir? De forma direta, na variável social, ou seja, no grau de isolamento. Nesse sentido, caso a sociedade respeite uma quarentena estabelecida, o impacto social dessa medida é o confinamento dos focos de transmissão em núcleos isolados de disseminação do vírus. Contadas duas semanas de contenção, a maior parte dos focos de transmissão é encerrada, o que implica uma menor pressão na variável institucional — logo, menos indivíduos demandando leitos ou mesmo respiradores para os quadros graves. Em sequência, a produção de uma vacina ou tratamento leva tempo. Não existe uma receita que seja possível de ser disseminada para a população em um curto espaço de tempo. Não há vacina possível de ser fabricada em menos de um ano, nem tratamento testado para distribuição global. Essas três variáveis formam um sistema, que funciona em conjunto. Uma opção de política pública acarreta uma cadeia de eventos para todas as células desse sistema. Em duas a três semanas, caso a opção do isolamento horizontal ocorra, o número de mortes é reduzido e a curva de contaminação é achatada, uma vez que não há tratamento disponível. 

A segunda opção de isolamento é a vertical. Caso este modelo seja adotado, como esse sistema formado pelas variáveis social, institucional, tecnológica, temporal e espacial responde? Vamos assumir que esse isolamento ocorra e boa parte da população de idosos seja preservada. No entanto, como os focos de transmissão ocorrem de forma desimpedida, o resto da população economicamente ativa, mais as crianças são infectados.  Qual seria o impacto disso na capacidade de absorção do sistema público de saúde? Não sobram leitos para os mais jovens, nem para as crianças, nem para os adultos. A curva de contaminação passa a ser exponencial, deixando infectadas inúmeras pessoas que não são idosas, mas que podem evoluir para um quadro de pneumonia grave que, caso não seja tratado, causa óbito também. Nesse cenário, uma vacina também não é produzida a tempo, nem qualquer tratamento confiável. O vírus espalha-se de forma exponencial em todo o território nacional.

As consequências humanitárias do isolamento vertical e horizontal são diametralmente distintas, conforme essa simulação. No caso da opção horizontal, uma centena de pessoas do grupo de risco vem a óbito e o resto da população encerra o período de quarentena em um período máximo de três semanas. No caso do isolamento vertical, a totalidade da população contrai o vírus e, como consequência, milhões de pessoas vêm a óbito por falta de tratamento adequado. Como os idosos foram isolados, a população economicamente ativa foi afetada e a pirâmide etária brasileira foi achatada. Além disso, o tempo de contaminação estende-se devido à transmissibilidade ocorrer, para cada indivíduo, de forma desigual. Em cada cidade pequena, média e metrópole, a contaminação ocorre de forma gradual, o que faz o vértice do gráfico de contaminação ter um leve achatamento e aumentar o tempo de permanência do vírus por mais de um mês no Brasil. A extensão do território nacional faz com que muitos focos do vírus ocorram de forma espaçada e permite a criação de novas ondas de contaminação a cada vez que ele atinge novos grupos de indivíduos ao longo do espaço.

Em síntese, os efeitos do isolamento vertical são menos eficazes em termos humanitários e econômicos, mesmo que pareçam em uma observação desatenta. Já o isolamento horizontal é mais eficaz, tanto em termos econômicos quanto em termos humanitários.

Autor: André Frota* é membro do Observatório de Conjuntura e professor do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Internacional Uninter.

5 principais desafios de quem desenvolve sistema de gestão (ERP)

Por Robinson Idalgo*

Vender softwares de gestão empresarial é um desafio para você? Possui um sistema de gestão ERP Windows e se vê com dificuldades em mantê-lo atualizado em meio a tantas novidades tecnológicas? 

De fato, criar e manter um sistema de gestão empresarial não é uma tarefa simples, tampouco barata. Para explicar melhor, listamos as 5 maiores dificuldades ao desenvolver um ERP: 

1- Tecnologia muda rapidamente

Há quem diga que a tecnologia evolui mais rápido que a capacidade humana. E não é difícil acreditar mesmo nisso, não é mesmo? Mas aí, ao criar um ERP nos deparamos com a seguinte questão: a dificuldade de mantê-lo atualizado, diante da velocidade com que as novas tecnologias vão surgindo e evoluindo. Afinal, para uma constante otimização de processos, garantia na segurança das informações, redução de riscos e, claro, aumento da competitividade, o seu sistema de ERP precisa estar sempre atualizado e inovador.

2- Conformidade com as Leis Tributárias

Para além das atualizações tecnológicas, é preciso se atentar a outro fator, não menos importante: o trabalho complexo e constante que existe para estar atualizado e em conformidade com as leis e regras tributárias. Os sistemas de ERP demandam que a emissão, controle e recebimento fiscal estejam de acordo com as exigências e, vale lembrar que a legislação fiscal está sempre mudando, o que não ajuda nesse processo

3- Desenvolvedores

A conta é simples: para desenvolver sistemas eficientes é preciso contratar bons desenvolvedores. Mas a verdade é que os bons profissionais desta área já estão trabalhando e custam caro. O salário de um programador está entre os mais altos do mercado de trabalho hoje. 

Sem falar que trata-se de uma profissão praticamente isenta de qualquer crise econômica. Portanto, a tendência é que essa remuneração só aumente.

4- Tempo e Dinheiro

Criar sistemas de gestão envolve uma série de investimentos.  Se gasta tempo, dinheiro e recursos de desenvolvimento para criar as funcionalidades e, sobretudo, mantê-las atualizadas. Sem falar da contratação de equipe, investimento em treinamentos para capacitação e compra de mais equipamentos de hardware. Outro ponto importante que deve ser considerado é que para criar um ERP do zero, leva-se muito tempo. Para ter uma ideia, um software robusto leva anos para ser desenvolvido.

5 – Mobilidade

Até o final de 2020, estima-se que 4 bilhões de smartphones estejam ativos em uso. Já é o suficiente para entender que nenhuma tecnologia que não estiver também adaptada para o mobile terá vida longa, né? O ERP precisa ser responsivo pensando nas plataformas iOS e Android.

 A boa notícia é que já existem opções mais inteligentes no mercado, até mesmo para quem já possui um sistema ERP Windows. E ciente dessas dificuldades, porque não partir para uma nova opção de negócio?

O conceito de White Label tem se tornado uma opção vantajosa para negócios relacionados à ERP. Um sistema de gestão empresarial que roda na web, é devidamente – e constantemente – atualizado com o que há de melhor no mercado, e que ainda pode ter a sua própria marca estampada. Mais do que isso, esses sistemas costumam ser soluções bem completas, que já vêm integradas com as principais plataformas do mercado, como marketplaces, e-commerces e até o WhatsApp.

Portanto, adquirir esse tipo de negócio, consegue um modelo simplificado e de fácil gestão, com toda a infraestrutura necessária para realizar operações específicas e complexas, eliminando a necessidade de desenvolvimento interno, custos com equipe, manutenção e atualizações.

Robinson Idalgo * é criador do Revenda Software. Mais informações no site: https://www.revendasoftware.com.br

No pós-pandemia

Por Coriolano Xavier*

A pandemia do novo Coronavírus terá profundas consequências para o mundo globalizado com impactos econômicos, sociais e geopolíticos para todos os lados e para todos. Isso já está meio que unânime em todo o mundo e grande parte desse alarde é porque o primeiro epicentro da epidemia foi a China, que representa 17% da economia mundial, além de maior importador e exportador do planeta. O segundo epicentro foi o coração da União Europeia, que no seu conjunto soma 22% do PIB mundial. E agora o vírus tomou de assalto os Estados Unidos, maior economia do mundo, 25% da riqueza produzida no planeta. Na soma dos três epicentros, temos 64% da PIB mundial. Impossível não assustar e disseminar incerteza pelos mercados.

As projeções internacionais – ainda incertas, porque foram feitas no meio do furacão Covid-19 – reportam queda na economia norte-americana ao redor de 4% em 2020 e crescimento chinês de 3,5% – o que para eles é “pibinho”, já que previam crescer perto do dobro e, nesta década, conviveram com um avanço médio de 7,6% ao ano no PIB. Quedas acentuadas assim no ritmo desses dois países, somadas a desarranjo na economia europeia, podem significar recessão mundial logo adiante. O efeito da pandemia na saúde econômica global entrou no horizonte. E aí já se coloca uma questão estratégica para um Brasil que está entre as dez maiores economias do mundo, país emergente, mas a bordo de uma economia em reforma e que não deslancha.

Na era pós-Coronavírus pode ser que a Ásia melhore a sua posição no tabuleiro geopolítico e econômico internacional. Ótimo para quem tem na China o seu melhor parceiro comercial (como o Brasil). Mas talvez um momento para também fazer exercícios estratégicos: que caminhos construir para reduzir gradualmente a dependência do mercado chinês? Em que outros mercados entrar ou aumentar penetração? E aos acordos comerciais? Tem mais: com a pandemia, já se fala na hipótese de derrota do presidente Trump para um candidato do centro moderado do Partido Democrata. E, se mudar a orientação de Washington em relação ao mundo, os efeitos políticos serão relevantes e, talvez, picantes em alguns quadrantes do planeta.

Como fica o agro nisso tudo? Continuará com seu protagonismo na economia brasileira, mais forte e evidente até, pois o setor de serviços, que representa mais de 65% do PIB, está sendo um dos mais afetados pela pandemia. Contudo, poderá enfrentar as repercussões de uma economia com crescimento praticamente zerado, senão negativo. Choque de oferta e choque de demanda ao mesmo tempo, desenhando um mercado interno sem energia, com fendas sociais e risco de impactos no consumo de alimentos. De outro lado, o agro poderá ser demandado a coliderar a retomada econômica e social pós-pandemia – com espaço para se projetar, perante a sociedade, como elo de modernidade e confiança para a reconstrução do país. Teria que abandonar alguns paradigmas, talvez, mas que bom se não perdesse a oportunidade.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook:http://www.facebook.com/agriculturasustentavel.

Coriolano Xavier*, sou membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor da ESPM.