Como diminuir sua pegada de carbono enquanto estuda

Por Luiz A Castanha

Os benefícios do ensino a distância corporativo você já conhece bem: redução de custos com o deslocamento de tutores, flexibilidade, aprendizado individualizado e um ROI maior, entre tantos outros. 

E o que começou como um movimento nas empresas hoje é amplamente utilizado também pelas pessoas físicas. Afinal, em que momento você imaginaria ser possível que um morador do interior do Amazonas teria acesso a um curso sobre como ser comediante com o ator Steve Martin ou sobre Gestão na Fundação Getúlio Vargas?

Essa aproximação de qualificações de qualidade e do ensino para todos explica também o boom de plataformas digitais como o Coursera ou Udemy. Isso sem dizer que hoje praticamente todos os centros universitários oferecem versões digitais de seus cursos. 

Em 2018, pela primeira vez, a oferta de vagas online superou as presenciais na universidades brasileiras. Dados do último Censo de Educação Superior, realizado pelo MEC, mostraram que foram 7,1 milhões de vagas oferecidas a distância contra 6,4 milhões no ensino presencial.

Liberdade de estudar na hora, quando e onde quiser, melhor aprendizado (é possível rever as aulas quando quiser), maior concentração e grande variedade de cursos. E a mensalidade também é um fator importante, com valores até 50% menores.

E, além das vantagens ‘palpáveis’ da educação digital há também outro benefício muito importante e que poucas pessoas se dão conta: a redução do impacto ambiental.

Um estudo da Open University da Grã-Bretanha descobriu que, quando se realiza um cursos de e-learning, se consome em média 90% menos energia e se emite 85% menos CO2 por aluno do que os cursos tradicionais em sala de aula.

Aliás, você já tinha parado para refletir sobre isso? Veja, abaixo, 3 razões como o aprendizado on-line se encaixa em um estilo de vida mais sustentável:

1- Reduz a poluição:

As cidades, principalmente as maiores, tendem a ser descentralizadas. Ou seja: será preciso se deslocar para chegar ao local das aulas. E não importa se o processo é feito de carro ou transporte público, o veículo polui o meio ambiente.

Economizar o combustível do carro ou o valor da passagem de ônibus participando de aulas online não apenas ajuda no orçamento familiar, mas também reduz a poluição.

2- Poupa recursos naturais

Além de limitar o combustível usado nas viagens de carro e ônibus, o ensino a distância utiliza menos recursos naturais do que o aprendizado que ocorre presencialmente.

Pense que as aulas precisam ocorrem em prédios – quanto maior o número de alunos, mais espaço é necessário. E quanto mais espaço construído, menos áreas verdes. 

A economia é devida à energia usada para alimentar os elevadores, iluminar, aquecer ou resfriar a sala de aula. Isso sem dizer da água utilizada nos banheiros e para limpar todos os espaços utilizados. Reduz também os copos de plástico e outros materiais usados durante a presença no local.

3- Diminui o consumo de papel

O desmatamento é uma questão global séria. Segundo a National Wildlife Foundation, 60% do lixo escolar é apenas papel. E uma tonelada de papel descartado equivale a 16 árvores grandes.

A educação on-line é uma excelente maneira de economizar papel. Os livros, tarefas, trabalhos e provas são digitais. O papel precisa ser impresso para ter maior utilidade, não é mesmo? Então coloque também, nesta conta, tanto a energia elétrica utilizada no processo de impressão como também os cartuchos e toners de tinta utilizados.

A cada ano, mais de 350 mil desses cartuchos acabam em aterros e estima-se que levem até mil anos para se de comporem completamente. Viu como realmente vale a pena considerar o ensino a distância ao fazer um curso ou mesmo uma graduação? O meio ambiente agradece.

Luiz Alexandre Castanha * é especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações em https://alexandrecastanha.wordpress.com/

Pandemia: Momento de união dos povos, momento de humildade, de perdoar e ser perdoado.

1.Perdão: pratique esse gesto. Ele reata o amor e o entendimento entre as pessoas.

Perdoe, aceite ser perdoado, não existe nada melhor para reatar o entendimento com o próximo. Perdoe e viva, com o entorno e consigo mesmo, dias, anos e décadas felizes.

Como é feliz o momento em que dizemos a alguém “eu o perdoo” ou então ouvimos alguém nos dizer “você está perdoado”! As palavras se cristalizam, há uma aura benfazeja, a amizade se reata, o dia fica mais feliz, é um momento inesquecível! É como se o peso da amargura fosse retirado dos ombros, transmitindo leveza, amor e paz ao corpo.

Todos nós, indistintamente, temos o hábito de pensar que sempre os outros erram conosco; nós, ao contrário, somos incapazes de errar contra alguém… E com esse pensamento quanto erramos!

Não há ninguém perfeito por mais virtudes que tenha, e ninguém imperfeito sem virtudes nenhuma. Há pessoas bem-intencionadas, capazes, mas não imunes ao erro. Errar é um defectivo, falha genética da constituição humana. Pode ocorrer de repente e nos arrebatar – e através do gesto do perdão nos redimirmos.

O perdão é um ato de fé, um ensinamento bíblico exclusivo dos corações virtuosos que sabem que perdoar despolui o sangue, clareia a mente, apascenta o coração, repurifica a alma. Quando erram com você, e você perdoa, abrem-se as portas da convivência amistosa, reata-se o entendimento, recolore-se a pele imarcescível do amor. Perdoar é uma troca, um dar e receber que tem o incrível condão da reconciliação.

Se, e quando necessário, perdoe. Abra a válvula do entendimento e deixe escorrer o precioso líquido da tranquilidade interior. Perdoar esmaga os vermes da mágoa, do rancor. O perdão é, de Deus, medicamento divino para a felicidade do corpo e da alma humana!

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2.Faça uso da humildade, tenha o coração e a alma em paz!

Pratique a humildade. Isso é algo que se faz em qualquer tempo e lugar. E a colheita – paz e dias espetaculares – é generosa, farta, duradoura!

Esqueça, por instantes, que no seu trabalho você exerce cargo de diretor, gerente, líder, encarregado… Desça o tapete vermelho da escada hierárquica e, hipoteticamente, ponha-se no lugar de um humilde empregado. Veja, então, o mundo como ele vê, viva as dificuldades que ele vive, sinta as alegrias e aflições que ele sente. Avalie quanta força desprende, quanto se dedica para executar corretamente suas funções e destacar-se na equipe a fim de ser valorizado e considerado. Calcule as barreiras que ele enfrenta e transpõe para ganhar o pão de cada dia. Embora seja um empregado humilde, executor de uma função rotineira, ele é peça importante, elo fundamental na complexa engrenagem funcional que faz a máquina corporativa produzir e gerar lucros.

Agora volte à sua condição de superior. Passe a ver esse empregado com um olhar respeitoso e até de admiração; passe a tratá-lo condignamente, sem indiferença, prepotência ou arrogância. Ao dar ordens, entoe a voz em tom normal e siga estritamente os ditames das normas, regras e leis; o que vale para ele, vale para você.

O conselho é esse, não se iluda com as ostentações que uma boa empresa ou bom cargo propicia. Preocupe-se, isto sim, com a cordialidade e o bom trato com as pessoas. Título, poder, notoriedade, glamour? Isso tudo é ilusão passageira, tanto na vida privada quanto na profissional.

Esqueça seus títulos de ‘doutor”, semeie a humildade, colha dias felizes. Você é o jardineiro de si mesmo, e o mundo um grande jardim. Quando a semente da humildade germina, lírios, jasmins, madressilvas florescem e embelezam a primavera da alma!

Por Inácio Dantas

Do livro “Semeando Dias Felizes!” – www.agbooks.com.br

Síndrome de Down

Por Paiva Netto

Em 2011, a Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado “World Down Syndrome Day” (Dia Mundial da Síndrome de Down). A ONU endossou a proposta brasileira e propôs que os estados membros comemorassem a data com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down. Desde 2012, portanto, tem sido celebrada em todo o mundo no dia 21 de março.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.

Recomendações aos pais e educadores

Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças com deficiência intelectual.

Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. “Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.

Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais, “até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.

É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e ao desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.

Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola”. E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.

Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada Sociedade Solidária Altruística Ecumênica.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

Crise do coronavírus: como empreender durante o pânico do mercado?

Por Guy Peixoto Neto, mentor de empreendedorismo jovem

A pandemia do coronavírus foi oficialmente declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no último dia 11 de março, mas, antes disso, o mercado já sentia os efeitos da doença, também chamada de COVID-19. No Brasil, a alta contínua do dólar fez com que a moeda norte-americana atingisse o pico histórico (e negativo) de R$ 5. A Bolsa de Valores opera em quedas sucessivas, chegando perto da perigosa marca de 70 mil pontos.

Diante desse cenário, inseguranças e dúvidas em relação a como investir o dinheiro e empreender no país são naturais. O que se nota, porém, é que as pessoas não têm tido paciência para esclarecer as incertezas e lidar com os problemas financeiros decorrentes do coronavírus e mesmo para pensar em como ter os negócios menos impactados por eles. Isso fica muito claro quando se observa a rápida retirada de investimentos da Bolsa de Valores, porque as pessoas não querem arriscar mais perdas.

Quem tem negócio próprio tende a ser menos prejudicado pelo coronavírus do que as empresas aéreas, cujas ações estão derretendo, por exemplo. Esta é a hora de analisar o que está ocorrendo no mercado como um todo e pensar em onde colocar o dinheiro disponível de forma segura.

Que tal aplicar capital em serviços que ajudem quem está se adaptando a uma nova realidade de trabalho motivada pelo coronavírus? A adoção do home office por muitas empresas, a fim de minimizar os riscos de contágio pelo COVID-19, faz surgir um público acostumado a trabalhar em escritório e que precisa de soluções para o dia a dia em casa, como refeições, lanches e até garrafas de água mineral.

Investir no fornecimento dessas facilidades para o consumidor final é, além de um caminho inteligente para ter lucros, uma forma de levar o conforto e a tranquilidade de que essas pessoas precisam para continuar executando bem suas tarefas profissionais.

Belas e saudáveis marmitas, bolos caseiros, salgados para o lanchinho da tarde, entregues em em casa e prontos para consumo, são sinônimo de menos preocupações para trabalhadores que, muitas vezes, nem saberiam como preparar tudo isso — e acabariam se alimentando mal.

Serviços simples de entregas — de água mineral, café, sucos e até material de escritório — também são possibilidades para novos negócios neste cenário. Realizar uma pesquisa entre uma potencial nova clientela ajuda na definição do melhor foco a ser dado.

E o melhor: o modelo de trabalho em home office tende a ficar como legado no pós-crise, o que significa a alta probabilidade de seguir atendendo um público fidelizado quando o turbilhão passar. Estamos falando, portanto, de um investimento pelo bem estar das pessoas e com retorno em curto, médio e longo prazos.

No geral, é importante ter em mente que o mercado mundial sente e ainda vai sentir bastante os efeitos do coronavírus. Não é possível saber, neste momento, até que ponto irão as quedas. Mas elas passarão, e quem tiver tido clareza para tirar proveito das necessidades criadas por elas terá boas histórias para contar no futuro.

Sobre Guy Peixoto Neto
Guy Peixoto Neto é mentor de empreendedorismo jovem, empreendedor com experiência na criação, expansão e reestruturação de empresas. Aos 22 anos fundou a Operalog Transportes. Também é o fundador da startup Saly, plataforma de automatização dos processos de compras. Atualmente Guy está dedicando-se ao seu novo projeto, a GPX. Uma plataforma de conteúdo voltada para pessoas que querem se transformar em empreendedores ou que já são e querem continuar evoluindo.

Digital Trix,.

O pânico coletivo gerado pelo coronavírus

Por Leonardo Torres *

Um dos grandes vilões na luta contra o COVID-19 é o pânico coletivo que ele tem gerado. Apesar dos especialistas alertarem que não é necessário ter pânico, não é da escolha racional do indivíduo comum tê-lo ou não. Na realidade, o pânico é tão contagioso quanto qualquer vírus e isso pode acarretar em um grande problema social, promovendo violências generalizadas.

Quando um grupo é acometido pelo pânico, ele acaba por regredir a um estado mental mais infantilizado, gerando duas situações: a primeira, uma grande ansiedade e furor, a qual deixa atônito cada indivíduo do grupo; e a segunda, promove atitudes de violência generalizadas. Esses estados mentais levam a três consequências principais:

Primeiro, quem fica atônito perante ao objeto fóbico, neste caso o novo coronavírus, tende à desistência. O que pode acarretar em um descuido com a própria prevenção do vírus, levando o indivíduo a se contaminar e transmitir para outros. Quem desiste acredita que todos irão contrair o vírus e que pode ser o fim de tudo; contudo, assim como as crianças da Itália mostraram que há esperança, não é hora de desistir, é hora de prevenir.

A segunda consequência é a já conhecida reação de fuga diante do pânico. Isso faz com que os indivíduos queiram abastecer suas casas com mantimentos e se isolarem. É verdade que o isolamento social é recomendado, mas o estoque de mantimentos pode acarretar tanto em violências, saques e furtos nos estabelecimentos, quanto deixar outros indivíduos passando necessidades.

A terceira e última consequência é o enfrentamento, na psicanálise denominada de contrafóbico, ou seja, o indivíduo vai tentar enfrentar o que lhe dá medo, pois o medo do objeto fóbico é pior do que o próprio objeto. Isso acarreta, assim como a primeira consequência, na não prevenção. O indivíduo no estado de enfrentamento fica tentado a ir em aglomerações para se sentir mais forte que o vírus, bem como promover contato físico com conhecidos, o que aumenta as chances de contágio e transmissão do vírus.

O que a população necessita neste momento é bom senso. Seguir os conselhos oficiais, fazer a sua parte na prevenção, pois, com certeza, os danos do novo coronavírus serão aplacados.

Leonardo Torres *, Professor e Palestrante, Doutorando em Comunicação e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

Produzir mais e melhor para um Brasil cada vez maior

Por Carlos E Godoy*

Do sul do Rio Grande do Sul ao norte do Rio Grande do Norte, a pecuária brasileira enfrenta os seus desafios. Em um país com mais de 215 milhões de cabeças de gado onde o pecuarista acorda diariamente preocupado em produzir de maneira eficiente e com a rentabilidade que assegure a perenidade do seu negócio, o grande diferencial será o entendimento das lacunas entre o modelo de produção atual e o modelo de produção ideal. Quanto eu posso extrair dos meus recursos atuais disponíveis na fazenda e produzir bem mais e melhor do que eu produzo hoje?

Atualmente o Brasil tem 80 milhões de matrizes dentre as quais 55 milhões estão na pecuária de corte e 25 milhões estão na pecuária de leite. A tecnologia adotada nesses rebanhos vem chamando a atenção. Um exemplo é o crescimento de 23,6% no número de vacas que foram submetidas à IATF – Inseminação Artificial em Tempo Fixo em 2019. Segundo dados da USP – Universidade de São Paulo, em 2019 foram comercializados 16.382.488 protocolos de sincronização, comparados aos 13.259.690 em 2018.

De acordo com a Estatística da Produção Pecuária, divulgada pelo IBGE, em 2019 o abate de bovinos cresceu 1,2%, somando 32,44 milhões de cabeças, com expansão em 15 dos 27 estados. Com relação à área disponível de pastagem, segundo a Agroconsult, que organiza o Rally da Pecuária, temos disponível 180 milhões de hectares e até 2028, muito provavelmente, teremos uma redução de 10 milhões de hectares. Isso implicará na necessidade de adoção de tecnologia e novos modelos de produção como, por exemplo, a otimização e o uso racional de pastagem e ou confinamento.

Para Marcelo Bulman, presidente da Biogénesis Bagó Saúde Animal no Brasil, é necessário levantar juntamente com o pecuarista brasileiro quais são as lacunas existentes dentro dos índices de produtividade, desde a sanidade, passando pela nutrição, gestão e finalizando no frigorifico. Todos os profissionais envolvidos nesses segmentos buscam constantemente discutir com o pecuarista desde a taxa de natalidade média da fazenda, o índice de mortalidade até o desmame, a idade ao primeiro parto, o intervalo entre partos, a idade e a taxa de abate. Tudo isso para que o produto final seja o mais bem terminado possível. Essa é a essência do Projeto da empresa chamado de “Fronteiras Produtivas”.

Essa visão é compartilhada por Mauricio Graziani – Presidente da Phibro no Brasil. Ele destaca que o pecuarista é ávido por informação e isso ficou comprovado durante todas as etapas do projeto implementado pela multinacional para buscar um boi brasileiro mais pesado, precoce e com gordura, usando boa nutrição e excelente manejo. “Podem ser 500 ou 1.500 cabeças. Cria, recria e engorda. Terminação a pasto ou fechado em confinamento no modelo intensivo. Temos grandes oportunidades em nutrição para garantir esse animal. Tudo começa por uma vaca bem suplementada. O mercado disponibiliza 3,2 milhões de toneladas de suplementos por ano. E isto só suplementaria a metade do nosso rebanho. Estamos trabalhando em projetos com frigoríficos e pecuaristas, comparando até a qualidade dos abates. É informação importante para todos”, defende Maurício, que também deseja ver um novo passo na atuação do segmento. “O público também precisa entender a importância da tecnologia para a produção. O consumidor sabe apenas que há diferenças entre as carnes dos bois, mas não sabe quais. Não atuamos em rastreabilidade, que pode ser um bom negócio para toda a cadeia e para o consumidor”, arremata.

O que se passa lá no pasto é justamente o que move o dia a dia de Diego Palucci, Gerente de Negócio de Gado de Corte da Rehagro. Para ele, a fazenda brasileira tem como meta primordial saber dos números, planejar a produção, antecipar vendas e ter olho vivo na margem que está buscando. “Muita gente ganha dinheiro fazendo assim. O segmento está atraindo investidores, há inúmeras oportunidades e existe crédito. Cresceu o número de profissionais que largaram o trabalho na cidade e foram para a fazenda. Mas precisamos da ferramenta de informações em inúmeros estados brasileiros. O fazendeiro tem dificuldade para ser gestor, psicólogo, nutricionista, tudo ao mesmo tempo. Muitas fazendas seguem sem consultoria especializada, com um longo caminho a melhorar. Neste ano, vamos ver fazendas pagando R$ 25 pelo milho e outras pagando R$ 50. É falta de planejamento, lógico. Se você corre atrás de resultados, procure gente que entenda do assunto”, prega, defendendo com ênfase a cria e o confinamento. “São poucos projetos que acreditam na cria, mesmo com a valorização do bezerro. O sistema seguro para mim é metade na cria, com intensificação, e a outra para recria e engorda. Confinar para terminar um animal se faz também necessário, pois traz resultados e margens interessantes”, aponta o consultor.

“Com o mercado cada vez mais exigente e com um perfil de consumidor que vem mudando ao decorrer dos anos, é preciso aprimorar a criação a cada dia e o pecuarista tem papel fundamental nessa entrega de qualidade. Mas nós, da indústria, também temos a missão de instruir o que tem que ser produzido e remunerar de forma adequada”, aponta Fabiano Tito Rosa, Diretor de compra de gado da Minerva Foods que lançou esse ano a 2ª edição do PEC – Programa de Eficiência de Carcaça, que visa reconhecer e premiar os pecuaristas que se destacam na entrega de um produto final de qualidade.

Alcançar as Fronteiras Produtivas só será possível com cooperação e união de forças dos diversos elos da cadeia produtiva da carne e do leite. Por isso, o movimento propõe o engajamento de diversas empresas a fim de ajudar o pecuarista a identificar seus atuais índices de produção e vislumbrar até onde pode chegar, estimulando a reflexão em como pode avançar na brecha tecnológica e otimizar seus recursos dentro da fazenda.

Carlos Eduardo Godoy*, médico-veterinário e gerente de Marketing Biogénesis Bagó Brasil

Attuale Com,.

Covid-19: Consciência cidadã é arma de defesa coletiva

Por Iran C Neves*

O mundo está atônito diante da gravidade da pandemia do novo coronavírus, que se expande rapidamente, e em escalada planetária que as autoridades de saúde apontam estar longe de alcançar o pico de contágio, para só então começar a declinar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo o número de mortos pela covid-19 alcançava nove mil na quinta-feira, 18, quando se escrevia este artigo.

No Brasil, embora os números de casos confirmados de contágio (533), de pessoas sob suspeita de estarem com a doença (11.278) e de óbitos (7) fossem, naquele dia, estatisticamente baixos, modelos matemáticos e projeções epidemiológicas apontam que o pior está por vir, lamentavelmente.

Grandes metrópoles, como Nova Iorque, Paris e Milão, repentinamente transformadas em cidades fantasmas; em dezenas de países, escolas, universidades, teatros, museus e até bares e restaurantes de portas fechadas; milhões de pessoas ‘aconselhadas’ a não saírem de casa; países fechando suas fronteiras; turistas impedidos de desembarcar de navios luxuosos, por sua vez proibidos de atracar em muitos portos ao redor do mundo; e milhares de aviões em solo, prenunciando a falência de pequenas e grandes empresas aéreas.

Dignas de filmes ‘apocalípticos’, essas cenas, ao contrário da ficção que diverte, e às vezes adverte, são absoluta e dramaticamente reais, retratando o mundo assolado por esse inimigo invisível, responsável por disseminar a trágica covid-19.

E, ao contrário do que alguns parecem supor, não há espectadores nesse drama humanitário de proporções planetárias.

Somos todos personagens dessa tragédia contemporânea. E, como tais, a única condição para dignificar o nosso papel de ser humano é agir com a responsabilidade e a sensatez recomendas pelas autoridades sanitárias, para reduzir o risco, aliás previsível para o Brasil, de que o contágio se alastre em proporções exponenciais.

Em Mato Grosso do Sul, como em todo o País e no mundo, governos, instituições públicas e empresas adotam providências preventivas para tentar frear o avanço acelerado do contágio pelo novo coronavírus.

Com essa preocupação, o TCE-MS suspendeu o expediente entre os dias 18 e 31 deste mês, medida excepcional, porém necessária e apropriada para prevenção, controle e contenção de riscos de disseminação do vírus nas dependências da instituição. Com isso buscamos preservar do contágio tanto os nossos servidores quanto as centenas de pessoas que diariamente demandam atendimento aos pleitos de nossos jurisdicionados.

Porém, mais importante e efetiva do que todas as medidas de prevenção adotadas por governos, empresas e instituições para conter o contágio do novo coronavírus em níveis suportáveis para rede de saúde, é a responsabilidade ética de cada um de nós, ou seja, o verdadeiro espírito comunitário que deve presidir nossas atitudes individuais de precaução e prevenção.

Diante de uma crise sanitária – e humanitária – sem precedente em mais de um século (em 1918 a gripe espanhola matou em torno 50 milhões de pessoas em todo o mundo), o individualismo dos que afrontam as regras de restrição coletiva impostas pelas autoridades de saúde, as reações xenófobas e o preconceito ou discriminação contra as populações mais vulneráveis – principalmente idosos – são comportamentos repulsivos e sobretudo desumanos.

As expectativas para os próximos meses são sombrias, infelizmente. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, prevê crescimento vertiginoso de casos de coronavírus entre os meses de abril e junho, o que deve colocar sob pressão a capacidade de atendimento do sistema público de saúde.

Para confrontar esse poderosíssimo e funesto inimigo invisível, que desconhece raça, credo ou classe social, a arma mais eficaz é a consciência cidadã de que devemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para evitar a proliferação do contágio.

A começar pela estrita obediência às restrições impostas pelas autoridades sanitárias.

Por Iran Coelho das Neves* sou Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul. 

Plástico descartável: proibir para mudar

Por Andréa L S Arantes

Ao ser questionado sobre o uso de produtos descartáveis, talvez você não se lembre que provavelmente utilizou na última semana vários deles. Grande parte das atividades humanas modernas utilizam produtos descartáveis feitos de material plástico e, quando paramos para observar o comércio de alimentos e bebidas, vemos que o uso desses materiais é significativamente mais expressivo. 

Anualmente, são geradas cerca de 300 milhões de toneladas de lixo plástico no mundo, sendo 14% desse resíduo encaminhado para reciclagem e apenas 9% efetivamente reciclado. Algumas pessoas possuem a falsa impressão de que todos os resíduos plásticos são recicláveis, porém, produtos químicos acrescentados aos polímeros plásticos e embalagens de alimentos contaminadas com restos orgânicos podem inviabilizar o processo de reciclagem.

Desta forma, fica clara a necessidade de reduzir a geração desse resíduo por meio da redução do consumo de materiais plásticos. Vários países já estão adotando medidas que proíbem a utilização de produtos plásticos descartáveis. O Canadá, a Indonésia e a União Europeia, por exemplo, já definiram uma data para a proibição, e o Brasil, sendo o 4º país que mais gera resíduos plásticos no mundo, precisa acompanhar esse movimento.

Sob o mesmo ponto de vista, temos na utilização de produtos descartáveis em bares e restaurantes uma grande oportunidade de redução de consumo, visto que o volume de itens plásticos utilizados pela maioria desses estabelecimentos é bastante expressivo. Copos, canudos, pratos e talheres descartáveis são utilizados cotidianamente em muitos estabelecimentos e o consumidor, tão acostumado com esse padrão de consumo, não tem por hábito questionar a real necessidade de utilização desses materiais.  

É necessário que proprietários de bares e restaurantes comecem a buscar produtos que possam substituir o plástico, exercendo a mesma função, porém formados de material biodegradável. Em contrapartida, a indústria responsável pela produção desses produtos precisa aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento de materiais com baixo impacto ambiental, promovendo a inovação nos seus produtos para a garantia da manutenção dos seus negócios. 

Ademais, é importante destacar que nós, como consumidores, podemos adotar uma postura consciente e proativa que não dependa da existência de políticas públicas. O consumidor final é o agente de transformação com maior poder nesta cadeia e podemos impulsionar as marcas que consumimos, os fornecedores que contratamos e os estabelecimentos comerciais que frequentamos a realizar iniciativas de substituição do plástico. 

Por fim, partindo do princípio de que nenhuma mudança é fácil, devemos reconhecer, por meio da preferência, aquelas empresas que possuam um posicionamento ativo e comprometido no que diz respeito a iniciativas de baixo impacto ambiental, contribuindo para viabilizar essa mudança de comportamento tão urgente e fundamental para a sustentabilidade do nosso futuro. 

Andréa Luiza Santos Arantes, sou engenheira ambiental e sanitarista, consultora nas áreas de gestão de processos, qualidade e meio ambiente, é mestre em Gestão Ambiental pela Universidade Positivo e Coordenadora de Sistema de Gestão no Grupo Positivo.

O desafio mundial de proteger a Água

Por Rodrigo Berté

A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou em 1993, o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água, a partir das recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

A água é fonte de vida e essencial para a sobrevivência das espécies, inclusive do homem. O nosso organismo possui mais de 70% de água, suprindo as necessidades básicas e de saúde de qualquer indivíduo. O Brasil é privilegiado quanto aos recursos hídricos, visto que é megadiverso — assim, 25% da biodiversidade do planeta está no nosso país, incluindo a água doce.

Quando falamos em escassez de água, pode até soar estranho se observarmos o cenário nacional da grande quantidade de chuvas. Como exemplo, temos as ocorrências no Sudeste e os desastres causados pelo mau ordenamento urbano e territorial dos municípios, julgando a chuva como o maior fator de risco na urbanização.

É um desafio para os gestores públicos criar mecanismos de proteção dos mananciais de água e, em especial, a proteção dos rios, como fonte de abastecimento no meio urbano e nos grandes centros. As políticas públicas de saneamento devem ir mais além do que debates, movimentos etc. Deve-se enfrentar e coibir as formas irregulares de moradias, em especial, da destinação de resíduos domésticos lançados em algum rio ou mar.

Por isso, fazer referência ao dia 22 como Dia Mundial da Água é algo de tamanha importância. Necessitamos de água de boa qualidade e em grande quantidade. Em alguns países há disputa pela água, o que ainda não ocorre aqui no Brasil. Devemos seguir os bons exemplos e “plantar água”, ou seja, proteger as nascentes, plantar árvores no entorno, nas margens dos rios e, cada vez mais, deixar claro para a sociedade a importância da água para as atuais e futuras gerações.

Nesta importante data e nas demais, vamos evitar o desperdício e fazer uma reflexão profunda sobre o tema junto aos nossos filhos, família, alunos, escolas e comunidade em geral.

Rodrigo Berté, diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter; e André M. Pelanda, professor dos cursos da área ambiental da instituição.

Internet das Coisas. A nova aliada das indústrias

Por Tales Ribeiro, especialista em Soluções de Internet Industrial da Valmet para a América do Sul

Em diversos segmentos, as organizações estão apresentando tecnologias para melhorar a experiência do cliente e aumentar sua eficiência: a Internet das Coisas é o recurso mais atual. Um estudo global da consultoria americana Logicalis, realizado com 841 diretores de tecnologia de empresas, demonstrou que um quinto destas empresas já usa IoT (Internet of Things, ou Internet das Coisas), e 66% pretende adotá-la em até três anos. Já um relatório do IDC Predictions Brasil aponta que o segmento de IoT movimentou, aproximadamente, US$ 745 bilhões no mundo em 2019, com potencial para ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em 2022, puxado, principalmente, por aportes do setor industrial e de varejistas. 

Para a indústria de papel e celulose, especialmente a brasileira (a grande fornecedora global dos insumos), a adaptação ao mundo digital pode ser um desafio. São grandes players, de capital intensivo, que operam em tempo integral, com paradas estrategicamente programadas. A escala de volume gerado nas fábricas é de grande magnitude, e paradas não programadas (para avaliar problemas, por exemplo) representam prejuízos milionários. Com produção de cinco mil toneladas por dia, em média, antecipar possíveis crises e evitar paradas não necessárias podem evitar prejuízos diários de até R$ 40 milhões. E então, entra a Internet das Coisas como ferramenta que gera valor aos negócios.

As conexões remotas permitem um suporte mais ágil, além de oferecer o monitoramento e análise das condições das plantas auxiliando nas tomadas de decisão, podendo representar ganhos exponenciais em economia de químicos, aumento da produção e geração de energia para as fábricas de celulose e papel. Com rapidez, estas análises remotas e seguras promovem condições diferenciadas para a aplicação de novas soluções. 

Um exemplo deste novo olhar da indústria é o recém-lançado Valmet Performance Center, que oferece alta tecnologia nas conexões remotas com as fábricas e, por meio de aplicações de internet industrial, possibilita, por exemplo, predição de falhas, monitoramento de performance e otimização de processos, agilizando o suporte e o atendimento aos clientes. Especialistas podem ser acionados a colaborar para o melhor atendimento de demandas, na planta do cliente ou nos escritórios. É um diálogo entre todas as pontas, baseado em dados significativos. Preza-se pela privacidade e segurança dos dados que são enviados para a “nuvem”, sendo possível analisar cada demanda e iniciar uma discussão em tempo real, que pode ser uma otimização de performance ou solução de um problema imediato. São mais de R$ 292 milhões investidos em Pesquisa e Desenvolvimento em todo o mundo, que dará às indústrias o diferencial competitivo que precisam.

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