Novo ano letivo: Como motivar quem repetiu?

Por Leonardo Chucrute*

Com a chegada do novo ano letivo, alguns pais vão ter um problema pela frente: motivar os filhos que repetiram a se esforçarem mais nos estudos. Algumas crianças e adolescentes ficam desmotivados ao verem os colegas em uma nova classe ou quando percebem que ficaram para trás em alguma matéria. Nesse período, o apoio dos pais é fundamental.

Primeiro de tudo, é necessário identificar se houve esforço ou se realmente não teve empenho durante o ano por parte dos filhos. No primeiro caso, é preciso ver se há a necessidade de uma explicadora ou conversar com os professores para descobrir se a criança ou adolescente tem algum distúrbio de aprendizagem como dislexia, por exemplo. Já o aluno que não se empenhou, muito deve ser mais cobrado.

Com a reprovação de um filho na escola, não adianta mais se desesperar, dar bronca, bater. Mas também não pode se aceitar uma situação dessa como se fosse algo normal. O momento é de fazer uma análise para entender o que aconteceu.

Um aluno nunca é reprovado no final do ano. Ele é reprovado ao longo do ano. Esses sinais são dados desde o primeiro bimestre, dependendo da escola. O acompanhamento dos pais é importante desde o começo, porque se conseguimos identificar o erro no começo, podemos resolvê-lo de maneira mais rápida. 

A outra dica é levantar a cabeça e seguir em frente. Os pais e professores devem incentivar o aluno a não desistir. Nesses momentos, a conversa é um instrumento fundamental. É preciso fazer a pessoa refletir. Por exemplo, os pais precisam verificar se estão dando mais do que deveriam aos filhos ou mais do que eles merecem. Uma sugestão é cortar algumas coisas, como, por exemplo, vídeo game, algum tipo de diversão ou deixar de dar algum presente que o filho esteja pedindo. Tudo isso pode ajudá-lo a buscar se esforçar mais na escola. 

O verdadeiro o castigo na verdade são trocas. Os pais podem fazer tipo um joguinho, onde o filho vai ganhando de acordo com o merecimento. Caso a pessoa não trabalha e só estuda, mesmo assim não está correspondendo, é preciso cortar algumas coisas. Troca de recompensas são mais eficazes do que simples castigos.

Para que os filhos tenham mais sucesso na escola, é preciso que os pais acompanhem mais de perto o ano inteiro. Não só com a preocupação de não reprovar, mas para incentivar. Quando a escola e família andam juntas para estimular os alunos, os jovens conseguem alçar voos mais altos. Os pais podem perguntar coisas básicas, como: “o que você aprendeu?”; “como está na escola?”; “como foi o seu simulado?”. Olhe também as notas, converse com os filhos. Não precisa necessariamente conhecer bem a matéria, mas os pais precisam mostrar que estão preocupados.

A outra dica envolve mostrar ao filho que exige sucesso da parte dele. Explique ele que quem estuda é muito mais fácil melhorar de vida. Ressalte a importância aos estudos, que isso vai ser um diferencial na vida dele, apresente experiências, todos os casos de sucesso que estão na família ou fora da família. Veja com eles filmes com mensagens positivas sobre os estudos. 

Mas não se esqueça de que cada um tem o seu tempo. Portanto, não seja imediatista. Nada de bronca, de violência, “puxão de orelha”. Isso não vale a pena nem vai surtir um efeito positivo. Ao invés disso, use palavras para incentivar. Observe as ações positivas e dê elogios no momento certo, até mesmo em pequenas conquistas. Mostre que está feliz com os avanços: “agora, sim, você melhorou /conquistou, parabéns”.

Além disso, nunca o compare com outros. Compare ele só com ele mesmo, porque cada um tem seu tempo. Essa jornada realmente não é fácil. Mas o pai e mãe que se dedicam para ajudar o filho a melhorar, sempre colhem bons resultados. Seu filho é seu maior bem e seu tesouro. 

Leonardo Chucrute* é diretor-geral do Colégio e Curso Progressão, Professor de matemática, ex-cadete da AFA e Autor de livros didáticos

Empreendedorismo colaborativo dá resultado financeiro

Por Claudio Zini*

Disrupção é a palavra do momento. Toda empresa quer inovar, investir milhões em tecnologia, ter os melhores profissionais do mercado. Diariamente ouvimos sobre startups, unicórnios, grandes companhias que nascem, inúmeras outras que fecham – estas engolidas por modelos cada vez mais competitivos.

Mas o que fazer para se diferenciar? A estratégia central é perceber a mudança e adaptar-se a ela com muita rapidez antes da concorrência. É fundamental ter investimentos maciços para deixar a empresa cada vez mais competitiva, porém, o grande segredo é investir em pessoas, trazer os colaboradores para perto da alta gestão, ouvi-los, instigá-los a inovar e a errar. Erros são riquezas e essas joias serão lapidadas e trarão lucros.

No empreendedorismo colaborativo o segredo é não ficar apenas em estratégias. O verbo central é agir. Com ação é possível que os colaboradores se envolvam 100% com o negócio a ponto de torná-los donos, bonificando-os por cada atitude, por maior ou menor que seja. Felicidade traz retorno financeiro. Ter uma empresa comprometida na geração de receita futura aliada à cultura de inovação é o diferencial em um mercado competitivo. E inovar tem receita zero, já que significa abraçar o futuro e o futuro não emite nota fiscal. Os resultados e os lucros são conquistados quando o futuro se torna presente.

Ser apaixonado pelo que faz e ter o trabalho como divertimento é um dos impulsionadores para o sucesso de uma empresa. Em pleno ano 2020 não é mais permitido ter aquela mentalidade de trabalho, estresse, cansaço, cobranças e falta de atitudes. Quando a direção e os colaboradores amam o que fazem o produto entregue ao consumidor final fica de alta qualidade e preço baixo.

No mundo dos negócios nos dias hoje, felicidade e bem-estar equivalem a lucro. Felicidade dá resultado financeiro. É fácil medir os lucros de uma empresa, mas não é fácil medir o grau de confiança e liderança. Se alguém deixar de atingir uma meta, pode talvez levar um puxão de orelha, mas se deixar passar uma oportunidade milionária, aí ninguém fala nada. E as decisões são horizontais e não mais de cima para baixo, e uma ideia bilionária pode partir de um horista ou de quem está mais perto do trabalho.

É fato que muitos profissionais juntos são mais inteligentes do que poucos, pois o trabalho hoje é por entrega e não mais por hora. A maior paixão de um empreendedor é fazer sua equipe crescer e, atualmente, o que gera riqueza é a produção intelectual e não mais tarefas rotineiras. Hoje, se ganha dinheiro com neurônios felizes. É fundamental ter cuidado e não desperdiçar os cérebros de uma empresa. É importante criar condições favoráveis à manifestação da genialidade latente nos profissionais, além de identificar e satisfazer suas legítimas necessidades. E para isso é essencial que eles sejam livres. Mas liberda de n&ati lde;o é fazer o que queremos ou desejamos, mas ter o direito de fazer o que devemos.

O aprendizado é o capital do futuro. A inteligência coletiva é a maior riqueza do ser humano. Para se sobressair como empresa de sucesso é primordial ter poder através das pessoas (e não sobre elas!). E para se conseguir chegar a esse patamar, é preciso ser amado pelos colaboradores, pois uma organização de sucesso funciona como um organismo vivo, descentralizada. A descentralização é possível quando vem acompanhada de confiança, o maior ativo intangível.

Um verdadeiro líder é quando ele cria muitos líderes, uma fábrica de líderes, inclusive a tal ponto desse líder se tornar desnecessário. O insubstituível não pode ser promovido. Então, que os colaboradores se finjam de patrão, mas façam isso de verdade. Garanto que o gestor vai amar essa atitude e o colaborador aprenderá a ser um empreendedor.

Claudio Zini*é diretor-presidente da Pormade Portas.

Por que os homens temem as mulheres?

Por Wilson Aquino*

O lamentável, inconcebível, triste e vergonhoso crescimento da violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul e no Brasil precisa parar. A sociedade não pode e não deve mais assistir inerte os inúmeros casos, cada vez mais brutais e bizarros, de ataques que resultam em maus tratos,  espancamento e morte da companheira(?), namorada, noiva, esposa ou “ex”.

Autoridades e comunidade precisam se unir e se debruçar sobre o assunto para buscar solução. Meios para frear e acabar de vez com essa onda crescente de violência que se propaga por todos os cantos do país.

Trata-se de um comportamento doentio de homens que não se conformam em receber um “não”, um “basta”, manifestado pela mulher, em relação a um fato ou ao próprio relacionamento, quando este torna-se insustentável.

Se houvesse estudos profundos sobre o “por que?” desses ataques de maus tratos, lesão  e morte de mulheres, certamente se chegaria, entre as conclusões, que esses atos estão alicerçados num machismo imbecil, que gera ciúme e inconformismo por saber que a mulher tem capacidade e garra para deixar um relacionamento, conjugal ou não, com a cabeça erguida para tocar a vida de maneira independente.

No fundo, o homem traz entesourado em seu peito o conceito de que a mulher lhe deve submissão e dependência para viver e ser feliz. Ledo engano. Lamentável e triste esse sentimento errôneo e maligno que, assim como outros que o interior do homem comporta, precisa ser reconhecido e extirpado para o bem do crescimento do indivíduo como pessoa de bem.

E não é de hoje a violência registrada contra a mulher. Se voltarmos os olhos para trás, ao longo da história da humanidade, veremos a quanta brutalidade ela já foi submetida.

Num período não muito distante, elas, e somente elas, eram queimadas em fogueiras como bruxas. Muitas vezes porque simplesmente contrariavam simples costumes e procedimentos que os homens achavam normais e que elas deveriam seguir. Alguém já ouviu falar de bruxos mortos em fogueira em praça pública? Salvo algumas exceções, eram elas que iam para a fogueira.

Houve outro tempo, em determinados países, em que escravos foram libertados, porém elas, escravas, não.

Tempos em que não podiam estudar. Só os homens. Fazer uma faculdade então, nem pensar. Foram anos de sacrifício e luta para reverter isso. O mesmo se deu para conseguir o direito ao voto, no Brasil e em vários países do mundo. Ainda hoje existem restrições em muitos lugares. E tudo isso sem falar no direito delas se candidatarem a cargos políticos. Essa é outra (dramática) história.

Se olharmos mais longe ainda veremos também o costume de apedrejar até à morte as mulheres adulteras. As Escrituras Sagradas registraram bem esse período. Relatam a brilhante e divina intervenção de Jesus Cristo diante de um caso em que uma mulher (adúltera) estava prestes a ser apedrejada por homens de determinada comunidade. O Senhor disse a frase que se tornou famosa e que derrubara aqueles homens:

– Que atire a primeira pedra quem nunca pecou!

Se vasculharmos mais o passado, descobriremos outras violências. E isso não difere dos dias de hoje onde o preconceito, a discriminação e a violência não ocorrem apenas no ambiente doméstico, mas em toda sociedade. As mulheres muçulmanas que o digam! Quanta violência em nome da religiosidade de um povo e de costumes milenares.

Existem correntes muçulmanas ultraconservadoras que entendem a mulher como um ser inferiorizado do qual o homem faz uso e do qual deve cuidar. Um de milhares de casos chocantes sobre o rigor religioso contra as mulheres ocorreu em 11 de março de 2002, quando jornais sauditas noticiaram que a Mutaween (polícia religiosa) tinha impedido a fuga de estudantes de uma escola em chamas em Meca, porque as meninas não estavam usando o vestuário islâmico (hijab e abayas). 15 meninas morreram no incêndio e 50 outras ficaram feridas.

Na contemporaneidade a violência ocorre também de maneira sutil, não física, inclusive fora do ambiente familiar. No mercado de trabalho brasileiro, por exemplo, onde elas, com as mesmas capacidades e formação que os homens e, em muitos casos até com melhor preparação técnico profissional, recebem uma remuneração até 30% inferior que os homens.

Tudo leva a crer que o homem, em seu íntimo, teme o poder e a capacidade da mulher. Por isso procura feri-la física e moralmente, em vez de somar forças com ela para o estabelecimento de famílias firmes e sociedades fortes, bem alicerçadas.

*Jornalista e Professor

Opinião – Volta às Aulas: Como a família pode se preparar!

Por Milena Fiuza*

As escolas se transformam em um território desconhecido para as crianças no início do ano letivo, resultando em um misto de emoções. Muitas delas estão iniciando sua vida escolar; outras, trocando de escola; algumas,ainda, estão mudando de sala, período ou professor. Em todos esses momentos,é necessária a adaptação. Nesse período, há crianças ávidas para ver amigos, conhecer novas pessoas e retomar atividades. Já outras podem sentir ansiedade e preocupação.

Há algumas maneiras de ajudá-las a se sentirem mais confortáveis com o retorno à rotina escolar. Quando o assunto vem à tona, é importante evitar o tom preocupante ou de suspense evidenciado em frases do tipo: “Ih, as férias já estão acabando hein…”, ou “Vai acabar a moleza! Semana que vem tem aula”, ou, ainda, “Já, já vai começar tudo de novo”. Nesse momento, é preciso auxiliar as crianças a ver esse retorno como uma oportunidade de que tudo seja diferente e melhor, e não necessariamente dizer que ela terá “mais do mesmo”, acarretando uma rotina cansativa e desmotivadora.

Os alunos precisam se adaptar a novos horários, regras e professores. Tanta novidade pode tornar o novo ambiente um cenário assustador, capaz de causar até mesmo pânico. Nessa fase, a família desempenha um papel importante, amenizando o desconforto para que cada aluno enfrente com mais segurança essa etapa da vida.

As crianças pequenas têm menos recursos emocionais para mudanças, pois tudo que é diferente e acontece longe dos pais as deixam inseguras. Não é recomendável fazer mudanças sem preparar a criança; por isso busque acompanhá-la na visita ao espaço e conhecer as pessoas com quem ela vai se relacionar. Faça um tour pela escola, conheça os professores. São esses gestos que a ajudarão na preparação para a rotina, principalmente em uma escola nova. Aos que vão frequentar a mesma escola, é preciso voltar ao ritmo. Por isso, cerca de uma semana antes, retome o horário de dormir e de acordar para preparar o corpo da criança. Você pode organizar também os mesmos horários de refeição estabelecidos na escola. Além disso, arrume o espaço para as tarefas. Sente-se com o seu filho e, em conjunto, designe um horário e um local para que ele possa fazer as lições que estão por vir. O importante é que haja um espaço em que a criança se mantenha focada na atividade, pois tarefa de casa é extensão da escola. Certifique-se também de escolher um horário em que você esteja disponível, caso seu filho precise de ajuda.

Levar as crianças para a escola sem lágrimas e resistência também auxilia no bom começo. Quando o responsável deixa o filho na sala e sente medo ou considera que ficar ali é um sofrimento, toda essa energia é captada pela criança.

A segurança na escolha da escola é primordial para abrir seu coração a esse novo ambiente. Os pais são um espelho para os filhos, um exemplo a ser seguido. Por isso, se você se sentir seguro, seu filho assim também se sentirá. Uma ótima estratégia para a volta às aulas é incentivar o comportamento positivo. Uma das maneiras mais eficazes de aguçar esse tipo de sentimento é encorajá-lo. Quando a criança se comportar de maneira positiva, elogie-a e incentive-a a manter a boa postura. Se ajudou o professor em sala ou um amigo que estava com dificuldades, mostre que está orgulhoso e que ela mesma também deve se orgulhar do comportamento que teve. Se ficou na escola sem qualquer birra ou choro, fez um amigo, brincou, interessou-se por alguma atividade, igualmente se mostre orgulhoso de sua conduta. Assim, as crianças vão retomando a rotina habitual de vida escolar, que contempla competências científicas e habilidades socioemocionais.

Milena Kendrick Fiuza* é gerente pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.

Concurso militar e o uso de óculos e tatuagens

Por Odilon de Oliveira

Aluno de outro Estado reclamou por ter sido eliminado de concurso para oficial da polícia militar porque sua acuidade visual foi atestada fora do índice mínimo de 20/25 ou 0,8 da tabela decimal.

Consultei a legislação de Mato Grosso do Sul e constatei haver não apenas esta exigência de natureza eliminatória. Vi aberrações como inaptidão por mera posse de tatuagem.

Em Mato Grosso do Sul, o candidato a PM ou BM somente é considerado apto se sua visão apresentar índice mínimo de 0,8 da tabela decimal, ou 20/25, critério recomendado pela Organização Mundial de Saúde (ONU). Existe uma tabela criada por volta de 1862, pelo oftalmologista holandês Herman Snellen (tabela Snellen), segundo a qual a visão perfeita corresponde a 20/20 ou 6/6, permitindo que uma pessoa veja detalhes a 6 metros de distância ou 20 pés. Vêm dessa distância, em pés ou em metros, esses números da tabela.

E a evolução da medicina oftalmológica não é levada em conta pelo Estado de Mato Grosso do Sul? É óbvio que essa evolução exige igual evolução da legislação. A Constituição Federal preceitua que “o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacidade científica e tecnológica e a inovação”. Nesta norma está contida a necessidade de o Estado estimular o fortalecimento da inovação, de diversas maneiras, incluindo o emprego de óculos e de lentes de contato por policiais. O surgimento e o aperfeiçoamento desses instrumentos decorrem da evolução das pesquisas, ciência e tecnologia.

Se assim não procede, afastando do mundo jurídico normas ultrapassadas, o Estado está a navegar contra a política praticada pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, formada pelos Estados, Municípios e Distrito Federal, é exatamente o incentivo ao desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da pesquisa como meio sobretudo para o incremento nacional.

É outra garantia constitucional a exigir que cada ente federativo adote soluções inteligentes. “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício, ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Ora, a atividade administrativa, a exemplo da iniciativa privada, tem que ser marcada por avanços, e não por retrocessos. O Estado tem que reconhecer a relevância social do trabalho e compatibilizar esse valor com soluções adequadas. O trabalho, em si, é um direito social do qual depende a dignidade do ser humano.

O que o Estado deve fazer com quem, depois de cinco ou mais anos de trabalho como policial, passa a ter acuidade visual fora do limite mínimo estabelecido por sua legislação? Aposentá-lo? Exonerá-lo? Claro que não. Então, faça-se uma reflexão quanto a esse requisito.

O Estado impõe que seus policiais enxerguem como aves de caça. Gavião, por exemplo. Já que existem atividades internas, não operacionais, por que não empregar esses pretendentes em funções que não dependem de tanta acuidade visual? Com o tempo, o problema poderia ser corrigido através de uma cirurgia.

Esse nível de acuidade imposto é inconstitucional, ainda mais quando perfeitamente corrigível por cirurgia e por uso de óculos ou lentes de contato. Interessante seria que o Estado adotasse enquadramento mais flexível dentro da tabela de SNELLEN.

Sob pena de eliminação, exige a legislação de alguns Estados, inclusive a de Mato Grosso do Sul, que o candidato não apresente qualquer tatuagem permanente, pois a mesma pode “expressar ou sugerir ligação com gangues, organizações criminosas” ou servir de estímulo a violência. O desenho de uma arma, por exemplo, poderia estimular violência contra pessoa. Ora, e o policial não usa uma arma (fuzil, pistola)?

Trata-se de exigência completamente arcaica. Há 25 anos, um candidato a policial rodoviário federal, por conta de uma tatuagem na parte lateral superior de um dos braços, foi eliminado do concurso. Proferi decisão garantindo seu retorno ao concurso. Isso é interpretação subjetiva. Princípios, valores, bons costumes, ética, moral, honra pessoal, nada disso tem ligação com tatuagem. É claro haver tatuagem cuja exibição pública não se tolera.

Será que os muitos corruptos brasileiros possuem seus corpos tatuados de modo sugestivo?

Odilon de Oliveira* é juiz federal aposentado e integrante do Escritório Adriano Magno & Odilon de Oliveira Advogados Associados

Conselheira do CCAS é nomeada membro da Câmara Setorial do Leite

A diretora do Conselho Científico Agro Sustentável, CCAS, Dra. Roberta M. Züge, assumiu o cargo de membro da Câmara Setorial do Leite, vinculada ao Conselho Nacional de Política Agrícola – CNPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Esta câmara é um dos principais órgãos do setor, sendo que o colegiado tem por objetivo desenvolver ações e ajudar o MAPA na formulação de políticas públicas que fortaleçam a atividade. 

“O setor do leite tem muitos desafios, especialmente frente às normativas, que dá um novo viés para a cadeia e abrem diversas novas oportunidades para os lácteos. Este ano será importante levar a tecnologia e a informatização para que possa alcançar este patamar e, quem sabe assumir, um protagonismo na produção de proteína animal. A câmara tem um papel crucial na consolidação das políticas, que são imprescindíveis para este salto”, comenta a diretora.

Roberta é Mestre e Doutora em Reprodução Animal, com especialização em Ética e Responsabilidade Social Empresária no Agro e em Reprodução Animal. Atualmente, também é Superintendente Técnica Administrativo da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH).

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook:http://www.facebook.com/agriculturasustentavel.

Alfapress Com,.

Os novos ares das eleições diretas

Por Francis A. Goes Ricken*

Em 2019, comemoramos 31 anos de Constituição democrática e 30 anos de eleições diretas para todos os cargos eletivos. Um marco de grandes avanços democráticos nas discussões políticas e na maturidade de nossas escolhas. 

O grande acontecimento para o restabelecimento de eleições diretas foi a disputa eleitoral de 1989, que poderia ser considerada a cena final de um grande espetáculo, e que foi antecedida de atos anteriores tão importantes como a campanha pelas “Diretas já!”, a Assembleia Nacional Constituinte de 1988, e a promulgação da Constituição de 1988. 

Vivemos longos anos sem a possibilidade de escolher nossos representantes de forma direta e, principalmente, sem poder debater de maneira livre nossos interesses e problemas. As eleições diretas nos possibilitaram reescrever nossa história de forma coerente às nossas escolhas. Talvez o leitor deve estar se perguntando: “como podemos comemorar diante de tal quadro de deterioração da classe política?” E eu respondo: “devemos comemorar nossa história, devemos comemorar nossos erros, para assim, de forma consciente, ter o direito ao acerto!”.

Possibilitar escolhas é um ponto elementar em qualquer democracia e, quando falo de escolhas, digo desde o mais básico, como votar, até a possibilidade de se engajar no debate de forma ativa e livre. O restabelecimento das eleições democráticas não somente possibilitou as escolhas, mas também abriu caminho para um ambiente livre para ideias e manifestações. A eleição livre não é apenas um procedimento em si, ela é um estágio inicial para a criação de uma sociedade democrática. 

O processo eleitoral é fundamental para que possamos depurar ideias, arejar o ambiente e possibilitar que os representantes não se sintam confortáveis e donos do poder. A periodicidade dos processos eleitorais, com discussões amplas, representa o “abrir de janelas”, capaz de refrescar o ambiente, possibilitar ares novos e diferentes. Nem sempre nossos governantes conseguem solucionar questões e, por esse motivo, devem ser colocados à prova, devem se sentir desconfortáveis com o próximo período eleitoral, situação impensável em autocracias ou em governos sem alternância.

A democracia se constrói de erros e acertos, tanto é que temos direito de errar na escolha de nossos governantes. Errar é parte do processo democrático, é com o erro e o acerto que avançamos em nossas compreensões do mundo e construímos nosso aprendizado. O mais maravilhoso de um processo de eleição livre é a certeza que em um curto espaço de tempo teremos uma nova chance para errar menos. Isso coloca a classe política em constante vigilância – afinal, retirar o mandato eletivo de quem vive da política é uma ótima lição e uma eficiente forma de controle social sobre os políticos. 

Mesmo com os processos eleitorais livres restabelecidos, ainda nossa democracia padece de problemas, como a falta de democracia dentro dos partidos políticos, a necessidade de maior transparência nos financiamentos eleitorais, e a carência de novos mecanismos de consulta popular – todas ferramentas capazes de aprimorar e aprofundar os processos democráticos. Devo afirmar que mesmo necessitando de avanços, temos que continuar na construção de nossa história democrática, para que quando problemas surjam, eles possam ser solucionados com experiência e procedimentos democráticos.

Francis Augusto Goes Ricken*, sou mestre em Ciência Política e advogado, é professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo.

JUDICIÁRIO SOB TIROTEIO

Por GAUDÊNCIO TORQUATO

   A arquitetura dos Poderes no Brasil apresenta fissuras, comprometendo os princípios de autonomia, harmonia e independência, conforme reza a letra constitucional. Ora, é o Poder Executivo, que costumeiramente invade a seara do Legislativo, por meio de uma grande quantidade de Medidas Provisórias, sem caráter de urgência, conforme elas exigem; ora é o Poder Legislativo, que deixa imenso vácuo ao não aprovar legislação infraconstitucional para fechar os buracos abertos pela CF de 88.

   E nesse vácuo entra o Poder Judiciário, ao qual são submetidas questões de natureza constitucional não resolvidas por lei. Uma onda crítica bate nas portas da Suprema Corte, agora acusada de invadir a roça do Poder Legislativo, dando vazão ao conceito de judiocracia, democracia plasmada sob o jugo dos aplicadores da lei. Fosse essa apenas a mancha que suja as vestes de Thêmis, a deusa da Justiça, os danos que têm abalado seriamente a imagem do Judiciário, a partir da mais alta Corte, não seriam tão graves.

   A artilharia pesada que tem o STF como alvo deve-se, sobretudo, à suspeição sobre o comportamento de alguns ilustres componentes da Corte, identificados como soldados de causas partidárias ou simpatizantes de A, B ou C, figuras que os escolheram quando governavam o país. Ademais, nos Estados, membros de instâncias judiciais, alguns de altas posições, têm sido envolvidos com suspeita de favorecimentos. 

   Nunca se viu o poder dos juízes tão abalado por críticas. A constatação é grave. Afinal de contas, trata-se do Poder mais identificado com a virtude da moral. Representa o altar mais elevado e nobre da verdade e da justiça. Acusações, mesmo isoladas, atingindo um ou outro de seus pares, acabam maculando a imagem da instituição. Até se compreende que parcela da indignação acumulada no país nesses tempos de polarização política se dirige ao Judiciário. Mas devemos reconhecer que sua imagem apequenada constitui um dos maiores danos à alma nacional.

   Sob esse contexto, é oportuno levantar a ideia, tão debatida, de rever os critérios de nomeação de ministros do Supremo e dos Tribunais de Justiça. Nossa maior Corte não tem juiz de carreira, eis que seus membros são escolhidos pelo presidente da República e, mesmo com seus méritos, são jogados na vala do viés partidário.

   Urge puxar das gavetas do Congresso projetos que versam sobre a matéria. Alguns já são conhecidos, como aquele que sugere a nomeação de quadros por instituições como o próprio Poder Judiciário, o Congresso, a OAB, o MP e o Presidente da República. É evidente que uma escolha, a partir do envolvimento de entidades sérias e Poderes constituídos, terá caráter plural, ganhando maior legitimidade e respeito da sociedade.

   Essa visão, que valoriza os eixos de nossa democracia participativa, seria aplicada também nos Estados, fazendo-se a adaptação para as instituições locais.

   O fato é que nenhuma autoridade, por mais alta, pode se escudar no manto sagrado do cargo.  O Judiciário é o mais respeitado dos Poderes, seja pela identidade de seus integrantes,  seja pela nobreza de suas funções.

   É triste constatar que a figura do juiz em nosso País não se cerca mais daquela aura sagrada que tanto reverência impunha no passado. Em tempos idos, cultivava-se admiração por eles. Os juízes assumiam na plenitude os traços nobres, que Bacon tão bem descreveu em seus ensaios: “os juízes devem ser mais instruídos do que sutis, mais reverendos do que aclamados, mais circunspetos do que audaciosos. Acima de todas as coisas, a integridade é a virtude que na função os caracteriza.”

   O juiz  ainda  tem  de  enfrentar  um  calvário  particular, a via crucis da crise no seu espaço profissional, determinada pelos dilemas impostos pelo caráter dual do Estado brasileiro.   De um lado, o Estado liberal, fincado nas bases do equilíbrio entre os Poderes, no império do direito e das garantias individuais. De outro, o Estado assistencial, de caráter providencial, voltado para a expansão dos direitos sociais, ajustados e revigorados pela Constituição de 88.  Os resultados vão bater em sua mesa: enxurradas de demandas crescentes e repetitivas em questões de toda a ordem.

   Chegou a hora da verdade para os Tribunais. O juiz deve ser, por excelência, o protótipo das virtudes.

Por Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

O Gestor Escolar e o “fantasma” da área financeira: 4 estratégias para gerar resultados

Por Josemary Morastoni*

A maioria dos gestores escolares temem a administração financeira, principalmente quando estão ingressando no cargo. Costumo brincar que o gestor tem duas alternativas para trabalhar com a gestão financeira: ou aprende, ou aprende. Mas, calma, vou dar uma boa notícia, é possível sim controlar este segmento da sua gestão com certa facilidade.  Ao invés de se lamentar e sofrer por antecipação, corra atrás de formação e informação, já que isto também é uma atitude que faz parte das atribuições da gestão escolar.

Sabemos que a gestão de instituição de ensino transcende os processos de ensino e aprendizagem, as relações e gestão de conflitos, já que nos bastidores existem muitos outros processos burocráticos fundamentais para o seu funcionamento, e, dentre eles, a parte financeira. Abaixo, listamos quatro estratégias para você se organizar e encarar este desafio:

  • Planeje suas finanças

O conceito de funcionamento de uma escola não se diferencia do funcionamento de uma empresa no campo das finanças, portanto, monte o seu plano de ação, estabeleça metas, estratégias, delegue funções e supervisione tudo. Buscar ferramentas para o controle e a gestão financeira na internet pode ser uma ótima alternativa.

  • Não esqueça que é uma escola

O funcionamento de uma escola, no campo das finanças, pode não se diferenciar em nada do funcionamento de uma empresa, mas o seu propósito de existência é muito diferente, o qual deve ser colocado como prioridade, inclusive para embasar o funcionamento das finanças. Contemple no seu planejamento as ações e os recursos pedagógicos como prioridade, sempre. Além de saúde financeira, sua escola tem que ser boa no seu propósito inicial, ser uma escola.

  • Acompanhe e controle

De nada adianta montar um planejamento financeiro, ter um projeto e não o seguir. Adote ferramentas para controlar o fluxo de caixa, pois, são esses controles que irão dizer quando entra e quando sai dinheiro da instituição. Você pode controlar isto com a ajuda de um livro de registros, construído de forma manual, ou, se você é adepto as tecnologias digitais, existem simples ferramentas desde um Excel até aplicativos que lhe permitem entender todo o fluxo financeiro e gerar relatórios mensais, de forma gratuita e de fácil manuseio.

  • Identifique desperdícios e otimize recursos

Quando você tem o controle de suas contas, mas ainda assim não sobra dinheiro, revise tudo o que é gasto. Muitos gastos podem não estar nas contas mensais, mas em processos diários. Procure onde estão os excessos, às vezes o desperdício com material de limpeza ou de papelaria geram uma demanda de compra e isso impacta no seu orçamento.

Portanto, entendemos que a gestão financeira escolar pode ser compreendida como a análise e o controle de tudo o que for relacionado aos gastos da instituição. Dessa forma, os métodos usados devem garantir a eficiência da escola e manter o nível de atividade desejado. Para fazer uma gestão financeira eficiente, procure equilibrar as contas sem sacrificar a qualidade pedagógica. E nunca esqueça de que a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem é tão importante quanto a saúde financeira.

Por Josemary Morastoni * é pedagoga, especialista em formação de professores e Coaching Educacional, mestre e doutoranda em Educação e diretora da Faculdade Positivo Londrina.

Receita para provar uma boa franquia em alimentação

Por João Paulo S. de Almeida*

A franquia ou franchising tem se mostrado ao longo dos anos um recurso poderoso para novos empreendedores, especialmente no ramo da alimentação. Neste segmento, sua expansão tem sido notável, porque a alimentação é um setor que ninguém pode abrir mão. Além da necessidade elementar de sobrevivência, o paladar é um dos sentidos mais prazerosos e, portanto, convidativos para repetidas experiências pelos consumidores, o que naturalmente gera receita recorrente para os franqueados do setor alimentício.

A nossa experiência em franquia em espetinhos tem se consolidado desde que a ideia surgiu há 10 meses e depois quando nos tornamos um franqueador master desse negócio. O varejo fast food hoje tem se caracterizado por uma altíssima padronização, quase uma comoditização, portanto precisávamos inovar, e nos diferenciar de outros players no segmento. 

Na verdade, a estratégia foi muito simples. A ideia posta em execução era a de que não vendíamos apenas alimentos, mas principalmente qualidade e um ótimo atendimento. Tínhamos que buscar, portanto, os melhores produtos nos melhores fornecedores de carnes e nossa brigada de atendentes precisava ter um treinamento inigualável ao lidar com clientes, inclusive no trato e convívio com pessoas difíceis, extremamente exigentes ou até com preciosismos (o que naturalmente tem sido raro).

O resultado veio rápido. Hoje nossa unidade tem uma taxa de fidelização de clientes que margeia os 90%, o que é altíssimo em qualquer tipo de varejo. Por meio de ajustes nas lojas da rede Churras Express,  e demandas dos nossos consumidores, ampliamos a linha de produtos, oferecendo não só espetinhos, mas diversos tipos de acompanhamentos, como saladas, porções, petiscos, combos, o que trouxe uma nova clientela cativa para os horários de almoço, jantar e principalmente para o happy hour. Consequentemente, como resultado dessa operação, surgiu uma maior abertura na amplitude de negócio, que a princípio não estava programada nesse ambiente.

Um detalhe importante para o perfeito andamento do nosso negócio, em nosso caso, primeiro franqueado do Churras Express, foi ter tido livre arbítrio para opinar sobre mudanças estratégicas e novas parcerias da franquia. Após mais de 30 anos na área de marketing, tendo trabalhado nas maiores e mais conceituadas empresas multinacionais do setor de feiras, eventos e conferências, minha meta era simples, procurar uma marca nova de franchising, em expansão, e pela qual tivéssemos a oportunidade de contribuir em todos os ajustes necessários.

O começo foi participar ativamente das escolhas e ajustes para o azeitar a operação. Após um período de intenso de serviço me tornei franqueado master e hoje somos a loja com o maior faturamento da marca. Nosso investimento total foi pago em apenas quatro meses de funcionamento.  Temos também o privilégio de ser a loja piloto da rede, que traz e testa todas as novidades e novas parcerias para o grupo. O Churras Express deve chegar a 100 lojas até o final deste ano, ou seja, um crescimento exponencial para o setor.  

Dentro do planejamento geral de marketing desta franquia, foram também formalizados relacionamentos estratégicos com parceiros comerciais de delivery como ifood, ubereats, e rappi e com empresas de vouchers de descontos como Peixe Urbano, e outros que ainda estão em negociação.  Estas relações potencializaram muito as vendas e hoje são responsáveis por 40% do faturamento da marca.

Fora estes fatores, a comunicação de marketing da Churras Express tem focado as redes sociais, mas sem esquecer a mídia offline e a decoração interna. O crescimento da clientela é constante, e em muito fortalecido por várias promoções e sorteios em que são divulgados novos itens do cardápio. Os lançamentos semanalmente de ‘novas pedidas’ do menu são um outro diferencial, porque desta forma os clientes sempre encontram novidades em nossas próprias lojas e não na concorrência. Afinal, especialistas dizem quer brasileiro é “novidadeiro”. O trabalho desenvolvido, consequentemente, busca novidades e diferencias inovadores, que oferecem uma experiencia única para o consumidor final.

Um indicador de performance importante para nós tem sido nossa nota nos apps de delivery e também os elogios diretos dos clientes. Eles apontam que estamos no caminho certo. Temos muitas novidades a caminho como parcerias com grandes marcas de cerveja e mais algumas surpresas. Porém essas notícias serão divulgadas estrategicamente no momento certo. O importante é reforçar que franquia de espetinhos é sempre um negócio de primeira e muito apetitoso!

Por João Paulo Spera de Almeida* é executivo em estratégia, captação e consultoria para eventos; além de proprietário e franqueado master da Churras Express (Aeroporto);