Aplicativo educativo desafia entusiastas do espaço

O Complexo de Visitantes da NASA, próximo a Orlando, na Flórida, desenvolveu o aplicativo Space Chase! Explore and Learn, para dispositivos móveis com curiosidades e atividades para todos que amam os assuntos do universo. Por meio do celular ou tablet, é possível resolver desafios relaconados ao espaço e ás missões da NASA. Todas as atividades são em inglês, então é perfeito para exercitar o idioma! O aplicativo está disponível para download nas lojas de aplicativo Play Store e App Store.

Em resposta à prevenção e ao controle da COVID-19 (coronavírus) e garantir a saúde e a segurança dos visitantes e colaboradores, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex está temporariamente fechado.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do complexo.
YouTube: ExploreSpaceKSC
Instagram: @KennedySpaceCenter
Facebook: KennedySpaceCenterVisitorComplex
Twitter: @ExploreSpaceKSC

Sobre o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex
O NASA Kennedy Space Center Visitor Complex dá vida a épica história do programa espacial dos EUA, oferecendo um dia, ou mais, completo de diversão, inspiração e atividades educativas, incluindo o Astronaut Training Experience® Exploring com Lockheed Martin, inaugurado em fevereiro de 2018, assim como Heroes & Legends com o U.S. Astronaut Hall of Fame®, apresentado por Boeing, o Kennedy Space Center Tour que leva os visitantes ao Apollo/Saturno V Center, onde está o foguete lunar Saturno V, a exibição do ônibus Espacial Atlantis®, (Space Shuttle Atlantis®), o Simulador de Lançamento (Shuttle Launch Experience®, Encontro com Astronauta (Astronaut Encounter), Journey To Mars: Explorers Wanted (Jornada para Marte: Procuram-se Exploradores), Rocket Garden (Jardim de Foguetes) e Cosmic Quest. Apenas 45 minutos de Orlando, Florida, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex é um símbolo da sagacidade estadunidense e da curiosidade humana. Toque, sinta, aprenda, explore, mergulhe e se inspire no lugar onde a missão da exploração espacial segue viva e próspera com a próxima geração de exploradores do espaço.

Sobre a TM Latin America
TM Latin America é uma renomada empresa internacional de marketing turístico especializada no mercado de destinos e atrações de classe mundial, assim como resorts no Caribe e na Austrália para o mercado latino-americano.
Conta com uma equipe de profissionais trilíngues, especializados em diferentes áreas: marketing, vendas, comunicações, marketing digital e posicionamento de marcas. Tem sua sede em Orlando, Florida e está presente no Brasil, na Colômbia, no México e na Argentina, cobrindo toda a América Latina.
TM Latin America é a agência de marketing na América Latina para o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex através da Delaware North.

Agência em Foco

Depois de nove anos, foguete tripulado partirá do Kennedy Space Center, na Flórida

Em 27 de maio de 2020, às 16h32 da tarde (horário local de Cabo Canaveral, Flórida), será lançada da plataforma de lançamento LC-39A a missão de demonstração de voo comercial tripulado da SpaceX

Uma nova era da exploração espacial norte-americana finalmente será retomada em 27 de maio de 2020, às 16h32 da tarde (horário local de Cabo Canaveral, Flórida), depois de nove anos. Sob o Programa de Tripulação Comercial, a SpaceX enviará da plataforma de lançamento LC-39A no Kennedy Space Center dois astronautas da NASA, Bob Behnken e Doug Hurley, em uma missão histórica rumo à Estação Espacial Internacional. A última vez que um foguete partiu dos Estados Unidos foi em julho de 2011, na conclusão do Programa de Ônibus Espacial.

Atualmente, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex está fechado devido à pandemia da COVID-19 e não é possível ver o lançamento dentro das instalações. No entanto, o complexo de visitantes espera poder oferecer algumas oportunidades de visualização deste lançamento histórico e, para isso, estão monitorando a situação.

A disponibilidade das próximas oportunidades de visualização depende do horário de lançamento programado e está sujeita à aprovação da NASA e da Força Aérea dos EUA. A data de lançamento, a hora e as oportunidades de exibição estão sujeitas a alterações sem aviso prévio. Os lançamentos podem ser afetados por problemas técnicos e mecânicos, bem como pelas operações de alcance e clima, relatadas antecipadamente ou no último minuto.

Para mais informações visite o site oficial do complexo.

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Instagram: @kennedyspacecenter

Sobre o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex
O NASA Kennedy Space Center Visitor Complex dá vida a épica história do programa espacial dos EUA, oferecendo um dia, ou mais, completo de diversão, inspiração e atividades educativas, incluindo o Astronaut Training Experience® Exploring com Lockheed Martin, inaugurado em fevereiro de 2018, assim como Heroes & Legends com o U.S. Astronaut Hall of Fame®, apresentado por Boeing, o Kennedy Space Center Tour que leva os visitantes ao Apollo/Saturno V Center, onde está o foguete lunar Saturno V, a exibição do ônibus Espacial Atlantis®, (Space Shuttle Atlantis®), o Simulador de Lançamento (Shuttle Launch Experience®, Encontro com Astronauta (Astronaut Encounter), Journey To Mars: Explorers Wanted (Jornada para Marte: Procuram-se Exploradores), Rocket Garden (Jardim de Foguetes) e Cosmic Quest. Apenas 45 minutos de Orlando, Florida, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex é um símbolo da sagacidade estadunidense e da curiosidade humana. Toque, sinta, aprenda, explore, mergulhe e se inspire no lugar onde a missão da exploração espacial segue viva e próspera com a próxima geração de exploradores do espaço.

Sobre a TM Latin America
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Agência em Foco

Nasa comemora 30 anos do telescópio Hubble com imagem inédita

A nebulosa NGC 2014, à direita, junto de sua vizinha NGC 2020, à esquerda. A mancha vermelha é formada por gás hidrogênio, enquanto o azul é gás oxigênio aquecido a mais de 10 mil ºC.

© Nasa/imagem de divulgação/Direitos Reservados

Internacional

Imagem é chamada Recife Cósmico pois lembra o mundo submarino

Publicado em 26/04/2020 – 14:55 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência – Brasília

A Agência Nacional de Espaço e Aeronáutica dos Estados Unidos (Nasa, da sigla em inglês) está comemorando os 30 anos do telescópio espacial Hubble. Para a comemoração, a Nasa divulgou uma imagem inédita de duas nebulosas (nuvens formadas por poeira cósmica, hidrogênio e gases ionizados a partir de restos de estrelas).

A imagem do Hubble mostra a nebulosa vermelha gigante (NGC 2014) e sua vizinha azul menor (NGC 2020), que fazem parte de uma vasta região de formação de estrelas na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea, localizada a 163.000 anos-luz de distância. A imagem foi apelidada de Recife Cósmico, porque se assemelha ao mundo submarino, informou a Nasa.

O telescópio decolou, no dia 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery, juntamente com uma equipe de cinco astronautas. Um dia depois, o Hubble entrou em órbita e tem ajudado a fazer descobertas sobre o universo e fornecido imagens impressionantes.

O Hubble produziu até agora 1,4 milhão de observações e forneceu dados usados para escrever mais de 17 mil publicações científicas. Segundo a Nasa, seus arquivos abastecerão ainda futuras pesquisas astronômicas nas próximas gerações.

De acordo com a Nasa, a longevidade do Hubble pode ser atribuída a cinco missões de manutenção, de 1993 a 2009, nas quais os astronautas atualizaram o telescópio com instrumentos avançados e fizeram reparos em órbita.

A expectativa da agência é de que o telescópio espacial permaneça em operação durante a década de 2020, em sinergia com o próximo telescópio espacial James Webb.

Edição: Denise Griesinger

Nasa anuncia “a maior explosão já vista no Universo”

A evidência para a maior explosão vista no Universo vem de uma combinação de dados de raios X de Chandra e XMM-Newton, e o Murchison Widefield Array e o Giant Metrewave Telescope
© Divulgação/Nasa

Fenômeno aconteceu a cerca de 390 milhões de anos-luz da Terra.

Publicado em 01/03/2020 – 11:34 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil* – Brasília

A Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) anunciou, nesta semana, ter encontrado o que considera ser “a maior explosão já vista no Universo”. Ela foi detectada no aglomerado de galáxias Ophiuchus, que fica a cerca de 390 milhões de anos-luz da Terra.

De acordo com os astrônomos, uma “erupção gigantesca e recorde” atingiu um buraco negro em um aglomerado de galáxias distantes. A descoberta foi possível a partir de dados de raios-X dos observatórios de Raios-X Chandra, da NASA; XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia; Murchison Widefield Array, na Austrália; e do Telescópio Gigante de Rádio Metrewave, na Índia.

“De certa forma, essa explosão é semelhante à forma como a erupção do Monte St. Helens, em 1980, arrancou do topo da montanha”, disse Simona Giacintucci, do Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, DC. Simona é a principal autora do estudo. “Uma diferença fundamental é que você poderia colocar quinze galáxias da Via Láctea seguidas na cratera, essa erupção perfurou o gás quente do aglomerado”, acrescentou.

A quantidade de energia necessária para criar a cavidade em Ophiuchus é cerca de cinco vezes maior que o recordista anterior (MS 0735 + 74), e centenas e milhares de vezes maior que os aglomerados típicos em outras galáxias.

No centro do aglomerado de Ophiuchus, há uma grande galáxia que contém um buraco negro supermassivo. Os pesquisadores pensam que a fonte da erupção gigantesca é esse buraco negro.

Segundo a NASA, apesar de os buracos negros serem famosos por puxar material em sua direção, eles geralmente expelem “quantidades prodigiosas de material e energia”. Isso acontece quando a matéria que cai em direção ao buraco negro é redirecionada para jatos ou vigas, que explodem no espaço e se chocam com qualquer material circundante.

As primeiras dicas sobre a explosão gigante no aglomerado de galáxias Ophiuchus ocorreram durante observações de Chandra relatadas em 2016, quando foi descoberta de uma “borda curva incomum” na imagem Chandra do cluster.

Na época, os observadores suspeitaram que isso representava parte da parede de uma cavidade no gás quente criado por jatos do buraco negro supermassivo. No entanto, eles descartaram essa possibilidade, em parte porque seria necessária uma enorme quantidade de energia para o buraco negro criar uma cavidade tão grande.

No entanto, o último estudo de Giacintucci e seus colegas mostrou que “uma enorme explosão ocorreu de fato”.

Primeiro, eles mostraram que a aresta curva também é detectada por XMM-Newton, confirmando a observação Chandra. O avanço crucial, para confirmar as suspeitas, ocorreu a partir de novos dados de rádio do MWA e dos arquivos GMRT, mostrando que a borda curva é realmente parte da parede de uma cavidade, uma vez que faz fronteira com uma região cheia de emissão de rádio e com a constatação de que havia elétrons acelerados até quase a velocidade da luz.

“Essa aceleração provavelmente se originou do buraco negro supermassivo”, informou a NASA por meio de nota. “Os dados do rádio cabem dentro dos raios-X como uma mão em uma luva”, disse o co-autor Maxim Markevitch, do Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. “Este é o argumento decisivo que nos diz que uma erupção de tamanho sem precedentes ocorreu aqui”.

Ainda de acordo com a agência norte-americana, a erupção do buraco negro deve ter terminado porque os pesquisadores não veem nenhuma evidência de jatos atuais nos dados de rádio. Esse desligamento pode ser explicado pelos dados de Chandra, que mostram que o gás mais denso e mais frio visto nos raios-X está atualmente localizado em uma posição diferente da galáxia central.

Se esse gás se afastar da galáxia, terá privado o buraco negro de combustível para o seu crescimento, desligando os jatos.

O Marshall Space Flight Center da NASA gerencia o programa Chandra. O Centro de Raios-X Chandra do Observatório Astrofísico Smithsonian controla as operações científicas e de vôo de Cambridge e Burlington, Massachusetts.

*Com informações da Nasa

Edição: Aline Leal

Segredos do lado oculto da Lua são revelados por missão da China

Apollo 11; Homem na lua
© NASA/Direitos reservado

Chang’e-4 é 1ª missão a conseguir pousar no outro lado da Lua

Publicado em 27/02/2020 – 09:20 Por RTP* – Pequim

Considerada a primeira a conseguir pousar no outro lado da lua e a descobrir a presença da minerais olivina, a missão Chang’e-4 está a desvendar segredos lunares à medida que a investigação avança.

Em 3 de janeiro de 2019, a sonda Chang’e-4 pousou na cratera Von Karman, onde implantou um rover chamado Yutu-2, com o objetivo de explorar a Bacia do Polo-Sul Aitken, a mais velha e a maior cratera, situada no lado oculto da Lua.

Uma das descobertas feitas pelo Yutu-2 foi que a cratera se encontra repleta de depósitos soltos como rochas e poeiras pulverizadas, com uma espessura de 39 pés. Situação semelhante à constatada pelos astronautas da Apollo. Os sinais de rádio são emitidos a uma profundidade de 131 pés da superfície lunar, três vezes mais do que a missão chinesa anterior conseguiu explorar.

O veículo espacial encontra-se equipado com o Radar Penetrante Lunar, o que lhe dá as ferramentas necessárias para conseguir investigar.

“A superfície no local de pouso CE-4 é muito mais transparente para as ondas de rádio, e essa observação qualitativa sugere um contexto geológico totalmente diferente para os dois locais de desembarque”, explicou Li Chunlai, professor de investigação e vice-diretor do Observatório nacional da china, da Academia de Ciências.

A abundância de depósitos na cratera relaciona-se com o fato de a lua ser frequentemente atingida por meteoritos e outros detritos. Quando isso acontece, ela envia esse material para outro lugar e, com o passar do tempo, a superfície onde está a cratera torna-se a camada superior, deixando por baixo outras camadas de pedra.

“Esses dados mostram que o uso do radar de penetração lunar pode melhorar muito a compreensão da história do impacto lunar e do vulcanismo. Assim como dar uma nova luz à compreensão da evolução geológica do lado oposto da Lua”, disse Li.

As crateras que sofrem esses impactos são importantes para os investigadores, pois é por meio delas que podem aprender mais sobre a Lua e todo o seu processo de formação.

A origem da formação lunar tem sido tema de debate da comunidade científica e, nesse sentido, a investigação chinesa pretende chegar a um maior conhecimento sobre a evolução da Lua e comprovar se existe ou não um oceano de magma, teoria que ainda não foi confirmada.

Ainda este ano, a china pretende enviar mais uma sonda, a Chang’e-5, com o objetivo de regressar à terra com as amostras recolhidas na Lua.

Complexo de Visitante da NASA próximo a Orlando busca novos astronautas

Quem já sonhou em ser um astronauta tem um dia inteiro para se sentir um verdadeiro explorador espacial no NASA Kennedy Space Center Visitor Complex, que fica próximo a Orlando, na Flórida. O complexo de visitantes oferece duas experiências de simulações totalmente imersivas para adultos e crianças maiores de 10 anos: Astronaut Training Experience® (ATX) e a Mars Base 1®.

Na primeira atração os participantes se engajam em um treinamento de astronautas para uma futura viagem a Marte. Com cinco horas de duração, é possível experimentar o lançamento de uma espaçonave, sua acoplagem e pouso no planeta vermelho. Tecnologias simulam a microgravidade, ambientes severos e trabalho em equipe para resolver problemas reais de uma missão espacial.

Já na segunda atividade, Mars Base 1®, os turistas podem trabalhar em uma base científica em Marte durante cinco a sete horas. A simulação leva os participantes a superar diversos desafios como administrar a Base de Operações, plantar e colher vegetais em um Laboratório de Botânica, coletar dados e até programar um robô para limpar painéis solares.

Além de agendar previamente, é preciso ter fluência em inglês para participar das duas simulações (instruções dos orientadores são transmitidas no idioma estrangeiro). ATX e Mars Base 1 é uma atividade adicional ao ingresso do NASA Kennedy Space Center Visitor Complex.

Muitas outras atividades estão aguardando os futuros exploradores espaciais no complexo, como o Shuttle Launch Experience, Encontro com Astronauta, Journey To Mars: Explorers Wanted, Jardim de Foguetes e Heroes & Legends apresentando o U.S. Astronaut Hall of Fame. É aqui o lar do lendário ônibus espacial Atlantis e do suntuoso foguete Apollo/Saturn V. E muito mais!

Mais informações estão disponíveis no site oficial do complexo. Siga no Instagram, no Twitter e curta no Facebook.

Sobre o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex
O NASA Kennedy Space Center Visitor Complex dá vida à épica história do programa espacial estadunidense, oferecendo um ou mais dias completos de atividades divertidas, inspiradoras e educacionais. Fique cara a cara com um astronauta, frente a frente com o ônibus espacial Atlantis e visite os bastidores da NASA em um tour de ônibus por plataformas de lançamento e o Vehicle Assembly Building, edifício em que são montados os foguetes.

Sobre a TM Latin America
TM Latin America é uma renomada empresa internacional de marketing turístico especializada no mercado de destinos e atrações de classe mundial, assim como resorts no Caribe e na Austrália para o mercado latino-americano.
Conta com uma equipe de profissionais trilíngues, especializados em diferentes áreas: marketing, vendas, comunicações, marketing digital e posicionamento de marcas. Tem sua sede em Orlando, Florida e está presente no Brasil, na Colômbia, no México e na Argentina, cobrindo toda a América Latina.
TM Latin America é a agência de marketing na América Latina para o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex através da Delaware North.

Divulgação

Foto histórica da Terra, Pálido Ponto Azul completa 30 anos

A imagem feita pela Voyager I, quando a sonda já estava a caminho do espaço interestelar, faz parte de um conjunto de fotos de planetas, intitulado como Retrato de Família.
© NASA/JPL-Caltech

“Momento é de reflexão”, diz astrônomo do Observatório Nacional

Publicado em 14/02/2020 – 08:54 Por Adrielen Alves – Repórter da Radioagência Nacional – Brasília

Há exatos 30 anos a sonda espacial da Nasa Voyager I fez uma foto da Terra que entrou para a história da astronomia e da humanidade. A uma distância de 6 bilhões de quilômetros foi dado o clique que ficou conhecido como Pale Blue Dot, ou Pálido Ponto Azul. A imagem feita pela Voyager I, quando a sonda já estava a caminho do espaço interestelar, faz parte de um conjunto de fotos de planetas, intitulado Retrato de Família.   O comando para que a sonda virasse a câmera para dentro do sistema solar partiu de Carl Sagan, astrônomo americano considerado uma das principais referências da divulgação e popularização da ciência no século 20.   E em 14 de fevereiro de 1990, a imagem que mostra um ‘’grão de pó suspenso num raio de sol’’, como disse Sagan, além de motivar a publicação do livro Pale Blue Dot, virou referência para debates científicos e filosóficos sobre a existência humana.   ‘’Uma foto que tem mais um valor de inspiração, divulgação, do que científica’’, disse o astrônomo do Observatório Nacional no Rio de Janeiro, Jorge Carvano.   Segundo ele, 30 anos após o registro, as reflexões que podem ser feitas em relação ao planeta Terra ainda são atuais.   “Você percebe como o universo é grande e diverso. Você não consegue ver isto e não se sentir um pouco humilde”, afirmou.   O astrônomo acrescentou que ‘’esse tipo de sentimento está sendo invocado agora, nesses 30 anos, para que as pessoas parem e pensem no nosso lugar no universo e na nossa responsabilidade com nosso planeta.”   Lançada ao espaço em 1977, a Voyager I foi pioneira ao registrar imagens inéditas de planetas gigantes como Júpiter e Saturno e características de luas, como Io e Europa, e avançar além do nosso sistema solar. A expectativa dos astrônomos é que a missão seja encerrada em 2025.   ‘’Neste momento, apenas experimentos de rádio estão funcionando e outros que tentam rastrear detalhes de fora do nosso sistema solar’’, disse o pesquisador.   Para marcar os 30 anos da Pale Blue Dot, a União Astronômica Internacional faz uma campanha sobre a cidadania global. No Brasil, o Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, tem uma programação especial neste sábado (15), com o evento “Olhando para nossa casa: 30 Anos do Pálido Ponto Azul’’.   Quanto à importância do evento no Observatório Nacional, Carvano ressalta que “a vida é tão proeminente na Terra e tão aparentemente ausente no espaço. Diz pra gente que é um evento raro’’.    

Edição: Maria Claudia

Saiba quais são os fenômenos astronômicos previstos para 2020

Eclipse parcial da lua

Marcello Casal JrAgência Brasil      Geral

Calendário prevê eclipses solares, lunares e chuvas de meteoros

Publicado em 08/02/2020 – 08:44

Por Pedro Peduzzi e Adrielen Alves – Repórteres da Agência Brasil e da Radioagência Nacional Brasília

Os fenômenos astronômicos previstos para 2020 vão além da Superlua deste domingo (9). O calendário prevê eclipses tanto solares quanto lunares, conjunções e oposições planetárias, chuvas de meteoros e a ocultação de Marte, uma espécie de eclipse, na qual a Lua passará na frente do Planeta Vermelho.

O primeiro deles está previsto para a madrugada entre 31 de março e 1º de abril, quando ocorrerá a conjunção de Marte com Saturno. “Conjunção é simplesmente uma condição de posição; quem olha da Terra, tem a impressão que os planetas estão bem próximos, quase do lado um do outro”, explica o coordenador do projeto Astro&Física do Instituto Federal de Santa Catarina e doutor em física pela Universidade Federal de Santa Catarina, professor Marcelo Schappo.

No dia 20 de dezembro, outra conjunção atrairá, para o céu, os olhares dos apaixonados por astronomia. “Essa é relativamente rara porque ocorre, mais ou menos, de 20 em 20 anos. Ela tem como protagonistas Júpiter e Saturno, dois planetas muito grandes do nosso Sistema Solar. Eles ficarão muito próximos. É bem legal acompanhar até por quem não tem telescópio”, disse o astrônomo.

Eclipse lunar penumbral

Outro evento destacado por Schappo é o eclipse lunar penumbral que ocorrerá em 5 de junho. Esse não será visível no Brasil, mas exatamente um mês depois, no dia 5 de julho, está previsto outro eclipse lunar penumbral e esse poderá ser visto no país.

Segundo o professor, muitas pessoas confundem o eclipse lunar penumbral com o parcial. “A diferença é que, no parcial, uma parte do disco da Lua entra na sombra da Terra. Já no penumbral, uma parte do disco da lua entra na penumbra da Terra, que é uma região mais iluminada do que a sombra”.

“Então fica um pouco mais complicado perceber a olho nu quando o penumbral é pouco intenso. Esse penumbral de julho será de cerca de 40%, então talvez dê para acompanhar algum obscurecimento da face da Lua”, acrescenta.

Outro eclipse penumbral está previsto para o dia 30 de novembro. “No Brasil, só veremos a parte inicial desse eclipse, porque a Lua estará se pondo quando ele começar. Quem estiver no Norte do país, em um lugar próximo da divisa a Oeste com os outros países da América do Sul, terá a chance de vê-lo por mais tempo”, informou o pesquisador.

Eclipse solar

Neste ano, teremos dois eclipses relacionados ao Sol. O do dia 21 de junho não será visível no Brasil. “Esse será um eclipse muito bonito de se ver porque é o chamado anular. Ele ocorre quando a Lua entra na frente do Sol, mas não completa o obscurecimento dele. Fica um anel de luz e fogo ao redor do Sol. Será ótimo de ser visto em uma faixa do continente africano”, diz Schappo.

No dia 14 de dezembro haverá um eclipse solar total, que ocorre quando a Lua passa pela frente do Sol e obscurece completamente o disco solar. “A faixa de observação da totalidade do eclipse será no Sul da América do Sul. Argentina e Chile serão os melhores locais para a observação”, informa o astrônomo.

No Brasil, esse eclipse será percebido de forma parcial, com a Lua escondendo apenas um pedaço do Sol. Quem estiver na Região Sul do país terá melhores condições de observar essa parcialidade, que ocultará de 60% a 70% do disco solar.

“Para quem estiver mais ao Norte, esse percentual será menor. Brasília, por exemplo, verá uma cobertura de cerca de 20%”, completou o astrônomo que faz um alerta: “É fundamental adotar alguns cuidados para ver eclipses solares. Jamais olhem diretamente para o Sol”.

Segundo ele, “independentemente da parcialidade, o eclipse solar é algo perigoso de se olhar sem a devida proteção”.

Para fazer a observação, a possibilidade mais barata é ir a uma loja de construção ou de ferragens e procurar por um vidro de soldador, de tonalidade 14. Basta colocar o vidro na frente dos olhos para fazer a observação do Sol, tanto durante quanto fora do eclipse.

Outra possibilidade citada por Schappo são as observações indiretas, por meio da projeção de uma sombra do eclipse em uma superfície. “Isso pode ser feito com a ajuda de um físico ou de um observatório astronômico, caso haja na cidade. Em geral, esses profissionais sabem bem como montar esse sistema de observação indireto”.

Ocultação de Marte

No dia 9 de agosto, entre as 5h20 e as 6h20 (horário de Brasília), terá a chamada ocultação de Marte. “Essa é bem interessante. A Lua passará na frente do planeta Marte. É quase como se fosse um eclipse”.

Os fenômenos envolvendo os dois corpos celestes não param por aí. “Lua e Marte estarão praticamente coladinhos no dia 6 de setembro, por volta da 0h30”, o que, segundo Schappo, também é um fenômeno interessante de ser visto.

Chuvas de meteoros

A madrugada entre 13 e 14 de dezembro terá outro evento astronômico bastante interessante: o ápice da chuva de meteoros chamada de chuva de Gemenídeas.“Será a melhor chuva de meteoros do ano, com uma taxa de 150 meteoros a cada hora”.

Popularmente conhecido por estrelas cadentes, os meteoros poderão ser vistos com facilidade, principalmente a partir de lugares mais escuros. “Basta olhar para o céu durante um longo período de tempo. O ideal é se afastar das luzes da cidade. A oportunidade estará associada a uma lua nova, que estará apenas 0,6% iluminada. Isso contribuirá muito para percebermos o fenômeno”, completou o astrônomo.

Calendário astronômico para 2020

31 de março a 1º de abril: conjunção de Marte com Saturno

5 de junho: eclipse lunar penumbral

5 de julho: eclipse lunar penumbral

14 de julho: Júpiter em oposição

20 de julho: Saturno em oposição

21 de julho: eclipse solar (anular)

9 de agosto: ocultação de Marte

30 de novembro: eclipse penumbral

13 a 14 de dezembro: chuva de meteoros

14 de dezembro: eclipse solar total

20 de dezembro: conjunção entre Júpiter e Saturno

Saiba mais

Edição: Graça Adjuto Tags: fenômenos astronômicoscalendárioSuperluaEclipsemeteoros

Domingo é dia de Superlua

Brasília - O Clube de Astronomia promove um encontro de telescópios na Praça dos Três Poderes, para observar a Superlua e eclipse total lunar (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Marcello Casal jr/Agência Brasil      Geral

Ela estará no ponto mais próximo da Terra e em sua fase mais luminosa

Publicado em 08/02/2020 – 08:40

Por Pedro Peduzzi e Adrielen Alves – Repórteres da Agência Brasil e da Radioagência Nacional undefined

A Lua será a grande estrela no céu neste domingo (9). Nosso único satélite natural estará em seu ponto mais próximo da Terra e em sua fase mais luminosa: a da Lua cheia. A essa coincidência, os astrônomos dão o nome de Superlua.

A distância média entre a Lua e a Terra é de cerca de 384 mil quilômetros (km). No entanto, por se tratar de uma órbita oval, essa distância pode variar de 400 mil km, quando mais distante, até cerca de 360 mil km, nos períodos de maior proximidade.

“A Superlua é um evento decorrente da coincidência de dois fatos astronômicos. O primeiro é que a Lua não gira em torno da Terra em formato de circunferência, mas em uma órbita um pouquinho achatada. Então, ela tem de estar no ponto mais próximo da Terra, que chamamos de perigeu e, ao mesmo tempo, na fase cheia”, explica o coordenador do projeto Astro&Física do Instituto Federal de Santa Catarina e doutor em física pela Universidade Federal de Santa Catarina, professor Marcelo Schappo.

Segundo ele, dependendo da regra usada para cada observatório considerar coincidente o perigeu e a lua cheia, é possível haver alguma divergência sobre o momento exato da Superlua. “Trata-se de uma janela arbitrária, mas no fundo são luas cheias sempre muito bonitas. Vale a pena a observação”, ressalta o físico ao sugerir a observação em todas as datas.

Schappo explica que, devido a essa divergência, alguns observatórios não consideram o 9 de fevereiro como a primeira Superlua do ano. É o caso do Observatório de Lisboa (Portugal), que devido à localização, considera a lua do dia 9 de março como a primeira Superlua do ano.

“Para outros observatórios, a Superlua ocorrerá [em algum momento] entre os dias 7 e 8 de abril, dependendo do horário da observação. Há ainda os que apontam o 7 de maio”, acrescentou.

Já o observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), considera Superluas apenas as que ocorrerão nos dias 9 de março e 7 de maio.

Saiba mais

Edição: Graça Adjuto Tags: Superlua

Nasa anuncia descoberta de planeta do tamanho da Terra

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Ele é chamado de “TOI 700 d” e está a 100 anos-luz de distância

Publicado em 07/01/2020 – 10:22

Por RTP* Washington

A Nasa, agência espacial norte-americana, anunciou nessa segunda-feira (6) a descoberta de um planeta do tamanho da Terra, a orbitar uma estrela a uma distância que torna possível a existência de água, em área identificada como habitável.

O planeta é chamado de “TOI 700 d” e está relativamente próximo da Terra, a 100 anos-luz de distância, informou a agência.

A descoberta foi feita pelo satélite Tess, “projetado e lançado especificamente para encontrar planetas do tamanho da Terra e a orbitar estrelas próximas”, explicou o diretor da Divisão de Astrofísica da Nasa, Paul Hertz.

Outros planetas semelhantes foram descobertos antes, principalmente pelo antigo telescópio espacial Kepler, mas este é o primeiro do Tess, lançado em 2018.

O Tess descobriu três planetas a orbitarem a estrela, denominados “TOI 700 b”, “c” e “d”. Somente o “d” está na chamada área habitável. É quase do tamanho da Terra (20% a mais), circula a estrela em 37 dias e recebe o correspondente a 86% da energia fornecida pelo Sol à Terra.

Os pesquisadores geraram modelos baseados no tamanho e tipo da estrela, a fim de prever a composição da atmosfera e a temperatura da superfície.

Uma das simulações, segundo a Nasa, indica um planeta coberto por oceanos, com “uma atmosfera densa dominada por dióxido de carbono, semelhante à aparência de Marte quando jovem, de acordo com as suposições dos cientistas”.

Uma face deste planeta está sempre voltada para a sua estrela, como é o caso da Lua com a Terra, um fenômeno chamado de rotação síncrona. Essa face estaria constantemente coberta de nuvens, de acordo com este modelo.

Outra simulação prevê uma versão da Terra sem oceanos, onde os ventos soprariam do lado oculto em direção à face iluminada.

Vários astrônomos estão agora oservando o planeta com outros instrumentos, tentando obter novos dados que possam corresponder a um dos modelos previstos pela Nasa.

*Emissora pública de televisão de Portugal Edição: Tags: Nasadescobertaplaneta