Marcelo Melo: Principais conquistas na carreira

Foto: Google

Marcelo Pinheiro David de Melo é um tenista profissional brasileiro. Destaca-se no jogo de duplas, onde chegou ao posto de Nº 1 do mundo pela primeira vez em 2 de novembro de 2015, tornando-se o primeiro brasileiro a atingir o topo do ranking de duplas.

 Entre os 32 títulos de Melo na carreira, todos em duplas, dois são Grand Slam – Roland Garros, na França (2015) e Wimbledon, em Londres (2017) e nove Masters 1000, além de sete ATP 500 e 14 ATP 250. Pelo 12º ano consecutivo comemora ao menos um título por temporada.

O primeiro título em torneios ATP foi em 2007, no Estoril, em Portugal. Tem dois Grand Slam – Roland Garros 2015 e Wimbledon 2017 -, além de um vice em Londres (2013) e um vice (2018) e duas semifinais no US Open.

Marcelo também lidera no número de títulos em Masters 1000. Em Xangai 2018 chegou ao nono, depois de ganhar Shangai (2013 e 2015), Paris (2015 e 2017), Toronto (2016), Cincinnati (2016), Miami (2017) e Madri (2017).

A disputa está acirrada. Acompanhe os resultados dos seus jogadores favoritos e acesse o código promocional 1xbet para dar seu palpite de quem será o campeão.

Temporada 2018

Títulos:
ATP 250 – Sidney (Austrália), rápida
ATP 500 – Halle (Alemanha), grama
ATP 500 – Beijing (China), rápida
Masters 1000 – Xangai (China), rápida

Ricardo Prates Morais

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Vasco encerra Departamento de Esportes Paralímpicos

© Washington Alves/EXEMPLUS/CPB/Direitos Reservados

Em crise financeira, clube anuncia decisão

Publicado em 13/05/2020 – 18:51 Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

Após dez anos de existência oficial, o Departamento de Esportes Paralímpicos do Vasco da Gama foi encerrado na última segunda (11). A decisão foi comunicada pelo comitê gestor do clube, em conjunto com vice-presidente Francisco Vilanova e o presidente Alexandre Campello. O clube, que alega estar em crise financeira pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), já havia desligado 50 funcionários na segunda, enquanto outros 250 colaboradores cruzmaltinos tiveram os contratos suspensos no início de maio.

“Tínhamos equipes de natação, futebol de sete e vôlei sentado. Existíamos de forma oficial como departamento desde 2010. A natação do clube já atuava desde 2004. Não fazíamos um trabalho social. Era um trabalho competitivo. Em 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro, eram sete nadadores vascaínos na seleção brasileira”, lamenta a ex-coordenadora do departamento, Lívia Prates.

Pentacampeão brasileiro (invicto) no futebol de sete, o Vasco era base da seleção brasileira da modalidade. O clube cedeu sete atletas à equipe nacional em 2016 e 12 nos Jogos de Lima, em 2019. “Fomos surpreendidos com essa decisão. Segundo o vice-presidente era apenas uma reunião de planejamento na segunda. E chegando lá ficamos sabendo da nossa demissão. Tentamos reverter até ontem [terça], mas não foi possível”, disse à Agência Brasil o capitão do time, Diego Delgado, que estava há seis anos na equipe.

Jogos Parapanamericanos Lima 2019

Com 12 atletas, Vasco foi base da seleção no Parapan de Lima – Saulo Cruz/EXEMPLUS/CPB/Direitos Reservados

Outra modalidade que se consolidou como uma potência em nível nacional é o vôlei sentado do clube. Vice-campeão brasileiro, em 2018, e terceiro colocado, no ano passado, a equipe era também a única do estado na modalidade. “Tínhamos dois atletas de seleção, o Diogo Rebouças e o Wescley Oliveira, que foi eleito em 2018 o melhor atleta do país pelo Comitê Paralímpico. Agora, nosso futuro é totalmente incerto. Ficamos na dependência de alguma outra instituição abraçar nosso projeto”, falou o técnico da equipe, Vinícius Fernandes.

Também demitida, a ex-coordenadora Lívia Prates comenta que a natação paralímpica do Vasco (terceira maior equipe do país) era a modalidade âncora dos projetos do clube junto à Confederação Brasileira de Clubes (CBC): “Há quatro anos, o Vasco conseguiu, inclusive, algo em torno de R$ 1,2 milhão para a reforma da piscina. Sem falar que as últimas viagens da equipe, desde o meio do ano passado, foram bancadas do próprio bolso dos atletas. E, infelizmente, acabamos morrendo na praia, à sombra dos esportes olímpicos. Esses, sim, permanecem todos no clube apenas com a suspensão de contrato seguindo a medida provisória do Governo Federal”.

Faziam parte do departamento 128 pessoas, entre atletas e alunos. Segundo a ex-coordenadora, até a metade de 2019 o Vasco pagava as passagens para a participação em torneios (hospedagens e refeições eram bancadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro). Além disso, o Vasco pagava o salário dos três técnicos, dos dois auxiliares e da própria coordenadora, que totalizavam R$ 17.800,00 por mês. Também pagava um salário-mínimo a cada um dos 21 atletas de ponta que representavam o clube em competições. “A folha salarial total, incluindo comissões técnicas e atletas, não passa de R$ 40 mil por mês. Se esse valor for sanar a crise financeira que a ‘pandemia’ está gerando no clube, saímos felizes por ter ajudado o clube mais uma vez. Mas, se não for, saímos questionando a razão de apenas os deficientes precisarem deixar o clube”, questiona Lívia.

Jogos Parapanamericanos Lima 2019

Joana Neves, que trouxe sete medalhas do Parapan, foi impactada por medida – Saulo Cruz/EXEMPLUS/CPB/Direitos Reservados

No início da noite desta quarta (13), o Vasco se pronunciou em nota oficial. O Cruzmaltino falou que o encerramento do investimento é momentâneo, até que tenha condições de investir novamente na área. Entre salários, viagens, despesas com competição, uniformes e encargos operacionais o investimento, segundo o Vasco, era de R$ 1 milhão por ano.

Repercussão da decisão

A Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande), que é responsável pelo futebol de sete no país, se manifestou nas redes sociais sobre o encerramento do Departamento Paralímpicos do Vasco da Gama. A nota diz o seguinte:

“A Ande expressa seu profundo repúdio ao encerramento das atividades dos esportes paralímpicos do Club de Regatas Vasco da Gama, que, através do seu comitê gestor, demitiu toda comissão técnica, atletas e por consequência alunos. O esporte paralímpico do Vasco enviou atletas a todas as edições dos Jogos Paralímpicos desde Atenas em 2004, e nos últimos anos, somos testemunhas, tem sido praticamente a base da seleção brasileira de futebol de sete. Não é à toa que o Vasco é o atual campeão brasileiro da modalidade, título que conquistou 5 vezes, se tornando o maior vencedor do futebol para paralisados cerebrais. Lamentamos que um trabalho sério e que traz tantos resultados, com um orçamento pequeno em relação aos esportes profissionais do clube, seja interrompido. Nos solidarizamos com os atletas e profissionais envolvidos, reforçando que seguiremos juntos em prol dos atletas e do esporte paralímpico brasileiro”.

* Matéria atualizada com posição oficial do Vasco da Gama.

Edição: Fábio Lisboa

Médica alerta que sedentarismo pode causar problemas vasculares

© REUTERS/Henry Nicholls/Direitos Reservados

Ela diz que tabagismo, obesidade e gravidez são fatores agravantes

Publicado em 11/05/2020 – 15:05 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Apesar das visitas ao angiologista e ao cirurgião vascular serem mais comuns a partir dos 50 anos, devido a uma maior incidência de sintomas relacionados à especialidade, hábitos alimentares e de qualidade de vida podem impactar diretamente na saúde vascular de jovens e adolescentes. 

Por isso, durante o período de isolamento social, é importante manter uma rotina saudável, pois durante a juventude é possível também desenvolver doenças vasculares, alertou hoje (11), em São Paulo, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (Sbavc) .

A falta de consumo de fibras e o excesso de carboidrato, gordura e sódio na alimentação, associados ao sedentarismo, são as maiores causas de doenças vasculares na juventude. A trombose venosa profunda (TVP) e a doença aterosclerótica são as mais incidentes porque estão ligadas à qualidade de vida do indivíduo.

De acordo com a Sbacv, 1% da população, de até 50 anos de idade, sofre de trombose arterial, cuja maior causa é a aterosclerose. Apesar do número não parecer tão alarmante, a cada 100 mil pessoas mil são acometidas pela doença. Já no caso de TVP, há uma incidência de 60 casos a cada 100 mil habitantes. As maiores causas da doença são gravidez, obesidade e uso de anticoncepcionais, além des tratamentos de reposição hormonal.

A cirurgiã vascular e membro da Sbacv, médica Luisa Ciucci, explicou que a incidência de TVP em mulheres é maior. 

“As mulheres são mais propensas a tromboses venosas pelo uso de anticoncepcionais hormonais e [e também] gestação. Porém, após a menopausa elas têm maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose, principalmente quando tabagistas [fumantes]”, explica a especialista.

Doenças

A herança genética e outros fatores biológicos também podem contribuir para o surgimento de disfunções vasculares precoces. Na infância, essas doenças podem aparecer, porém, estão sempre associadas a um histórico de câncer ou uso de cateter. Já na adolescência, além da obesidade e tabagismo, o uso de anticoncepcionais, doenças crônicas e histórico na família estão entre as causas mais frequentes do surgimento dessas patologias.

Academia
A prática de exercícios conduz a uma vida saudável   (Arquivo/José Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

A especialista afirma que não é somente a falta de exercícios físicos que pode comprometer o sistema vascular dos jovens. “O excesso de atividade física ou atividade não supervisionada podem aumentar o risco de trombose venosa profunda dos membros superiores, condição conhecida como síndrome de Paget Schroetter, ou trombose relacionada ao esforço, além de lesões musculares e ortopédicas”, afirma a médica. 

Ela destaca, ainda, que o uso de hormônios e dietas proteicas sem o acompanhamento de um médico podem ter disfunções hepáticas e renais, bem como TVP.

Na juventude, a maior procura por cuidados com o corpo é relacionada a resultados rápidos e visíveis. Entretanto, bons hábitos podem maximizar a saúde e bem-estar do indivíduo em longo prazo. 

“Como pessoas jovens têm maior reserva funcional, podem não sentir os efeitos de imediato, mas o cuidado precoce aumenta muito a qualidade de vida e previne grande parte das doenças infecciosas, cardiovasculares e até neoplasias”, finaliza a médica.

Edição: Kleber Sampaio

Medalhista olímpico, Codó dá partida em CT de atletismo no Maranhão

© Washington Alves / COB

Em outubro passado, ele recebeu o bronze nos Jogos de Pequim (2008)

Publicado em 11/05/2020 – 15:05 Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil – São Paulo

Mais de 11 anos após o término das das Olimpíadas de Pequim (2008), o atleta maranhense José Carlos Moreira, o Codó, e os companheiros que disputaram na época a  prova de revezamento 4 x 100 metros – Bruno Lins, Sandro Viana e Vicente Lenílson – herdaram oficialmente a medalha de bronze, numa cerimônia especial realizada no Museu Olímpico de Lausanne (Suiça), em outubro do ano passado. Nos Jogos de Pequim, os brasileiros chegaram em quarto lugar na disputa 4×100 metros, ao concluírem o percurso em 38seg24.  Mas em dezembro de 2018, o COI desclassificou a equipe da Jamaica, que havia ganhado o bronze, após comprovar o caso de doping do atleta Nesta Carter. O time de Trinidad e Tobago herdou o ouro e o Japão ficou com a prata. Com mais um bronze, o Brasil passou a somar  17 pódios nos Jogos de Pequim (três ouros, quatro pratas e 10 bronzes).  

Codó – o apelido surgiu em referência ao município de Codó (MA) onde o atleta nasceu –  Codó conversou com exclusividade com a Agência Brasil. O atleta recordou o momento em que recebeu a medalha de bronze das mãos do ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), e também falou o projeto  ‘CT Maranhão/ Pé de Asa’ , idealizado por ele, que pretende formar um equipe de atletismo no estado. Com a medalha de bronze herdada pela equipe brasileira de atletismo, o país passou a ter 17 pódios nos Jogos de Pequim (três ouros, quatro pratas e 10 bronzes).   

Como foi a experiência de receber a medalha lá em Lausanne (Suiça)?

Codó -Foi uma emoção única. Se tornar medalhista olímpico, depois de passar por uma angústia de anos. Não foi a mesma emoção de estar subindo no pódio dentro do estádio olímpico, mas a emoção foi grande. Passaram vários filmes na cabeça. A gente vivenciou esse momento dentro do museu olímpico. Tive o prazer de vivenciar toda a história olímpica, viver aquele clima olímpico. Foi uma emoção muito boa. Sou muito grato a Deus. A organização foi espetacular. Aquele momento foi muito emocionante e foi feita a justiça com a nossa equipe. Fizemos jus de receber a medalha lá naquele museu em Lausane.

Foram mais de 11 anos de espera, né? Em algum momento, você pensou que a medalha não viria?

Codó – A espera foi muito longa. Em vários momentos, pensamos em desistir. Mas eu tinha a consciência de que a hora ia chegar. Apesar da demora de mais de 11 anos, graças a Deus, a gente pôde colocar essa medalha no peito e trazer para casa.

PEQUIM / CHINA - (15/08/2008) - XXIX Jogos Olímpicos de Beijing 2008 - Competição de Atletismo, realizada no Estádio Nacional de Beijing, conhecido como Ninho de Pássaro. Na foto, o atleta brasileiro Vicente Lenilson (1238), durante a prova dos

Prova dos 4x100m, realizada no Estádio Nacional de Beijing, nos Jogos de Pequim (2008). Na foto, destque para o brasileiro Vicente Lenilson (1238)  – Washington Alves / COB

Você ainda mantinha contato com o Vicente Lenílson, o Sandro Viana e o Bruno Lins?

Codó – A gente sempre mantém contato. Eu, o Bruno, o Vicente e o Sandro. Pelas viagens da vida, a gente está se cruzando. Temos um grupo de whatsapp, estamos conversando e sabendo como está a vida de cada um depois do recebimento da medalha. Nunca perdemos o contato, temos uma história. A gente ficou eternizado junto na história do esporte brasileiro. Sabemos quanto tempo demorou para a concretização desse sonho. Temos um laço de união eterna.

E é legal a gente falar que a sua história no atletismo começou por acaso. Lembra para nós um pouco dela.

Codó – Em 1998, quando eu jogava futsal, acabei não classificando para os Jogos Escolares Estaduais do Maranhão (JEMs). Eu queria viajar para São Luís para participar do torneio. E um professor me avisou que eu poderia conseguir a vaga pelo atletismo. E foi aí que tudo começou. Ganhei os 100m e os 200m e me classifiquei para os JEMs. Tomei gosto pela coisa. No ano seguinte entrei na escolinha de atletismo e fui me destacando. Até que surgiu a oportunidade de me transferir para São Paulo para treinar.

E, falando agora do futuro, você está aguardando o final da pandemia para colocar em prática o teu novo projeto, o time CT Maranhão/Pé de Asa? É uma parceria com o Fernando Donatan Braga (ex-atleta e agora técnico)?

Codó – Temos um sonho de transformar o atletismo do estado do Maranhão. Sabemos o potencial e as dificuldades que os praticantes do atletismo enfrentam aqui no estado. Muitos talentos são perdidos sem patrocínio, sem equipe. O Donantan e eu sabemos, vivenciamos muitas coisas e podemos ajudar esses jovens. Estamos aqui para somar e fazer do atletismo maranhense crescer. E que cada vez mais gente possa sair daqui e fazer história ao redor do mundo.

José Carlos Gomes Moreira, o Codó

Vitória do brasileiro Codó na prova dos 100m, com o tempo de 10seg58, no Meeting de San Fernando (Chile), em 2008, – Divulgação CBAt/Bruno Miami

Serão quatro bases aí no Maranhão?

Codó – Temos alguns polos definidos [a capital São Luís, Caxias, Timon e Codó, nome da  cidade natal do medalhista olímpico]. A gente quer que o projeto cresça futuramente para que outros atletas possam ter condições de participar com a gente. A ideia é de crescimento, temos apoio estadual e estamos muito felizes pelo reconhecimento.

Com os atletas profissionais que integram a equipe do projeto ‘CT Maranhão/Pé de Asa’ daria até para formar um time forte para um revezamento 4x100m. Tem o próprio Bruno Lins, que fazia parte daquela equipe de 2008, o Vitor Hugo, o Rodrigo Nascimento e o Flávio Gustavo, integrantes da atual equipe nacional do revezamento. Equipe de peso, hein?

Codó – A equipe muito forte. Temos alguns dos principais nomes do Brasil na atualidade. Possivelmente muitos deles estarão nos Jogos de Tóquio do ano que vem. Sou muito feliz por tê-los com a gente. Trabalhar com amigos é muito bom. Possivelmente, o time estará junto competindo o “Norte/Nordeste”. Queremos mostrar que o Maranhão é uma potência no atletismo nacional.

Inclusive, o Rodrigo e o Vitor Hugo estiveram naquele título histórico do 4x100m da equipe brasileira no Mundial de Revezamentos, em maio do ano passada, no Japão. Uma geração nova e muito talentosa que tem também o Paulo André, o Derick Silva e o Jorge Vides. Meninos bons que têm tudo para fazer história na Olimpíada, né?

Codó – Os meninos foram campeões do mundo e bateram o recordes sul-americano e brasileiro do revezamento [marcas obtidas com os 37seg72 alcançados no Mundial de Doha]. Na ocasião, os brasileiros ficaram em quarto lugar, se classificaram para a Olimpíada de Tóquio e baixaram a marca que durava desde os Jogos Olímpicos de 2000 [37seg90). Tive o prazer de viajar e competir com eles. Os conheço muito bem. Eles ainda vão correr muito, têm muita história pela frente. Não falta talento, humildade e união. Confio demais em um excelente desempenho em Tóquio. Estarei torcendo e dando toda a força. O negócio é seguir firme nos treinos.

O projeto ‘CT Maranhão/Pé de Asa’ vai ter também outros atletas da elite do esporte nacional. Por exemplo, dois que têm, inclusive, os índices para Tóquio: Alexsandro Melo (do salto triplo) e o Eduardo de Deus (110m com barreiras). Como vai funcionar o trabalho com eles?

Codó – A ideia é fazer o mesmo trabalho de várias equipes do nosso país. Esses atletas vão seguir residindo e treinando em seus locais de origem. Eles vão competir pelo ‘CT Maranhão/Pé de Asa’, são contratados para fazer parte da nossa equipe.

E uma projeção para os Jogos Olímpicos? O que a gente pode esperar do esporte brasileiro lá em Tóquio?

Codó – Espero que os brasileiros possam chegar em suas melhores formas. O nosso esporte está crescendo nos últimos anos. Eu confio que o Brasil pode fazer bonito no atletismo. Vou ficar na torcida e passando muita energia positiva para todos eles.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Provas de ciclismo mundial voltam a acontecer em agosto

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UCI divulga novo calendário, com sobreposição de provas importantes

Publicado em 05/05/2020 – 20:04 Por Rodrigo Ricardo – Repórter da Rádio Nacional – Rio de Janeiro

As provas de ciclismo internacional voltarão a acontecer em agosto, com término em 8 de novembro. Nesta terça (5), a União Ciclística Internacional (UCI) anunciou o calendário atualizado das etapas de ciclismo para 2020.

A temporada terá 25 provas e algumas delas deverão ter período de realização coincidentes, por conta das poucas datas disponíveis. Isto deve acontecer em etapas tradicionais como o Tour de France, Giro d’Italia e Volta da Espanha. Estas competições duram vários dias. Na Itália, por exemplo, será disputada entre 3 e 25 de outubro. Já a famosa prova espanhola acontecerá entre 20 de outubro e 8 de novembro.

A previsão é que muitos atletas vão optar por provas que durem apenas um dia. As provas do ciclismo estão paralisadas pela UCI desde o dia 15 de março por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Edição: Fábio Lisboa

Liga define protocolo de saúde e times decidem volta, ou não, do NBB

Unifacisa é destaque no NBB
© Gabriella Tayane / Marketing Unifacisa / Direitos Reservados

Entidade prevê isolamento de times e testes antes de treinos e jogos

Publicado em 29/04/2020 – 20:53 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

O chefe-executivo da Liga Nacional de Basquete (LNB), Sérgio Domenici, disse que a entidade apresentará às equipes participantes do Novo Basquete Brasil (NBB), na próxima quinta (30), o protocolo médico para que a competição prossiga com portões fechados, e os custos para que isso ocorra. O torneio está paralisado desde 15 de março por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Será preciso que os clubes aprovem o investimento necessário para seguir o protocolo (como a aquisição de testes, que serão importados), ou decidam pelo encerramento do campeonato, resguardando as classificações atuais para escolha de representantes em eventos internacionais.

“A liga criou um comitê científico com profissionais como médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos. O protocolo prevê uma primeira semana de treinos individuais, na qual o atleta não tem contato com ninguém, exceto o preparador. Depois, teremos três semanas de treinos coletivos. Novos testes [de coronavírus] serão feitos. A ideia é colocar todos em um hotel, afastado do centro e das quadras, armar duas quadras [uma de treino e uma de jogo, com acesso apenas a equipes e produção]. Todos, mais uma vez, serão testados, o atleta, o motorista […]. É um processo complexo, tem de higienizar bola, bancos, uma toalha para cada um, número limitado de pessoas para tomar café da manhã”, afirmou Domenici durante uma videoconferência realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) tratando da questão da gestão esportiva nesta quarta (29).

O dirigente recordou que a primeira medida, tomada em março, de prosseguir com o torneio apenas com portões fechados, mostrou-se pouco eficiente. “O atleta vai ao aeroporto, volta para o hotel […]. São muitos os pontos de contaminação”, avaliou. A expectativa inicial, conforme o presidente interino da liga, era de que a pandemia estivesse sob controle em dois meses (o que não ocorreu). “Os cálculos lá de trás estão sendo revistos semanalmente. Há uma data limite [4 de julho] para terminar o campeonato, mas, para isso, teria que voltar a treinar no começo de junho, com todos os testes e cuidados, se a situação não continuar piorando como está”, analisou.

Após a paralisação da temporada, os clubes aprovaram que, caso retomada, a competição retornaria direto nos playoffs (mesmo faltando 33 jogos para o término da primeira fase). Pelo regulamento, os quatro primeiros (Flamengo, Sesi Franca, São Paulo e Minas Tênis Clube) avançam direto às quartas de final, enquanto as equipes do quinto ao 12º lugares disputam um primeiro mata-mata. Apesar de classificado, o Sendi Bauru anunciou a desistência da temporada por razões financeiras. Já o Pinheiros, também garantido, dispensou os jogadores do time profissional, cujos vínculos se encerram em maio.

Para Domenici, porém, a próxima temporada suscita ainda mais preocupação. “Consideramos que ela, talvez, seja mais difícil do que foi o primeiro NBB [em 2008]. Como estará o mercado? Tudo terá que ser repensado. Vivemos em um país continental. Você tira um árbitro de Porto Alegre, leva para Fortaleza, depois para Campina Grande [PB] […]. É um custo altíssimo. Como estarão as companhias aéreas após a pandemia? Os clubes transportam 18 atletas por viagem. Uma equipe de Brasília, de Fortaleza, Pato Branco [PR], fazem a maior parte da competição por via aérea. Como faremos a competição? Ela será regionalizada? Terá arbitragem local? Precisaremos de mais equipes locais para as transmissões? Teremos que abrir mais para web? São perguntas que ainda não sabemos responder”, concluiu.

Edição: Fábio Lisboa

Coluna – Atenção às classes baixas

15.09.2019 - Mundial de Paranatação de Londres 2019 - EDENIA GARCIA - Foto: Ale Cabral/CPB

© Ale Cabral/CPB/Direitos Reservados

Esportes

Período sem treinos afeta nadadores de maior comprometimento motor

Publicado em 27/04/2020 – 16:19 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

No artigo “Aspectos teóricos da atividade aquática para deficientes”, publicado em 2002 na revista virtual EF Deportes, Samira de Miranda Grasseli (à ocasião, acadêmica da Escola de Educação Física de Caratinga) e Alexandre Henriques de Paula (na época, mestrando em Educação Física pela Universidade Iguaçu) entendem o ato de nadar para a pessoa com deficiência como “um momento de liberdade, momento este em que consegue se movimentar livremente, sem auxílio de bengala, muletas, pernas mecânicas ou cadeiras de rodas”. Isso, segundo os autores, permite à pessoa “experimentar suas potencialidades, vivenciar suas limitações, isto é, conhecer a si próprio”.

A natação é um dos principais esportes no processo terapêutico ou de reabilitação de pessoas com deficiência. Além de qualidade de vida, propicia desempenho e a perspectiva de uma vida de atleta, de se estar constantemente em movimento, em especial aqueles cujo grau de comprometimento físico-motor é elevado. São os chamados “classes baixas”, nadadores que, no paradesporto, encontram-se nas classes 1 a 4 entre as 10 que atendem esportistas com comorbidades que não são visuais ou intelectuais, como tetraplegia, paralisia cerebral e deficiências degenerativas ou de má formação congênita.

Jogos Parapanamericanos Lima 2019

Gabriel Geraldo quebrou recorde mundial no Parapan de Lima – Saulo Cruz/EXEMPLUS/CPB/Direitos Reservados

Segundo o técnico de classes baixas da seleção brasileira de natação paralímpica Fabiano Quirino, 85% do trabalho realizado com esses atletas é feito especificamente na água, conforme a deficiência de cada um. Até por isso, o impacto da paralisação das atividades em piscinas devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19) é grande. “Por terem mobilidade limitada, esta parada pode acarretar em perda de força muscular e causar deficiências secundárias, como atrofia muscular”, explica, lembrando que, por conta do comprometimento maior, muitos nadadores dessas classes estão no grupo de risco da doença. “Por isso, precisam de cuidado redobrado”, alerta.

Os atletas que integram a seleção que se aprontava para a Paralimpíada de Tóquio (Japão) no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, foram liberados em março e orientados pela equipe médica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) a seguirem as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Desde o início desse isolamento, todos estão sendo acompanhados semanalmente e, se preciso, diariamente, com rotinas elaboradas pela equipe multidisciplinar”, diz o técnico. Segundo ele, as rotinas são individualizadas, mas há exercícios em comum. “Por exemplo, os de abdômen, para o core [músculos que mantêm o equilíbrio pélvico e sustentam a base da coluna vertebral]”.

O trabalho da seleção com atletas de classes baixas ganhou fôlego em 2017, primeiro ano do ciclo da Paralimpíada de Tóquio (Japão). “Desde então, foram realizados cursos de formação, campings escolares [que reuniram atletas que se destacam na Paralimpíada Escolar] e campings de treinamento específicos para classes baixas [com nadadores e técnicos]. Por meio dessas ações, vemos mais vontade e conhecimento dos profissionais para trabalhar nesse segmento. E com os espelhos que temos no alto rendimento, temos novos atletas aparecendo nos cenários regional e nacional”, declara Quirino.

12.09.2019 - Mundial de Paranatação de Londres 2019 - BRUNO BECKER - Foto: Ale Cabral/CPB

Bruno Becker pode ser inspiração para atletas mais jovens – Ale Cabral/CPB/Direitos Reservados

Espelhos como o jovem Gabriel Geraldo, de 17 anos, que nasceu com focomelia (má formação nos membros superiores e inferiores) e quebrou o recorde mundial dos 50 metros borboleta na classe S2 nos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), onde ganhou cinco medalhas, sendo dois ouros, uma prata e dois bronzes. Ou a experiente Edênia Garcia, que faz 33 anos na próxima quinta (30), campeã mundial nos 50 metros costas pela quarta vez no ano passado, em Londres (Reino Unido), desta vez na classe S3 (ela nasceu com atrofia fibular muscular, doença progressiva que atinge os membros e, até 2016, competia como S4, ou seja, entre atletas que, com o passar do tempo, passaram a ter menor comprometimento físico-motor que a campeã).

“Pega um menino com uma deficiência parecida com a do Bruno Becker [classe S2, não tem as duas pernas e um braço devido a uma anomalia congênita], que só tem força em um membro. Para esse menino, ver um nadador com deficiência visual, por exemplo, não traz o mesmo incentivo que acompanhar um cara igual a ele nadando. Quanto maior é a visibilidade das classes baixas, mais gente aparecerá”, diz o técnico da seleção.

Ainda não há previsão de quando os nadadores que já integravam o dia a dia do CT Paralímpico retornarão às piscinas. Quirino, porém, avalia que há tempo para que mesmo os atletas de classes baixas recuperem a melhor forma pensando na Paralimpíada: “No retorno, teremos algumas semanas de readaptação visando o trabalho de predominância aeróbica para que os atletas recuperem sua capacidade cardiorrespiratória. Os trabalhos terão volume e carga programadas para cada atleta. O trabalho será feito com muita tranquilidade e, com certeza, todos estarão competitivos em Tóquio”.

Veja no programa Stadium, da TV Brasil:

Edição: Fábio Lisboa

Rádio Bandeirantes transmite final da Copa do Mundo de 1970 neste domingo

A Rádio Bandeirantes vai levar seus ouvintes a uma viagem no tempo neste domingo (26), a partir das 15h, rumo à final da Copa do Mundo de 1970.

A emissora transmitirá a partida que consagrou o Brasil campeão em vitória por 4 a 1 sobre a seleção italiana no estádio Azteca, no México, em 21 de junho daquele ano.

O jogo será narrado por Ulisses Costa e contará com a participação dos jornalistas Bernardo Ramos e Ricardo Capriotti. Destaque para depoimentos de ex-jogadores como Tostão, familiares dos atletas e músicas da época.

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Academia volta a funcionar e mantém treinos virtuais para incentivar a atividade física

As portas da academia Life 30 ficaram mais de um mês fechadas por determinação do município em ações contra a proliferação do coronavírus em Campo Grande. Mas, os treinadores intensificaram o trabalho nesse período, praticamente o dia inteiro com o preparo de aulas online e a execução delas tem tempo real para atender os alunos e quem tivesse interesse nas atividades até em fins de semana e feriados. “Retornamos nesta quarta (22/04) com todos os horários e continuaremos com os treinos on line e lives no instagram. O nosso compromisso é levar saúde, pedimos aos alunos do grupo de risco para ficarem em casa e vamos manter o incentivo a todos em geral para que comecem a se exercitar nesse isolamento social que ajuda na batalha contra o coronavírus”, explicou o empresário, professor de Educação Física e coach Eder Wagner.

O empenho e a energia dos treinadores nas aulas on line, segundo Eder Wagner, resultou no crescimento das redes sociais da Life 30 e na mudança de comportamento de pessoas que decidiram deixar o sedentarismo. “Em uma semana, surgiram 100 novos seguidores fazendo nossos exercícios e, hoje, alguns nos procuraram no retorno das atividades”, comentou Eder Wagner.  

Diante do cenário econômico difícil que a pandemia do coronovírus deixará a todos os setores, Eder Wagner participou de bate-papo virtual com empresários na última terça-feira para orientá-los a investir em atividade física para driblar os problemas e  aumentar a produtividade. “Eu olho para o ser humano, vejo os atletas do dia-a-dia e não os de performance esportiva, observo que quem faz exercícios obtém mais produtividade em tudo, seja na empresa, em casa ao sentar e estender uma roupa, para brincar com os filhos ou simplesmente tem os movimentos adequados que acabam com as dores lombares. A pessoa que não convive com dor produz mais”, esclareceu Eder Wagner.

Para o treinador, a ciência já comprovou que o sedentarismo leva à morte e abandoná-lo é a transformação do corpo que passa a produzir hormônios da felicidade e do amor e, consequentemente, bons resultados. “Foi provado que o exercício melhora o bom humor, a lidar com as pessoas e aumenta a sua produtividade. O exercício físico é a porta para uma vida saudável, começa a se movimentar e logo passa a se alimentar melhor”, comentou. 

Apesar da comprovação científica e de inúmeras academias no país, de acordo com Eder Wagner, o Brasil continua há cinco anos com os piores índices de sedentarismo. “O Brasil é um dos países mais sedentários, só 3,4% da população brasileira fazem exercícios. Em 2013, a Organização Mundial da Saúde já alertou para acabar com a pandemia do sedentarismo que leva à morte, a nossa missão é mudar essa realidade. Estamos empenhados, divulgue nossas redes sociais @life30.fit, os treinos on line são gratuitos ou incentive alguém a começar uma simples caminhada. Isso já fará a diferença para saúde e, também, para os negócios”, esclareceu Eder Wagner. 

Por Neiba Ota

Organizadores anunciam adiamento da Maratona de Berlim

Maratona de Berlim

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Esportes

Decisão foi tomada após Alemanha proibir eventos com mais de 5 mil

Publicado em 22/04/2020 – 15:40 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

Os organizadores da Maratona de Berlim (Alemanha) anunciaram que a prova, marcada para o dia 27 de setembro, terá que ser adiada.

A decisão foi tomada após o governo da Alemanha informar, em coletiva de imprensa realizada ontem (21), que todos os eventos com mais de 5 mil pessoas estão proibidos até 24 de outubro de 2020.

A prova alemã faz parte da World Major Marathons, que reúne as seis principais e mais prestigiosas maratonas de todo o mundo, junto com as corridas de Nova York (EUA), Boston (EUA), Chicago (EUA), Londres (Inglaterra) e Tóquio (Japão).

Além disso, a Maratona de Berlim tem uma característica que a torna única. Por ter um percurso plano e rápido, a prova alemã registra várias quebras de recordes mundiais.

Edição: Fábio Lisboa