Miguel Falabella deixa a Globo após 39 anos

Entretenimento, Famosos – Jornal do Estado MS

O artista começou a trabalhar na TV Globo em 1981 onde estrelou muitos sucessos

Sucesso como ator, roteirista e diretor, Miguel Falabella foi dispensado pela TV Globo após 39 anos de trabalho na casa. O artista, que tem contrato com o canal até setembro, foi avisado que seu vínculo não será renovado.
No final do ano passado, surgiram rumores nos bastidores da emissora de que Falabella teria se desentendido com o chefão da dramaturgia do canal, Silvio de Abreu, após o ator ter um dos seus projetos recusados. 
Outro motivo pelo qual pode ter ocasionado a demissão do artista é que Falabella tem um salário alto, na casa dos R$ 700 mil mensais, e a emissora estaria cortando custos.
Miguel Falabella estreou na TV Globo em 1981, trabalhou no ‘Vídeo Show’, fez diversos trabalhos como ator, onde ganhou destaque como Caco Antibes em ‘Sai de baixo’, depois assinou séries como ‘Pé na cova’ e ‘Toma lá, dá cá’ e novelas como ‘A Lua me disse’.
“Foram quase 40 anos, toda uma vida. Mas é vida que segue”, disse ele.

NAOM

Ator José de Abreu deixa Rede Globo após 40 anos: ‘Vou tentar carreira internacional’

Ator é mais um grande nome da emissora a não ter contrato renovado no casting fixo é só fará agora contrato por obra certa Ator José de Abreu deixa Rede Globo após 40 anos: ‘Vou tentar carreira internacional’

José de Abreu vai deixar a Rede Globo no fim de junho. O contrato com o ator passa a ser por obra. A informação foi divulgada por ele durante uma live e confirmada pela assessoria de imprensa da emissora.
“O contrato do ator José de Abreu não foi renovado, em decisão tomada em comum acordo entre as partes. Mas nada impede que no futuro o ator seja escalado para uma nova obra. O que mudou foi a relação de trabalho, que deixa de ser de prazo longo para a ser de obra certa, a fim de atender de forma racional ao nosso permanente fluxo de produções”, diz o comunicado.

A primeira novela do ator na emissora foi “As três Marias”, de 1980, e o último papel foi Otávio Guedes, em “A dona do pedaço”, de 2019. No Twitter, José de Abreu disse que, apesar do fim do contrato, já tem duas novelas para fazer como obra certa.

“Eu acabei de fechar um distrato com a Globo de uma maneira extremamente boa para os dois lados. Há dois meses, a gente começou uma negociação e fechamos há cerca de um mês. Semana passa, tive uma boa conversa com [o diretor artístico Carlos Henrique] Schroder. Vou me desligar da Globo no dia 30. Continuo trabalhando lá por obra certa, mas sem contrato. É uma nova maneira da emissora se relacionar com os artistas”, disse José de Abreu em live com Lula.

O ator, de 74 anos, está morando atualmente na Nova Zelândia.

“Estava muito difícil sobreviver fora do Brasil com o salário em real. Quando saí do Brasil a primeira vez, em 2014 o dólar estava R$ 2,22. Hoje, preciso de R$ 6 para comprar dólar. A conta não fecha nunca. Uma coisa que sempre tive vontade de tentar e vou tentar agora, aos 74 anos, é uma carreira internacional. Volto para a Globo, por obra certa, quando ela me chamar”.

Por: Leonardo Ribeiro

Brasileira premiada pela ONU fala de sua experiência à Agência Brasil

© Carla Monteiro de Castro Araújo

Carla Araújo é comandante na Missão de Paz da ONU na África

Publicado em 06/06/2020 – 19:33 Por Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil – Montevidéu

Carla Monteiro de Castro Araújo, 50 anos, é comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana. Dentista de formação, mãe de um casal de filhos, a niteroiense está há mais de um ano longe de casa. Ela já deveria ter voltado para o Brasil, mas a pandemia do novo coronavírus (covid-19) adiou seus planos em cerca de 100 dias.

Carla entrou para o serviço de saúde da Marinha brasileira em 1997. Trabalhou na Unidade Médica Expedicionária da Marinha com gerenciamento de risco, controle e apoio à saúde. Formou-se na Escola de Oficiais em 2012. Desde abril de 2019, tem servido como conselheira de proteção e gênero na sede da Minusca (Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana). Lá, estabeleceu e conduziu treinamentos para os 11 mil militares das tropas da ONU que estão no país. 

Na semana passada, Carla recebeu o prêmio Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU 2019, por seu trabalho realizado no país africano. Em entrevista à Agência Brasil, Carla fala sobre a experiência de trabalhar em uma missão de paz, a vida longe dos filhos e os aprendizados na busca pela realização dos sonhos.

Carla Monteiro de Castro Araújo , 50, é comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana
Carla Monteiro de Castro Araújo, comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana – Arquivo pessoal

ABr – Como foi a sua trajetória até chegar à missão da ONU?

Carla – Entrei para a Marinha e servi logo em seguida com os fuzileiros navais. Os fuzileiros têm essa parte interativa, de participações de missões de paz, muito presente. Eu já estava acostumada a ver meus amigos irem para missão de paz. A ideia de vir foi uma decisão conjunta. Eu brinco que sempre trabalho em equipe, inclusive com a minha família. A ideia surgiu numa conversa com meus filhos sobre perseverar, nunca desistir dos sonhos. Eu dizia que quando eles crescessem eu iria por a mochila nas costas, iria para Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras, ONU. Vou sair em ajuda humanitária, eu dizia. Um dia, minha filha falou: ‘você fala em perseverar, mas por que você fica colocando isso para quando se aposentar? Por que não faz agora, pela Marinha?’. Pensei, é verdade. Então perguntei para eles, pois iria ficar um ano longe. Na época, minha menina tinha 11 anos e meu menino tinha 7. Eu vi a maturidade deles. Diziam: ‘você sempre apoiou nossos sonhos e a gente tem que te apoiar nos seus sonhos’. Todas as etapas do processo seletivo eles acompanharam, vibraram, então foi uma decisão conjunta. Eles entendem que vim por um motivo maior. Inclusive minha missão foi estendida em praticamente 100 dias e toda vez que vinha a solicitação para saber se eu poderia estender mais um pouco, por causa do covid, antes de responder eu sempre liguei para casa e conversei com eles.

ABr – Quais foram os maiores desafios na chegada à República Centro-Africana?

Carla – A Marinha me deu um background muito legal, consegui aproveitar muita coisa aqui. Nos últimos cinco anos, antes de vir para cá, eu estava trabalhando com planejamento estratégico, gestão de riscos, e isso me ajudou a ter uma visão no meu trabalho aqui. A visão de gestão me ajudou a implementar algumas coisas, e melhorar a efetividade dos processos. Quando cheguei aqui foi um choque, claro, a realidade é muito diferente, muito sofrida. Foi minha primeira experiência em missão de paz, em ambiente internacional, então tem o desafio do trabalho, dos relacionamentos interpessoais, das culturas diferentes, de você se posicionar, de encontrar o seu lugar naquele mundo novo. O início foi bem intenso, mas eu nunca acreditei em coisas fáceis. Isso me ajudou a reunir minhas forças, reunir tudo o que eu já tinha aprendido ao longo da vida e colocar em prática todas as minhas ferramentas para tentar fazer a diferença para as pessoas daqui.

Carla Monteiro de Castro Araújo , 50, é comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana
Carla Monteiro de Castro Araújo , 50, é comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana – Arquivo pessoal

ABr – Em que consiste o seu trabalho na Missão de Paz?

Carla – As pessoas da minha função, de gender advisor, assessora de gênero, cuidam da proteção dos civis, proteção das crianças, prevenção da violência sexual relacionada aos conflitos armados, e prevenção do abuso e exploração sexual. Então a gente trabalha com um leque grande de situações. Eu costumo dizer que o gênero está em tudo, permeia todas essas situações. Os civis são afetados de forma diferente, dependendo se são homens, se são mulheres, meninas ou meninos. Nós trabalhamos ao longo do ano para aumentar a rede de pontos focais (pessoas-chave) em pontos estratégicos e dentro dos contingentes. O que a gente planejou para o ano de 2019 foi de expandir essa rede de pessoas-chave. Quando eu cheguei na Missão tínhamos 36, mas eles estavam somente em dez locais do país. Hoje temos 91 pontos focais, em 46 localidades. Conseguimos uma abrangência muito maior. A ideia era passar o conhecimento para os pontos focais, e que eles repassassem para as tropas, para todos os nossos 11 mil militares que estão no terreno. E foi uma alegria muito grande ver que, logo no primeiro mês, os nossos pontos focais já tinham conseguido treinar um terço da nossa tropa. Eu fiz odontologia e, ao longo da faculdade, a primeira coisa que o aluno aprende ao olhar a radiografia é procurar cárie. Ao longo das disciplinas, eu comecei a ver o nível do osso, se tinha alguma inflamação óssea, se tinha algum problema de canal. A gente só enxerga o que a gente sabe. Então, aqui, o nosso pessoal tem que saber o que tem que procurar, porque a mentalidade do militar num primeiro momento é procurar um grupo armado, procurar pessoas com armamento. Mas a gente tem que prestar atenção em todo o ambiente ao redor, o quanto as mulheres têm que andar para pegar água, coletar lenha, frutos. Muitas delas andam muito, sozinhas, em estradas que às vezes não têm visibilidade, no meio do mato. Quando vou nessas localidades, vou prestando atenção ao longo da estrada. Muitas vezes não se tem visibilidade a três, quatro metros para dentro do mato, então um grupo armado poderia estar escondido ali. Eles escutam o barulho da viatura e se escondem. A gente passa, eles voltam. Então a ideia é tentar proteger da melhor forma possível os mais vulneráveis dentro da população, que são as mulheres e as crianças.

ABr – Você trabalha em um ambiente muito masculino. Teve alguma dificuldade em relação a isso?

Carla – Quando eu cheguei, até senti diferença, mas não foi com relação a homens ou mulheres, foi em relação à cultura. O brasileiro é um povo muito caloroso. Nos primeiros dias, eu saía dando bom dia, abraçando as pessoas, especialmente as mulheres. E eu notei que as muçulmanas, principalmente, se sentiam desconfortáveis. A primeira vez que abracei uma (muçulmana), ela ficou dura que nem um pau. Pensei: ‘fiz besteira, consegui causar um mal-estar internacional’. Um dia, eu estava na minha sala e essa oficial chegou e perguntou: ‘você pode me dar um abraço? Porque hoje a gente não se encontrou e o dia está tão difícil, estou precisando daquele abraço que você me dá’. Foi tão gostoso. Eu brinco, mas na hora de falar sério, falo sério. Eu nunca vi, nem por parte de general quatro estrelas, nem de nenhum soldado, eles me tratando de forma não profissional. Não sofri nenhum tipo de preconceito por ser mulher. Consegui ser respeitada por ser brasileira e como profissional. Trabalhei 17 anos no meio de fuzileiros navais, meu ambiente é masculino.

ABr – As mulheres nas missões de paz da ONU são apenas 6%. Porque são tão poucas e o que tem sido feito para aumentar o número de mulheres?

Carla – A ONU dá ênfase e estímulo para que os países mandem mulheres, principalmente em tropas. Mas a gente sabe que, às vezes, os países não mandam porque não têm. A maioria das mulheres vai para função administrativa ou de saúde. Nem todos os países têm mulheres como infantes. Quando houve a premiação, fiz um apelo para os países investirem nas mulheres porque, se a Marinha não tivesse investido em mim, se o Brasil não tivesse investido, eu não estaria aqui. Não teria conseguido fazer esse trabalho. É um investimento por oportunidades iguais desde o início da carreira. Meu segundo apelo foi às mulheres, que elas não desistam do sonho, que acreditem na capacidade delas, que corram atrás, batalhem, queiram vir. Em momento algum posso dizer que foi fácil, muitas vezes tive dúvida por ter deixado a minha família, mas quando comecei a ver o resultado do trabalho, foi uma recompensa muito grande.

Carla Monteiro de Castro Araújo , 50, é comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana
Carla Monteiro de Castro Araújo, comandante na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana – Arquivo pessoal

ABr – Como é morar na RCA?

Carla – Eu me sinto em casa. A vegetação é parecida, o clima é parecido. Me sinto na Bahia, comendo pimenta o tempo todo. Nas horas livres eu ligo para a família, ligo para o namorado, faço comida e já está na hora de dormir. Agora o nosso toque de recolher passou para as 20h, antes era às 22h. Às vezes a gente se juntava na casa de um, jantava junto, ia para um restaurante aqui, agora ficou mais difícil. Aqui os restaurantes são bons, os produtos são bons, tem muito produto importado da França, da Itália.

ABr – O que significa o prêmio Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU?

Carla – O prêmio foi uma imensa surpresa. Eu vim substituir a Márcia Braga, que tinha ganhado o prêmio no ano passado. Toda vez que eu trabalhava muito, meus amigos diziam que eu não tinha que trabalhar tanto assim, que o prêmio não viria de novo para a Minusca. De uma certa forma, isso me liberou, porque como eu não achava que o prêmio viria uma segunda vez, eu desconectei de todo o protocolo e desenvolvi a minha forma de trabalhar, como eu achava que era melhor. Atuei mais como gestora de empresas do que como assessora de gênero num primeiro momento, porque eu peguei um processo existente e trabalhei com melhoria de processos e uma série de indicadores para aumentar a efetividade na minha equipe. Às vezes eu bolava umas estratégias que me pareciam muito ousadas, muito maiores do que eu ia ter perna pra fazer. Eu estruturava o plano de ação e levava para o general. Daí ele olhava e dizia ‘muito bom, pode botar em prática’. Sempre falei que aqui tem muito sofrimento, você tem que gostar do que faz, senão não vale a pena. E eu tinha que fazer valer a pena, eu estava longe dos meus filhos. O prêmio foi um aviso de Deus para eu não duvidar da minha intuição, sempre seguir o coração, fazer as coisas de forma apaixonada.

Edição: Fernando Fraga

Fred chega ao Fluminense, após percorrer 600 km pedalando desde MG

© Lucas Mercon/Fluminense F.C./Direitos Reservados

Atacante assinou contrato e permanecerá até julho de 2022 no clube

Publicado em 05/06/2020 – 16:43 Por Maurício Costa – Repórter da Rádio Nacional – Rio de Janeiro

O Fred chegou. Depois de pedalar 600 quilômetros entre Belo Horizonte(MG) e a cidade do Rio de Janeiro, o ídolo tricolor voltou à sede das Laranjeiras para assinar novo contrato com o Fluminense. A reta final do “Tour do Fred” precisou de uma operação sigilosa para evitar aglomeração: o atacante percorreu a praia de Copacabana em direção ao bairro de Laranjeiras, onde fica Estádio Presidente Manoel Schwartz, . Durante o percurso, não faltou apoio apoio de torcedores tricolores pelo caminho.

Ao desembarcar no clube, o atacante foi recebido por nada menos que quatro mil cestas básicas, que foram arrecadadas durante o caminho do camisa 9. O novo contrato de Fred vai até 21 de julho de 2022, quando o Fluminense completa 120 anos de história. Em entrevista à FluTV, no canal Youtube, o atacante comentou seu retorno.

“Estou muito feliz. A maior felicidade que tem é poder chegar às Laranjeiras. Das cenas que mais sonhei em minha vida foi exatamente isso aqui, cheio de cestas básicas me esperando. O objetivo principal desse desafio, desse ‘Tour do Fred’, foi ajudar as pessoas mais necessitadas mesmo. Os nossos funcionários do nosso clube. Deus nos deu força e oportunidade para poder ajudar. Estou muito feliz”.

Fred retorna as Laranjeiras. Em sua volta ao Fluminense Fred visita a sede do clube e assina contrato. NO percurso de bicicleta de MG para RJ, o atletas foi reunindo cestas básicas para doação

Fred retornou ao Rio, pedalando desde Belo Horizonte (MG), com o objetivo de arrrecadar cestas básicas para doação aos mais carentes – Mailson Santana/ Fluminense FC/ Direitos Reservados

Fred aproveitou o retorno às Laranjeiras para visitar o vestiário, a sala de troféus e o gramado. Dificilmente o jogador terá contato novamente com esse ambiente, uma vez que o Fluminense, hoje, treina no Centro de Treinamento Carlos José Castilho, na zona oeste da capital.

O atacante ainda não fica no Rio, de mudança. De acordo com o Fluminense, o jogador vai voltar para Belo Horizonte, onde fara os treinamentos virtuais durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

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Edição: Cláudia Soares Rodrigues

George Floyd é homenageado em cerimônia funeral em Mineápolis

© reuters/Andrew Kelly/Direitos reservados

Assassinato de Floyd gerou uma série de protestos nos Estados Unidos

Publicado em 04/06/2020 – 23:05 Por Reuters – Mineápolis (EUA)

Centenas de pessoas nesta quinta-feira homenagearam George Floyd, o homem negro cuja morte sob custódia da polícia em Mineápolis levou a uma onda de protestos nos Estados Unidos, provocando um debate sobre racismo e justiça.

Philonise Floyd, irmão de Floyd, disse na cerimônia na Universidade Central North, em Minnesota, que sua família era pobre e que George lavava as meias e roupas da família na pia e as secava no forno, pois eles não tinham secadora.

“É louco, cara, todas essas pessoas vieram ver meu irmão, é incrível como ele tocou tantos corações”, disse o irmão, que vestia um terno escuro e um broche com uma foto de seu irmão e com as palavras “Eu não consigo respirar” na lapela.

A morte de Floyd em 25 de março se tornou o último episódio de brutalidade policial contra afro-americanos, levando a questão do racismo para o topo da agenda política antes das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro.

Derek Chauvin, de 44 anos, foi demitido do departamento de polícia de Mineápolis e acusado de assassinato em segundo grau após ter sido filmado em um vídeo que viralizou se ajoelhando sobre o pescoço de Floyd por quase nove minutos enquanto Floyd gemia repetidas vezes “Por favor, eu não consigo respirar”.

A polícia disse suspeitar que Floyd, de 46 anos, estaria usando uma nota falsa para comprar cigarros.

Uma imensa multidão desafiou os toques de recolher e tomou as ruas de cidades por todo o país por nove noites em protestos por vezes violentos que levaram o presidente Donald Trump a ameaçar enviar as Forças Armadas.

Ben Crump, advogado da família de Floyd, disse no serviço memorial que a polícia agiu com maldade.

Promotores apresentaram novas acusações contra quatro policiais de Mineápolis envolvidos na morte de Floyd.

Nesta quinta, os três policiais acusados de cumplicidade na morte de Floyd apareceram em um tribunal. A fiança foi fixada em um milhão de dólares, podendo ser reduzida para 750 mil se eles aceitarem condições, como a entrega de armas de fogo pessoais.

Na cidade de Nova York, atingida por saques e vandalismo durante os protestos, milhares de pessoas participaram de um evento memorial em um parque no Brooklyn para Floyd.

Ex-presidente do BNDES Carlos Lessa morre no Rio

© Divulgação/Lucio Bernardo Jr./Agência Câmara

A causa da morte foi a covid-19

Publicado em 05/06/2020 – 12:31 Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Morreu na manhã de hoje (5), no Rio de Janeiro, o economista Carlos Lessa, aos 83 anos, de covid-19.

A informação foi confirmada pela reitora Denise Pires de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ele era professor, em evento online de aniversário do Museu Nacional.

Lessa foi reitor da UFRJ em 2002, cargo do qual se licenciou para assumir a presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em 2003, onde ficou até o fim de 2004.

A Reitoria da UFRJ decretou luto oficial de três dias. Professor titular da instituição, Lessa se graduou em Ciências Econômicas na UFRJ em 1959, e fez mestrado no Conselho Nacional de Economia e doutorado Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ele foi indicado ao cargo de reitor da UFRJ em 2002 com a preferência de 85% da comunidade universitária e fundou o bloco de carnaval da universidade, o Minerva Assanhada. Escreveu livros e artigos sobre economia, cultura e história.

“A Reitoria da UFRJ lamenta profundamente a perda de Lessa e presta condolências à família e aos amigos. O Brasil perde um grande Brasileiro, com B maiúsculo”, diz a nota divulgada pela instituição.

Carreira

Carlos Lessa trabalhou também no Ministério das Relações Exteriores, Centro Econômico para América Latina (Cepal/ONU), Superintendência de Desenvolvimento Econômico (Sudene), Instituto Latino-Americano e do Caribe de Planificação Econômica e Social (Ilpes/ONU), Banco Interamericano de Desenvolvimento (Intal/BID/Argentina), Centro Interamericano de Capacitação em Administração Pública (Cicap/Venezuela), Universidade do Chile, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação para o Desenvolvimento da Administração Pública (Fundap), Conselho Superior de Previdência Social (CSPS) e Universidade de Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A informação sobre a morte de Lessa foi compartilhada por seu filho, Rodrigo Ribeiro Lessa, através de redes sociais.

“Meu amado pai foi hoje às 5 horas da manhã descansar. A tristeza é enorme. Seu último ano de vida foi de muito sofrimento e provação. O legado que ele deixou não foi pequeno. Foi um exemplo de amor incondicional pelo Brasil, coerência e honestidade intelectual, espírito público, um professor como poucos e uma alma generosa que sempre ajudou a todos que podia quando estava a seu alcance, um grande amigo. Que descanse em paz”.

Segundo Rodrigo, a despedida será feita em uma cerimônia virtual, em função da pandemia de covid-19.

*Matéria alterada às 14h09 para acréscimo de informações

Edição: Kleber Sampaio

Tommie Smith, símbolo da luta contra o racismo, completa 76 anos

© Reuters/Direitos Reservados

Velocista foi punido após erguer punho cerrado na Olimpíada de 1968

Publicado em 05/06/2020 – 14:21 Por Andy Ragg – Rio de Janeiro

Tommie Smith já foi um dos homens mais rápidos do planeta, mas foi o protesto protagonizado por ele no Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, que o tornou símbolo da era dos direitos civis.  

Depois de quebrar o recorde mundial de 200 metros, Smith e seu colega John Carlos – terceiro lugar na prova – subiram ao pódio de meias pretas e permaneceram de cabeça baixa e punhos com luvas pretas, fechados e erguidos, durante toda a execução do hino nacional dos Estados Unidos (EUA).

A imagem se tornou um símbolo duradouro da turbulenta década de 1960 e da luta pela igualdade racial. Foi interpretada como uma saudação ao poder negro, em referência ao Movimento Panteras Negras, grupo ativista que, na época, lutava contra o racismo nos EUA. Tempos depois, Smith a descreveu como uma “saudação aos direitos humanos”.

Smith e Carlos, que disseram que usavam meias pretas para representar a pobreza negra, foram suspensos da equipe olímpica norte-americana e enviados para casa, onde receberam ameaças de morte e cartas com mensagens de ódio. 

“Eu sabia que isso teria um impacto, mas não sabia até onde isso iria”, disse Smith à agência de notícias Reuters em 2018, antes do 50º aniversário do protesto.

“Foi um pedido e eu pude fazê-lo … Muitas pessoas morreram por uma questão de igualdade. Essa foi a minha chance. Eu tinha uma plataforma”, afirmou o ex-atleta.

O protesto, que ocorreu pouco depois do assassinato do pastor Martin Luther King Júnior, custou caro a Smith e a Carlos, pois eram heróis de seus contemporâneos, mas párias para o establishment.

Por décadas, os dois velocistas foram deixados à margem do movimento olímpico oficial dos Estados Unidos. A visita de 2016 à Casa Branca – governo do presidente Barack Obama – junto com os líderes do Comitê Olímpico dos EUA, marcou o primeiro evento oficial do qual eles participaram desde a suspensão em 1968.

“Sem sacrifício, não há movimento para a frente”, disse Smith em 2018. “Você precisa desistir de algo antes de receber algo e, geralmente, é algo muito melhor”.

Membro de uma família de 12 crianças que cresceram no estado do Texas, Smith tinha o perfil ideal para para uma longa carreira como velocista: conseguia  acelerações e excelentes marcas por trecho percorrido, que o tornaram um dos velocistas mais versáteis da história.

Smith estabeleceu 11 recordes mundiais, incluindo as marcas de 200 e 400 metros, e tinha apenas 24 anos quando sua carreira foi interrompida.

Na Cidade do México, Smith completou os 200 metros em 19s83 – tempo que durou 11 anos até ser superado –  e revelou, na ocasião, que poderia ter sido ainda mais rápido se não tivesse perdido velocidade, levantando os braços para comemorar o triunfo nas passadas finais. 

Uma figura imponente com o dom da velocidade, Smith chegou a ser  escolhido para defender o Los Angeles Rams, na Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, sigla em inglês), em 1967. Dois anos depois, ele assinou contrato para jogar pelo Cincinnati Bengals, onde atuou por três anos no time de treino, na posição de recebedor. Durante a temporada de 1969, ele jogou em dois jogos, recebendo um passe por 41 jardas (o equivalente a 37,5 m).

Em novembro passado, Smith e Carlos receberam a maior honra do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA ao serem inseridos no Hall da Fama da organização.

*Texto traduzido por Cláudia Soares Rodrigues

Com músicos de CPM22, Charlie Brown Jr e benção da família Presley, Jair Bloch relança clássico de Elvis

Após cinco décadas, hit do Rei do Rock, “Suspicious Minds”, ganha versão com participações de Japinha (CPM22), Marcão (Charlie Brown Jr), Yohan Kisser, Bento Mello e Valter Gomes.

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Jair Bloch (TR Tudz)

Um dos grandes sucessos de Elvis Presley, o hit “Suspicious Minds” completou 50 anos recentemente. Para celebrar meio século desta canção, que foi um divisor de águas na carreira do Rei do Rock, o cantor brasileiro Jair Bloch, após dois anos para conseguir as autorizações para lançar, reuniu um grande time para regravar uma versão hardcore da música, que ganhou clipe oficial e chega aos apps de música nesta sexta-feira (5).

Com as bençãos da família Presley, as autorizações vieram sob uma condição: que as regravações se tornassem históricas e fizessem jus ao legado do Rei. Com participações de grandes músicos brasileiros, como Japinha (CPM 22), Marcão (ex-Charlie Brown Jr.), Yohan Kisser (Kisser Clan, Sioux 66), Bento Mello (Sioux 66) e Valter Gomes, “Suspicious Minds”, ganha uma versão inédita no Brasil e que promete conquistar o mundo.

“Cheguei à conclusão de que os 50 anos de ‘Suspicious Minds’, a minha favorita dele, merecia um tributo. Mas eu não queria ser só mais um cover de Elvis, com todo o respeito aos que realizam este trabalho, a condição que me foi dada quando consegui as autorizações, é de que fizessem jus a carreira dele. Queria fazer algo que ninguém no planeta tivesse feito ou sequer imaginado. “, disse Bloch.

Com a ideia de conectar o legado do rei com o público mais jovem, por meio de uma sonoridade mais moderna, “Suspicious Minds” é a primeira de três canções que ganharão releitura, e primeira delas surpreendeu até Mark James, compositor original da música. A versão é também um tributo ao aniversário de 50 anos da imortal canção. Além de “Suspicious Minds’, o cantor ainda conseguiu as autorizações de “Love Me Tender” e “It´s Now or Never”

Sobre as participações de Japinha, baterista da banda CPM22 e de Marcão, guitarrista do Charlie Brown Jr, Jair diz que foram fundamentais para dar uma identidade ainda mais única ao single. “As primeiras duas pessoas que pensei quando estava com as autorizações na mão, foram eles. Sempre foram músicos referências para mim no quesito técnica e personalidade, foi a cereja do bolo”. 

Julies lança single com hitmaker do reggae nacional

Ao lado de DEKÕ, coautor hits como “Tô de Pé”, “Corre Pro Meu Mar” e “Sem Jeito”, do Maneva, ‘Bela’ chega aos apps de música nesta sexta-feira.

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Julies & DEKÕ

O cantor Julies, uma das mais gratas revelações do pop reggae nacional, está com mais uma novidade. Desta vez, a revelação do pop reggae, que já conquistou meio milhão de streamings nos apps de música em apenas oito meses de carreira, está de volta ao lado de DEKÕ, maior ‘hit maker’ do reggae nacional dos últimos anos e lança o single Bela, que chega aos apps de músicanesta sexta-feira (5).

Com um discurso poético, popular e romântico, ‘Bela’ exalta a mulher e sua capacidade de descobrir o lado positivo do mundo, apesar de qualquer adversidade. O single foi composto por Julies em parceria com DEKÕ, que é coautor de sucessos como “Tô de Pé”, “Sem Jeito” feat. Raele Corre Pro Meu Mar”, do Maneva e as músicas de reggae mais tocadas nas rádios do país nos últimos dois anos.

Julies conta que DEKÕ foi fundamental na retomada da carreira e que está muito feliz em poder trabalhar com um dos melhores amigos. “Ele é uma das melhores pessoas que já conheci na vida.  Foi o responsável direto por eu ter retomado minha carreira. Além de ser um dos melhores músicos, compositores e cantores que já conheci, é um dos meus melhores amigos. Sou grato a ele”, diz.

Com influências de pop, folk e reggae, produção de Thiago Stancev, responsável pelos últimos dois DVDs do Maneva, e da própria banda, que participou do processo de gravação e acaba de conquistar um single de diamante, cinco de platina e três de ouro, Bela chega para te ensinar a ver o mundo de uma maneira diferente.

Com apenas oito meses de carreira e influências de reggae, pop e música latina, Julies começa a despontar como uma das maiores apostas do pop reggae brasileiro, e prova que falar de amor nunca está fora de moda. Amparado pelo Maneva, que participou de todas as gravações do ep do cantor, Julies já contabiliza mais de 400 mil streamings em todos os apps de música e 200 mil visualizações no Youtube.

MUSIQUE PRESS,.

Morre o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto aos 91 anos

Brasil – Jornal do Estado MS

Segundo advogado, ele estava internado com suspeita de Covid-19.


Ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/Tv Globo

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto morreu neste domingo (31) aos 91 anos em São Paulo. A informação foi confirmada pelo advogado do ex-juiz, Celmo Márcio de Assis Pereira.
Nicolau estava internado em um hospital de São Paulo com pneumonia e sintomas de Covid-19. Um teste para confirmação do novo coronavírus foi realizado, mas, segundo o advogado, o resultado ainda não havia saído até a confirmação da morte.


Sede do Fórum Trabalhista da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Nicolau dos Santos Neto ficou conhecido em 1998 no caso do superfaturamento na construção da sede do Fórum Trabalhista de São Paulo, na Barra Funda.
Ele foi acusado de participar do desvio de quase R$ 170 milhões na obra, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Ele era presidente do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região).
Em 2006, o ex-juiz foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão pelos crimes de desvio de verbas, estelionato e corrupção.
Nicolau cumpriu a parte da pena em casa. Em 2013, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista e perdeu sua aposentadoria. Em junho de 2019, ele deixou o presídio após receber indulto para presos com mais de 60 anos e problemas de saúde.

Por William Santos e Ariane Brione, TV Globo e G1 SP

Toffoli recebe alta, mas continua afastado das atividades

© Arquivo/Rosinei Coutinho/SCO/STF (30/04/2020)

Presidente do STF foi submetido a cirurgia na semana passada

Publicado em 31/05/2020 – 15:29 Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recebeu alta hospitalar, em Brasília, na noite de sábado (30), após permanecer internado durante uma semana se recuperando de uma cirurgia para retirada de um abscesso. A informação foi dada pela sua assessoria. Toffoli ainda ficará de licença médica por mais uma semana, até o próximo domingo (7). 

Apesar de a cirurgia, realizada no dia 23, ter transcorrido bem, o ministro apresentou sintomas da covid-19 e ficou internado para observação. Os exames realizados pelo ministro deram negativo para o novo coronavírus.

Na ausência de Toffoli, o Supremo é comandado pelo vice-presidente, o ministro Luiz Fux. 

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Edição: Liliane Farias

Morre Peruca, ícone da Rádio Nacional de Brasília

© EBC

Willians Mar da Silva era um dos funcionários mais antigos da EBC

Publicado em 31/05/2020 – 09:35 Por Agência Brasil – Brasília

Willians Mar da Silva, conhecido por todos como “Peruca”, era operador de áudio e atuava nas rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele faleceu na tarde de ontem (30), após um infarto fulminante. De acordo com a direção da EBC, ainda não foram fornecidas informações sobre velório e sepultamento. Mas os procedimentos serão restritos em razão da pandemia, com presença de no máximo 10 pessoas.

Peruca começou na empresa em 1968, quando era Rádio e TV Nacional. Lotado na Coordenação de Operações de Rádio, atuava nos estúdios de gravação de programas ao vivo. Em vídeo por ocasião dos 8 anos da EBC, ele falou sobre sua experiência. “Eu entrei trabalhando em um programa do Luiz Alberto, “Eu de cá, você de lá”. Gosto muito de trabalhar aqui porque temos bons colegas. Um colega está sempre fazendo um pelo outro, é uma irmandade. Isso é uma casa cheia de carinho”, comentou em 2015. 

Em outro vídeo, sobre o aniversário de 59 anos da Rádio Nacional AM de Brasília, em 2017, Peruca relembrou programas e radialistas que passaram pela emissora.”Na época, os operadores faziam de tudo. Todos faziam toda a programação da empresa. A tecnologia mudou tudo. Antes era tudo analógico, gravador de rolo, cartucheira, disco de vinil. Era uma série de coisas que hoje foi extingo hoje. Hoje é nova tecnologia, e temos na empresa”, comentou em 2017.

A direção da EBC divulgou nota em que lamenta a morte e se solidariza com a família do ex-funcionário. Colegas publicaram postagens em redes sociais lamentando a morte de Willians Mar. “Peruca se confunde com a história da EBC, homem de coração imenso”, escreveu um colega.

“Eu conheci o Peruca por volta 1990, quando eu fui estagiário na Rádio Nacional AM de Brasília, que completa hoje 62 anos. Peruca era operador de áudio do programa Eu de Cá, Você de Lá . E eu era estagiário, atendia as ligações e passava para o apresentador Luiz Alberto. Peruca era uma das pessoas mais simples que conheci. Eu nunca vi o Peruca de mau humor, sem estar sorrindo. Ele sempre foi uma pessoa humilde e simples. Me impressionava no Peruca o carisma, a simpatia, a vontade de sempre falar uma coisa engraçada e o tratamento sempre cordial com os colegas Nos últimos tempo, me chamava de professor. Isso é sinal de humildade, um cara que tinha tanto pra ensinar – e ensinou – tinha uma relação no trato com as pessoas. É uma perda grande. A Rádio Nacional que tem um ambiente ótimo na operação, perde o riso fácil que era estar junto do Peruca”,  disse o repórter da Agência Brasil, Gilberto Costa. 

“Estávamos uma vez no corredor da Rádio, chegou alguém e procurou pelo senhor Willians Mar. Olhei para um lado, para o outro, falei ´não sei´. Ficamos sem saber o que responder. Aí a pessoa disse: ´o Peruca´. Aí facilitou. Conhecia o Peruca, que ajudou a dar vida ao programa Eu de cá, você de lá,  apresentado por Luiz Alberto, comunicador incontestável mas que achou no Peruca a escada perfeita para o humor. Preparava a piada, jogava, o Peruca respondia e ele concluía”, conta Luciano Barroso, radialista e jornalista da Rádio Nacional.

“Peruca, além de um colaborador da EBC era um amigo particular. Ele entrou na antiga Radiobrás. Ele saiu, passou um tempo fora e logo voltou. Ele estava na ativa apesar de aposentado. Ele tinha uma importância gigantesca para as rádios EBC, passou pela fase mais importante do rádio de Brasília. Não era só um operador, ele fazia parte dos programas. Os locutores adoravam gravar com ele, porque ele interagia e gostava de fazer as participações”, relata Leleco Santos, gerente de Operações de Rádio da EBC.

“Peruca era um amigo de verdade. Procurava agradar a todos e estava sempre preocupado com a gente. A nossa amizade era algo muito presente na minha vida. Entre um café e outro nós ríamos muito. Eu não imaginava que ia doer tanto perder ele”, diz Patrícia Fontoura, produtora da Rádio Nacional da Amazônia.

“Peruca foi um grande companheiro  de trabalho. Sempre muito competente na sua função. Todos gostavam de trabalhar com ele, por que sabiam que o trabalho sairia perfeito. Deus o receba como ele merece, e conforte os corações dos que sofrem com sua partida!”, diz Marina Couto, ex-funcionária da Rádio Nacional da Amazônia

Edição: Liliane Farias