Educação e mercado de trabalho: o que esperar do futuro?

Girl studying at school looking very happy

O mundo está em constante mudança e movimento. O modo como interagimos uns com os outros e como vamos encarar a nova realidade pós-pandemia é completamente diferente de tudo o que já imaginamos ou vivemos.

Hoje, somos e estamos totalmente influenciados pelas novas tecnologias, cada vez mais próximos de um ponto de virada na história, em que a automação em larga escala cresce e novas profissões surgem.

O que esperar deste novo mundo? Como serão as relações interpessoais? O que o futuro reserva para a educação e o mercado de trabalho?

Neste e-mail, reuni alguns conteúdos sobre esta temática, para alimentar reflexões, buscar respostas e ajudá-lo a promover transformações.

Boa leitura!

Transdisciplinaridade na educaçãoA importância da metodologia no processo de transformação da educação

O papel do professor na sociedade
Como os professores estarão inseridos neste novo contexto de mundo? 

Transformação e inovação nas escolas
Educadores precisam estar preparados para mudar radicalmente sua forma de ensinar

Comunicação não-violenta
Falar e ouvir sem se ofender e os processos de facilitação de relacionamentos 

Sinais do futuro no presente – André Gravatá
O jornalista, educador e poeta explica como é possível promover e provocar mudanças reais

O propósito da transdisciplinaridade
O que podemos fazer de diferente
Adaptar metodologias é eficiente?
Como promover mudanças reais
Como repensar a educação para o futuro?

Aprender com a própria história – Edson Mackeenzy
Um dos empreendedores mais influentes do Brasil dá conselhos valiosos aos educadores

Influência da internet na educação
Conselho para os professores
Do que o trabalho do futuro precisa?

Inquietação como combustível – Eliza Hostin
A consultora em sustentabilidade aponta que estamos caminhando para a obsolência de algumas profissões

O que será valorizado no futuro do trabalho?
Educação de hoje e o trabalho do futuro
Sustentabilidade em sala de aula
O papel do professor na conexão com a comunidade
Mensagem para professores
Buscar inspiração para mudanças

O profissional do futuro

Ebook
O futuro da educação no Brasil: Reflexões para inovar na educação
Conjunto de respostas e pensamentos de quem já está revendo as formas de ensinar e preparar as crianças e jovens para a nova realidade. Saiba mais
Ebook
Reflexões sobre o trabalho do futuro 
O mercado de trabalho vem sentindo os impactos das mudanças geracionais e tecnológicas há algum tempo. Este material reúne reflexões sobre o tema. Saiba mais

Oficina de Classroom para professores
Transposição para ambientes digitais
Storytelling na educação a distância
Novas tecnologias para o ensino remoto
Criação de roteiro e gravação de aulas on-line

“Ana Carla – Sebrae/MS”

Plataforma de jogos matemáticos coloca 3 milhões de alunos à distância e reduz impactos de aprendizagem para menos favorecidos

Utilizada na grade curricular de 7,5 mil colégios públicos e privados no País, ferramenta é alternativa de ensino lúdico e online para crianças no período de paralisação escolar

São Paulo, junho de 2020 – A plataforma de jogos matemáticos da Matific, utilizada atualmente na grade escolar de 7,5 mil colégios públicos e privados no Brasil, tem sido a opção de ensino à distância para cerca 3 milhões de alunos no Brasil, de 5 a 12 anos, para manterem os estudos durante a paralisação escolar.

A ferramenta da Matific é também uma alternativa lúdica para reduzir impactos de aprendizagem aos estudantes menos favorecidos no País. Já são mais de 40 mil professores brasileiros que utilizam o sistema de aulas para seus alunos.

Os usuários contam com acervo completo de jogos digitais de matemática da empresa, com quase 7 milhões de atividades, desafios e exercícios já executados este ano. O sistema também está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos principais livros didáticos no País.

Atualmente, a Matific possui parcerias de uso da plataforma em vários estados e municípios brasileiros, por meio de convênios assinados com os governos de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, e cidades como Osasco, Maceió, Santo André, Coruripe, Guarapuava, São Bernardo do Campo, Paulista e Porto Alegre, além do Distrito Federal.

A empresa já negocia a liberação para os estados do Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia e Sergipe, bem como para os municípios de Salvador, Goiânia, Aracaju, Recife e Campina Grande para apoiar durante a paralisação das escolas.

Segundo Dennis Szyller, CEO da Matific Brasil, mesmo com a paralisação escolar, os alunos brasileiros continuam com as aulas regulares de matemática à distância sem nenhum tipo de prejuízo no calendário escolar. “As escolas publicas e privadas terão de lidar, até o fim do ano, com a questão da educação à distância. E, neste aspecto, plataformas como a nossa passam a ser uma grande aliada, no sentido de facilitar a relação aluno-professor, além de garantir que as crianças continuem aprendendo, tanto na rede pública quanto nos colégios privados”, comenta.

“Portanto, a tecnologia se tornou uma ferramenta imprescindível de professores e alunos durante a paralisação das escolas, pois permite ao docente interagir e acompanhar o desempenho de seus discentes mesmo de forma remota, enquanto seus alunos passam a ter mais autonomia no seu processo de aprendizagem”, acrescenta Szyller.

Sobre a Matific (www.matific.com.br

Atividades on-line de matemática, planos de aula e planilhasRecurso de ensino de matemática on-line para escolas. Concentra-se em melhorar as habilidades essenciais, como adição, subtração, divisão, multiplicação e maiswww.matific.com.br

)
A Matific é uma empresa startup internacional que desenvolveu um premiado sistema educacional de matemática, projetado por uma equipe de especialistas e professores de matemática, engenheiros de software e desenvolvedores de jogos. A pedagogia é baseada no trabalho do professor Raz Kupferman da Universidade Hebraica (Hebrew University) em Jerusalém, e do professor Shimon Schocken do Centro Interdisciplinar de Herzelia. O sistema Matific é adotado em mais de 60 países, com diversos prêmios internacionais por sua pedagogia e tecnologia.

Para mais informações, contatar:
Thiago Nassa
Assessoria de Imprensa Matific Brasil
TOTUM Comunicação
(11) 99544-4954

Vagas abertas para mestrado e doutorado em matemática na USP em São Carlos

O Programa de Pós-Graduação em Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) recebe inscrições até o dia 12 de junho.

Até o dia 12 junho estão abertas as inscrições para os cursos de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Matemática (PPG-MAT) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. São oferecidas 20 vagas em cada modalidade, e os selecionados irão ingressar nas atividades em agosto de 2020.

Para o curso de mestrado podem participar os alunos que tiverem concluído curso de graduação, com a colação de grau realizada até a data de matrícula. Nesse caso, serão considerados como critérios para a seleção uma análise da formação acadêmica e do currículo; méritos e distinções; além do desempenho no Programa de Verão 2019 ou 2020 do ICMC ou na Prova Extramuros de Mestrado de 2018 ou 2019.

Já os mestres em matemática e áreas afins podem concorrer às vagas para o doutorado. Nesse caso, os candidatos serão avaliados por meio da análise do currículo acadêmico e por méritos e distinções.

As inscrições podem ser efetuadas diretamente no site do Programa: www.icmc.usp.br/pos-graduacao/ppgmat/ingresso. Todos os detalhes referentes à seleção também podem ser encontrados no Edital 36/2020, para mestrado, e no Edital 37/2020, para o doutorado.

Excelência em ensino – Os programas de pós-graduação do ICMC estão entre os melhores do país, tendo formado um número expressivo de mestres e doutores que hoje ocupam posições em prestigiadas empresas e em unidades de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior.

Além do PPG-MAT, há, ainda, dois programas que oferecem mestrado e doutorado strictu sensu: o Programa de Pós-Graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional; e o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística (PIPGEs), oferecido em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Confira todas as oportunidades de pós-graduação no ICMC clicando aqui.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Edital mestrado: icmc.usp.br/e/adc10
Edital doutorado: icmc.usp.br/e/d48a7
Inscrições até 12 de junho: www.icmc.usp.br/pos-graduacao/ppgmat/ingresso
Conheça os outros programas de pós-graduação do ICMC: icmc.usp.br/e/66a4d
Serviço de pós-graduação do ICMC: (16) 3373-8882
E-mail: ppgmat@icmc.usp.br

MEC permite incluir atividades a distância no calendário do ano letivo

© Divulgação/MCTIC

MEC permite incluir atividades a distância no calendário do ano letivo

Publicado em 02/06/2020 – 15:55 Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Ministério da Educação (MEC) homologou parcialmente as diretrizes definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para orientar escolas e instituições de ensino durante e após a pandemia do novo coronavírus. O parecer, emitido ontem (1º), permite que atividades não presenciais sejam contadas no calendário do ano letivo, para cumprir a carga horária mínima obrigatória. Isso vale para todas as etapas de ensino, desde a educação infantil. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União.

O parecer foi aprovado pelo Conselho no dia 28 de abril. Conselhos estaduais e municipais de Educação poderão ainda definir como cada localidade seguirá as orientações. As decisões finais sobre como ficará o calendário escolar deste ano caberão a estados, municípios, às instituições de ensino superior e às escolas privadas.  

No Brasil, escolas e universidades estão com as aulas presenciais suspensas para evitar a transmissão do vírus causador da covid-19. O parecer do MEC sugere que as redes de ensino busquem alternativas para minimizar a necessidade de reposição presencial de dias letivos, a fim de permitir que seja mantido um fluxo de atividades escolares aos estudantes enquanto durar a situação de emergência.

Para repor a carga horária ao fim do período de emergência, a diretriz indica o uso de períodos não previstos, como recesso escolar do meio do ano, de sábados, e a reprogramação de períodos de férias. A ampliação da jornada escolar diária por meio de acréscimo de horas em um turno ou a adoção do contraturno para atividades escolares também são alternativas a se considerar.

Além disso, o texto autoriza os sistemas de ensino a computar atividades não presenciais. Tais atividades podem ser ofertadas por meio digitais, por meio de videoaulas, de conteúdos organizados em plataformas virtuais de ensino e aprendizagem e pelas redes sociais. Podem ainda ser oferecidas por meio de programas de televisão ou rádio; pela adoção de material didático impresso e distribuído aos alunos e seus pais ou responsáveis; e pela orientação de leituras, projetos, pesquisas, atividades e exercícios indicados por profissionais do setor. 

O CNE decidiu elaborar o documento em resposta às várias dúvidas de estados, municípios e escolas que queriam saber se as práticas adotadas durante a pandemia estavam em conformidade com as normas vigentes.

O conselho faz a ressalva de que, na hora de definir o calendário, é preciso observar a realidade das redes de ensino e os limites de acesso dos estabelecimentos escolares e dos estudantes às diversas tecnologias disponíveis. É necessário ainda considerar propostas inclusivas e que não reforcem ou aumentem a desigualdade de oportunidades educacionais.

Homologação parcial 

O parecer foi homologado parcialmente. Umdos itens vetados pelo MEC é o que trata da realização de avaliações externas. Na versão enviada para ao ministério, o Conselho Nacional de Educação propõe que avaliações e exames nacionais e estaduais sejam marcados considerando a reorganização dos calendários letivos. 

“É importante garantir uma avaliação equilibrada dos estudantes em função das diferentes situações que serão enfrentadas em cada sistema de ensino, assegurando as mesmas oportunidades a todos os que participam das avaliações em âmbitos municipal, estadual e a todos que os participam das avaliações em âmbitos municipal, estadual e nacional”, diz trecho do parecer aprovado pelo conselho. 

Em nota técnica que analisa o parecer, o MEC justifica que, mesmo não estando explícito, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderia ser incluído entre as avaliações que poderiam ser remarcadas e que o parecer poderia gerar dúvidas na hora de definir o cronograma do exame. 

O Enem chegou a ser agendado para o fm deste ano, mas, após diversas manifestações, o MEC decidiu adiá-lo, e ainda não há data definida. Será feita uma enquete com os estudantes inscritos, no final de junho, na Página do Participante.

O item 2.16, que é o que trata da aplicação dos exames, será, então, remetido ao CNE, que deverá reexaminar o trecho, conforme consta no despacho publicado no Diário Oficial.

Recomendações

Em nota, o Ministério da Educação sintetizou as recomendações para cada etapa de ensino. São as seguintes: 

Educação infantil – Para a creche e a pré-escola, os gestores devem buscar uma aproximação virtual dos professores com as famílias, de modo a estreitar vínculos e fazer sugestões de atividades às crianças e aos pais e responsáveis. As soluções propostas pelas escolas e redes de ensino devem considerar que as crianças pequenas aprendem e se desenvolvem brincando prioritariamente.

Ensino fundamental (anos iniciais) – Sugere-se que as redes de ensino e escolas orientem as famílias com roteiros práticos e estruturados para acompanhar as atividades das crianças. No entanto, as soluções propostas pelas redes não podem pressupor que os “mediadores familiares” substituam o trabalho do professor. As atividades não presenciais devem delimitar o papel dos adultos que convivem com os alunos em casa e orientá-los a organizar uma rotina diária.

Ensino fundamental (anos finais) e ensino médio – A supervisão de atividades pode ser feita por um adulto por meio de orientações, com planejamento de metas, horários de estudo presencial ou online, já que nessa etapa os estudantes têm mais autonomia. A orientação nesse caso é que atividades pedagógicas não presenciais tenham mais espaço. Uma das sugestões é a distribuição de vídeos educativos.

Ensino técnico – A ideia é ampliar a oferta de cursos a distância e criar condições para atividades pedagógicas não presenciais de forma mais abrangente para cursos que ainda não se organizaram nessa modalidade de ensino. Os estágios vinculados às práticas na escola deverão ser realizados de forma igualmente virtual ou não presencial.

Ensino superior – O CNE sugere que, para a continuidade das atividades de aprendizado nesse nível de ensino, as instituições possam disponibilizar atividades não presenciais.

Educação de jovens e adultos (EJA) – Enquanto perdurar a situação de emergência sanitária, as medidas recomendadas para a educação de jovens e adultos devem considerar as condições de vida dos estudantes, para haver harmonia na rotina de estudos e de trabalho.

Educação especial – As atividades pedagógicas não presenciais devem incluir estudantes com deficiência, transtorno de espectro autista e altas habilidades ou superdotação. Podem ser adotadas medidas de acessibilidade, com organização e regulação definidas por estados e municípios. Junto às atividades, tem de ser assegurado o atendimento educacional específico, que envolve parceria entre profissionais especializados e professores, para desempenhar suas funções na adequação do material e de dar a orientação e o apoio necessários a pais e responsáveis. Como a atenção é redobrada para cada aluno, os profissionais do atendimento educacional especializado devem dar suporte às escolas na elaboração de planos de estudo individualizados, que levem em conta a situação de cada estudante. As famílias são, sempre, parte importante do processo.

Educação indígena, do campo e quilombola – As escolas poderão ofertar parte das atividades escolares em horário de aula normais e parte em forma de estudos dirigidos e atividades nas comunidades, desde que estejam integradas ao projeto pedagógico da instituição, para garantir que o atendimento dos direitos de aprendizagem dos estudantes. Nos estados e municípios onde existam conselhos de educação escolar indígenas e quilombolas, estes devem ser consultados e suas deliberações consideradas nos processos de normatização das atividades.

Edição: Nádia Franco

Petrobras vai apoiar projetos de animação para crianças de até 6 anos

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Iniciativa faz parte de iniciativa de retomada da cultura

Publicado em 30/05/2020 – 09:12 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Petrobras abre, no final de junho, inscrições para a segunda etapa do projeto Petrobras Cultural para Crianças, com foco no audiovisual, no segmento de animação. Essa é a primeira vez que o projeto se volta para crianças de até 6 anos.

A primeira etapa, encerrada no dia 15, para projetos de artes cênicas, recebeu 938 inscrições. O gerente de Patrocínios e Eventos da Petrobras, Aislan Greca, informou que essa foi a primeira de uma série de três chamadas para patrocínios que serão lançadas este ano, totalizando R$ 10 milhões.

Para essa primeira chamada, a verba será de R$ 3 milhões, destinada a projetos de dança, teatro e circo. Os projetos de animação deverão ser contemplados com R$ 4 milhões, enquanto a terceira chamada, para feiras literárias, tem patrocínio previsto de R$ 3 milhões.

Artes cênicas

Greca disse que a empresa ficou muito feliz com o resultado da primeira chamada. “A classe artística abraçou a ideia junto com a gente. Foram 938 inscrições de todo o Brasil. Isso, para a gente, foi muito bom por ser focado majoritariamente para crianças até 6 anos de idade”. Greca destacou a descentralização apresentada nas inscrições, que teve projetos de todas as regiões brasileiras.

Uma comissão técnica formada por profissionais da área de patrocínio da Petrobras, auxiliados por especialistas em primeira infância e artes cênicas, selecionará as melhores propostas de espetáculos. “A gente vê a possibilidade de ter esse tipo de ação cultural, de projeto, fora do eixo tradicional do Rio de Janeiro/São Paulo, e ter mais espetáculos para esse público”.

A divulgação dos vencedores para artes cênicas é prevista para o final de julho. A ideia, disse Greca, é que os projetos selecionados possam começar a ser produzidos a partir de outubro ou novembro, com atuação mais forte em 2021.

Animação

De acordo com o gerente de Patrocínios e Eventos da Petrobras, para se candidatar à verba de patrocínio do Petrobras Cultural para Crianças na área da animação, o projeto tem que estar vinculado ao Artigo 18 da Lei Rouanet, que trata de audiovisuais de curta e média metragem.

Uma das condições definidas é que as animações ocorram em plataformas de streaming (difusão de dados frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia por meio da internet). “Que seja disseminada essa animação em qualquer plataforma streaming, para que a gente possa dar mais acesso [às pessoa] do que só nas salas de cinema, para que seja veiculado, prioritariamente, pela internet”, disse Greca. O produtor das animações tem que ser brasileiro ou naturalizado brasileiro.

A decisão de iniciar as inscrições dessa segunda etapa do Petrobras Cultural para Crianças no final de junho está em consonância com a preocupação da companhia de auxiliar no processo de retomada da cultura nacional após o fim da pandemia do novo coronavírus.

“As pessoas buscam a cultura e eu acho que a gente tem que estar junto nisso. A gente não sabe quanto tempo isso ainda vai durar, mas a animação se consegue fazer com certo distanciamento social. Você não precisa montar estúdio e consegue produzir um conteúdo mesmo com alguma restrição que possa vir”.

Feiras de livros

Para as feiras literárias, que integram a terceira chamada do edital, as inscrições deverão ser abertas no final deste ano, visando sua realização também no ano que vem. “A gente está vendo lá na frente já. A ideia é que quando o país voltar com tudo e acabe essa fase, a gente já tenha as coisas mais ou menos engatilhadas e possa ajudar nessa retomada [da cultura]”, disse o gerente de Patrocínios e Eventos da Petrobras.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Petrobras, a empresa está investindo nessa faixa etária devido à importância dessa fase da vida. Pesquisas reforçam que é na primeira infância que se desenvolvem as habilidades cognitivas fundamentais que vão durar para toda a vida. Até os 6 anos, o cérebro da criança tem um poder grande de absorção, constituindo um território fértil e aberto para as práticas artísticas, educativas e culturais.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Covid-19: MEC suspende pagamento de parcelas do Fies

© Arquivo/Agência Brasil

Medida vale enquanto durar o estado de calamidade pública

Publicado em 25/05/2020 – 12:40 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) autorizou a suspensão das parcelas dos contratos de financiamento estudantil concedidos com recursos do Fies, que estejam na fase de utilização, carência ou amortização, durante o estado de calamidade pública em razão da pandemia de covid-19. A resolução foi publicada hoje (25) no Diário Oficial da União.

A medida está prevista na Lei nº 13.998/2020, sancionada neste mês pelo presidente Jair Bolsonaro.

O estudante que tiver interesse em suspender as parcelas deverá se manifestar junto ao banco até 31 de dezembro. A suspensão vale para os contratos que estavam em dia antes da decretação do estado de calamidade pública, reconhecido em 20 de março, e será retroativa às parcelas que não foram pagas desde então.

Está permitida a suspensão de duas parcelas para os contratos em fase de utilização ou carência (referente aos juros trimestrais para contratos feitos até o 2º semestre de 2017) e de quatro parcelas para os contratos em fase de amortização, dos estudantes que já concluíram o curso. O governo federal poderá prorrogar esses prazos.

De acordo com a resolução, as parcelas suspensas serão incorporadas ao saldo devedor do contrato do estudante.

Edição: Nádia Franco

Pais cancelam matrículas de crianças em creches particulares

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 23/05/2020 – 13:48 Por Mariana Tokarnia* – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Pais, mães e responsáveis cancelam a matrícula de alunos de escolas particulares em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Os cancelamentos ocorrem principalmente na educação infantil, período em que é mais difícil manter atividades fora da escola. O movimento preocupa o setor, que estima que as creches, que atendem crianças de 0 a 3 anos de idade, percam dois terços das matrículas este ano.

Entre os motivos para tirar os filhos do colégio estão a incerteza de quando as aulas serão retomadas e a perda de renda familiar. Gabriela* é uma dessas mães. Ela precisou tirar a filha, Bianca*, 5 anos, da escola. A família tem, em Goiás, uma fazenda que produz carne e produtos derivados do leite. As vendas reduziram nos últimos meses. Ela procurou a escola três vezes para negociar a redução da mensalidade, que custa cerca de R$ 700. “Falaram que não poderiam fazer nada”, disse.

Gabriela buscou os livros da filha na escola e optou por ensinar em casa. “A escola chegou a disponibilizar aulas pelo WhatsApp, mas não foi bacana. Não dá para criança de 5 anos ter aula sozinha online, precisa ter disciplina, a mãe precisa estar junto”, disse. “Agora estou tentando manter a rotina. Acordando cedo, brincando um pouco com ela, fazendo as tarefas. Não está sendo fácil”, acrescentou.

Joice* também optou por cancelar a matrícula da filha, Amanda*, de 4 anos. “Começamos a pensar possibilidades de volta e a gente não acha que, na idade dela, essa volta vá acontecer de maneira minimamente segura até o fim do ano”. A escola de Amanda custa cerca de R$ 2,5 mil, valor que começou a pesar diante das instabilidades causadas pela pandemia. 

Eles mantiveram o pagamento até abril. Procuraram a escola em busca de um desconto. A instituição ofereceu a redução de 14% e não se mostrou aberta a reduzir mais. “Amanda não suporta atividades online. Ela ficava mais angustiada, eu não queria colocar isso como mais uma tarefa para ela”, disse. Os pais decidiram, então, que seria melhor cancelar a matrícula.

Impacto no setor

Os cancelamentos das matrículas, de acordo com o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira, preocupam. “Tem uma debandada, principalmente da educação infantil, da primeira etapa, até os 3 anos de idade. Está saindo muita gente. Nessa etapa, a escola tem o trabalho de cuidar e educar, o ensino remoto é difícil”, afirmou.

A estimativa da Fenep é que dois terços dos estudantes deverão abandonar as creches particulares este ano, o que equivale a cerca de 1 milhão de crianças fora da escola em todo o país, o que levará ao fechamento de muitos desses estabelecimentos. A preocupação é que, com a retomada das aulas, sem as escolas, as crianças não consigam ser matriculadas na rede pública, que já sofre com falta de vagas na etapa, nem na particular.

Crianças da educação infantil em sala de aula

Educação infantil em sala de aula – Arquivo/ Agência Brasil

Pereira disse que as escolas têm buscado soluções, têm tentado enviar materiais para as famílias, para que elas possam trabalhar com as crianças, por exemplo, a coordenação motora, para que os alunos não fiquem sem atendimento. O setor tem procurado ajuda governamental. Em ofício enviado ao presidente Jair Bolsonaro, a Fenep pede a criação de um voucher educacional temporário.

O voucher seria, de acordo com o ofício, “um apoio financeiro às famílias do ensino básico privado, para que os pais possam, durante o período da pandemia e por pelo menos mais um ano, garantir a vaga de seu filho na escola, evitando que crianças fiquem ociosas em casa ou nas ruas e que empresas do setor fechem as portas e tenham que demitir funcionários”, diz o documento. Para todo o setor de educação privada, desde as creches, até o ensino superior, a Fenep estima que 30% das instituições fechem as portas.

Descontos

Na ponta, as escolas tentam ajudar os pais. A mantenadora e diretora de uma escola de pequeno porte no Distrito Federal, que atende do maternal ao 5º ano do ensino fundamental, Maria do Rosário Alves, concedeu descontos que vão de 15% a 50%, dependendo da situação financeira da família. Até o momento, o estabelecimento perdeu 15% dos estudantes. Metade dos responsáveis não pagou ainda a mensalidade do mês de maio.

“Está sendo bem difícil para mim, mas como preciso contar com esse pai lá na frente, se eu não der desconto, ele terá que tirar a criança da escola”, disse.  “Eu estou conseguindo esse desconto porque há 23 anos tenho a escola”, destacou.

Maria do Rosário disse que sua escola vem enfrentando uma crise há 4 anos, perdendo muitos alunos, cujos pais optaram pela rede pública. “Eu só consigo honrar meus compromissos porque eu não pago aluguel, porque meu prédio é próprio”. Segundo ela, diante dessa quarentena, tem oferecido atividades remotas para que nem os pais nem as crianças fiquem desamparadas nesse período.  

Mas nem sempre os descontos são dados ou nem sempre são possíveis, sem que haja prejuízo na manutenção dos salários dos professores e funcionários e dificuldade no pagamento das contas do estabelecimento. Pesquisa feita pelo Melhor Escola mostra que 37,7% dos responsáveis entrevistados solicitaram algum tipo de desconto para as escolas, porém, segundo eles, 39,5% das instituições negou o pedido.

Ao todo, foram entrevistados 2.075 pais e responsáveis de alunos em idade escolar entre 1 e 17 anos de idade, em 28 estados. Os dados foram coletados entre os dias 30 de abril e 11 de maio, com usuários da plataforma. O estudo mostra que 69,4% dos entrevistados sofreram um impacto drástico ou moderado em sua renda mensal. Outras 286 pessoas declararam estar sem nenhuma fonte de renda.

Educação obrigatória

O conselheiro Eduardo Deschamps, do Conselho Nacional de Educação (CNE) explica que, no Brasil, por lei (Lei 12.796/2013), a matrícula é obrigatória dos 4 aos 17 anos de idade. Para cancelar a matrícula em uma escola, o responsável precisa apresentar uma comprovação de que está fazendo a matrícula em outra instituição. Caso isso não seja feito, a escola poderá acionar o conselho tutelar.

“Esse período é um período de força maior, que está fazendo com que escola eventualmente não consiga fazer atendimento da mesma forma que estava fazendo antes, mas é importante que a gente tenha o cumprimento da lei que fala em obrigatoriedade de matrícula”, diz.

O fechamento de escolas particulares e a migração massiva para a rede pública, sobretudo no ensino infantil, é uma preocupação também do CNE. “Há redes públicas já verificando que pode haver uma demanda muito alta no retorno [às aulas presenciais]. E

[pode ser]

que as redes públicas não consigam atender porque já existe uma limitação de atendimento na educação infantil”.    

Em parecer, o CNE permite que as escolas ofereçam atividades remotas em todas as etapas de ensino, desde a educação infantil. “É importante que o professor e a escola possam, em conjunto com os pais, identificar atividades que possam ser realizadas com as crianças para que elas não percam a estimulação. E na hora que retornarem elas não partam do zero de novo”.

Rede pública

O acolhimento de estudantes que vêm da rede particular está no radar da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os municípios são os principais responsáveis pela educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. A entidade pretende fazer um mapeamento de como está a busca por vagas nas cidades brasileiras nos próximos dias. “Isso acende um alerta, é uma situação delicada para municípios, principalmente no momento da volta [às aulas presenciais]”, diz o presidente da Undime, Luiz Miguel Martins Garcia.

Segundo Garcia, ainda é possível conseguir vagas, mesmo estando quase no fim do primeiro semestre “[O responsável] consegue, ainda consegue. Pode ter problema, por estar em uma rede que não tem vaga. Mas, a rigor, as redes têm conseguido acolher. O problema grande é a creche, de 0 a 3 anos, que tem lista de espera em grande parte do país. Mas, de 4 e 5 anos consegue. As escolas, em que pese isolamento, mantêm um sistema de plantão de atendimento e podem receber essas crianças”, explica.

*Os nomes foram mudados a pedido das entrevistadas. 

Edição: Aécio Amado

Alunos conseguem redução de 50% da mensalidade devido à pandemia

Decisão liminar foi concedida pelo Tribunal de Justiça do RJ

Publicado em 21/05/2020 – 16:06 Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Estudantes de medicina da Fundação Técnico Educacional Souza Marques, do Rio de Janeiro, conseguem, na Justiça, a redução de 50% da mensalidade diante da suspensão das aulas presenciais devido a pandemia do novo coronavírus. A decisão liminar foi concedida esta semana pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Após tentar negociar com a instituição de ensino, sem sucesso, e levar o caso para o Procon e para a Defensoria Pública do estado, os pais e responsáveis dos estudantes decidiram recorrer à Justiça para pedir a redução das mensalidades, uma vez que a qualidade das aulas, de acordo com eles, estava sendo impactada pela suspensão das atividades presenciais.

Ao todo, de acordo com o especialista em defesa do consumidor e representante dos casos, Leonardo Amarante, cerca de 40 alunos de cursos presenciais buscam redução imediata de 30% até 100% na mensalidade, de acordo com a situação de cada estudante.

A Justiça decidiu, em uma das ações, pela redução das mensalidades de dois estudantes, que estão no 5º e no 6º ano do curso. Na decisão, o juiz da 37ª Vara Cível Sandro Pitassi diz que reconhece que a pandemia do novo vírus fez com que as instituições tivessem que migrar para a educação remota, mas ressalta que os estudantes em questão “encontram-se, respectivamente, nos 5º e 6º anos do curso de medicina, cuja grade curricular dos respectivos períodos apresenta acentuada carga horária de natureza prática, fato que inviabiliza a continuidade normal do aprendizado através da internet”.

Dessa forma, ele decide pela redução da mensalidade, que atualmente está em torno de R$ 10 mil, para a metade do valor. A redução é retroativa, sendo aplicada desde março, quando as aulas presenciais foram suspensas. O desconto deverá vigorar até a retomada das aulas.

O juiz estabelece multa de R$ 20 mil para cada cobrança indevida. A instituição fica impedida de inserir os nomes dos estudantes e responsáveis em cadastros restritivos, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada ao patamar de R$ 60 mil.

Segundo Amarante, a decisão abre um importante precedente para aqueles que buscam a redução das mensalidades. “O precedente é importante. É uma liminar, é provisória, mas é um precedente importante porque está muito bem fundamentada. Apresenta fundamentos sólidos que serão muito difíceis de serem refutados”, diz. Ele pretende recorrer para que a redução para esses alunos que estão com as aulas suspensas por serem voltadas para a prática, seja de 100%.

“É muito injusto pagar por uma coisa e não estar recebendo nada. Nem uma satisfação da instituição de ensino. A minha impressão é que pagaria dois anos para ter um ano de serviço”, diz a mãe de uma das estudantes, a contadora Luciana Campos.

A Agência Brasil não conseguiu, até o fechamento da reportagem, contato com a instituição de ensino.

A redução das mensalidades em instituições privadas é uma demanda de estudantes e responsáveis dos vários níveis de ensino, desde a educação infantil, até o ensino superior. Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tramita um projeto que lei (Projeto de Lei nº 2052/2020) que propõe a redução de até 30% do valor das mensalidades.

As instituições de ensino e as entidades representativas do setor privado têm argumentado que a situação em cada local e em cada instituição é diferente e que as negociações devem ser feitas de forma individualizada para atender melhor cada caso, de forma a conseguir manter os pagamentos dos professores e funcionários e atender as necessidades das famílias.

Edição: Valéria Aguiar

Ministério da Educação adia o Enem 2020

© enem.inep.gov.br

Medida foi tomada em função dos impactos da pandemia de covid-19

Publicado em 20/05/2020 – 15:58 Por Agência Brasil – Brasília

O Ministério da Educação decidiu adiar o Exame nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 em função dos impacto da pandemia do novo coronavírus. “As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais“, diz nota conjunta do Mec e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O cronograma inicial previa a aplicação do Enem 2020 impresso nos dias 1º e 8 de novembro. Já os participantes da versão digital, fariam a prova nos dias 11 e 18 de outubro. mais de 3,5 milhões de candidatos se inscraveram para o exame.

Para definir a nova data, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.

Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pelas redes sociais, o já falou sobre um possível adiamento do Enem. Em sua conta no Twitter, ele informou que a decisão ocorre “diante dos recentes acontecimentos no Congresso” e após conversas com líderes do centrão.

A Câmara dos Deputados está pautada para votar hoje requerimento de urgência para a votação do projeto de lei (PL) 2623/2020, que adia o Enem enquanto durarem as medidas sanitárias emergenciais decorrentes da pandemia do novo coronavírus, mas com o adiamento anunciado pelo próprio MEC, há a possibilidade de a pauta ser derrubada.

Justiça

A realização do Enem também foi alvo de questionamentos judiciais. Nesta segunda-feira (18) a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª Região pedindo que a decisão de manter o exame durante a pandemia do novo coronavírus seja revista. Em abril, o órgão conseguiu uma liminar favorável ao adiamento das datas da prova, mas a medida foi derrubada pelo desembargador Antônio Cedenho atendendo a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Edição: Aline Leal

Secundaristas fazem campanha por adiamento do Enem

© Antonio Cruz/Agência Brasil

Inscrições vão até sexta-feira; provas estão marcadas para novembro

Publicado em 15/05/2020 – 19:04 Por Agência Brasil – Brasília

A União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) promoveu nesta sexta-feira (15) a campanha virtual #AdiaEnem nas redes sociais, para que o Ministério da Educação (MEC) reveja o cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por causa da pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19.

Conforme calendário do MEC, as inscrições para o exame ficam abertas até a próxima sexta-feira (22), e as provas presenciais ocorrerão no dia 1º de novembro (linguagens, códigos e suas tecnologias; redação; ciências humanas e suas tecnologias) e no dia 8 de novembro (ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias).

O boleto de pagamento da taxa de inscrição (R$ 85) já está sendo emitido para os candidatos inscritos.

Para a Ubes, a manutenção desse calendário prejudica especialmente os estudantes que tiveram aulas interrompidas e não têm acesso à internet em casa ou a outros recursos para aprendizagem remota. “Muitos não têm condições de se preparar para a prova”, lembra a presidente da entidade, Rozana Barroso.

Segundo a Ubes, por causa da indisponibilidade de meios, a educação a distância não é alternativa para estudantes das periferias e da zona rural e também indígenas. A entidade ressalta que “adiamento não é cancelamento” e que cerca de duas dezenas de países já anunciaram o adiamento dos seus exames para ingresso nos cursos superiores.

Ontem (14), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu ao presidente Jair Bolsonaro o adiamento da aplicação de provas do Enem. “Um pleito importante que eu fiz ao presidente, e ele ficou de avaliar, disse que é muito importante e que havia uma demanda muito grande da Câmara, é o adiamento do Enem. Ele ficou muito sensível, ficou de avaliar e dar uma resposta”, disse Maia, como registrou a Agência Brasil.

De acordo com o Ministério da Educação, mais de 3 milhões de pessoas inscreveram-se até o início da tarde de hoje para fazer as provas do Enem. Mais de 2,95 milhões de pessoas optaram por fazer a prova escrita e 99,6 mil se inscreveram para a versão digital.

Edição: Nádia Franco