MS recebe 1ª parcela do socorro financeiro

Estado terá R$ 175,5 milhões, sendo R$ 155,5 milhões para compensar queda na arrecadação

Campo Grande (MS) – Depois de quase 70 dias de tramitação, idas e vindas no Congresso até a assinatura do presidente Jair Bolsonaro, foi depositada na manhã desta terça-feira (9/6) a primeira parcela de R$ 175,5 milhões do socorro financeiro da União na conta do Tesouro de Mato Grosso do Sul. Desse total, R$ 20 milhões estão destinados ao combate do coronavírus. A lei que criou o auxílio prevê total de R$ 60,15 bilhões para estados e municípios enfrentarem os efeitos econômicos da pandemia.

Mato Grosso do Sul vai receber R$ 1,16 bilhão dividido em repasses programados para junho (9) julho (13), agosto (12) e setembro (11). O valor corresponde aos recursos destinados ao Estado (R$ 702 milhões) e às 79 prefeituras (R$ 461 milhões). Segundo comunicado do Tesouro Nacional, o socorro será sempre depositado nas contas que recebem os recursos dos fundos de Participação dos Estado (FPE) e de Participação dos Municípios (FPM).

Na avaliação do governador Reinaldo Azambuja, “o apoio chega em um momento crucial de paralisação das atividades econômicas e queda vertiginosa da arrecadação”. O socorro não é o ideal, “mas um alívio diante da pandemia que tem provocado mortes e prejuízos”, destacou ele acrescentando que a estimativa para este ano é de perda de R$ 1,2 bilhão nas contas do Estado. “Por conta disso, vamos continuar trabalhando com cortes de despesas e adaptando setores cruciais da administração a este momento de extrema dificuldade”, explica.

Segundo Reinaldo Azambuja, os valores depositados hoje serão utilizados no custeio da máquina e em ações emergenciais, em especial nos investimentos direcionados para setores ligados ao combate do coronavírus. “Nesta situação, não dá para prever o dia de amanhã. Estamos focados na pandemia e por isso mesmo precisamos atender demandas que vão surgindo no setor de saúde. Os R$ 20 milhões direcionados ao combate serão muito bem utilizados, mas ainda é um valor que precisa ser reforçado para continuarmos atendendo os 79 municípios”.

Suspensão da dívida – Além do auxílio financeiro, a Lei Complementar suspende o pagamento da dívida dos estados e municípios com a União até dezembro de 2021. Com a medida, Mato Grosso do Sul vai economizar cerca de R$ 40 milhões por mês. Juros e demais tributos serão cobrados após o congelamento.

Subcom
Foto: Chico Ribeiro/Arquivo

Estado libera recursos para conclusão de 150 casas de famílias da antiga Cidade de Deus

Campo Grande (MS) – Convênio firmado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande, nesta terça-feira (9/6), liberou recursos para a conclusão de 150 casas de famílias da antiga Cidade de Deus. Com investimento global de R$ 7,8 milhões, as moradias serão instaladas no Jardim Canguru (52 unidades) e no Loteamento José Teruel (98).

A parceria entre os entes federativos garantiu R$ 2,5 milhões do Estado e R$ 5,3 milhões do município para a retomada das obras, que foram iniciadas e não finalizadas pelos moradores. A conclusão das unidades habitacionais pertence ao “Projeto de Substituição de Moradia Precária”, o mesmo que já entregou 100 casas no bairro Bom Retiro – outras 36 estão em construção.

Pensado para reunir mão de obra dos próprios beneficiados, o projeto foi alterado na etapa do Jardim Canguru do Loteamento José Teruel. Sai o regime de mutirão, coordenado pela prefeitura, e entra a contratação de empresa por meio de licitação, sendo que a vencedora terá que empregar mão de obra dos próprios moradores da antiga Cidade de Deus.

A expectativa é de as obras sejam iniciadas entre quatro e cinco meses – prazo para licitação e homologação do contrato com a empresa seleciona.

Assinaram o convênio o governador Reinaldo Azambuja, a diretora-presidente da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez, e o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários de Campo Grande (Amhasf), Eneas José de Carvalho.

Bruno Chaves, Subcom
Foto: Chico Ribeiro

Tesouro libera 1ª parcela de auxílio a estados, municípios e DF

© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Recursos de R$ 15,036 serão aplicados no combate à covid-19

Publicado em 09/06/2020 – 09:32 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Banco do Brasil credita hoje (9) a primeira parcela de R$ 15,036 bilhões do auxílio financeiro da União aos estados, Distrito Federal e municípios, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. O valor é referente ao auxílio financeiro de que trata a Lei Complementar 173, sancionada no fim do mês passado para o combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o Tesouro Nacional, serão repassados R$ 9,25 bilhões para os estados, R$ 5,748 bilhões para os municípios e R$ 38,6 milhões para o Distrito Federal, totalizando R$ 15,036 bilhões.

O dinheiro será creditado nas contas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios. No total, foram aprovados pelo Congresso Nacional R$ 60 bilhões, divididos em quatro parcelas mensais. As próximas parcelas desse auxílio serão creditadas em 13 de julho, 12 de agosto e 11 de setembro de 2020.

Edição: Graça Adjuto

Suzano apoia universidades públicas em iniciativas para combater a pandemia

Insumos e equipamentos fornecidos pela companhia serão destinados à realização de testes e ao desenvolvimento de produtos em seis instituições de ensino superior

       A Suzano, referência global na produção de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está apoiando uma série de iniciativas para auxiliar universidades no combate à propagação da COVID-19. A empresa já doou insumos para a produção de mil litros de álcool em gel 70%; forneceu mil kits de reagentes para serem utilizados na detecção do novo vírus na população, além do equipamento para essa finalidade; e destinou pacotes de luvas e outros materiais de proteção pessoal para as instituições de ensino superior. Os produtos serão destinados à Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Capão Bonito, à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), às Universidades Federais de Pernambuco (UFPE), Rio de Janeiro (UFRJ) e Rio Grande do Sul (UFRGS) e ao Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS).

Para a Fatec, a companhia forneceu insumos, como álcool líquido, produtos químicos, embalagens e etiquetas necessários para a fabricação de mil litros de álcool em gel. Os produtos serão distribuídos em embalagens de 300 gramas para o Grupo Voluntário de Combate ao Câncer de Capão Bonito (GVCC), a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (ACAMAR), além de um grupo de costureiras que estão produzindo máscaras de tecido no Vale do Paraíba e na região de Capão Bonito.

            “Os alunos utilizam a matéria-prima recebida, transformam em álcool 70% e convertem em gel. Durante a manipulação, eles adicionam óleo de essência de eucalipto que, além de possuir um aroma agradável, apresenta propriedade bactericida natural”, explica Daniel Barros, químico responsável pela manipulação, da Fatec Capão Bonito. “É uma boa oportunidade para que os alunos possam se desenvolver e aplicar seus conhecimentos em prol de uma iniciativa que irá ajudar ainda mais a população de baixa renda, a partir da doação feita pela Suzano. A produção deverá gerar até 100 quilos do produto por dia, totalizando aproximadamente mil quilos”, diz.

           Já para a Unicamp, a companhia emprestou uma máquina de RT-PCR – equipamento para a realização de testes diagnósticos – e mil kits de PCR (reagentes),

que serão utilizados para detectar com precisão o novo vírus na população. Para cada kit é realizado um teste, o que beneficiará mil pessoas na região metropolitana de Campinas. “A Suzano viabilizou o fornecimento de insumos em um momento muito crítico, em que não havia condições de providenciarmos esses reagentes em função do alto custo. Além disso, ganhamos muita agilidade com a compra feita diretamente pela companhia”, salienta Marcelo Menossi, Professor Titular do Instituto de Biologia da Unicamp e Coordenador da Frente de Captação de Recursos da Força-Tarefa da Unicamp Contra a COVID-19.

            A Suzano ainda apoiou o IFMS com a doação de uma impressora 3D Replicator MP07825 Makerbot, para a confecção de máscaras de proteção facial (FaceShield) que serão distribuídas gratuitamente às cidades de Mato Grosso do Sul. Com a contribuição da companhia, serão confeccionadas 370 máscaras ao mês, o que totaliza 1.110 máscaras no trimestre.

            “Neste momento tão delicado, o papel da ciência é fundamental para a sociedade. Por isso, uma de nossas frentes nesse cenário tem sido o engajamento com universidades, que estão trabalhando voluntariamente para ajudar a população. Essa força-tarefa com as instituições de ensino vai ao encontro do nosso direcionador “gerar e compartilhar valor”, essencial para todas as nossas decisões”, ressalta Fernando Bertolucci, Diretor Executivo de Tecnologia e Inovação da Suzano.

Campanha “Taq no Covid”

            Como parte das iniciativas no combate à COVID-19, a Suzano também participa da campanha “Taq no Covid”, organizada pela startup iBench com o objetivo de aumentar a capacidade de realização de testes diagnósticos no País. A startup faz a intermediação do contato entre laboratórios públicos envolvidos no processo do diagnóstico da COVID-19, laboratórios de pesquisa, que possuem os insumos necessários realizar os testes de detecção da doença.

Por meio da campanha, a Suzano doou 15 Kits e 80 placas de PCR, 20 pacotes de ponteiras e 4 caixas de luvas que serão destinados aos laboratórios da UFRJ, UFRGS e UFPE para realização do diagnóstico da doença. “Ações como essa são sempre muito importantes para mostrar e fortalecer a união entre a academia e a indústria que, trabalhando juntas, podem trazer ótimos resultados” diz Andreia Oliveira, uma das cientistas responsáveis pela campanha “Taq no Covid” e fundadora da startup iBench.

SOBRE A SUZANO

A Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, tem o compromisso de ser referência global no uso sustentável de recursos naturais. Líder mundial na fabricação de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a companhia exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com operações de dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A Suzano tem mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos e investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.

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Três Lagoas-MS: Casas do Jardim das Primaveras estão adiantadas e bairro recebe iluminação

Em reunião realizada nesta segunda-feira (08) no gabinete do Prefeito de Três Lagoas entre os gestores do Município e representantes do Jardim das Primaveras, os moradores receberam com alegria a notícia de que o bairro vai receber também a iluminação pública.

Projeto nesse sentido está sendo finalizado. A solicitação foi do Prefeito Angelo Guerreiro que, junto com a Diretoria de Habitação, vem trabalhando no sentido de levar mais conforto aos moradores do bairro.Participaram da reunião, líderes do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Francisco Bráz Nascimento (Chiquinho) e Vany Lucimar Mariano, e a assistente social, Ivani Pereira.Ao todo são 146 famílias que acompanham a realização de um sonho de mais de 10 anos que é a casa própria.

O Projeto, chamado de “Lote Urbanizado”, é uma parceria entre o Governo do Estado, por meio de recursos da Agência Estadual de Habitação (AGEHAB), e a Prefeitura de Três Lagoas.Nessa parceria, coube à Prefeitura a doação dos lotes, a supervisão e orientações técnicas das obras, a urbanização e infraestrutura , entre outros benefícios.

Justiça poderá indicar administradores para bens confiscados

© Valter Campanato/Agência Brasil

Ação visa manter negócios funcionando para leiloá-los

Publicado em 09/06/2020 – 05:52 Por Pedro Ivo de Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Uma iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Conselho Federal de Administração, poderá solucionar casos de empresas que perdem os donos ou administradores durante operações contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro, ou que devem ser leiloadas para cobrir danos e perdas decorrentes de atividades ilícitas. 

Com o objetivo de manter a saúde econômica e administrativa de negócios afetados pela prisão de funcionários-chave, a parceria criará um banco de dados, com nomes de pessoas capazes de cumprir as funções necessárias para manter todas as atividades dos negócios afetados em situação regular. Isso significa que, mesmo sem um diretor, presidente ou gerente, a empresa conseguirá manter o trabalho e, consequentemente, o valor de mercado até ser leiloada, caso seja determinado.

“Essa parceria com o Conselho Federal de Administração vai possibilitar que a Senad auxilie o Poder Judiciário com profissionais de conhecimento técnico especializado para fazer a gestão eficiente das empresas confiscadas das organizações criminosas, mantendo com isso os empregos e a sua atividade econômica”. Além disso, permitirá a “futura alienação judicial dessas empresas com competitividade e valor de mercado”, disse Luiz Roberto Beggiora, secretário nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça. 

Segundo nota divulgada pela pasta, os administradores cadastrados nesse banco de currículos poderão ser acionados para contribuir com a manutenção do valor econômico do patrimônio da empresa e a geração de recursos para a União. Em casos onde a empresa é usada como fachada para o tráfico de drogas, as receitas geradas pela atividade econômica do empreendimento serão redirecionadas para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), e usadas em políticas públicas de combate às drogas.

Edição: Graça Adjuto JustiçacrimesMinistério da Justiça e da Segurança Públicatráfico de drogaslavagem de dinheiroadministração de empresasFundo Nacional Antidrogas

Caixa libera saque de 2ª parcela de auxílio para nascidos em setembro

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Calendário de liberação da 2ª parcela termina no sábado (13)

Publicado em 09/06/2020 – 09:04 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A Caixa Econômica Federal encerra no próximo sábado (13) o calendário de liberação de saques e transferências da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), criado para ajudar as pessoas a enfrentar os impactos da crise causada pela pandemia de covid-19. Hoje (9), será feita a liberação para 2,6 milhões de beneficiários nascidos em setembro.

A liberação do saque e a transferência da poupança social da Caixa para outros bancos estão sendo feitas de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Os recursos estão sendo transferidos automaticamente para as contas indicadas.

Amanhã (10), será liberado o saque para 2,6 milhões nascidos em outubro; na quinta-feira (11), feriado, não haverá liberação; na sexta-feira (12), para 2,5 milhões nascidos em novembro; e no sábado (13), para 2,5 milhões nascidos em dezembro.

Segundo a Caixa, quem não sacar o auxílio nesse período continua com o crédito disponível nas contas indicadas e poderá realizar o saque, independentemente do dia de nascimento, a partir da próxima segunda-feira (15).

A transferência dos valores será feita para quem indicou contas para recebimento em outros bancos ou poupança existente na Caixa. Com isso, esses beneficiários poderão procurar as instituições financeiras com quem têm relacionamento, caso queiram sacar.

Segundo a Caixa, mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial.

Todos os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para o auxílio emergencial já receberam o crédito da segunda parcela.

Edição: Graça Adjuto

BNDES anuncia novas medidas de combate aos impactos da covid-19

© Valter Campanato/Agência Brasil

Ações emergenciais anunciadas pelo banco totalizam R$ 4,3 bilhões

Publicado em 08/06/2020 – 15:47 Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, anunciou nesta segunda-feira (8) um conjunto de ações emergenciais, no valor de R$ 4,3 bilhões, para combater impactos da pandemia de covid-19 no país. Entre as medidas, destaca-se a suspensão, até o fim de dezembro deste ano, do pagamento de juros em contratos de financiamento do BNDES com estados, municípios e o Distrito Federal.

Montezano anunciou também a aprovação de repasse emergencial de recursos para os 13 estados que têm contratos ativos com o banco: Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo é que possam investir em ações de enfrentamento à pandemia e na redução do impacto das consequências econômicas. A medida permite também prorrogar os prazos das operações pelo mesmo período.

Pelos cálculos do BNDES, a suspensão temporária de pagamentos, conhecida como standstill, tem potencial de irrigar a economia com R$ 3,9 bilhões neste ano, uma vez que os recursos poderão permanecer nas contas dos estados e do Distrito Federal, além de 44 municípios. A suspensão temporária já tinha sido adotada pela instituição para empresas. Montezano destacou que o banco está preparado e organizado para processar o grande volume de operações e conseguirá gerenciaro processo, apesar da grande demanda que pode ocorrer nas próximas semanas.

Com os repasses emergenciais, os estados que têm contratos ativos com o BNDES poderão usar o saldo a desembolsar de operações vigentes para o combate à crise, com a condição de que isso não comprometa a conclusão de obras em andamento. De acordo com o BNDES, o potencial total da medida é de R$ 456 milhões, e os recursos liberados serão ajustados à capacidade de execução de investimentos de cada estado.

“Não serão alteradas as obrigações dos estados. O banco só vai liberar os recursos com mais flexibilidade e agilidade para que os estados possam se utilizar dos R$ 456 bilhões para atuar em obras, construções e infraestrutura, tão importantes na retomada da nossa economia”, disse Montezano. Segundo ele, essa ação de apoio a estados e municípios estava sendo preparada há algum tempo e só foi  possível agora, após a sanção presidencial do projeto de lei que trata do assunto.

Saúde

Outra iniciativa anunciada é a liberação de linha de crédito emergencial para empresas do setor de saúde, como hospitais e laboratórios privados com faturamento acima de R$ 300 milhões por ano, com a contrapartida de manutenção ou ampliação de empregos.

Montezano informou que a linha é de R$ 2 bilhões e segue todos os trâmites normais, com a etapa de apresentação de garantias, mas sem necessidade de definir algum tipo de investimento ou infraestrutura. A linha pode usar apenas para ampliar a liquidez das empresas: “tem como objetivo apoiar essas instituições que são protagonistas no combate ao momento em que vivemos”.

Acesso ao crédito

O BNDES também anunciou crédito novo para atender à necessidade de capital de giro de cadeias produtivas com foco nas pequenas e médias empresas. Montezano disse que o programa não vai alterar a relação direta da instituição financeira com o cliente, mas ressaltou que o BNDES atuará para reduzir os riscos do banco que faz o empréstimo às empresas. “Ele vai funcionar como um fundo de aval, em que parte do risco vai ser assumida pelo fundo. Então, a instituição financeira continua com uma parte substancial desse risco, mas como o fundo, ele, entre aspas, vai assegurar a garantia de parte desse empréstimo.”

Montezano disse que o fundo tem até R$ 20 bilhões e será lançado em quatro parcelas de R$ 5 bilhões, com atuação prevista até o fim do ano.

Ele acrescentou que a liberação de crédito para pequenas e médias empresas é medida comum em diversos momentos da economia, mas precisa passar por uma mudança para atender melhor. “Quando se compara o patamar de juros que essas pequenas e médias empresas pagam no Brasil com o de outras empresas no mundo, é bem notório que a situação não é a ideal, no que a gente vive aqui.”

Montezano destacou que tais empresas recebem menos apoio do sistema financeiro durante a crise. “De fevereiro a abril, o crédito para grandes empresas cresceu quase R$ 100 bilhões, é um número muito substancial, diria até que impressionante, e mostra uma velocidade, uma agilidade e uma disponibilidade do sistema financeiro bem robusta para apoiar as grandes empresas. O crescimento é notório e adequado para combater a crise. No entanto, quando se observam pequenas e médias empresas, existe um crescimento, que não é desprezível, da ordem de 2%, mas ainda aquém do necessário e incomparável ao reservado às grandes empresas”, afirmou.

Cadeia Produtiva

No tocante à valorização da cadeia produtiva, o BNDES informou que atenderá às pequenas e médias empresas por meio de grandes empresas. “O BNDES empresta para uma grande empresa, e ela, com os recursos, repassa o empréstimo para pequenas e médias nas mesmas condições que recebeu do BNDES. É um produto muito parecido com o conceito como o banco faz hoje nas suas operações de repasse, em que empresta a instituições financeiras que repassam a linha para pequenas e médias empresas. A única diferença é que o receptor é uma empresa da economia real”, explicou Montezano.

Ele disse que a previsão é de orçamento de até R$ 2 bilhões, que, se for bem-sucedida, pode ser expandida.

Montezano falou também sobre o Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (PASS), que tem como foco o financiamento para garantir a estocagem de etanol. Para este programa, estarão à disposição pelo menos R$ 3 bilhões, sendo a metade pelo BNDES e a outra de bancos comerciais, diminuindo os riscos para quem vende e para quem compra o produto.

Segundo o BNDES, o setor de etanol emprega cerca de 1 milhão de trabalhadores e vem sofrendo forte queda de consumo decorrente da pandemia de covid-19. “Para cada R$ 1 que o banco operador fornece de crédito, o BNDES coloca mais R$ 1 dobrando o volume de crédito disponível na ponta”, disse Montezano.

Terceira etapa

As medidas anunciadas nesta segunda-feira representam o terceiro conjunto de ações do banco para reduzir os impactos da pandemia nas atividades econômicas. De acordo com Montezano, com as medidas anteriores, o BNDES mobilizou, direta ou indiretamente, R$ 102 bilhões em diferentes ações e instrumentos para públicos distintos.

“Hoje é um complemento, um novo passo. É uma jornada em terras novas e ambientes desconhecidos, e a gente vai colocando medidas, aprendendo com ações e reações, e à medida que sentimos necessidade e ouvimos a reação da população, dos empresários e dos governos locais, vem com novas ações”, disse Montezano, durante apresentação virtual. Ele afirmou que a terceira etapa não será a última. “Ela não se exaure, ela não é a última e, naturalmente, complementa o que já foi feito até o momento.”

Edição: Nádia Franco

Operação de combate a crimes ambientais será prorrogada

© Romério Cunha/ VPR

Estados que compõem a Amazônia Legal deverão reduzir desmatamento

Publicado em 08/06/2020 – 14:05 Por Carlos Molinari – Repórter da TV Brasil – Porto Velho

Desde o dia 11 de maio, o governo brasileiro vem travando uma guerra contra quem comete crimes ambientais na floresta amazônica. Mais de 3.800 militares, agentes da Força Nacional, Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e secretarias estaduais de meio-ambiente estão realizando ações de fiscalização, apreensão e autuação em madeireiras, serrarias e garimpos nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Pará – atual campeão de desmatamento.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que é o presidente do Comitê do Fundo Amazônia e do Conselho Nacional da Amazônia, visitou duas brigadas do Exército, em Cuiabá e Porto Velho, que participaram das ações da Operação Verde Brasil 2. Em Cuiabá, o vice-presidente adiantou que a operação conjunta será prorrogada por mais um mês, por decreto que deverá ser assinado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 9, em Brasília. 

Para Mourão, o ideal era que as ações de vigilância ambiental não tivessem duração limitada. “Não adianta só termos operações por um mês ou dois meses. Ideal era estabelecer vinte bases permanentes de fiscalização na região amazônica. Para isso, é fundamental a retomada do Fundo Amazônia para financiar tudo isso”, afirmou.

O Fundo Amazônia recebe doações de países europeus, como Noruega e Alemanha, para serem aplicadas em projetos de combate ao desmatamento e na conservação da floresta. 

Operações constantes

Outro desejo do vice-presidente é fortalecer as agências fiscalizadoras, como IBAMA e ICMBio. No momento, há um estudo conjunto com o Ministério da Economia, que proibiu a realização de novos concursos. Para Mourão, “não adianta ter viaturas, se não temos gente”. No estado de Mato Grosso – onde está boa parte da reserva indígena Xingu – a Operação Verde Brasil 2 apreendeu 2.811 metros cúbicos de madeira, 46 tratores, 43 caminhões, 16 embarcações e aplicou um valor total de 66 milhões de reais em multas ambientais, contando com um efetivo de 1.200 homens.

Na tarde de domingo, o vice-presidente foi até Porto Velho, onde se reuniu com os governadores Marcos Rocha, de Rondônia, e Gladson Cameli, do Acre, na sede da 17a Brigada de Infantaria de Selva. Nos dois estados, os maiores problemas são as madeireiras ilegais, o desmatamento – que ocorre no primeiro semestre do ano – e as queimadas, que são feitas geralmente no segundo semestre.

Rondônia está em terceiro lugar no ranking de desmatamento da Amazônia Legal, que é formada por nove estados.A região alcançou uma perda de 205 quilômetros quadrados de floresta de janeiro a maio. Segundo o vice-presidente, o investimento em ações ambientais foi reduzido a partir da crise econômica de 2012 e só agora vem sendo retomado. Mourão garantiu que as etapas da Operação Verde Brasil seguirão durante todo o mandato, ou seja, até o final de 2022, e revelou uma meta ambiciosa para contrapor ao que ocorreu no ano passado: “A meta é que o índice de queimadas fique abaixo da média histórica, já este ano.”

Ano passado, as queimadas na floresta Amazônica atingiram o ápice, espalhando-se rapidamente por toda região e chegando até mesmo a São Paulo. Segundo o Comandante do Corpo de Bombeiros de Rondônia, Demargli da Costa Farias, “na Amazônia, grande parte dos problemas respiratórios que acontecem são causados pelas queimadas. Isso faz com que os hospitais fiquem mais cheios, e por causa do problema de covid-19, nós vamos ter resultados negativos. Essa ação de combate aos ilícitos florestais é fundamental para que tenhamos uma resposta positiva. Elas impactam diretamente na saúde”, explicou.

O vice-presidente regressa na noite desta segunda-feira (8) para a Brasília, e na terça-feira já se reúne com o presidente Jair Bolsonaro para ratificar a necessidade de prorrogação da Operação Verde Brasil 2 nos estados da Amazônia Legal.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

EMS investe mais de R$ 150 milhões em campanhas publicitárias

A empresa tem como meta se posicionar entre os maiores anunciantes do Brasil no ranking de 2021 

São Paulo, 8 de maio de 2020 – A EMS, maior laboratório farmacêutico no Brasil, acreditando na retomada econômica pós-Covid-19, antecipa o lançamento de duas de suas grandes campanhas publicitárias previstas para 2020: a do Gerovital, um complexo polivitamínico com o poder do ginseng, que previne e recupera a fadiga física e mental, além de ajudar a fortalecer o sistema imunológico, líder na categoria no país, que chega às telas de todo o Brasil com a reconhecida estrela Ivete Sangalo, cantora e mãe de família que se desdobra para dar conta de tudo, com muita vitalidade e energia; e o grandioso filme institucional, que, por meio da locução de uma das vozes brasileiras mais conhecidas e icônicas – a da consagrada atriz Fernanda Montenegro -, retrata a inovação, o investimento em tecnologia e o desenvolvimento constante de novos medicamentos pela empresa para cuidar da saúde das pessoas.

Ivete Sangalo fez a filmagem em sua casa, em Salvador, e Fernanda Montenegro gravou sua voz em sua casa de campo, onde passa a quarentena. Desenvolvidas pela agência We, as novas campanhas contemplam vídeos para TV aberta e fechada, anúncios em revistas, spots para rádios e inserções nas redes sociais.

No final de junho, a EMS, que também já está no ar com os produtos MultiGrip e Bálsamo Bengué, levará para as telas de todo o território nacional Lacday, produto utilizado para a intolerância à lactose, em um filme encenado pela atriz Ísis Valverde, que apresenta de fato esse tipo de intolerância, o que ajuda na identificação do consumidor com os sintomas e com a marca. Esse filme já estava pronto e terá os seus investimentos em mídia intensificados.

Com um investimento publicitário de mais de R$ 150 milhões até dezembro, a EMS tem como meta estar entre os maiores anunciantes do Brasil no ranking de 2021. “A empresa segue acreditando no país e na retomada econômica pós-pandemia e, por isso, está passando por uma transformação organizacional, que tem como uma das estratégias o aumento robusto de investimentos em suas principais marcas e em seu pipeline de produtos de inovação”, afirma Marcus Sanchez, vice-presidente Institucional da EMS.

Um exemplo da aposta da empresa em produtos inovadores é a recente aprovação de seu primeiro medicamento de inovação radical submetido à FDA (Food and Drug Administration), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. A companhia brasileira, por meio de sua controlada Vero Biotech, localizada em Atlanta, Geórgia (EUA), conquistou a validação do GeNOsyl® Delivery System (DS), um device portátil da nova geração de óxido nítrico inalatório, voltado ao tratamento da hipertensão pulmonar resistente em recém-nascidos (HPPRN) – síndrome cuja taxa de mortalidade é de 33% dos afetados. Trata-se do primeiro registro de uma farmacêutica brasileira nos Estados Unidos, posicionando a EMS, desde então, como uma empresa inovadora no mercado global.

Sobre a EMS

Maior laboratório farmacêutico no Brasil, 100% brasileiro, líder de mercado há 14 anos consecutivos, pertencente ao Grupo NC. Com mais de 55 anos de história e mais de cinco mil colaboradores, atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e hospitalar, fabricando produtos para praticamente todas as áreas da Medicina. Tem presença no mercado norte-americano por meio da Brace Pharma, empresa com foco em inovação radical. A EMS também investe consistentemente em inovação incremental, em genéricos de alta complexidade e é uma das acionistas da Bionovis, de medicamentos biotecnológicos – considerados o futuro da indústria farmacêutica. A empresa possui unidades produtivas em Jaguariúna (SP); em Brasília (DF); em Hortolândia (SP), onde funcionam o complexo industrial, incluindo o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, um dos mais modernos da América Latina, e a unidade totalmente robotizada de embalagem de medicamentos sólidos; e conta também com a Novamed, localizada em Manaus (AM), uma das maiores e mais modernas fábricas de medicamentos sólidos do mundo. A EMS exporta para mais de 40 países – www.ems.com.br.

Mais informações para a mídia
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