Estudo do livro de Gálatas – Capítulo 6

O povo de Deus, o “Israel” de Deus, segundo diz o versículo, “anda de conformidade com esta regra”. A palavra grega para “regra” significa uma vara de medir ou régua, “a medida padrão do carpinteiro ou do supervisor”.

A igreja tem uma “regra” pela qual se orientar, é o “cânon” da Escritura, a doutrina dos apóstolos e, especialmente em conexão com Gálatas 6, a cruz de Cristo e a nova criação. Essa é a regra pela qual a igreja deve andar e continuamente julgar-se e reformar-se.

YOUTUBE: https://youtu.be/_NcxZL_PwDk
 
Deus te abençoe
 
Por Pr.Paulo
escravo do DEUS ALTÍSSIMO
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Filósofo analisa perdas e ganhos da sociedade pós covid-19

O filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu faz uma análise sobre as transformações que a pandemia da covid-19 trouxe aos nossos costumes e hábitos e quais serão os reflexos disso no futuro

Ainda longe do fim, a pandemia do novo coronavírus já causou transformações profundas em nossa sociedade e no seu modo de vida. No entanto, alguns estudiosos acreditam que após o desenvolvimento da vacina e a derrota desta doença, muitas destas transformações serão perenes.

O filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu têm conduzido uma série de estudos teóricos sobre os impactos da covid-19 na sociedade de agora e os possíveis desdobramentos no futuro: “Em uma sociedade pós pandemia ganharemos novos costumes e moldaremos antigos comportamentos. Nosso organismo já sofria com os efeitos de uma inadaptação à essa brusca virada em nossa chave cronológica.”
Aceleração das mudanças

Abreu ressalta que é preciso um período de milhares de anos para nos adaptarmos a certas mudanças e que a agora estamos presenciando a aceleração deste processo: “por exemplo, a internet, chegou e nos mudou de forma abrupta. Como consequência o sentimento de solidão nos acompanhava. Já vínhamos nos sentindo sós, em meio a tantos rostos virtuais, forçosamente nos vemos impelidos a um tipo de interação dentro de uma nova realidade que é a virtual. São milhares de rostos que podemos conectar a qualquer momento, mas sentíamos e ainda sentimos que nenhum deles consegue nos enxergar como somos verdadeiramente, ou até mesmo, quando fingimos ser quem não somos, e forjamos um perfil que gostaríamos que fosse real. A força da presença física traz uma outra dimensão à comunicação humana, para além da palavra dita ou escrita, ela causa um impacto emocional que traduz a essência singular de cada um de nós, através do nosso comportamento.” 

Vida alternativa

O filósofo aponta que agora, onde somos forçados ao isolamento social para conter a pandemia, a vida virtual tentou esconder a nossa humanidade: “enquanto pensávamos que as nossas fragilidades e a nossa humanidade poderia ser manipulada através de uma tela de um gadget, ganhamos voz em forma escrita e falada, e percebemos que a nossa voz tinha e ainda tem o poder de percorrer o mundo em frações de segundos, tanto para o bem, quanto para o mal.
Mesmo que alguns se sentissem protegidos pela tela que nos separa, as agressões e as fake news demonstraram o poder que possuem, e nós nos tornamos seus reféns. Mas na vida não há crime sem castigo, estão nas consequências das nossas ações.” 

Fim das vidas perfeitas de mentirinha

Para Fabiano de Abreu, a pandemia fez muitos caírem na real e sairem do conto de fadas das redes sociais: ” a pandemia nos forçou a solidão e modificou o nosso olhar para a importância do virtual e para o futuro das relações humanas. De maneira impositiva e literal, tivemos que deixar um pouco as “selfies” de lado, a exposição e ostentação das nossas vidas “perfeitas”, para enaltecer o “self”, ou seja, o Si mesmo. Somos nós mesmos a maior ameaça à nossa própria sobrevivência, mais do que o vírus. A pandemia nos fez iguais. O vírus não atinge apenas os pulmões dos pobres e não imuniza os ricos, para ele, ninguém é melhor que ninguém.” 

Abreu admoesta que nunca tivemos a percepção tão exata do quanto somos finitos: “A finitude é um axioma e é totalmente democrática. Se já nos sentíamos perdidos, ao perdermos momentaneamente o contato físico, passamos a valorizá-lo como nunca antes, pois é o que dizem: Só damos valor às coisas e as pessoas quando as perdemos. Dessa perda surgiu a necessidade de amor ao próximo, surgiu também a certeza de que dependemos uns dos outros para viver, e mais forte ainda, dependemos uns dos outros para que possamos sobreviver ao vírus.” 

Um novo normal 

O estudioso aponta que países que obedeceram as determinações de isolamento social, em respeito a própria vida e a vida dos demais, aos poucos, estão se abrindo para um novo normal, onde tudo parece estar bem diferente: “Aquelas sociedades que ainda não tomaram consciência da gravidade da pandemia e de sua força, e que não respeitaram o isolamento social, estenderão os seus dias de sofrimento e demorará ainda mais até que possam experimentar esse novo estilo de vida. Perdemos vidas, perdemos recursos financeiros, perdemos o contato com a família e com os amigos, perdemos a oportunidade de lazer, de diversão e confraternizar, perdemos a liberdade de ir e vir. Mas ganhamos tempo com a família, ganhamos a oportunidade de dar atenção de qualidade aos nossos filhos, ganhamos uma maior consciência planetária, ambiental, e principalmente, constatamos, finalmente, a importância do autoconhecimento e do desenvolvimento da inteligência emocional.” 

As principais transformações com a covid-19 já se podem sentir, e devem perdurar: “o consumismo desenfreado deu lugar a um senso de necessidade, de reaproveitamento, de consciência. Ganhamos também tempo para valorizar o que não valorizávamos como deveríamos.
Ganhamos tempo para repensar, projetar, reinventar e aproveitar a vida interior. Passamos a nos preocupar com o próximo, com o vizinho, com o sem teto, com os profissionais da saúde, com os idosos, que antes, nos faltava tempo e compaixão. Muitas destas mudanças irão refletir nas próximas gerações, pois a evolução não espera a vontade do homem, nós é que precisamos adquirir conhecimento para nos adaptar a essa nova realidade, o quanto antes, essa será a base para uma vida em equilíbrio. E para nos sentirmos felizes nesse novo que já chegou, precisaremos uns dos outros, precisaremos nos unir, precisaremos cuidar uns dos outros.”

MF Press Global

Você sabe lidar com a educação digital do seu filho?

Por Juliana Mattozinho *, gerente de marketing da Kaspersky

Estamos vivendo uma nova situação devido à pandemia e às medidas de isolamento social para combater o contágio. Esta situação tem exigido grandes mudanças em nossos hábitos: novas formas de fazer compras, de trabalhar, de acompanhar os estudos dos filhos, entre outros. É preciso flexibilidade para lidar com esses desafios impostos pelo fechamento de estabelecimentos e pelas restrições de circulação. Tais cuidados são necessários e, felizmente, temos a internet que passa a ser o pivô desta transformação, mantendo a rotina de trabalho, as compras online para o abastecimento da casa e, principalmente, a educação online e o entretenimento dos nossos filhos. Mas será que é só isso?

Pois bem, é importante falar em “universo da internet”, pois existe ali um mundo de coisas acontecendo, principalmente quando falamos de crianças e adolescentes. E ainda que, num primeiro olhar, possa parecer um lugar protegido de muitos dos perigos do mundo real, o universo virtual está cheio de ameaças e longe de ser um ambiente totalmente seguro, o que exige cuidados ao navegar por ele.

Quem são os amigos virtuais que os filhos estão fazendo? Será que os conteúdos que estão acessando são indicados considerando sua idade e maturidade? Como explicar para uma criança o que são golpes online? E nos jogos online, há alguma armadilha que eles devam estar cientes? Essas são algumas questões que passam pela cabeça dos pais neste momento de isolamento social e em que a educação escolar e a interação passaram a ser totalmente digital. E o principal desafio é como lidar com tudo isso sem restringir a liberdade e aproveitar as tantas coisas boas que a internet proporciona.

A Kaspersky, em parceria com a consultoria CORPA, ouviu cerca de 2.300 mães e pais de jovens até 18 anos, em seis países da América Latina – entre eles, o Brasil – e identificou que a grande maioria está ciente dos riscos da internet . Nesse contexto, destaco a conversa franca como um ponto fundamental e a recomendação de levar a discussão sobre a vida digital para dentro de seu lar, tornando-se uma referência positiva também em relação a isso.

Explique que os riscos virtuais existem e ensine as crianças a ter cautela – como, por exemplo, com aquilo que ela compartilha na internet. Explique que contar sobre a experiência vivida numa viagem no fim de semana é algo comum, mas que não se deve enviar a pessoas desconhecidas fotos daquele momento. Alerte sobre a existência de locais (sites) seguros e outros duvidosos e oriente-as sempre a pedir ajuda a um adulto para aprender a identificar essas diferenças. Ainda, abra portas para conversar sobre as situações vividas na internet, perguntando especialmente se houve alguma situação estranha ou que os fizeram sentir desconfortáveis ​​ou ameaçados, como assédio, bullying, mensagens de conteúdo obsceno ou aliciamento.

Falar sobre cibersegurança de uma forma leve e simples é um grande desafio para os pais (66,9%) . Pensando nisso, desenvolvemos um livro chamado “Kasper, Sky e o urso verde” para ajudar nesta educação digital das crianças por meio de uma história lúdica. A leitura infantil é, além de um momento agradável em família, uma ótima maneira de levar esse conhecimento a eles. Para quem tiver interesse, o livro está disponível gratuitamente para download .

Além da conversa, nós, pais, também tomamos outras medidas para lidar com a questão da segurança de nossos filhos e, de acordo com nossa pesquisa, a mais comum é estabelecer limite de tempo para navegação. Em segundo lugar, está a educação sobre cibercrimes, seguida da revisão do histórico de navegação. Já uma parcela pequena instala programas nos dispositivos dos filhos para manter a supervisão quando a criança navega por conta própria.

Todas essas medidas são valiosas para que as crianças tirem o melhor proveito da internet e, principalmente, mantenham sua rotina de estudos sem se preocupar com ciberameaças. Recentemente, tivemos um exemplo de como a segurança deve ser levada a sério. Em pleno isolamento social com as crianças se adaptando ao ensino à distância, foi descoberto uma vulnerabilidade relevante na plataforma de videoconferência que se tornou o xodó dos internautas, o Zoom.

Esta falha não intencional do programa permitia que cibercriminosos não apenas tivessem acesso a reuniões online, como também instalassem programas fraudulentos no equipamento do usuário. Para solucionar este problema, é necessário instalar as atualizações que a empresa está disponibilizando e ter atenção ao criar uma reunião para configurar corretamente a sala com uma senha e uma “sala de espera” – o que evitará a presença de intrusos. Sem falar que o uso de uma solução de segurança no dispositivo, principalmente celulares e tablets, é essencial para a proteção contra a instalação de códigos maliciosos.

Este exemplo mostra como a preocupação com a segurança familiar deve ser levada a sério e precisamos estar preparados para apoiar nossos filhos em relação a isso. O acesso seguro é, sem dúvida, uma das melhores prevenções.

E lembre-se, além de aumentar a segurança, ao proteger a experiência digital dos filhos, cuidar da segurança digital em casa também pode promover uma melhora no relacionamento familiar, estabelecendo diálogos mais abertos sobre temas importantes. Este período de isolamento social, é uma ótima oportunidade para reforçar isso, aproveite.

Jeffrey Group,.

Dia do Orgulho Nerd: 4 dicas para celebrar a data

O Dia do Orgulho Nerd, também conhecido como o Dia da Toalha, é celebrado no dia 25 de maio e a iniciativa defende o direito de toda pessoa em ser nerd ou geek. No último ano, a Amazon elaborou uma pesquisa com base em vendas de produtos como livros, eBooks, quadrinhos, brinquedos, jogos e consoles, que indica as 10 cidades mais geeks do Brasil.

O levantamento considerou os municípios com mais de 100 mil habitantes, levando a base per capita de cada uma. A cidade de São Caetano do Sul (SP) é a líder do ranking, seguida por Florianópolis (SC) e Niterói (RJ). A sequência da lista traz Santos (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Curitiba (PR), Balneário Camboriú (SC) e São Paulo (SP), como as cidades que mais consomem produtos relacionados às temáticas nerd e geek.         

Acostumada a conviver diariamente em um ambiente com adeptos da comunidade nerd, a Líder da área de Pessoas da Lambda3, Patrícia Kost, ajuda a empresa a estimular atividades democráticas que incluem a troca de conhecimentos sobre este universo. “Por se tratar de uma empresa de tecnologia, embora não seja regra, é natural que o ambiente favoreça esse tipo de interações pela quantidade de pessoas que se identificam com a temática. Por isso, sempre incentivamos e damos abertura para que as pessoas troquem suas experiências relacionadas ao mundo nerd, seja com podcasts, reuniões, entre outros”, explica.

Diante das recomendações de quarentena, Patrícia Kost lista quatro atividades para o público nerd celebrar a data em casa.

  • Usar a toalha

A toalha é um item indispensável que simboliza a data. Por conta da sua versatilidade, ela pode ser usada de diversas formas pelos mochileiros de plantão: agasalho, cobertor, vela de barco e até mesmo como arma – preferencialmente molhada.

  • Maratona de filmes

Das ficções científicas às obras inspiradas em histórias em quadrinhos, há uma boa lista de filmes que podem ser assistidos como, por exemplo, a saga Star Wars; Os Caça-Fantasmas; a trilogia O Senhor dos Anéis; Os Goonies; De Volta para o Futuro; Mulher Maravilha, entre outros.

  • Podcasts

Similar aos programas de rádios, os Podcasts se tornaram uma verdadeira febre nos últimos anos, especialmente, pelo fato de que as pessoas podem baixar os conteúdos para ouvi-los no momento que for mais adequado. Aos adeptos, há uma infinidade de conteúdos em diversas plataformas como NerdCast, Hipsters e Lambda3

  • Livros

Dependendo da quantidade de páginas, é bem difícil que a leitura de um livro aconteça somente em um dia. Porém, as dicas a seguir podem servir como opções de aquisição: O Guia do Mochileiro das Galáxias (praticamente obrigatório); a coleção Harry Potter; Boa noite, Darth Vader; Eu, Robô; Admirável Mundo Novo, entre outros.

Como surgiu o Dia do Orgulho Nerd?

Comemorado em 25 de março, o dia surgiu a partir de homenagens. A primeira é alusiva à estreia do filme Star Wars, em 1977. A data foi oficializada na Espanha, em 2007, e ganhou adeptos do mundo todo. A segunda ganhou força a partir da data de falecimento do escritor britânico Douglas Adams, autor da obra “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, no qual é citada a frase “Never go anywhere without your towel” ou “Nunca vá a lugar nenhum sem a sua toalha”, na tradução para o português.

Lucio Agberto
Assessor de Comunicação
lucio@mclair.com.br
(11) 3624-5170 / (11) 95494-9145


Mais respeito aos idosos!

Por Wilson Aquino *

Culturalmente o Brasil não dá o devido respeito e consideração ao idoso. A começar pelas autoridades constituídas, com suas leis, reformas e decisões, elas punem quem deu uma vida de contribuição e trabalho pela Nação.

Os maus tratos passam também pelo empresariado, que detém a maior parte do mercado de trabalho. Eles discriminam os profissionais que atingem essa faixa etária por subestimar sua capacidade física e intelectual para o exercício das atividades.

A comunidade também não foge à regra, pois além de também discriminar a pessoa idosa, a ironiza e até a ofende com gestos e palavras duras, maldosas, desnecessárias e desmedidas.

Em tempo de pandemia, como são mais susceptíveis a contrair o vírus Covid-19, esses cidadãos e cidadãs viraram alvos de chacota e das mais variadas formas de ofensas, inclusive por intermédio das redes sociais. Uma grande injustiça e ingratidão com quem já cumpriu seu dever como cidadão.

Nem em casa eles escapam das perseguições. Em muitos lares são vistos como pesos mortos, um fardo que a família se vê obrigada a carregar. Isto quando não são explorados economicamente e violados fisicamente como se tem verificado pela imprensa de norte a sul do país.

Felizmente esse procedimento não impera em todos os lares. Em muitos deles há sim um grande respeito e admiração por todos aqueles entes queridos que conquistam os nobres cabelos brancos no final da grande e penosa jornada da vida.

Mesmo assim, o Brasil está muito longe de ser uma Nação exemplar no tratamento de seus idosos. Estamos a anos luz de países orientais, como o Japão, que não apenas respeita como também venera e desfruta da presença e experiência adquirida pelos mais velhos ao longo de décadas e décadas de vida.

Lamentável e triste a educação que grande parte das famílias dá às crianças no Brasil. Elas não são ensinadas a reconhecer o potencial de conhecimento e experiências adquiridas por todos aqueles que são coroados com a cabeleira branca.

Feliz a família que ensina suas crianças a honrar e a respeitar seus idosos e que senta com eles para explorar esses valorosos conhecimentos adquiridos. Muitos dos quais somente são concebidos por intermédio dos longos anos de vida. Seus valores são imensuráveis.

Deus, na Sua infinita bondade e sabedoria nos ensina, por intermédio das Escrituras Sagradas e também das autoridades que O representam na Terra, que devemos dar ouvidos aos mais velhos, aos mais experientes, para que possamos seguir, de maneira mais segura, o caminho.

Em Levítico (19:32) Ele é bem claro: “Levantar-te-ás diante dos cãs (cabelos brancos), e honrarás a face do velho; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor”.

Ele também nos adverte a não judiarmos dos mais velhos. Em Timóteo (5:1) é enfático: “Não repreendas asperamente a um velho, mas admoesta-o como a um pai; aos moços, como a irmãos”.

Jovens e adultos podem aprender lições valiosas com a vida dos idosos, como o Senhor testemunha  em Salmos (71:18): “Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros”.

E para finalizar, quanta poesia e profunda verdade o Senhor descreve e engrandece o idoso quando diz, em Provérbios (16:31): O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e obtém-se mediante uma vida justa”.

Por Wilson Aquino

Porandubas Políticas | Por Gaudêncio Torquato – 22/05/2020

Quarta-feira, 22 de Maio de 2020

Nesses dias de pandemia, abro a coluna com uma historinha hilária de Sergipe.

Morra tranquila, mamãe

Nas dobras do passado, Fernando Leite, filho do senador Júlio Leite, presidia a Assembleia Legislativa de Sergipe, quando Seixas Dória era governador. Seixas teve de viajar ao Rio de Janeiro, enquanto o vice-governador Celso Carvalho estava no Rio Grande do Norte, onde foi ao enterro da sogra. Fernando Leite, presidente da AL, assumiu o governo por dois dias. Passou telegrama para Deus e o mundo, para as embaixadas, federações, partidos políticos, comunicando a sua governança. Como bom filho, orgulhoso, telegrafou à mãe, internada e gravemente enferma, em um hospital do Rio:

– Mamãe, pode morrer tranquila. Seu filho é governador. Beijos, Fernando.

O estado da Nação

O termômetro social marca alta temperatura. A angústia se acumula. O medo se espraia. O uso de máscara se expande, mesmo sob a descrença e o desleixo de muitos, que costumam deixá-la sob o queixo. Os dias passados em casa puxam uma certa dormência coletiva, a trazer desânimo. O desemprego sobe. O empobrecimento é geral com perdas sentidas principalmente nas camadas da base da pirâmide. O número de mortes cresce exponencialmente. O Brasil já chega no ranking dos mais afetados pela pandemia. SP, 324 mortos em 24 horas. O estado geral da Nação é de gigantesca dúvida sobre o amanhã.

Isolamento social

O isolamento social se estreita. Mesmo sob as estatísticas mais altas, a índole nacional carrega um DNA regado pela fonte da rebeldia e pelo vento da fuga à ordem estabelecida. “Fulano, não saia porque ali adiante você vai enfrentar um tiroteio”. O fulano, curioso, acaba pensando: “vou ver para crer”. E escapa. Sai sorrateiramente. Ademais, a imensa desigualdade propicia mais rupturas. Afinal, os pobres e carentes têm que se virar. Como pedir para não sair de casa a alguém que não tem suprimentos, em um barraco onde habita a carência de tudo? Uma coisa é isolamento na Alemanha, no Reino Unido ou em países desenvolvidos, outra coisa é pedir para ficar em casa no Brasil.

A revelação de Marinho

O empresário e consultor Paulo Marinho jogou a bomba: a PF antecipou para Flávio Bolsonaro a operação que faria para investigar eventuais ilícitos que teriam sido cometidos pelo seu então assessor, Fabrício Queiroz. A operação foi adiada para após a eleição em 2º turno, decisão tomada para não prejudicar a campanha do candidato Jair Bolsonaro em outubro de 2018. Por que Marinho só abriu o bico agora? Por que não fez essa revelação antes? Não teria prevaricado?

Questões no ar

São perguntas que se fazem. Respostas óbvias: o empresário rompeu com a família Bolsonaro, mesmo sendo suplente do senador Flávio. Filiou-se ao PSDB de João Doria. É candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Portanto, é evidente que a informação tem caráter político e estará no palanque eleitoral do pleito municipal. Nem por isso deve deixar de ser investigada, incluindo ilícito eventualmente praticado por Marinho por ter escondido o fato até hoje.

Centrão toma assento

O Centrão, onde estão os partidos fisiológicos (há algum que não seja?), começa a tomar assento nas cadeiras do governo. Não se acomodam nas cadeiras da primeira fila, urge reconhecer, mas em cadeiras de fileiras mais ao fundo. Mas esses cargos de segundo e terceiro escalões, nas mãos de um hábil artesão da política, costumam se transformar em balcão de oportunidades. Por isso, é do interesse de siglas que rezam pela cartilha franciscana do “é dando que se recebe”. Até no espaço da Educação, mesmo sob o escudo do raivoso e contestado Abraham Weintraub, os centristas estão chegando.

Covas e o feriadão

Teste polêmico. O prefeito tucano Bruno Covas, de São Paulo, vai antecipar os feriados de Corpus Christi e do dia da Consciência Negra para hoje, quarta, e concedendo sexta como ponto facultativo. O feriadão tem o objetivo de esvaziar as ruas da capital. Será um teste para ver se essa decisão se transforma em um lockdown. Apostam, ele e Doria, na hipótese de que muito poucos viajarão nesta semana. Tenho a impressão de que pode haver refluxo de carros, mas não nos níveis desejados.

Baleia: 2 bilhões para saúde

O projeto relatado pelo deputado Baleia Rossi, MDB-SP, que garante o repasse de R$ 2 bilhões para Santas Casas e hospitais filantrópicos foi sancionado pelo governo Federal. A nova lei determina que o auxílio financeiro emergencial seja destinado para o combate à pandemia do Covid-19 nas instituições que atendem pelo SUS. Iniciativa digna de aplausos.

Incrível

Que o novo ministro da Saúde seja um médico ou uma médica, é coisa previsível e perfeitamente condizente com a praxe. Mas incluir entre os candidatos um ´youtuber´ é uma piada de péssimo gosto. Pois não é que as redes bolsonaristas estão indicando o nome de Ítalo Marsili como ministro da Saúde! É médico, sim, mas sua atividade mais importante é a de youtuber. Um médico influenciador nas redes?

Cloroquina e Heparina

Constata-se uma queda de braço entre a cloroquina e o anticoagulante heparina no combate ao novo coronavírus. Quem está levando a melhor, por enquanto, é a cloroquina, que tem como seu principal defensor o próprio presidente Bolsonaro. Trata-se de uma guerra onde as principais armas são escassas: falta de respiradores, leitos em UTI, etc. Mas a guerrilha química é a que vale. Agora é o presidente dos EUA, Donald Trump, quem diz que passou a tomar uma pílula de cloroquina por dia como medida preventiva. A ciência não dá esse endosso. O Conselho Federal de Medicina, do Brasil, discute a questão. E seu presidente, Mauro Luiz de Brito Ribeiro, aponta a heparina como mais eficaz do que a cloroquina.

Vacina

O laboratório Moderna, dos EUA, anuncia resultados promissores nos primeiros testes feitos em humanos para a vacina contra o Covid-19. Suas ações na Bolsa tiveram um salto de 241%.

Mais guerra química

Os EUA e mais alguns países iniciaram uma guerra química contra a China: estão deixando de comprar remédios naquele país, na esteira da politização que tomou conta do debate sobre o Covid-19. E se a China descobrir, antes que outros, a vacina? Os países por pirraça deixarão da adquiri-la? E assim bestamente caminha a Humanidade. É claro que nessa guerra há muito interesse – $$$$$$$$$ – em jogo.

Bolsonaro sobrevive

Este analista não acredita em impeachment do presidente Bolsonaro, mesmo que ele continue com o pavio aceso e tocando fogo na floresta. Decidiu falar para suas bases. Não quer governar para todos os brasileiros. É um direito que tem de escolher sua plateia. Mas é um erro que, mais cedo ou mais tarde, pagará. Impeachment no meio de uma pandemia seria um processo caótico. Ampliaria o volume das crises. E não haverá clima para se debater um afastamento do presidente. A impressão é a de que ele seguirá, claudicante, o seu caminho. Pode até não querer se candidatar. A depender da sua avaliação mais adiante. As perspectivas não são boas.

Mourão mais solto

O vice-presidente, general Mourão, parece ter voltado à velha forma: lépido e faceiro, dá entrevistas a torto e a direito. Conta com a simpatia de parcelas substantivas da sociedade, a partir de núcleos do empresariado.

Guedes mais contrito

Paulo Guedes, o mandão da Economia, está mais contrito, mesmo continuando com a verve azeitada. Está diante de uma projeção que o incomoda: queda de 5% do PIB este ano. Desemprego aumenta. Guedes tem afirmado que o país “foi atingido por um meteoro” se referindo ao impacto do coronavírus nas intenções econômicas do governo. Frente à crise, reformas que estavam em avaliação, como a tributária, ficaram em segundo plano. O esforço da União e dos poderes Legislativo e Judiciário se concentram em combater a epidemia.

O frio aperto de mão

Fecho a coluna com uma historinha da Bahia.

Um deputado baiano mandou cartão de Natal para uma mulher que morrera há muito tempo. A família, irritada, retribuiu com outro cartão: “Prezado amigo, embora jamais o tenha conhecido durante os meus 78 anos de vida terrena, daqui de além túmulo, onde me encontro, agradeço o seu gentil cartão de boas festas, esperando encontrá-lo muito em breve nessas paragens para um frio aperto de mão.

Purgatório, Natal de 2005.

O deputado leu a mensagem. Espera, angustiado e insone, pelo aperto de mão.

Livro Porandubas Políticas

A partir das colunas recheadas de humor para uma obra consagrada com a experiência do jornalista Gaudêncio Torquato.

Em forma editorial, o livro “Porandubas Políticas” apresenta saborosas narrativas folclóricas do mundo político acrescidas de valiosas dicas de marketing eleitoral.

Cada exemplar da obra custa apenas R$ 60,00. Adquira o seu, clique aqui.

GT & Marketing Com,.

Salmos 12:5-8

A Paz esteja convosco!

Certeza nas promessas.

A expressão é mais enfática quando Deus é representado como que se apresentando e declarando com Seus próprios lábios que virá pôr em liberdade o pobre e oprimido. Há também forte ênfase no advérbio agora, por meio do qual Deus notifica que, embora nossa segurança esteja em suas mãos, e, portanto, em lugar seguro, não obstante seu livramento da aflição, não necessariamente se dá imediatamente.

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O CRUCIFIXO NOS TRIBUNAIS

Por  João B Herkenhoff  *

Agiu corretamente a Corregedoria de Justiça de um Estado da Federação quando determinou a retirada dos crucifixos, nos fóruns,sob o argumento de que a presença do Crucificado, num local que é símbolo republicano, agride a separação entre Igreja e Estado?Vamos refletir sobre o tema.O Crucifixo nos tribunais relembra o julgamento a que o Cristo foi submetido.Não houve processo, com direito de defesa, mas puro arbítrio.Diante da multidão, Pilatos, num ato de covardia, lavou as mãos.Socorra-nos a reflexão do advogado gaúcho Jacques Távora Alfonsin, que é favorável à manutenção da efígie de Jesus nas salas da Justiça.Segundo Alfonsin, preconceitos ideológicos e culturais viciam a interpretação das leis quando ignoram as palavras do Condenado Inocente.Esse estabeleceu, como parâmetro do julgamento justo, o reconhecimento ético-político-jurídico da dignidade humana.A questão do Crucifixo nos tribunais ultrapassa os limites de uma discussão meramente acadêmica.Como Juiz de Direito, no Espírito Santo, vivenciei uma situação na qual a imagem do Crucificado, rompendo filigranas jurídicas,foi na verdade indispensável para o proferimento da sentença.Neuza, uma empregada doméstica, estava presa em Vila Velha (ES), sob a acusação de que cometera crime de furto na casa onde trabalhava.Tinha tirado de uma caixa, onde havia mais dinheiro, o valor de uma passagem de trem para regressar à casa da mãe em Governador Valadares (MG).Agiu assim depois que os patrões se recusaram a lhe pagar pelo menos os dias trabalhados,alegando que ela só teria direito de receber salário ao completar um mês de serviço.Humilhada, Neuza chorou durante a audiência.Eu a pus em liberdade.Mas não é pelo fato de ter libertado a acusada que a decisão tem atinência com o tema deste artigo.O que estabelece o liame entre a libertação da acusada e o Crucifixo foi o fundamento que justificou a decisão:“Lamento que a Justiça não esteja equipada para que o caso fosse entregue a uma assistente socialque acompanhasse esta moça e a ajudasse a retomar o curso de sua jovem vida.Se assistente social não tenho, tenho o verbo e acredito no poder do Verbo porque o Verbo se fez carne e habitou entre nós.Invoco o poder deste Verbo, dirijo a Deus este verbo e peço ao Cristo, que está presente nesta sala, por Neuza.Que sua lágrima, derramada nesta audiência, como a lágrima de Madalena, seja recolhida pelo Nazareno.”Não teria sido possível proferir esta sentença se não estivesse ali o Cristo Crucificado.A sala de audiências estava cheia nesse dia.Alguém recolheu o dinheiro para a moça comprar a passagem.Esse gesto espontâneo teve a força de um referendo popular ao julgamento proferido. É livre a publicação deste artigo nos veículos de comunicação. É livre também a transmissão do texto, de pessoa para pessoa.

* É Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor 

Email – jbherkenhoff@gmail.com 

Pandemia, desemprego… É hora de usar seu talento e edificar seu futuro

Nem sempre o sofisticado se sobrepõe ao simples. Quando feito com alegria, talento e paixão, uma pintura preto-e-branco pode causar mais impacto que a colorida!

Talento & futuro. Há pessoas que têm talento para a marcenaria, outras para as artes, para o esporte, docência, trabalhos artesanais… Mas, há um grande contingente humano talentoso para criar coisas simples e úteis de uso cotidiano e até mesmo para construir edificações, obras de engenharia, etc… Cada um de nós desponta para uma atividade e faz dela seu meio de vida.

Algumas pessoas facilmente se completam profissional e economicamente. Outras, lutam em vão. E ao verem brilhar a vitória dos outros lamentam consigo: “O que falta em mim para ser vitorioso?”. Porém, essas pessoas não refletem que também podem ser aquinhoadas com o galardão. Como? Elas têm talento. E para tanto devem usá-lo para pavimentar o caminho do pódio.

Logo, obviamente, isso vale para você, mesmo que tenha abandonado os estudos. Jamais desacredite na força da sua capacidade, das suas habilidades. Há, dentro de todos nós, uma dotação sublime chamada talento. Ele vem arraigado em nosso DNA desde a concepção. É como se fosse uma pedra preciosa em estado bruto, pronta para ser lapidada por um ourives: você.

Talento & genialidade. Segundo Beethoven, “o gênio se compõe de dois por cento de talento e 98% de perseverante aplicação no trabalho”. Logo, conclui-se que impossibilidades de fazer eclodir genialidades é apenas retórica. Então, ponha ao seu serviço todo o seu potencial. Por exemplo, diante de um debate, não se impressione ao falar com alguém que supostamente é mais eloquente, que “fala  bonito”, coisa e tal. Fale com calma, sem afobação, com desenvoltura. Não se subestime. Tampouco o superavalie. Se seu antagonista perceber que você está na defensiva, inferiorizado, ele vai “crescer” e tentar manipular suas ideias.

Quanto às execuções, mostre seus atributos de “executor”, o que sua mente é capaz de idealizar e o que suas mãos são capazes de fazer com a ideia. Importante, faça bem feito, com maestria, provoque admiração e interesse nas pessoas no que faz. Talento é como uma joia, quanto mais polida maior o brilho e o valor.

E atenção. Ter talento não é garantia de ser um profissional de sucesso. Que adianta ter mil habilidades e não colocá-las em prática para a sociedade e ao seu benefício? É mister que vejam e reconheçam seu potencial. Lembre-se, por fim, que tanto o artista é aplaudido pela sua arte quanto o profissional é exaltado pelas suas obras. 

Por Inácio Dantas

Do livro “Lições para o Autoaperfeiçoamento Profissional”

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O oxigênio da vida

Por Celina Moraes *

Eles moravam em um dos bairros mais violentos de São Paulo. Estavam perto dos 20 anos. Eram três amigos de infância. Um dia, olharam para a estrada à frente e viram uma bifurcação: de um lado, uma placa indicando a rota conhecida; do outro, um livro abandonado.

Bifurcados, só tinham uma certeza: o caminho conhecido havia sido percorrido por muitos de seus outros amigos, onde alguns se perderem e outros perderam o oxigênio. Os três sonhavam alto: cursar uma faculdade. Diploma não era futuro, era delírio. Como incluir na dispensa de casa um item tão luxuoso como estudo? Das 24 horas do dia, 14 trabalhavam. Remuneração baixa, mas vital para o sustento das famílias.

Era preciso coragem de guerreiro para correr atrás de escassas oportunidades e resiliência de bambu para colecionar nãos. Entraram para a faculdade. Nos bancos escolares, agarravam-se aos livros para abandonar a realidade que, desde o berçário, assegura a alguns a evolução e a outros a submissão. Na árdua jornada, a fome esmagava o estômago e o sono abatia o corpo.

Fortaleciam-se na leitura de biografias, repletas de histórias de sucessos conquistadas por escaladas de fracassos. O que a realidade negava, os sonhos consentiam. Jamais desistiram de erguer o canudo no pódio da formatura. Eram escoltados pelo vigor da juventude, onde os olhos se perdiam no imenso horizonte de vida.

O sol energizava o caminho da persistência e a chuva limpava a poluição do desânimo. Final dos anos 2000, três amigos subiram ao pódio: um erguia o canudo de Ciência da Computação, outro de Comunicação e o outro de Administração de Empresas. Quando se viram bifurcados, decidiram seguir pela estrada do livro abandonado. No caminho, encontraram o “Diário de Bitita”, de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), que foi catadora de lixo, moradora de favela e tornou-se escritora de sucesso traduzida para vários idiomas: “Eu passava os dias lendo ‘Os Lusíadas’, de Camões, com o auxílio do dicionário. Eu ia intelectualizando-me, compreendendo que uma pessoa ilustrada sabe suportar os amarumes da vida”.

Eles sabiam aonde queriam chegar. Escolheram o melhor GPS para os guiar até o destino escolhido. Eles orientam. Eles consolam. Eles guiam. Jamais te abandonarão. Carolina os catou nos lixos e eles acalmavam sua dor. Estarão sempre perto de você para te receber de páginas abertas. Livros, o oxigênio da vida. Respire-os.

(*) Formada em Letras, Celina Moraes é escritora e cronista. Autora dos romances “Jamais subestime os peões” e “Lugar cheio de rãs”, que foi vencedor do Prêmio “Lúcio Cardoso” em 2010 pelo 3º lugar no concurso internacional de literatura promovido União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ). Ainda teve o conto “Rumo ao topo numa canoa quebrada” selecionado para compor a antologia da UBE, “Contos: História de Amor e Dor”.