Covid-19: Aeroporto Santos Dumont adota novas medidas de proteção

Rio de Janeiro – Aeroporto Santos Dumont fica vazio em primeiro dia com maioria das operações transferidas para o Galeão. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Orientações anunciadas hoje foram determinadas pela Anvisa

Publicado em 08/06/2020 – 19:29 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Aeroporto Santos Dumont, localizado na região central do Rio de Janeiro, adotou novas medidas sanitárias de proteção a viajantes e funcionários estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em função da pandemia de covid-19.

Segundo o superintendente do aeroporto, Sérgio Kennedy, o objetivo é que todas as atividades transcorram de acordo com os cuidados exigidos pelo combate ao novo coronavírus, causador da covid-19. “Além disso, intensificamos a limpeza de áreas comuns do aeroporto e ampliamos a oferta de itens de higiene, como sabão, papel toalha e álcool em gel em todo o terminal”, disse Kennedy.

Ele destacou a necessidade de todos os passageiros seguirem as recomendações, respeitarem a sinalização e usarem máscaras, pensando não só em sua própria proteção, mas na das demais pessoas.

Cuide-se +

As medidas fazem parte de uma campanha de orientação aos passageiros e funcionários da rede de aeroportos da Infraero no combate ao novo coronavírus. A campanha “Cuide ainda + de você e dos outros” dertermina ações como a colocação de adesivos de sinalização e orientação por todo o caminho feito pelo viajante para embarque e desembarque de um voo; avisos em áudio e vídeo nos sistemas de som e painéis de voos, além de de cartazes pelos terminais. A iniciativa alerta também para o uso de máscaras durante a permanência no aeroporto e na viagem; o respeito ao distanciamento entre os frequentadores dos terminais; e higienização das mãos.

A Infraero opera 48 aeroportos em todo o Brasil.

A nova sinalização começou a ser aplicada em 14 aeroportos de capitais e fronteiras (Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Boa Vista, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Goiânia, Campo Grande, Palmas, Rio Branco, Foz do Iguaçu e Porto Velho) e será estendida, de forma gradativa, a outros terminais aéreos. As empresas também poderão contribuir com esse trabalho orientando seus funcionários e clientes.

A campanha objetiva preparar os terminais para o aumento da circulação de pessoas, garantindo a segurança de todos. No Santos Dumont, além das telas informativas e dos avisos sonoros, os passageiros encontrarão adesivos instrutivos nos momentos do check-in (registro de entrada), embarque, desembarque, nas áreas de raio-x, nas esteiras de retirada de bagagens; ao usar escadas, elevadores e longarinas; ou mesmo na entrada de estabelecimentos comerciais e praça de alimentação.

As marcações alertam para a necessidade de manter distanciamento de 2 metros entre pessoas e para formas de prevenção do vírus. Nos elevadores, por exemplo, recomenda-se ocupação máxima por duas pessoas e, nos banheiros, instruem que se lavem bem as mãos. Além disso, os pontos de check-in contam agora com barreira acrílica para proteção de passageiros e atendentes das companhias aéreas.

Outras medidas

A Anvisa inclui ainda recomendações de evitar o manuseio de cartões de embarque impressos e de usar, se possível, cartões de crédito ou smartphones para pagamento de compras em lojas, restaurantes e lanchonete e de serviços no aeroporto As pessoas que estiverem em circulação nas áreas públicas do aeroporto têm de usar máscaras, e os empregados da Infraero ou outras pessoas que trabalhem nos aeroportos da empresa precisam de equipamentos de proteção individual (EPIs) .

A divulgação de instruções de higiene, proteção e distanciamento social deve ser promovida em sistema de som, painéis informativos de voos, cartazes e cavaletes distribuídos nas áreas de embarque e desembarque de passageiros e áreas operacionais e administrativas dos aeroportos, banheiros, estacionamento e área de espera dos transportes públicos;

A disponibilidade de álcool em gel, sabonete líquido e papel toalha deve ser monitorada em todos os aeroportos da rede Infraero, que precisam ainda reforçar a limpeza e desinfecção de toda a área de movimentação de passageiros, pontes de embarque, ônibus de embarque e desembarque e demais espaços de uso comum.

A orientação é evitar aglomerações em lojas, restaurantes e lanchonetes e que haja maior espaçamento entre os passageiros nos embarques e desembarques, seja em fingers (equipamento que faz a ligação entre o terminal e o avião) ou procedimento remoto (ônibus ou a pé).

Operação

A Infraero informou que, desde o início da pandemia, o terminal paraense e os demais aeroportos de sua rede continuam operando, sem interrupção, na prestação dos serviços. A oferta de voos está em consonância com a malha aérea definida pelas empresas e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A orientação para o passageiro é que, antes de ir para o aeroporto, verifique diretamente com a companhia aérea se a programação do voo está mantida ou foi alterada.

Para informações sobre remarcações e cancelamentos de voos, o passageiro deve fazer contato direto com as empresas, que passaram a adotar uma nova malha aérea, divulgada pela Anac no final de março passado. Em caso de dúvida sobre os principais direitos e deveres dos passageiros, a recomendaççao é que se consulte o Guia do Passageiro. A Infraero informou, ainda, que cabe às companhias aéreas estabelecer o fluxo de cancelamentos e alterações na malha, “não cabendo à Infraero essa gestão”.

As principais companhias que operam na Rede Infraero são Latam, Gol, Azul, Map,Voepass, American Airlines, Aerolíneas Argentinas, Lan Chile (Grupo Latam) e Tap. Mais informações sobre o transporte aéreo estão disponíveis no site da Anac.

Edição: Nádia Franco

Pandemia afeta tradição do São João em Campina Grande e Caruaru

© Prefeitura Municipal Campina Grande

Lives e plataformas solidárias marcam a festa este ano

Publicado em 08/06/2020 – 13:46 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Por causa da pandemia de covid-19, o arrasta-pé junino que invade o Brasil, especialmente o Nordeste, nesta época do ano vai ser diferente. Nos berços das festas, as cidades de Caruaru, em Pernambuco, e de Campina Grande, no agreste da Paraíba, que disputam o título de maior São João do Mundo, os festejos vão ganhar versão inédita, exclusivamente online, este mês.

Segundo a empresa realizadora do evento, nos dias 23, 24 e 27 de junho, 17 artistas vão se apresentar.Com transmissão pelo canal do evento no YouTube, o São João virtual será realizado com a participação de artistas regionais e atrações nacionais, como a cantora Elba Ramalho – dia 23 de junho – e tem como objetivo inovar e levar a festa para perto do público. Os shows terão cenário junino, retratando o Parque do Povo, sem a participação do público, mas adotando todas as medidas de proteção determinadas pela Organização Mundial da Saúde e autoridades sanitárias, para garantir a segurança dos artistas e equipes de produção.

Presencial

Em Campina Grande, que nos 30 dias de festa chega a movimentar R$ 300 milhões, os organizadores ainda pretendem fazer o evento da forma tradicional neste ano. A programação com os forrozeiros, no Parque do Povo, está marcado para o período de 9 de outubro a 8 de novembro deste ano, se não houver restrição na época por causa da pandemia do novo coronavírus.

Caruaru

Já Caruaru, que recebe mais de 3 milhões de pessoas nesta época, teve a festa cancelada, sem previsão de nova data. Para arrecadar donativos para 18 mil trabalhadores que se envolvem direta e indiretamente na realização do evento todos os anos, foi criada a plataforma São João Caruaru Solidário em parceria com igrejas, entidades da sociedade civil e organizações não governamentais.

Para doar, basta acessar o site do projeto, que oferece a possibilidade de custear cestas básicas (R$ 48), kits de higiene (R$ 25) e outros valores. Quem preferir também pode entregar a doação fisicamente na sede da prefeitura. Durante a apresentação do São João Caruaru Solidário, a prefeitura exibiu vídeos de artistas que apoiam a campanha, como Dorgival Dantas, o vocalista da banda Mastruz com Leite, Neto, Petrúcio Amorim, Elba Ramalho e Eric Land. “As cores e o brilho da nossa festa vão estar em nossa memória e no coração, guardados com carinho para o próximo ano, se Deus quiser”, diz Dorgival Dantas.

Edição: Graça Adjuto

Covid-19: entidades escolhem projetos em favelas para receber verbas

Rio de Janeiro – Comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, após confrontos de grupos de traficantes rivais pelo controle de pontos de venda de drogas. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil).
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Propostas de comunicação podem ser entregues até dia 13

Publicado em 08/06/2020 – 15:02 Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

As organizações Desabafo Social e o Instituto Galo da Manhã receberão até o próximo sábado (13) propostas de comunicação de todos os cantos do Brasil, que tenham por objetivo informar populações periféricas sobre a pandemia de covid-19. De acordo com as regras estabelecidas para seleção,  é necessário que as iniciativas já estejam em andamento para poder concorrer ao valor que será concedido a cada projeto, de até R$ 5 mil.

Há, ainda, outros critérios que devem ser seguidos, como utilizar o meio de comunicação para estimular as comunidades a ficarem em casa e respeitar as medidas de distanciamento social. 

Para serem considerados elegíveis, os projetos também devem contribuir para disseminar mensagens sobre o risco de covid-19, fornecendo informações através de dicas práticas, como indicação de fontes de divulgação de vagas de emprego e de prevenção contra a transmissão da doença. 

Os projetos podem, também, facilitar o diálogo em torno de fatores mais complexos da pandemia, como assuntos referentes às áreas de economia, direitos humanos e política. 

Projetos escolhidos

Na primeira fase de seleção, foram escolhidos dez projetos, dos quais metade é do interior do país e metade de capitais.

São eles: Bike Sonora, de Sobral (CE); Zalika Produções, de Taboão da Serra (SP); Associação Quilombola de Volta Miúda, de Caravelas (BA); Coletivo Tururu, de Paulista (CE); Infiltrados no Cast; NordesteEuSou, de Salvador; CDD Acontece – Jornal Comunitário da Cidade de Deus, do Rio de Janeiro; Mulheres da Quebrada, de Belo Horizonte; Projeto Motivar, de Natal; e Telas em Movimento – Festival de Cinema das Periferias da Amazônia, de Belém.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as favelas concentram mais de 5 milhões de domicílios. Embora Belém seja a capital com a maior proporção de domicílios (55,5%) nessas comunidades, São Paulo e Rio de Janeiro respondem por quase um quinto dos lares com esse perfil.

Quando se observam os desdobramentos da pandemia nesses locais, nota-se que a crise sanitária tem acentuado desigualdades sociais que já a precediam. Conforme apurou a Agência Brasil, um levantamento da organização Viva Rio mostrou que 75,5% das pessoas com sintomas de covid-19 nas favelas não procuraram atendimento médico e que metade conhece alguém próximo que morreu da doença. 

A pesquisa revela ainda que 10% das mortes ocorreram dentro de casa, sem que o paciente infectado contasse com assistência médica.

Com salários baixos, moradores de favelas também relatam ter dificuldades para manter uma reserva de dinheiro. Além disso, enfrentam outros obstáculos, como a falta de acesso a itens de higiene pessoal e de água potável. 

Edição: Kleber Sampaio

Brasil já tem 7.774 leitos de UTI exclusivos para COMBATE AO CORONAVÍRUS

Ministério da Saúde já investiu R$ 1,1 bilhão para custear esses leitos. Do total, 241 são pediátricos. Nesta quinta-feira (4), foram habilitados mais 333 leitos

O Brasil está se equipando cada vez mais com investimento em ações, serviços, infraestrutura e recursos para tratar dos pacientes com coronavírus por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quinta-feira (4), o Ministério da Saúde habilitou mais 333 leitos de UTI exclusivos para casos graves e gravíssimos da doença, sendo 10 deles de UTI pediátrica, ao custo de R$ 47,3 milhões.

Ao todo, já são 7.774 leitos de UTI exclusivos para COVID-19 habilitados no país desde o início de abril, o que gerou um investimento imediato na ordem de R$ 1,1 bilhão.

Leia o conteúdo na íntegra em saude.gov.br

Em tempos de isolamento social, cuidados com crianças e adolescentes precisam ser redobrados

Campo Grande (MS) – Elas estão mais tempo em casa, algumas não conseguem assimilar o que de fato está acontecendo, outras sentem muita falta dos avós, dos professores e dos colegas e amigos. Nessa nova rotina, ou melhor dizendo, quebra de rotina, as crianças, e também os adolescentes, precisam ter uma atenção redobrada quando o assunto é saúde mental.

É o que dizem os especialistas, ainda mais considerando que, com o avanço do coronavírus, a tensão e a incerteza aumentam, principalmente para os que estão em fase de desenvolvimento.

Psicologa reforça importância do diálogo

Para a psicóloga e especialista em cuidados paliativos (com experiência em saúde mental), Gabriela Silva Molento, essa mudança brusca pode gerar uma desorganização diária e, neste sentido, os pais devem ficar atentos. “A rotina que é responsável por organizar e condicionar o corpo e a mente. A escola ajuda a criança e o adolescente a se desenvolver, principalmente no quesito responsabilidade, que a vida adulta irá exigir deles”.

A orientação é que se busque estruturar uma rotina, com novas responsabilidades que estão ao alcance da realidade atual. “Para as crianças, os pais devem adotar uma comunicação mais lúdica, fazendo analogias, assim fica mais fácil da criança entender o que está acontecendo”, explica Gabriela.

Para Raquel, as brincadeiras podem ajudar. “As famílias, pessoas que agora estão debaixo do mesmo teto por muito mais tempo, precisam tomar ciência de que as crianças precisam de permissão para brincar, de forma assistida, porque elas têm curiosidade, criatividade e necessidades para seu desenvolvimento pleno. O movimento é extremadamente importante. Essa é a missão: cuidar de seus filhos em tempo integral”.

Com os adolescentes, a dica para os pais é paciência. “Esses jovens já passam por período de transição, uma fase complicada, os hormônios a flor da pele, com muita energia para gastar, para desenvolver. Os pais precisam encontrar equilíbrio entre a serenidade e a firmeza em lidar com eles. É preciso dialogar. É um período diferenciado”, salienta Gabriela.

Na avaliação da psicóloga, especializada em stress e mestre em psicologia, Raquel Icassati Almirão, lições podem ser tiradas do atual momento em que ficar em casa pode salvar vidas. “Não dá para negar que muitas crianças ficaram felizes de poder estar com seus pais”.

A serenidade, a calma, o acesso a informação oficial e correta são caminhos para que esse período passe de forma mais tranquila para as crianças e adolescentes. “Os filhos têm no seu pai o espelho e a referência”, acrescenta Raquel.

Gabriela aposta no diálogo para melhorar comportamentos. “A forma de minimizar esses impactos é a maior abertura do diálogo, é se colocar numa postura de solidariedade, de se posicionar no lugar do outro, desenvolver essa empatia mais forte através da intimidade, melhorando a comunicação. Isso fortalece o vínculo familiar”.

Se precisar, procure ajuda, mas sem sair de casa

Para Raquel, os pais são os melhores para os filhos neste momento

Para o Conselho Regional de Psicologia, frente a situações como o coronavírus ficamos vulneráveis e para amenizar esse impacto criamos novas formas de enfrentamento a esses conflitos. A orientação, nesse sentido, é clara: pesquisar por notícias sempre de fontes legítimas e confiáveis como os órgãos de governo e a Organização Mundial de Saúde.

Assim que possível, é sempre importante buscar acompanhamento de um profissional, seja nos serviços públicos ou na rede privada de saúde. Hoje, o Conselho Federal de Psicologia já regulamenta o atendimento on-line, que pode ser uma saída para as pessoas acessarem serviços psicológicos em tempos de isolamento social. Acesse: https://e-psi.cfp.org.br/psicologas-cadastradas/

Aulas na Rede Estadual

O Governo do Estado tornou público, no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 15 de maio, o decreto que prorroga a suspensão das atividades presenciais na Rede Estadual de ensino (REE) até o dia 30 de junho. Com isso, os 210 mil estudantes matriculados nas 345 unidades escolares da REE seguirão com as aulas remotas.

No dia 25 de maio, iniciaram as transmissões das aulas pelo sinal digital da Televisão Aberta no dia 25 de maio de 2020. A iniciativa visou a ampliação do atendimento aos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) na execução das atividades remotas, adotadas desde o dia 23 de março de 2020 e contou com a parceria do projeto Vamos Aprender. Veja como funciona, acesse: sed.ms.gov.br/aulas-na-tv-aberta/

Ana Brito – Subcom

Linha de frente: histórias de agentes de saúde no combate à covid-19

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Caminhos da Reportagem mostra cotidiano de médicos e enfermeiros

Publicado em 07/06/2020 – 08:37 Por TV Brasil – Brasília

Um exército de profissionais de saúde sai de casa todos os dias para combater um inimigo invisível: o novo coronavírus. No campo de batalha, se paramentam como se estivessem chegando em outro planeta, com gorros, capotes e máscaras, macacões, face shield e luvas. Só os olhos ficam visíveis. Mas em vez de uma missão intergaláctica, a turma vestida de branco enfrenta salários atrasados e falta de equipamentos de proteção individual, e entra nos hospitais para pisar em um campo minado.

O Caminhos da Reportagem ouviu agentes de saúde que sofreram preconceito nas ruas por vestir branco, e outros que tiveram parente entubado depois da entrevista.O programa vai ao ar neste domingo (7), às 20h, na TV Brasil.

O médico emergencista Laelcio dos Santos (Samu/SP), que atua há mais de 20 anos no resgate de paciente em ambulância, afirma que 95% das ocorrências são casos de covid-19: “No transporte para o hospital esse paciente vai ficando cada vez mais sozinho, e lá nos despedimos de alguém que não terá os familiares por perto também”.

A enfermeira intensivista Jessica Lisla, de Manaus (AM), sente falta de tocar no ombro ou nas mãos dos pacientes. “Agora é só olho no olho. E quando estão sedados e intubados, eu converso no ouvido porque sei que a audição é o único sentido que eles não perdem.

Edição: –

Fumantes têm o dobro de chances de desenvolver câncer de rim

Estudo revela que começar a fumar na adolescência pode ser um dos fatores associados à morte por câncer de bexiga e de rim na vida adulta

São Paulo, 4 de junho de 2020 – O câncer de rim, geralmente, não apresenta sintomas no início do quadro, mas alguns hábitos podem servir de alerta para a consulta ao médico[ii], principalmente para os fumantes. Uma pesquisa americana sobre a associação entre tabagismo e morte por doenças geniturinárias (Association of Smoking and Death from Genitourinary Malignancies: Analysis of the National Longitudinal Mortality Study), que contou com a participação de mais de 490 mil pessoas e foi conduzida entre 1993 e 2005 pelo departamento de farmacologia do Hospital Presbiteriano de Nova Iorque, revelou que 5,6% dos voluntários do grupo dos tabagistas morreram em decorrência do tabagismo, em comparação com 3,1% dos que não eram fumantes1. Entre os que morreram de câncer de bexiga, rim e próstata, 62%, 58% e 62%, respectivamente, eram fumantes. Outro achado do estudo, publicado no The Journal of Urology, aponta que começar a fumar na adolescência pode ser um dos fatores associados à morte por câncer de bexiga e de rim na vida adulta1.

O principal tipo de câncer que pode atingir o rim – e que corresponde a, aproximadamente, 75% dos casos – é o carcinoma de células claras[iii].  No Brasil, a incidência estimada desse tipo de câncer é de 7 a 10 casos para cada 100 mil habitantes e o prognóstico depende, dentre outros fatores, da idade do paciente e da rapidez em se diagnosticar e tratar a doença3. Além do tabagismo, pessoas acima do peso têm maior risco de desenvolver câncer renal, pois a obesidade pode causar alterações hormonais, favorecendo o aparecimento da doença. Pressão alta tambémé um fator de risco para câncer renal, mesmo que o indivíduo mantenha o controle com remédios3.

Diagnóstico

Os médicos se utilizam de alguns tipos de exames para diagnosticar o câncer renal, que incluem histórico familiar, exames laboratoriais e de imagem[iv]. Quando detectado, cerca de 30% dos casos já se apresentam em estágio avançado4. O câncer de rim é o 12º tipo mais comum no mundo, sendo mais prevalente entre os homens4 e a idade média do diagnóstico do câncer renal é 64 anos4.

Uma pesquisa realizada no Brasil com 1.885 voluntários[v] apontou que a alta prevalência de fatores de risco para a insuficiência renal crônica e a conscientização inadequada da população sobre esse tipo de câncer contribuem para a detecção tardia da doença: 45% dos indivíduos da amostra receberam o diagnóstico em estágios 4 ou 55. Nesse grupo, metade dos pacientes faz hemodiálise regular, e chama a atenção que um terço não considera a doença controlada, ressaltando a urgência de ampliar a orientação e a adesão às medidas de controle5. Isso pode ajudar a explicar também o significativo índice de hospitalizações (70% dos pacientes foram internados alguma vez), bem como o impacto da doença na qualidade de vida5.

Pacientes diagnosticados no estágio 1 da doença apresentam uma sobrevida de 81% em cinco anos, quando comparado a 8% no caso dos pacientes que receberam o diagnóstico em estágio 4.6 Dependendo do estágio da doença, o médico poderá combinar diferentes tipos de tratamento1, realizados por uma equipe multidisciplinar, o que poderá contemplar cirurgia, terapia-alvo, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e imuno-oncologia1.

Sobre a BMS

A Bristol Myers Squibb é uma biofarmacêutica global que tem como missão descobrir, desenvolver e disponibilizar medicamentos inovadores que ajudem a transformar a vida de pacientes que enfrentam doenças graves. Para mais informações sobre a Bristol Myers Squibb, visite BMS.com/br ou siga-nos nas rede sociais LinkedInTwitterYouTube, Facebook e Instagram. Celgene e Juno Therapeutics são subsidiárias integrais da Bristol Myers Squibb.

Sobre a coalizão: AstraZeneca, Baxter e Bristol-Myers Squibb

Com a missão de compreender o cenário da saúde renal no Brasil, as farmacêuticas AstraZeneca, Baxter e Bristol-Myers Squibb, firmaram uma parceria pioneira para beneficiar potenciais pacientes e a sociedade. Por meio de uma pesquisa com a Abril Inteligência, foram obtidos dados e informações inéditas sobre a percepção do brasileiro a respeito dos rins, além da realidade da jornada de pacientes com doenças críticas, como insuficiência renal crônica, hiperpotassemia e câncer renal. Com os dados, espera-se contribuir para a expansão do conhecimento sobre saúde, autocuidado, prevenção de doenças crônicas, além de motivar a discussão sobre tratamentos e políticas públicas de prevenção.

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Instituto alerta para importância do Teste do Pezinho

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Teste ampliado diagnostica até 50 doenças

Publicado em 06/06/2020 – 12:56 Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Um exame de sangue simples, coletado por meio de uma picada no pé do recém-nascido, e que vai muito além do carimbo da impressão digital do pé do bebê, o Teste do Pezinho tem um dia nacional.  O Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo) e a União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert) lançaram hoje (6) a campanha Junho Lilás (#VamosDarMaisUmPasso), para conscientizar o poder público e a sociedade civil sobre a importância de se expandir o acesso da população ao teste do pezinho.

Daniela Mendes, superintendente-geral do IJC, alerta que ampliar o teste ampliado, oferecido apenas nas maternidades privadas, é importante principalmente no período da pandemia da covid-19, porque abrange o diagnóstico de até 50 doenças, incluindo as raras, ao contrário do teste básico, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que detecta seis doenças.

“Nosso foco este ano é orientar para o teste ampliado, que inclui doenças que demandam intervenções clínicas emergenciais e tratamentos específicos. É importante darmos mais um passo para expandir o acesso a esses diagnósticos a toda a população, pois sabemos que quanto antes iniciarmos os tratamentos adequados, mais chances a criança terá de se desenvolver com saúde e qualidade de vida”, disse.

O teste básico consegue detectar fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase. Já o teste expandido diagnostica a presença de AAAC (aminoacidopatias e distúrbios do ciclo da uréia, distúrbios ácidos orgânicos, distúrbios de oxidação dos ácidos graxos, perfil Tandem MS, que inclui a detecção de 38 doenças; galactosemia; leucinose; deficiência de G6PD; toxoplasmose congênita; imunodeficiência combinada grave e agamaglobulinemia.

De acordo com o médico imunologista e consultor técnico do Instituto Jô Clemente Antonio Condino Netto, as análises deveriam ser ampliadas, principalmente em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), porque quanto mais doenças raras a triagem neonatal puder detectar, melhor para a saúde do bebê. “Em tempos de pandemia, mais do que nunca é necessário que os bebês tenham acesso a exames mais completos, para evitarmos sequelas e problemas sérios de saúde na criança”, explicou.

A neurologista infantil Fernanda Monti lembra que é importante que o teste ampliado seja feito entre as primeiras 48 horas e até o quinto dia de vida do bebê, já que esse é o período mais adequado para detectar precocemente doenças raras e graves, que podem acarretar em deficiência intelectual. 

Segundo Fernanda Monti, nos primeiros anos de vida a maior parte das crianças não apresenta sintomas de várias doenças, por isso é importante fazer o teste. “Quando os sintomas aparecem sem que haja um diagnóstico precoce, pode ser tarde. O grande número de erros no metabolismo existentes pode resultar em quadros clínicos diversos, variando desde pacientes assintomáticos até casos mais graves, incluindo situações em que o bebê vai a óbito. O foco da triagem neonatal ampliada é evitar sequelas como a deficiência intelectual, além de melhorar a qualidade de vida do paciente tratado precocemente e melhorar o custo efetividade do sistema de saúde”, disse.

Teste

O Teste do Pezinho foi implantado no país pelo Instituto Jô Clemente em 1976, e desde 2001 é um Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) credenciado pelo Ministério da Saúde. O instituto foi um dos principais responsáveis pelo surgimento das leis que obrigam e regulamentam o exame. Atualmente o Instituto Jô Clemente é responsável por 80% da triagem dos bebês nascidos na capital paulista e 67% dos recém-nascidos no estado de São Paulo, por meio do SUS (293 mil) e de maternidades e hospitais privados (103 mil, sendo 28% de testes ampliados).

Edição: Fernando Fraga

Complexo da Fiocruz dará autonomia em vacinas para o Brasil

© Fio Cruz/Direitos Reservados

Bio-Manguinhos fabrica 35 produtos e exporta para 74 países

Publicado em 06/06/2020 – 13:50 Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cibs/Fiocruz), em construção, vai aumentar em cinco vezes a capacidade de produção do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). As vacinas contra meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas, vão passar a sair do polo no Distrito Industrial de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. À produção, se juntarão também vacinas específicas para esquistossomose e hanseníase.

O Novo Centro de Processamento Final (NCPFI) ficará em uma área total de 580 mil metroS quadrados (m²) e 334 mil m² de edificações. 

Além das vacinas, o novo complexo vai ampliar a capacidade de produção de kits diagnósticos e biofármacos, que atendem o Programa Nacional de Imunização e o Sistema Único de Saúde (SUS), chegando a 120 milhões de frascos por ano. 

Atualmente, o parque de Bio-Manguinhos, em Manguinhos, na zona norte da cidade, fabrica 35 produtos, com o excedente exportado para 74 países. A previsão para o novo complexo é de produzir vacinas para atender também demandas da América Latina e da África, bem como de órgãos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o diretor da Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, o complexo será o maior da América Latina e um dos maiores e mais modernos do mundo, dando ao país a prerrogativa de deixar de importar algumas vacinas e produzir outras que não despertam o interesse da indústria farmacêutica mundial.

“A gente vai poder não só incorporar novas vacinas, diminuir muito a importação, e fabricar vacinas para doenças negligenciadas, por exemplo. Temos projetos em desenvolvimento, mas não temos capacidade para produzir e ninguém se interessa em produzir. Lá

[em Santa Cruz]

, vamos ter capacidade de colocar para produzir vacinas que são para minorias”, ressaltou Maurício Zuma.

Entre as vacinas que poderão ser produzidas no novo complexo, Zuma cita as de meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas, e as para esquistossomose e hanseníase, que são vacinas terapêuticas para um público alvo menor.

Zuma destacou o caráter estratégico do complexo para o país. “Vai nos permitir ter um domínio tecnológico maior. A gente vai estar na fronteira do conhecimento em termos de produção, porque vamos utilizar tecnologia de ponta. Vai permitir ao Brasil ter uma sustentabilidade muito maior na produção de vacinas. O Programa Nacional de imunização vai poder atender bem melhor a nossa população”.

Projeto

O projeto do Cibs começou em 2011, com a busca do terreno e a elaboração do projeto conceitual, para depois adaptar o projeto executivo ao terreno conseguido. O diretor da Bio-Manguinhos disse que o local já se encontra pronto para receber as estruturas metálicas dos prédios.

“Fizemos duas fases da terraplanagem e adiantamos todo o estaqueamento dos prédios, as fundações e completamos com todo o coroamento dos blocos e cintas. Hoje, o terreno já está todo preparado, quando a gente começar a obra já será montando as estruturas metálicas”.

Segundo ele, a demora na construção se deve ao tamanho e complexidade do projeto. Os atrasos, segundo Zuma, também ocorreram devido à falta de continuidade nas políticas públicas. A Fiocruz é ligada ao Ministério da Saúde.

“A gente estava fazendo isso lá atrás, entrou o governo Temer, tiveram dois ministros, depois o governo Bolsonaro, já tivemos três ministros. Como é um projeto muito grande, a gente sempre tem que mostrar o projeto, passar toda a ideia, isso leva tempo. O que tem acontecido é quando o ministro está convencido da importância do projeto ele está saindo”.

O governo federal investiu até o momento R$ 700 milhões no Cibs. Zuma informou que a licitação do projeto será feita para uma construção sem recursos públicos, no modelo built to suit, ou seja, construção feita por um investidor privado sob medida para o usuário. O retorno financeiro se dará depois da conclusão da obra, com o pagamento de aluguel por um período de tempo determinado, previsto entre 15 anos e 20 anos. Depois disso, o patrimônio será incorporado à Fiocruz.

“É uma modalidade inovadora na administração pública e é conveniente porque, nessa crise de recursos, o Estado vai investir pouco no momento. Depois, a prestação do aluguel a gente vai pagar com recursos próprios, o valor vai estar embutido no custo dos nossos produtos. A gente fez um estudo de viabilidade econômica e já viu que dá para fazer isso. A própria produção do Cibs vai pagar o investimento”.

Segundo Zuma, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, que visitou Bio-Manguinhos no dia 25 de maio, demonstrou interesse pelo projeto de Santa Cruz. “Nós tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre as motivações para o projeto. Ele está bastante convencido, e eu acredito que muito em breve teremos a autorização ministerial para poder fazer a licitação”.

Na cerimônia dos 120 anos da Fiocruz , Pauello disse que o Ministério da Saúde está comprometido com o complexo de Santa Cruz. No final do ano passado, o ministério anunciou que iria investir R$ 3 bilhões na construção do complexo.

Covid-19

O diretor da Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, disse que vacina para a covid-19, assim que estiver disponível, vai ser fabricada ela Fiocruz, antes mesmo do complexo de Santa Cruz ficar pronto. Uma equipe da Fiocruz de Minas Gerais trabalha no desenvolvimento da vacina com tecnologia brasileira, mas assim que ela estiver disponível no mercado internacional, o Brasil poderá importar a técnica.

“A gente tem bastante expectativa, estamos conversando com pelo menos quatro empresas para produzir uma vacina aqui e vamos escolher uma, a que chegar primeiro e a melhor se adequar às capacitações e instalações que nós temos. A gente espera até o final do ano estar com isso definido e, se possível, já começar a produzir a vacina para covid-19 nas nossas instalações”.

Mauricio Zuma acredita que o Brasil terá importância fundamental na fabricação da vacina para o novo coronavírus (covid-19) em apoio a toda a América Latina, como já ocorre com a vacina de febre amarela, já que apenas o México e Cuba têm plantas de produção de imunobiológicos na região, “porém muito pequenas”.

“Não tem vacina no mundo. O mundo não produz vacina para todo mundo. Então, um país como o nosso, continental, com mais de 210 milhões de habitantes, se a gente não tiver a nossa produção, corre o risco de ter problemas com as epidemias no país. A gente já vem falando isso há bastante tempo”.

O governo federal anunciou nessa semana que o país vai participar do projeto Acelerador de Vacina (ACT Accelerator), iniciativa internacional que integra 44 países para a produção de vacina, medicamentos e diagnósticos contra o novo coronavírus .

Edição: Fernando Fraga

Brasil inicia neste mês testes com vacina contra covid-19

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Imunizante está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford

Publicado em 03/06/2020 – 17:57 Por Eduardo Simões – Repórter da Reuters – São Paulo

O Brasil iniciará neste mês testes com a potencial vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, informaram a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participará do estudo, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A autorização para que os testes sejam realizados no país foi publicada pela Anvisa em edição extra do Diário Oficial da União na noite de terça-feira (2). Segundo a Unifesp, duas mil pessoas participarão dos testes, que serão feitos também com apoio do Ministério da Saúde.

“O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos”, disse a coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Unifesp, Lily Yin Weckx, que é a investigadora principal do estudo, segundo comunicado da universidade.

Para a etapa dos testes em São Paulo, serão selecionados 1 mil voluntários que estejam na linha de frente do combate à covid-19, pois estão mais expostos à doença. Os voluntários não podem ter entrado em contato com a covid-19.

De acordo com a Unifesp, os testes, que serão financiados pela Fundação Lemann, contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

Segundo a Anvisa, o pedido para realização dos testes foi feito junto à agência reguladora pela empresa AstraZeneca do Brasil, controlada pelo conglomerado farmacêutico AstraZeneca, e busca “determinar a segurança, eficácia e imunogenicidade da vacina”.

“Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o perfil de segurança da vacina foi aceitável”, disse a Anvisa.

Com as epidemias de covid-19 no Reino Unido, na Europa continental e nos Estados Unidos caindo do pico e as taxas de transmissão do coronavírus em queda nesses lugares, uma importante tarefa para os cientistas tem sido buscar locais com surtos ativos da doença e buscar voluntários em países onde a doença ainda está em alta.