Dólar bate recorde e fecha em R$ 5,84 após corte de juros

© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Indicação de novas reduções na Selic pressiona cotação

Publicado em 07/05/2020 – 18:50 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O corte maior que o esperado e a indicação de novas reduções na taxa Selic (juros básicos da economia) pelo Banco Central (BC) provocaram uma fuga de recursos do país que pressionou o câmbio e fez o dólar bater mais um recorde. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (7) vendido a R$ 5,84, com alta de R$ 0,136 (+2,39%). Esse é o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde a criação do real.

O euro comercial fechou a R$ 6,336, com alta de 2,67%. A libra comercial encerrou o dia vendida a R$ 7,214, com alta de 2,22%.

O dólar operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 11h30, superou os R$ 5,87. No início da tarde, a moeda desacelerou a alta depois de o presidente Jair Bolsonaro declarar que pode vetar a retirada de algumas categorias de servidores públicos estaduais e municipais do congelamento de salários, que consta do pacote de ajuda a governos locais aprovado ontem (6) pelo Senado. A cotação, no entanto, voltou a subir com mais intensidade perto do fim das negociações.

A divisa acumula alta de 45,52% em 2020. O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária fez dois leilões de contratos novos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – e rolou (renovou) cerca de US$ 500 milhões de contratos antigos que vencerão em junho.

Os investidores repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic (taxa básica de juros) para 3% ao ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa do BC com instituições financeiras, a maioria das instituições apostava que a taxa cairia para 3,25%.

Além de reduzir a taxa além do estimado, o BC indicou que pretende promover um novo corte de até 0,75 ponto percentual em junho, o que poderia levar a Selic para 2,25% ao ano. Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais estrangeiros.

A revisão para baixo da perspectiva da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, divulgada terça-feira (5) à noite, também provocou turbulências no mercado. As tensões políticas internas também interferiram nas negociações.

Bolsa de valores

O dia foi marcado por perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta quinta-feira aos 78.119 pontos, com queda de 1,2%. O indicador chegou a operar em leve alta, por volta das 15h, mas despencou nas horas seguintes.

O Ibovespa não se beneficiou do clima mais tranquilo no mercado externo. Influenciado pela perspectiva de que diversos estados norte-americanos amenizem as medidas de distanciamento social, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganho de 0,89%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus.

As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, o relaxamento de restrições em vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos, após a superação do pico da pandemia, tem amenizado o impacto sobre os mercados globais.

Edição: Fábio Massalli

Em dia de Copom, dólar bate recorde e fecha acima de R$ 5,70

© Arquivo/Agência Brasil

Revisão de agência de risco também afetou o mercado

Publicado em 06/05/2020 – 19:41 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em mais um dia de nervosismo no mercado financeiro, o dólar comercial superou a barreira de R$ 5,70 e bateu recorde. A moeda encerrou esta quarta-feira (6) vendida a R$ 5,704, com alta de R$ 0,113 (+2,08%). Esse é o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde a criação do real.

O euro comercial fechou a R$ 6,171, com alta de 1,97%. A libra comercial voltou a ultrapassar a barreira de R$ 7, encerrando o dia vendida a R$ 7,054, com alta de 1,54%.

O dólar operou em alta durante toda a sessão até fechar próxima da máxima do dia. A divisa acumula alta de 42,14% em 2020. O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) cerca de US$ 500 milhões de contratos antigos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que vencerão em junho e comprou títulos da dívida pública externa brasileira com o compromisso de devolvê-los daqui a alguns meses.

Os investidores passaram o dia na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic (taxa básica de juros) para 3%. A decisão só saiu depois do fechamento dos negócios. Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros.

A revisão para baixo da perspectiva da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, divulgada ontem (5) à noite, também provocou turbulências no mercado. As tensões políticas internas também interferiram nas negociações.

Bolsa de valores

O dia foi marcado por perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta quarta aos 79.064 pontos, com queda de 0,51%. No início da sessão, o indicador caiu quase 1%, mas o ritmo de queda diminuiu ao longo do dia.

O Ibovespa foi afetado pelo mercado externo. Influenciado pela divulgação de que o setor privado nos Estados Unidos demitiu 20,3 milhões de trabalhadores em abril, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com perda de 0,91%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus.

As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, o relaxamento de restrições em vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos, após a superação do pico da pandemia, tem amenizado o impacto sobre os mercados.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que subiram nos últimos dias, recuaram levemente hoje. O barril do tipo Brent, que serve de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, era vendido a US$ 29,91 por volta das 19h, com queda de 3,42%.

A queda nas cotações do petróleo e as tensões econômicas refletiram-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 3,91% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram perda de 3,68%.

A guerra de preços de petróleo começou há dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Fábio Massalli

Dólar aproxima-se de R$ 5,60 e fecha no maior valor em oito dias

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Dólar aproxima-se de R$ 5,60 e fecha no maior valor em oito dias

Publicado em 05/05/2020 – 20:08 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em mais um dia de nervosismo no mercado financeiro, o dólar comercial voltou a se aproximar de R$ 5,60. A moeda encerrou esta terça-feira (5) vendida a R$ 5,59, com alta de R$ 0,068 (+1,23%). A bolsa, no entanto, recuperou-se de duas quedas seguidas, influenciada pelos mercados internacionais.

Durante a manhã, o dólar alternou momentos de alta e de baixa, mas a cotação acelerou a partir das 11h. Na máxima do dia, por volta das 16h40, atingiu R$ 5,596. A divisa acumula alta de 39,3% em 2020. O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) cerca de US$ 500 milhões de contratos antigos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que vencerão em junho.

Os investidores estão na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, amanhã (6). Há duas semanas, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Copom, indicando que a taxa atual, de 3,75% ao ano, deve ser reduzida.

Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. As tensões políticas internas e a divulgação da queda da produção industrial, que teve o pior desempenho em 18 anos para meses de março, também interferiram no mercado.

B3

Apesar das tensões, o dia foi marcado pela recuperação no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta terça aos 79.471 pontos, com alta de 0,75%. Esta foi a primeira subida depois de duas sessões seguidas de queda do indicador.

O Ibovespa foi ajudado pelo mercado externo. Influenciado pela recuperação dos preços do petróleo e pela divulgação de planos de reabertura de empresas em alguns estados americanos, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganho de 0,11%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus.

As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as restrições após a superação do pico da pandemia anima os mercados.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que despencaram nas últimas semanas, continuaram a se recuperar hoje. O barril do tipo Brent, que serve de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, era vendido a US$ 31,95 por volta das 19h, com forte alta de 17,46%.

A alta nas cotações do petróleo refletiu-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 3,43% nesta terça. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 3,22%.

A guerra de preços de petróleo começou há dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Nádia Franco

Dólar volta a ultrapassar R$ 5,50 em dia de nervosismo no mercado

© Arquivo/Agência Brasil

Bolsa caiu pela segunda sessão seguida

Publicado em 04/05/2020 – 18:50 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em um dia de nervosismo no mercado financeiro, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,50. A moeda encerrou esta segunda-feira (4) vendida a R$ 5,522, com alta de R$ 0,084 (+1,55%). A bolsa caiu pela segunda sessão seguida e voltou a fechar abaixo dos 80 mil pontos. O euro comercial fechou em R$ 6,04, voltando a romper a barreira de R$ 6.

O dólar operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 10h20, chegou a encostar em R$ 5,60. A divisa acumula alta de 37,61% em 2020. O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) cerca de US$ 500 milhões de contratos antigos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que vencerão em junho.

Os investidores estão na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na próxima quarta-feira (6). Há duas semanas, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), indicando que a taxa atual, de 3,75% ao ano, deve ser reduzida.

Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado.

Bolsa de valores

O dia foi marcado por perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta segunda aos 78.876 pontos, com baixa de 2,02%. Essa foi a segunda sessão seguida de queda do indicador, que na última quarta-feira (29) tinha chegado aos 83 mil pontos.

O Ibovespa descolou-se do mercado externo. Influenciado pela recuperação dos preços do petróleo, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganhos de 0,11%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus.

As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as restrições após a superação do pico da pandemia anima os mercados.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que despencaram nas últimas semanas, continuaram a recuperar-se hoje. O barril do tipo Brent, que serve de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, era vendido a US$ 27,98 por volta das 18h30, com alta de 5,82%.

A alta nas cotações do petróleo não se refletiram nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 3,22% nesta segunda. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram perda de 3,71%.

A guerra de preços de petróleo começou há dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Denise Griesinger

Dólar sobe 4,69% em abril, bolsa tem alta de 10,25% no mês

© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Câmbio voltou a subir depois de três dias de queda

Publicado em 30/04/2020 – 18:35 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Depois de três dias seguidos de trégua, o mercado financeiro voltou a enfrentar uma sessão de turbulências. O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,40, e a bolsa de valores teve queda expressiva.

O dólar comercial encerrou a quinta-feira (30) vendido a R$ 5,438, com alta de R$ 0,083 (+1,55%). Ontem, a moeda tinha fechado em R$ 5,355, no menor valor desde o dia 20. A divisa terminou abril com alta de 4,69% e acumula valorização de 35,51% em 2020.

A moeda norte-americana operou alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 13h50, chegou a ser vendida acima de R$ 5,45. O Banco Central (BC) voltou a atuar no mercado, mas de maneira discreta. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) contratos de swap cambial que venceriam em junho. Os swaps cambiais funcionam como venda de dólares no mercado futuro.

Bolsas

Depois de três dias de fortes altas, o índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), devolveu parte dos ganhos acumulados. O indicador fechou esta quinta aos 80.506 pontos, com recuo de 3,2%. Apesar da queda de hoje, o índice terminou abril com valorização de 10,25%. Em março, o Ibovespa tinha caído 29,91%.

O Ibovespa seguiu os mercados externos, que caíram depois de dias seguidos de alta. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com queda de 1,17%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

No Brasil, os investidores refletiram o aumento do desemprego, que terminou o primeiro trimestre em 12,2%. O último dia útil do mês também pressionou a realização de lucros, quando os aplicadores vendem parte das ações que subiram nos últimos dias para embolsarem os ganhos.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo voltaram a se recuperar hoje. Por volta das 18h, o barril do tipo Brent era vendido a US$ 25,27, com alta de 12,11%. Esse barril serve de referência para o mercado internacional de petróleo, sendo usado nas projeções da Petrobras.

O bom desempenho do mercado internacional, no entanto, não se refletiu nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 1,84% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram perda de 0,82%.

A guerra de preços de petróleo começou há quase dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Aline Leal

Dólar tem terceiro dia de queda e fecha em R$ 5,35

Dólares - Moeda estrangeira
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Publicado em 29/04/2020 – 19:52 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em um dia de melhora nos mercados externos e de alívio no mercado doméstico, o dólar caiu pelo terceiro dia seguido e fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez em nove dias. A bolsa de valores voltou a subir e atingiu o maior nível em 50 dias.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (29) vendido a R$ 5,355, com recuo de R$ 0,162 (-2,94%). Em pontos percentuais, esta foi a maior queda para um dia desde 8 de junho de 2018, quando a cotação tinha fechado em queda de 5,59%. A cotação está no menor valor desde 20 de abril, quando tinha encerrado em R$ 5,309.

A moeda norte-americana operou em baixa durante todo o dia, mas intensificou o ritmo de queda durante a tarde, até fechar na mínima do dia. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 33,45%.

O Banco Central (BC) voltou a atuar no mercado, mas de maneira discreta. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais hoje, mas fez operações compromissadas com títulos da dívida pública brasileira em dólares. Nesse tipo de operação, o BC compra títulos soberanos brasileiros com dinheiro das reservas internacionais, com a promessa de desfazer a transação daqui a uns meses.

Bolsas

O dia foi marcado pela recuperação na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), emendou o terceiro dia seguido de alta. O indicador fechou esta quarta aos 83.171 pontos, com alta de 2,29%. O índice está no maior nível desde 11 de março.

O Ibovespa seguiu os mercados externos. As principais bolsas europeias subiram nesta quarta, com o anúncio de relaxamento da quarentena na Espanha e na Itália. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 2,21%, após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos caiu 4,8% de janeiro a março em taxas anualizadas, quando o desempenho de um trimestre é projetado para os 12 meses anteriores.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

No Brasil, os investidores refletiram o anúncio, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o compromisso com o controle fiscal e com a agenda de reformas estruturais. O ministro fez as declarações em conferência com investidores hoje de manhã.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo voltaram a se recuperar hoje. Por volta das 19h, o barril do tipo Brent era vendido a US$ 22,69, com alta de 10,9%. Esse barril serve de referência para o mercado internacional de petróleo, sendo usado nas projeções da Petrobras.

O desempenho do mercado internacional refletiu-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 5,44% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 5,51%.

A guerra de preços de petróleo começou há quase dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Nádia Franco

Dólar tem maior queda diária em dois anos e fecha em R$ 5,51

Dólares-Moeda estrangeira
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Bolsa de valores sobe pelo segundo dia seguido

Publicado em 28/04/2020 – 18:59 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em uum dia de melhora em diversos mercados externos, os mercados globais refletiram o relaxamento da quarentena em diversos países da Europa. O dólar teve a maior queda diária em dois anos, e a bolsa de valores subiu pela segunda sessão seguida, voltando a ultrapassar a marca de 80 mil pontos.

O dólar comercial encerrou a terça-feira (28) vendido a R$ 5,517, com recuo de R$ 0,147 (-2,59%). Em pontos percentuais, essa foi a maior queda para um dia desde 8 de junho de 2018, quando a cotação tinha fechado em queda de 5,59%. O euro comercial caiu para abaixo de R$ 6, fechando a R$ 5,96, com recuo de 2,66%. A libra esterlina comercial recuou para menos de R$ 7, sendo vendida a R$ 6,85 (-2,62%).

A moeda norte-americana operou em baixa durante todo o dia, mas intensificou o ritmo de queda durante a tarde. Na mínima do dia, por volta das 15h, o dólar comercial chegou a ser vendido a R$ 5,48. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 37,48%.

O Banco Central (BC) voltou a atuar no mercado, mas de maneira discreta. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais hoje, mas renovou (rolou) US$ 500 milhões de contratos de swap cambial –venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em junho.

Bolsas

O dia foi marcado pela recuperação na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), que tinha despencado no fim da semana passada, com a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, voltou a superar os 80 mil pontos. O indicador fechou esta terça aos 81.312 pontos, com alta de 3,93%.

O Ibovespa seguiu diversas bolsas europeias, que subiram nesta quarta com o anúncio de relaxamento da quarentena na Espanha e na Itália. No entanto, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou o dia com queda de 0,13%, depois de quatro altas consecutivas.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que caíram ontem (27), recuperaram-se hoje. Por volta das 18h, o barril do tipo Brent era vendido a US$ 20,74, com alta de 3,75%. Esse barril serve de referência para o mercado internacional de petróleo, sendo usado nas projeções da Petrobras.

O desempenho do mercado internacional refletiu-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 7,26% nesta terça. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 4,86%.

A guerra de preços de petróleo começou há quase dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Denise Griesinger

Dólar fecha com pequena queda depois de intervenção do BC

Moeda encerrou a segunda-feira vendida a R$ 5,663

Publicado em 27/04/2020 – 19:01 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Depois de uma atuação de última hora do Banco Central (BC), o dólar comercial fechou com pequena queda em uma sessão marcada pela volatilidade. A moeda americana encerrou esta segunda-feira (27) vendida a R$ 5,663, com queda de apenas R$ 0,005 (-0,07%). Na sexta-feira (24), a cotação tinha fechado em R$ 5,668, no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real.

A queda do dólar não se refletiu em outras moedas. O euro comercial foi vendido a R$ 6,127, com alta de 1,24%. A libra esterlina comercial fechou a R$ 7,02, superando a barreira de R$ 7 pela primeira vez na história.

A divisa acumula alta de 41,14% em 2020. O dólar oscilou bastante. De manhã, operou em queda, depois que o presidente Jair Bolsonaro deu seu aval ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e assegurou a continuidade deste na pasta. A cotação, no entanto, passou a subir no início da tarde, chegando a registrar R$ 5,72 na máxima do dia, por volta das 16h.

A divisa só reverteu a tendência e passou a cair depois que o BC entrou no mercado, leiloando contratos novos de swap cambial – equivalentes à venda de dólares no mercado futuro – nos minutos finais de negociação. Hoje, a autoridade monetária vendeu US$ 600 milhões das reservas internacionais no mercado à vista e fez outro leilão de swap cambial, ainda de manhã. O BC ofereceu até US$ 1,5 bilhão em swaps durante todo o dia, mas o resultado dos dois leilões no mercado futuro não foi divulgado.

Bolsa

As tensões no mercado de câmbio não se repetiram no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou aos 78.239 pontos, com alta de 3,86%. Na sexta-feira, o indicador tinha caído 5,45% depois do anúncio da demissão do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A bolsa brasileira também seguiu o mercado externo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganhos de 1,51%.

Além da renúncia de Moro e das tensões políticas no Brasil, o mercado está sendo influenciado pela perspectiva de queda dos juros. Na última quarta-feira (22), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado.

Coronavírus

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. 

Hoje, o boletim Focus, pesquisa do BC com instituições financeiras, revelou que os analistas de mercado aumentaram para 3,34% a projeção de queda da economia brasileira para este ano.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que haviam se recuperado nos últimos dias, voltaram a cair hoje. Por volta das 18h, o barril do tipo Brent era vendido a US$ 19,91, com recuo de 7,14%. Esse barril serve de referência para o mercado internacional de petróleo, sendo usado nas projeções da Petrobras.

O desempenho do mercado internacional, no entanto, não se refletiu nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Beneficiados pela recuperação do Ibovespa, os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 4,54% nesta segunda. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 3,13%.

A guerra de preços de petróleo começou há quase dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Nádia Franco

Dólar sobe a R$ 5,668 e bate recorde em dia de demissão de ministro

Dolar-Moeda estrangeira

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Economia

Moeda atingiu maior valor nominal desde criação do real

Publicado em 24/04/2020 – 18:55 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Num dia de nervosismo no mercado brasileiro, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,60 e fechou no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real. A moeda encerrou esta sexta-feira (24) vendida a R$ 5,668, com alta de R$ 0,14 (+2,54%). O euro comercial foi vendido a R$ 6,116, fechando acima dos R$ 6 pela primeira vez na história.

A bolsa operou o dia inteiro em queda, mas despencou depois do anúncio da demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, caiu 5,45%, fechando aos 75.331 pontos, no menor nível desde 6 de abril. Por volta das 12h30, o índice chegou a cair 9,5%, ameaçando o acionamento do circuit breaker, quando as negociações são interrompidas por meia hora quando o recuo supera os 10%.

Em relação ao dólar, a cotação começou o dia em torno de R$ 5,55, mas aproximou-se de R$ 5,70 após a demissão do ministro. Na máxima do dia, por volta das 14h50, a moeda chegou a ser vendida a R$ 5,74.

A alta poderia ter sido maior caso o Banco Central (BC) não tivesse intervindo no mercado. A autoridade monetária fez quatro leilões de venda direta de US$ 2,175 bilhões das reservas internacionais e dois leilões de venda com compromisso de recompra de US$ 700 milhões. O BC fez ainda leilões de contratos novos de swap (venda de dólares no mercado futuro), mas o resultado não foi divulgado. A divisa acumula alta de 41,25% em 2020.

Além da renúncia de Moro, o mercado está sendo influenciado pela perspectiva de queda dos juros. Na última quarta-feira (22), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado.

No exterior

Em relação aos demais países emergentes, o real foi a moeda que mais se desvalorizou hoje. O Ibovespa descolou-se do mercado externo. Influenciado pela recuperação da crise de petróleo e por um pacote de ajuda a empresas norte-americanas, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganhos de 1,11%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as restrições após a superação do pico da pandemia anima os mercados.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que despencaram nos últimos dois dias, continuaram a recuperar-se hoje. Os contratos futuros dos barris do tipo WTI para junho, que servem como referencial para o mercado norte-americano, encerraram o dia em US$ 17,11, com alta de 3,7%.

Na segunda-feira (20), os contratos do WTI para maio, que não estão mais ativos, fecharam com preços negativos pela primeira vez na história, afetados pela baixa demanda e pelos altos estoques de petróleo.

As cotações do barril do tipo Brent, que servem de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, também se recuperaram. Por volta das 18h, o Brent era vendido a US$ 21,83, com alta de 2,34%.

O desempenho do mercado internacional, no entanto, não se refletiu nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Afetados pelas tensões políticas internas, os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 5,9% nesta sexta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram perda de 7,32%.

A guerra de preços de petróleo começou há um mês, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Liliane Farias

Dólar ultrapassa R$ 5,50 e bolsa cai em dia de nervosismo

dólares

© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Economia

Moeda atingiu maior valor nominal desde criação do real

Publicado em 23/04/2020 – 18:49 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Num dia de nervosismo no mercado brasileiro, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,50 e fechou no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real. A moeda encerrou esta quinta-feira (23) vendida a R$ 5,528, com alta de R$ 0,118 (+2,19%). A bolsa caiu, depois de passar boa parte do dia em alta.

A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas disparou no decorrer da tarde até fechar na máxima do dia. A divisa acumula alta de 37,75% em 2020. A alta poderia ter sido maior caso o Banco Central (BC) não tivesse intervindo no mercado. A autoridade monetária fez dois leilões de contratos novos de swap – venda de dólares no mercado futuro – e rolou (renovou) contratos de swap antigos que vencerão em junho.

Um dos fatores que impulsionou a cotação foi a declaração dada ontem (22) pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, de que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado.

Bolsa de valores

As tensões políticas interferiram na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta quinta aos 79.673 pontos, com baixa de 1,26%. O indicador operou em alta até o início da tarde, mas reverteu a tendência no fim do dia.

O Ibovespa descolou-se do mercado externo. Influenciado pela recuperação da crise de petróleo e por um pacote de ajuda a empresas norte-americanas, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganhos de 0,17%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as restrições após a superação do pico da pandemia anima os mercados.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que despencaram nos últimos dois dias, continuaram a recuperar-se hoje. Os contratos futuros dos barris do tipo WTI para junho, que servem como referencial para o mercado norte-americano, encerraram o dia em US$ 16,87, com alta de 22,42% apenas hoje.

Na segunda-feira (20), os contratos do WTI para maio, que não estão mais ativos, fecharam com preços negativos pela primeira vez na história, afetados pela baixa demanda e pelos altos estoques de petróleo.

As cotações do barril do tipo Brent, que servem de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, também se recuperaram. Por volta das 18h30, o Brent era vendido a US$ 21,71, com alta de 6,58%.

A alta refletiu-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 1,11% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 1,19%.

A guerra de preços de petróleo começou há um mês, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

Edição: Bruna Saniele