Bancos em todo o país não abrem no feriado de quinta-feira

© Reuters/PILAR OLIVARES

Informação foi divulgada pela Febraban

Publicado em 09/06/2020 – 10:35 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Os bancos não abrirão em todo o país na próxima quinta-feira (11), feriado de Corpus Christi, mesmo nos municípios que anteciparam o feriado em virtude do combate à pandemia de covid-19.

“Essa situação será observada em todos os municípios brasileiros, inclusive naqueles que eventualmente implementaram alguma forma de antecipação desse feriado em virtude do combate à pandemia”, disse a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em nota.

Desta forma, as agências permanecerão fechadas, sem atividades nos sistemas de transferência de reservas (STR), sistema especial de liquidação e de Custódia (Selic) e taxas de câmbio.

Com as agências bancárias fechadas no dia 11, estarão prorrogados para o primeiro dia útil subsequente todos vencimentos de contas, incluindo boletos e contas de concessionárias, agendamento de pagamentos e envios de transferências.

Os terminais de autoatendimento, aplicativos de celular e internet permanecerão provendo os serviços de forma usual, como já ocorre em feriados bancários.

Edição: Kleber Sampaio

Empresários poderão parcelar multas aplicadas pelo governo

© Marcello Casal Jr/EBC

Devedores podem pagar dívidas em até 12 vezes

Publicado em 09/06/2020 – 11:18 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministério da Economia estabeleceu, hoje (9), novos procedimentos para o pagamento de multas provenientes de contratos administrativos aplicadas aos fornecedores do governo federal. A Instrução Normativa nº 43, publicada no Diário Oficial da União (DOU), permitirá que o fornecedor solicite o parcelamento, compensação e adiamento da cobrança para 2021. Anualmente, a Administração Pública Federal assina contratos para aquisição de bens, serviços e obras em torno de R$ 48 bilhões.

De acordo com o ministério, a medida tem o objetivo de manter o fôlego econômico das empresas durante o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Antes da publicação desta instrução normativa, não existia a possibilidade de negociar administrativamente as condições de pagamento dessas multas”, explicou o secretário de Gestão, Cristiano Heckert, em nota.

De acordo com a instrução normativa, será possível o parcelamento total ou parcial da multa administrativa em até 12 parcelas mensais, desde que dentro da vigência do respectivo contrato. A norma estabelece, ainda, um valor mínimo para cada parcela, que não poderá ser inferior a R$ 500,00. Além disso, o valor da parcela será corrigido mensalmente pela taxa Selic.

Uma outra regra definida pela IN trata da compensação dos débitos a partir de créditos decorrentes de contratos assinados com o órgão que emitiu a multa. Para este processo, serão observados os prazos de validade de cada contrato administrativo. Esta vantagem não poderá ultrapassar o prazo de 12 meses.

Suspensão

Os fornecedores também poderão ser beneficiados com a suspensão da multa. Para isso, os interessados deverão solicitar o adiamento da cobrança para até 60 dias após o término do estado de emergência. Nesse caso, o valor também será corrigido pela Selic.

Anualmente, o governo federal realiza em torno de 103 mil processos de compras para a aquisição de bens, serviços e também de obras. Cerca de 47 mil destas aquisições são realizadas com micro e pequenas empresas (MPE). “Esta ação também é para ajudar esse grupo de empresários, que são os que mais geram empregos no país”, disse o secretário. Em 2019, as compras com esse setor movimentaram R$ 7,5 bilhões.

A medida também poderá ser aplicada por estados e municípios nas aquisições realizadas a partir de recursos decorrentes de transferências voluntárias da União. Em 2019, esses convênios ou contrato de repasse movimentaram R$ 9,8 bilhões.

Edição: Fernando Fraga

Mercado financeiro prevê queda de 6,48% da economia este ano

Estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada pelo BC

Publicado em 08/06/2020 – 09:44 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 6,48%. Essa foi a 17ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 6,25%.

A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há duas semanas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,40, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,08, a mesma expectativa da semana passada.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 13ª vez seguida, ao passar de 1,55% para 1,53%.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3,10%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – também não teve alterações: 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada. A expectativa do mercado financeiro é que a taxa caia para esse patamar (2,25% ao ano) na reunião do Copom deste mês, marcada para os dias 16 e 17 e nas reuniões seguintes ao longo deste ano seja mantida pelo comitê.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3,50% ao ano. A previsão da semana passada era 3,38%. Para o fim de 2022, a previsão passou de 5,13% para 5% ao ano. Para o final de 2023, a projeção permanece em 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Edição: Valéria Aguiar

LINHA DE CRÉDITO VOLTADA PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS CHEGA A R$ 1 BILHÃO CONTRATADO EM 40 DIAS

Mais de 12 mil microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas estão utilizando os recursos com a orientação e a parceria do Sebrae

A linha de crédito disponibilizada pela CAIXA em parceria com o Sebrae para microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas chegou a R$ 1 bilhão contratado, com mais de 12,6 mil contratos firmados desde seu lançamento em 20 de abril. Nesta modalidade, são utilizadas as linhas de crédito do banco e as garantias complementares são concedidas pelo Sebrae por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), tendo os empresários as vantagens de poderem usufruir de uma plataforma de crédito assistida e prazo de carência de 12 meses para começar a pagar.

Para o presidente da CAIXA, Pedro Guimarães, os números revelam a eficiência da atuação da CAIXA no apoio aos micro e pequenos empresários. “Os recursos estão disponíveis para contratação por clientes e não clientes, abrangendo empresas de diferentes portes. Contando todas as linhas disponíveis, a CAIXA já avaliou mais de 117 mil empresas com potencial de contratação. São números que apontam para um caminho de continuidade dos negócios dessas empresas para um período posterior à pandemia”, diz.

    Crédito Especial Empresa – Capital de Giro

Valor máximo contratado por CNPJ

Carência

Amortização após carência

   Taxas de juros

         Micro Empreendedor Individual

      Até R$ 12,5 mil

9 meses

24 meses

1,59% a.m

Micro Empresa

    Até R$ 75 mil

12 meses

30 meses

1,39% a.m

        Empresa de Pequeno Porte

      Até R$ 125 mil

12 meses

36 meses

1,19% a.m

Além de entrar com recursos para alavancar o volume de operações de crédito através do Fampe, o Sebrae oferece aos empreendedores a inovação do crédito assistido.

Como solicitar:

Para ter acesso à linha de crédito é necessário realizar o tutorial do Sebrae com orientações e informações sobre como utilizar o crédito. Após realizar o cadastro e assistir ao tutorial no site do Sebrae, a empresa deve preencher um formulário no site CAIXA Com sua Empresa (http://www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa) e solicitar interesse pelo crédito. Um gerente entra em contato com a empresa por telefone para ofertar o pacote de soluções financeiras do banco, com as taxas de juros reduzidas, gerenciador financeiro virtual e acompanhamento empresarial pelo Sebrae.

Crédito assistido:

Os donos de micro e pequenas empresas serão acompanhados ao longo de todas as fases da operação, por meio da oferta de capacitações e soluções adequadas às necessidades de cada empreendedor e ao estágio em que ele se encontra no processo do crédito, possibilitando uma melhor gestão dos recursos e um preparo mais adequado da empresa para o mercado.

Fase 1 – Pré-Empréstimo: o empresário entra na página do Sebrae e assiste ao vídeo tutorial e tem acesso a conteúdos de apoio para calcular a real necessidade de capital de giro e avaliar sua capacidade de pagamento das futuras prestações. Além disso, pode fazer cursos online específicos para aprender a organizar melhor a vida financeira da empresa. O Fale com o Sebrae está disponível para tirar dúvidas e fornecer orientação técnica online.

Fase 2 – Empresa que já conseguiu o crédito com o FAMPE: após obter o empréstimo, o empreendedor recebe um comunicado do Sebrae com informações e dicas importantes para manter a saúde da empresa. O cliente aprende a aplicar autodiagnóstico de gestão empresarial e identificar áreas da empresa que precisam de melhorias, como vendas, marketing, gestão de pessoas, entre outras. De acordo com o seu diagnóstico, o Sebrae oferece uma trilha personalizada de cursos.

Fase 3 – Sinais de inadimplência: O Sebrae também tem solução para quem começar a ter dificuldade de honrar as parcelas. Trata-se de uma consultoria online de recuperação empresarial e renegociação de dívida.

05/06/2020
Assessoria de Imprensa da CAIXA
Regional Mato Grosso do Sul

(67) 4009-9634
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Auxílio emergencial negado pode ser contestado pelo app da Caixa

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Medida foi anunciada pelo Ministério da Cidadania

Publicado em 04/06/2020 – 10:25 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Trabalhadores que tiveram o pedido de auxílio emergencial negado poderão contestar a decisão e realizar uma nova solicitação. É o que determina um acordo judicial firmado pela Advocacia-Geral da União (AGU) com o Ministério Público Federal (MPF). O acordo, firmado o âmbito de uma ação civil pública movida pelo MPF para questionar supostas falhas na utilização do aplicativo do programa, visa aperfeiçoar a análise de pedidos de pagamento do auxílio.

A medida foi anunciada ontem (3) pelo Ministério da Cidadania, que também faz parte do acordo, juntamente com a Caixa Econômica Federal e a Dataprev (empresa pública responsável pelo sistema de cadastro dos usuários).

Agora, além da possibilidade de formulação de um novo pedido, em caso de rejeição, o governo também se comprometeu a substituir a expressão “Dados Inconclusivos” pela opção “Realize Nova Solicitação” nos casos em que o benefício não for efetivamente indeferido; tornar mais claro e apresentar motivação adequada para os atos de indeferimento e atualizar de forma permanente os bancos de dados oficiais, evitando defasagem de informações sobre situação de desemprego.

Pelo acordo, o governo também se comprometeu realizar esforços para divulgar os motivos de negativa das solicitações e a prestar informações complementares sobre o objeto da ação ao MPF e à Defensoria Pública da União em até 72 horas, caso provocados em juízo ou na esfera administrativa.

“O novo acordo também contém uma série de esclarecimentos sobre as medidas já adotadas pelo Governo Federal para solucionar os problemas relatados pelos usuários, como a possibilidade de o cidadão alterar os dados cadastrais, na hipótese de o programa identificar que os dados fornecidos são inconclusivos, e uma maior clareza sobre o fluxo do repasse dos benefícios processados por outros bancos”, informou o ministério.

Edição: Valéria Aguiar

Minimizar os efeitos da inadimplência é possível, porém é preciso ter flexibilidade

Enxergar as oportunidades do momento é uma maneira de não sofrer tanto com a inadimplência, mas fugir dela não é uma opção, visto que a estimativa do BC é de que ela irá aumentar nos próximos meses

CURITIBA, 06/06/2020 – Com a crise financeira causada pela pandemia da Covid-19 em todo o mundo, a renda das pessoas fica em xeque com negócios que fecham as portas e consequentemente aumentam o índice de desemprego. Como efeito destes desafios, um dos grandes fantasmas que assombram as empresas em tempos como os atuais é a inadimplência por parte de seus clientes com o orçamento fragilizado. Qual a melhor maneira de gerir essa situação delicada?

Segundo dados do Banco Central (BC), a taxa de inadimplência este ano vem subindo desde fevereiro, quando estava em 3,6%, pulando para 3,9% em março e 4% em abril. Para o Product Owner da Juno, Gabriel Falk, esta inadimplência é consequência do período em que o mercado está inserido nesse momento. “Com o aumento de desemprego, poucas vagas de trabalho, auxílio emergencial, temos que entender que o importante acaba sendo o essencial”, afirma o especialista.

Muitas empresas tiveram grandes reduções em suas margens de lucro para manter a rotatividade e os seus empregados, especialmente aquelas cujas receitas vêm exclusivamente de seus clientes. Isso se torna ainda mais sensível quando há inadimplência. “Em termos de problema, a inadimplência gera um efeito cascata muito severo em quem empreende, pois você depende de receita para tudo na sua empresa, se um cliente deixa de lucrar, você deixa de lucrar”, explica Falk.

Esse novo cenário de inadimplência em meio a pandemia, traz em pauta a flexibilização de renegociação em termos de prestação de serviços, que precisou passar por uma nova cultura de renegociação de projetos, para que os efeitos da crise não afetem as empresas e a sociedade de uma maneira muito severa a longo prazo. “A Juno conseguiu prestar uma assessoria positiva para seus clientes, indicando como fazer cobranças online e como transformar negócios para o cenário digital, que é a grande tendência atual. Ofereceu uma saída prática para facilitar a readequação dos pequenos empreendedores para que continuem funcionando e consequentemente protegendo o seu negócio”, ressalta o Product Owner da fintech.

Não existem maneiras de evitar a inadimplência, a questão é como minimizar os impactos dela, mesmo sem saber como isso vai acontecer. Revisar o modelo de negócios é uma constante nesse momento. Por exemplo, se o empreendimento não estava presente no mundo online, nesse momento, ele é a única forma dessa empresa se relacionar com os seus clientes, é necessário reavaliar essa forma de comercializar seus produtos. Além disso, será preciso revisar custos, talvez seja necessário parcelar pagamentos, adiar parcelas. Flexibilização é a palavra de ordem, o importante nesse momento, é fechar a receita da empresa.

Gabriel explica que a mudança pode ser simples, como uma simples troca da maquininha que você cobrava o seu cliente, que agora pode ser um link de pagamento, um boleto online, Pic Pay, QR Code. “A empresa precisa vender, e existem várias maneiras de fazer a cobrança do cliente. A Juno tem integração com todos estes serviços, então cabe aos empreendedores aproveitarem os recursos tecnológicos disponíveis e inovar os modelos dos negócios nesse momento. Não é reinventar a roda, é só criar um pouco mais de acesso e manter uma comunicação mais transparente. Enxergar ao máximo essas oportunidades que hoje não parecem ser tão claras para o público”, finaliza Falk.

Sobre a Juno

Depois de deixar o nome BoletoBancário.com e apostar em diversas outras soluções para facilitar pagamentos, reduzir a burocracia e democratizar serviços financeiros, a fintech curitibana Juno acaba de se tornar uma instituição de pagamentos autorizada pelo Banco Central (BC), entrando no seleto grupo de 20 companhias do país que contam com essa chancela. A empresa é uma solução completa para a emissão de cobranças e recebimento de pagamentos para MEIs, e-commerces, marketplaces, empresas de qualquer tamanho e, também, para pessoas físicas. A Juno surgiu para desmistificar os serviços financeiros e não deixar que boas ideias sejam travadas pela papelada. Ou seja, tem por objetivo fazer com que todo empreendedor possa crescer e transformar o mundo da sua maneira, dando para cada negócio as ferramentas necessárias para que eles elevem o seu potencial ao máximo. Mais informações no site www.juno.com.br.

Economia circular: soluções possíveis para cidades inteligentes

Por Cris Baluta*

Mais de 75% da população estarão vivendo em cidades a partir de 2050, segundo projeções. Além disso, há perspectivas de progresso contínuo do envelhecimento populacional, o que deve gerar um aumento de 70% na geração de resíduos até 2025. Mas, não distante, agora em 2020, devido ao isolamento social decorrente da COVID-19, já estamos vivendo essa realidade – o aumento da geração de lixo.

Pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) estima que, por conta das medidas de quarentena e distanciamento social, poderá haver um crescimento relevante na quantidade gerada de resíduos sólidos domiciliares, entre 15 e 25%. No caso dos resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde, o número aumentou consideravelmente, de 10 a 20 vezes.

Diante desses dados, as boas práticas de gestão se tornam ainda mais importantes. Devemos, de forma imediata, nos atentar para a economia circular. Assim, conseguiremos amenizar impactos ambientais e tornar as nossas cidades mais inteligentes.

Dentro dessa visão de EC nota-se que novas tecnologias, compartilhamento, geração de valor, entre outros, vão muito além da restauração do capital natural e social, a economia circular trará novas facilidades e conveniências às nossas vidas, nos deixando mais próximos de um equilíbrio ambiental.

Esse conceito deve fazer parte do repensar em relação às nossas cidades. É preciso fazer com que cidadão e as empresas tenham a mesma prioridade. Por meio da economia circular, há grandes possibilidades de inovação e crescimento. Precisamos urgentemente otimizar a utilização de recursos, isso pode ser feito pelo compartilhamento das mais diversas situações e materiais.

O fato é que tanto a economia circular quanto as cidades inteligentes devem passar pelo tema ambiente construído, mobilidade e produtos. Não se deve ter dúvidas de que o momento é agora, ou seja, essa é a hora de formar uma economia compartilhada e que funcione para todos. Temos que compartilhar responsabilidades, uma vez que acabamos de entrar na última década da Agenda 2030. Isso fará uma grande diferença a todos nós.

Seria, então, a economia circular uma das soluções possíveis para as cidades inteligentes? Provavelmente sim, pois a colocação em prática do conceito de EC trará grandes fatores de mudanças e novos modelos econômicos, sairemos de um modelo linear de produção e consumo para grandes avanços, no que se refere ao aumento da eficiência do uso de recursos.

Uma das projeções é de que o tamanho da classe média global dobre até 2030, isso representa aproximadamente 5 bilhões de pessoas. Com isso, pode haver uma consequente aceleração das economias de consumo, porém com a aplicação da EC, é possível ter a redução das externalidades negativas.

Hoje, estamos vivendo em um modelo de geração de valor, em que, infelizmente, o desperdício é uma constante. Então, a partir do momento que a população colocar em prática a economia circular poderemos trabalhar em prol da valorização da reciclagem de materiais, da recuperação energética e da introdução de matérias-primas provenientes do processo de EC em nossas cadeias de valores.

O caminho para uma nova economia está sendo construído e de forma mais acelerada do que imaginamos. Dessa forma, temos que tratar os nossos negócios de modo racional, gerindo nossos riscos, porém com o objetivo de acelerar essa transição.

Podemos reafirmar que a EC é uma das soluções para as cidades inteligentes, assim  como a tecnologia da informação. Ambas devem ser implantadas a fim de possibilitar novos negócios e serviços e, com isso, avanços mais eficientes em relação ao compartilhamento de conhecimento. Esse compromisso gera resultados positivos, tanto para as nossas cidades quanto aos seres humanos, trazendo mais conforto e sustentabilidade para o futuro que projetamos.

*Cris Baluta é conselheira e coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), CEO da Roadimex Ambiental Ltda e Fundadora do Instituto Ser (Sustentabilidade, Engajamento e Realização).

Sobre a AHK Paraná Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração certificado pelo IBGC e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba Andreas F. H. Hoffrichter.

Fundada em 1972, a AHK Paraná integra uma rede composta por mais de 130 Câmaras binacionais alemãs em 90 países ao redor do mundo que trabalham em prol do fomento profissional de seus associados e no estímulo ao networking entre diferentes organizações. Com foco no desenvolvimento do Paraná, a AHK Paraná está entre as cinco melhores e mais completas câmaras bilaterais do Brasil e agrupa empresas de capital ou know how alemão e companhias brasileiras instaladas no estado com interesses na Alemanha.

Oi investiu R$ 86,3 milhões no Mato Grosso do Sul em 2019 e passa oferecer fibra de 400 mega em Campo Grande e Dourados

A Oi investiu R$ 86,3 milhões no Mato Grosso do Sul de janeiro a dezembro de 2019, um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todo o Centro-Oeste, região estratégica para a companhia, a Oi investiu em 2019 mais de R$ 513 milhões, aumento de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior.  Em recuperação judicial, a Oi vem implementando com êxito seu plano estratégico e o seu foco principal de negócios é seguir com a expansão de sua rede de fibra ótica pelo país.  A operadora implantou fibra ótica de alta velocidade em Campo Grande e Dourados, que  já possuem mais de 17 mil fibras instaladas e capacidade atual para a instalação de mais 89 mil. Desde ontem (02/06), Campo Grande e Dourados contam com um novo serviço de internet por fibra ótica com 400 Mega de velocidade de download e 200 Mega de velocidade de upload. Esse novo produto do portfólio de fibra foi desenvolvido para um público que utiliza aplicações que demandam um serviço de internet de altíssima velocidade, como streaming de vídeo com definição 4K ou serviços que necessitam de alta performance de upload como games e tem necessidade de conectar os diversos dispositivos de toda a família simultaneamente. Em toda a região Centro-Oeste, são mais de 127 mil clientes e 715 mil casas aptas a receberem o serviço.

“A Oi Fibra é conectada até dentro da casa do cliente, o que garante estabilidade, alta velocidade e baixa latência do serviço. Com 400 mega de download e 200 mega de upload, se torna ainda mais adequada para fazer lives, assistir filmes e séries, jogar online sem lag, baixar arquivos pesados com mais rapidez e conectar múltiplos devices. Com o novo produto, a Oi Fibra pode transmitir ainda mais dados em muito menos tempo”, afirma Bernardo Winik, vice-presidente de Clientes da Oi.

Atualmente, são quase 400 mil quilômetros de rede de transporte de dados instalada, que passam por cerca de 400 mil casas e conectam mais de 100 mil usuários por mês com fibra ótica residencial. Conforme a empresa, “o projeto de fibra ótica é um dos maiores do mundo e tem como foco transformar a Oi na maior provedora de infraestrutura em fibra do país”.

Lançada em 2018, a Oi Fibra atende mais de 1 milhão de clientes e agora está disponível para contratação em 112 cidades. “Ampliar o nosso portfólio de ofertas com mais opção de velocidade é mais uma aposta para atrair novos perfis de consumidores, acelerar o crescimento e conquistar receita para a companhia”, completa Winik.

Oi.NET

Para reabrir, pequenos negócios contam com consultorias gratuitas em biossegurança

Soluções são resultado de parceria entre Sebrae, Sesi e Senac para auxiliar empresários sul-mato-grossenses com protocolos para reabertura

Com a pandemia do novo coronavírus, as empresas que retornam às atividades precisam garantir a segurança dos clientes e colaboradores, além de atender a normas municipais. Pensando nisso, o Sebrae/MS, o Sistema Fiems, por meio do Sesi/MS e o Senac/MS ofertam um combo de consultorias gratuitas para auxiliar empresários de diversos segmentos a adotarem os protocolos necessários para a reabertura das atividades.

Ao todo, as instituições disponibilizam dois produtos para atender os negócios nos temas Saúde e Segurança no Trabalho: uma consultoria voltada às empresas que já estão funcionando, e outra para os negócios interessados em reabrir. O primeiro pacote inclui quatro horas de consultoria em Biossegurança, com foco na elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para qualquer segmento.  No caso de negócios da Gastronomia ou Beleza e Estética, a oportunidade salta para seis horas.

Já a segunda consultoria tem seis horas de duração, com foco na reabertura física da empresa, abordando o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), finalizando com a elaboração do protocolo de reabertura para ser entregue à prefeitura de cada município.

“Reunimos todas as orientações para que o empresário possa operacionalizar o seu negócio dentro de uma biossegurança, para que não tenha risco de contaminar seus funcionários e clientes. A empresa estará preparada para voltar a atuar no mercado, e se for fiscalizada, estará de acordo com as regulamentações técnicas e legislação vigente para funcionamento”, explica a analista do Sebrae/MS, Luciene Mattos.

Apesar da consultoria, a decisão de liberar a atividade comercial é estritamente do poder público. “Iremos revisar todo o PPRA e o PCMSO do estabelecimento e entregar o protocolo de reabertura, para que a empresa fique correta. Se precisar entregar um plano individual de biossegurança nas prefeituras, como em alguns casos, o empresário pode entregar esse protocolo também”, complementa a analista.

As consultorias são subsidiadas para as micro e pequenas empresas pelo programa Sebraetec, que garante a gratuidade para os pequenos negócios. Além disso, todo o trabalho conta com a expertise técnica do Sesi/MS e Senac/MS.

Como se inscrever
As consultorias são ofertadas na plataforma online do programa Sebrae Orienta – criado pela instituição para levar soluções aos empresários neste momento de crise. Os interessados devem se cadastrar na página orienta.ms.sebrae.com.br.

Além das soluções em biossegurança, os inscritos no Sebrae Orienta têm acesso a consultorias gratuitas em Gestão Financeira, Marketing Digital e Mercado e Vendas, e também ganham uma peça para divulgação online (post para redes sociais, banner, etiqueta para embalagem, entre outros). Mais informações pelo telefone 0800 570 0800.

Sebrae-MS

Bolsa sobe 1,39% e fecha no maior nível em quase três meses

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Dólar fecha em alta e aproxima-se de R$ 5,40 depois de queda

Publicado em 01/06/2020 – 19:41 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em um dia de movimentos contraditórios no mercado financeiro, a bolsa de valores fechou no maior valor em três meses, mas o dólar enfrentou volatilidade. A moeda norte-americana aproximou-se de R$ 5,40, o que fez o Banco Central (BC) intervir no câmbio.

O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 88.620 pontos, com alta de 1,39%. O índice começou em baixa, mas subiu ao longo do dia até fechar no nível mais alto desde 10 de março, quando estava em 92.214 pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (1º) vendido a R$ 5,381, com alta de R$ 0,044 (0,82%). A moeda chegou a operar em baixa durante a manhã, mas subiu à tarde. Na máxima do dia, por volta das 15h, chegou a R$ 5,41, antes de o BC vender US$ 120 milhões das reservas internacionais no mercado à vista.

Além de vender dólares das reservas, o BC ofertou até US$ 620 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em julho. A autoridade monetária também comprou títulos da dívida pública externa brasileira em poder de bancos que operam no país com o compromisso de devolver os papéis daqui a um mês.

O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 5,994, com alta de 1,21%. A libra comercial subiu 1,77% e terminou a sessão vendida a R$ 6,705.

Mercado de ações

Diferentemente do dólar, o mercado de ações teve um dia de ganhos. A alta do Ibovespa decorreu principalmente de ações de bancos, que subiram fortemente hoje. O cenário externo também influenciou. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou a segunda-feira com alta de 0,36%.

Assim como a brasileira, a bolsa norte-americana começou o dia em queda, em meio às tensões provocadas pela onda de protestos antirraciais nos Estados Unidos. O Dow Jones, no entanto, reverteu o movimento ao longo do dia até encerrar em alta.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença. As tensões diplomáticas entre Estados Unidos e China também interferem nas negociações.

No Brasil, o mercado refletiu as tensões políticas internas e a divulgação de indicadores econômicos que mostram o impacto da crise. As instituições financeiras pesquisadas pelo boletim Focus, do Banco Central, preveem queda de 6,25% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

Em audiência na comissão conjunta do Congresso, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o Brasil não deverá voltar a ter financiamento externo tão cedo.

Edição: Nádia Franco