Ligas nacionais de vôlei podem retornar a partir de 1º de junho

© Amanda Demétrio/Sesi-SP/Direitos Reservados

Decisão foi tomada por Federação Internacional de Vôlei

Publicado em 14/05/2020 – 15:52 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

O conselho de administração da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) realizou uma reunião na última quarta (13) na qual aprovou atualizações no calendário 2020-2021 em razão do início da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Entre as mudanças está a permissão para que todas as ligas nacionais recomecem no dia 1º de junho de 2020 para o encerramento da temporada 2019/2020.

No entanto, a permissão será confirmada desde que seja seguro e esteja sujeita “às diretrizes de saúde e segurança emitidas pelas autoridades nacionais e locais”. A FIVB também afirma que “será necessário que as ligas nacionais implementem medidas abrangentes de segurança e proteção para garantir a saúde e o bem-estar de atletas, torcedores, funcionários e todas as partes interessadas envolvidas na organização de eventos. Esta decisão permite que o voleibol seja retomado em escala nacional se for seguro fazê-lo”.

Segundo o presidente da FIVB, o brasileiro Ary Graça: “As decisões aprovadas pelo Conselho de Administração da FIVB e pelo Comitê Executivo da FIVB são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar de toda a família de voleibol durante esses tempos sem precedentes (…). Não há dúvida de que agora é o tempo necessário para que todos os membros da nossa família do voleibol trabalhem juntos e ajam como um na tomada de fortes medidas coletivas em benefício do voleibol”.

Edição: Fábio Lisboa

Treinos em casa, lives e projeto antigo: a quarentena do carateca Douglas Brose

Há um mês em quarentena e resguardado em casa por conta da pandemia do novo coronavírus, o carateca bicampeão mundial Douglas Brose tem aproveitado a tecnologia a seu favor nesse período.

Acostumado com ginásios, viagens e competições pelo mundo afora, o brasileiro usa a Internet, e a rede social, para compartilhar sua experiência no esporte e incentivar a prática do karate. A rotina inclui treinos, bate-papo e entrevistas, tudo através do seu Instagram, o @douglasbrose. “Está sendo bem legal esse contato mais intenso com os meus seguidores. A interação está sendo ótima, quase todos os dias procuro gerar um conteúdo diferente na minha rede social. O pessoal me pede bastante para fazer treinos ao vivo e agora o momento é propício para isso. Não posso ficar parado todo esse tempo, por isso tenho treinado diariamente, em casa mesmo. A ideia é compartilhar tudo com o público”, contou o atleta, que é capitão da Seleção Brasileira e terceiro-sargento do Exército Brasileiro.

Além do maior contato virtual com o público, o período de quarentena também já serviu para o carateca resgatar um de seus antigos projetos. “Eu sempre tive esse projeto de criar um sistema de treinamento online com o meu nome, mas por conta da rotina intensa, não tinha tempo para me dedicar nisso. Agora, aproveitei para resgatar essa ideia. O foco será em treinamentos voltados para competições, trazer para o público o que eu costumo fazer. A ideia é que muitas dessas propostas de treinos em casa, com menos espaço, sejam adaptadas para os ambientes maiores que costumamos treinar, como academias e ginásios. É um projeto que deve ficar pronto muito em breve”, finalizou.


Foto: Renato Aoki

Foto: Divulgação/AV Assessoria de Imprensa

Foto: Divulgação/AV Assessoria de Imprensa

Apoio ao Douglas Brose

Alexandre Rosa,
Assessor de Imprensa
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+55 (48) 99947-3245

Osasco Audax/São Cristóvão Saúde promove mais um treino online neste sábado (11)

A jogadoras Mara e Kika acompanharão a aula do preparador físico Marcelo Vitorino a partir das 10h, com transmissão pela Osasco Vôlei TV

Osasco (SP) – Em tempos de quarentena em função do novo coronavírus, sábado é dia de treino online com o time Osasco Audax/São Cristóvão Saúde. Na terceira edição do quadro “Treine com o Osasco”, exibido no canal oficial do clube, a Osasco Vôlei TV, as jogadoras Mara e Kika acompanharão a aula do preparador físico Marcelo Vitorino. E todos podem participar. Basta acessar https://osascovoleitv.tvnsports.com.br/ a partir às 10h, deste sábado (11).

“A ideia é que as pessoas sintam o que as atletas vivem dentro de quadra. Vou ensinar variações dos exercícios para que qualquer pessoa com um mínimo de preparo e esteja em boas condições de saúde possa participar. Nossa preocupação é proporcionar uma atividade segura. Por isso teremos as variações de intensidade dos movimentos e é importante cada um respeitar seus limites. Convido as famílias a assistir e treinar”, explica Vitorino.

O “Treine com o Osasco” é uma ação conjunta entre o departamento de marketing e a área técnica do Osasco Audax/São Cristóvão Saúde. Na estreia do quadro, a levantadora Roberta e a líbero Camila Brait fizeram um treino preparado por Marcelo Vitorino. Sábado passado (4), os fãs do clube mais tradicional da modalidade do Brasil tiveram a oportunidade de acompanhar Jaque e Ellen em uma divertida aula de zumba.

Lives – Durante a semana, o Osasco Audax/São Cristóvão Saúde promove lives no Instagram com as atletas Bia, Camila Brait, Casanova, Mara, Roberta, Kika entre outras. Nesta quinta-feira (9), o clube inovou ao promover um bate papo dedicado aos torcedores, que contaram histórias e declararam seu amor pelo time diretamente de suas casas. Na próxima semana estão programadas entradas ao vivo da bicampeã olímpica Jaque e da oposta sérvia Bjelica, entre outras novidades.

O Osasco Voleibol Clube também aderiu a campanha e convocações para que todos ligados ao universo da modalidade se unam na batalha contra a COVID-19. “Manter essa interação com os nossos torcedores é fundamental. Estamos todos com saudades da quadra, mas nesse momento é importante é ficar em casa e cuidar da saúde”, conta o técnico Luizomar. “Quero agradecer o apoio dos nossos patrocinadores: São Cristóvão Saúde, Audax, Bradesco, EcoOsasco, Hummel, iFood, Reserva Raposo e Prefeitura de Osasco”, completa. 

O Vôlei Osasco não tem somente a camisa mais pesada do vôlei feminino brasileiro. Tem também redes sociais líderes de audiência e engajamento na modalidade. Juntas, as páginas do clube no Facebook, Twitter e Instagram reúnem perto de meio milhão de pessoas. Esse número fica ainda maior se levado em conta os inscritos na Osasco Vôlei TV, o canal de streaming (https://osascovoleitv.tvnsports.com.br/).

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Casal de judocas passa a quarentena treinando junto para as Olimpíadas

Brasileiro Eric Takabatake ocupa o 11º lugar no ranking mundial e tem ótimas chances de se classificar para os Jogos de Tóquio (Japão).

© Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

Esportes

Aléxia Castilhos e Eric Takabatake estão confinados em Porto Alegre

Publicado em 07/04/2020 – 18:52 Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil – São Paulo

Além de redobrar a atenção com a saúde em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19), muitos casais ao redor do mundo estão tendo que lidar com um outro problema nesse período de isolamento social: a distância do parceiro. Mas nem todos. Os judocas Aléxia Castilhos e Eric Takabatake estão enfrentando esses tempos difíceis mais próximos do que nunca. A gaúcha e o paulista estão vivendo juntos no apartamento da família de Aléxia, na capital gaúcha.  

“Quando a quarentena estourou, eu estava em São Paulo. Era a reta final para uma importante etapa de treinos da seleção brasileira em Pindamonhangaba (SP). A pandemia acabou cancelando tudo. E eu fiquei com medo de deixar a minha mãe, que é do grupo de risco, sozinha em Porto Alegre (RS). Tive que voltar para ficar com ela e, graças a Deus, o Eric topou vir comigo”, conta a atleta da Sogipa.

O casal,  que defende o Brasil nos tatames, namora há quase três anos. “A gente já se conhecia de treinamentos e competições. A primeira vez que a gente se viu foi em 2013. Mas nunca tínhamos conversado muito”, lembra Takabatake. O ‘empurrãozinho’ para o relacionamento decolar veio dos sogros. “Os nossos pais se encontraram em uma arquibancada durante um torneio e começaram a conversar sobre nós”, relata a gaúcha. 

Alexia Castilhos (Brasil), medalha de bronze na categoria -63kg do jud

Judoca Aléxia Castilhos, da seleção brasileira, ainda briga para assegurar presença nos Jogos de Tóquio (Japão) – Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

Sem as regras rígidas dos períodos de treinamentos com a seleção e com as competições oficiais suspensas, o casal está com tempo até para aproveitar junto o programa favorito dos dois. “Maratonar as nossas séries no Netflix. É algo muito raro a gente ter essa chance. Está sendo bem bom” admite a judoca. “E algumas vezes acabamos até mesmo fugindo um pouco da dieta. Mas não é sempre. Só de vez em quando”, garante Eric. 

Mas é claro que, quando o objetivo é bem maior, o período de isolamento não pode ser só de descanso.  Aos 25 anos, Aléxia Castilhos, da categoria até 63 kg, e Eric Takabatake, de 29 anos, da categoria até 60Kg, trabalham bastante para tornar realidade o grande sonho do casal. Garantir presença em Tóquio e estrear na competição ano que vem. “Olimpíada é o sonho de qualquer atleta. Seria ainda mais gratificante se nós dois conseguíssemos estar juntos lá”, sonha o atleta paulista. 

Mesmo sem as condições ideais de treinos, os dois fazem o possível para manter a forma. “Estamos tentando manter uma rotina, fazendo dois treinos por dia. É mais a parte física, já que não temos a estrutura completa para a prática do judô. Mas compramos quatro peças de tatame e instalamos no quarto do meu irmão, que não mora mais aqui. E vamos adaptando o trabalho por aqui mesmo. O trabalho é principalmente luta de chão”, descreve Alexia. 

Classificação para os Jogos

O ranking mundial vai ser usado para definir as 352 vagas na ordem hierárquica de classificação dos 15 eventos que vão compor as disputas do Judô em Tóquio. No masculino, as categoria são: -60kg, -66kg, -73 kg, -81kg, -90kg, -100kg e +100kg. Já no feminino são: -48kg, -52kg, -57kg, -63kg, -70kg, -78kg e +78kg. 

Além deles, Tóquio também sediará o novo torneio de equipes mistas, com atletas mulheres das categorias -57kg, -70kg e +70kg; e homens das categorias -73kg, -90kg e +90kg. 

A data do fechamento do ranking para a definição dos participantes dos Jogos de Tóquio será 29 de junho de 2021.

Em cada uma das sete categorias de peso nas disputas individuais, os 18 primeiros mais bem ranqueados estarão garantidos, respeitando o limite de um atleta por Comitê Olímpico Nacional. Um total de 100 outros atletas será diretamente classificado com base no ranking mundial, de acordo com um ranking continental. Nas Américas, 11 vagas serão destinadas para as mulheres; e dez  para os homens. 

Atualmente, o paulista  Eric Takabatake ocupa a 11ª posição do ranking e está em boas condições para se classificar. Já a gaúcha Aléxia Castilhos está atualmente em 18º lugar no ranking da sua categoria. Na briga pela vaga olímpica, Aléxia concorre com a experiente Ketleyn Quadros que em 2008, conquistou o bronze nos Jogos de Pequim (China), tornando-se a primeira mulher da história do Brasil a obter uma medalha em esportes individuais.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Fundesporte diz que etapa estadual dos Jogos Escolares da Juventude está mantida para este ano

Campo Grande (MS) – A etapa estadual dos Jogos Escolares da Juventude 2020 (os tradicionais Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul), realizada pela Fundesporte, e a nacional (fase final), organizada também pelo COB, em princípio estão mantidas para este ano. O esclarecimento foi feito pela Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), após o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciar na noite desta quarta-feira (25) o cancelamento da etapa regional dos Jogos Escolares da Juventude deste ano. A suspensão alinha-se às medidas de prevenção do contágio do novo coronavírus (Covid-19). 

As etapas regionais, voltadas à classificação das modalidades coletivas (futsal, handebol, voleibol e basquetebol), são divididas em três grupos/conferências:

Regional Verde (9 unidades federativas – Norte + MT e DF): Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Regional Azul (9 unidades federativas – Nordeste): Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Regional Amarela (9 unidades federativas – Sul, Sudeste + GO e MS): Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Ou seja, as equipes das quatro modalidades coletivas, após passarem pela classificatória estadual (no nosso Estado, os Jogos Escolares da Juventude de MS), prosseguem à regional. Nesta, se terminarem em primeiro ou segundo lugar, garantem vaga à nacional, normalmente realizada no mês de novembro. 

Nos 12 esportes individuais (atletismo, badminton, ciclismo, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia, luta olímpica/wrestling e xadrez), a fase estadual já assegura classificação direta à nacional/final.

Até o momento, a Gerência-Geral de Desenvolvimento de Atividades Desportivas e Lazer (Gedel) da Fundesporte, mantém a edição 2020 dos Jogos Escolares da Juventude de MS. As datas ainda serão definidas, levando em consideração as medidas de proteção contra a epidemia viral. 

De acordo com o COB, a confirmação da fase nacional acontecerá até o final de junho, bem como a definição da cidade-sede. Campo Grande, por meio de carta de intenção do Governo do Estado, via Fundesporte, candidatou-se para sediar a etapa final, considerado o maior evento esportivo-estudantil do mundo e que reúne, durante 15 dias, alunos-atletas de todos os Estados do país, nas faixas etárias de 12 a 14 e 15 a 17 anos. A edição do ano passado foi realizada em Blumenau-SC. 

Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte

Foto de destaque: Divulgação/COB

MS jogará a elite do Campeonato Brasileiro de Seleções de Voleibol sub-18 feminino em 2021

Campo Grande (MS) – Mato Grosso do Sul fechou a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS) de Voleibol 2020, na categoria sub-18 feminino, com o terceiro lugar e jogará a divisão especial no ano que vem, a elite da competição nacional. Na disputa pelo bronze, no final da manhã deste sábado (14.03), a seleção sul-mato-grossense venceu, por 3 sets a 0 (25×21, 25×17 e 27×25), o Rio Grande do Norte. 

O torneio, organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), teve início no dia 10 de março, com partidas no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV), em Saquarema-RJ. Ao todo, participaram 10 equipes, divididas em dois grupos de cinco na fase classificatória. 

O time do Estado estreou com vitória diante do Amazonas, por 2 sets a 1 (26×24, 24×26 e 20×25), na terça-feira (10.03). O dia seguinte foi de reveses: 3 sets a 0 para o Rio Grande do Norte (25×22, 25×16 e 25×12) e 2 sets a 1 para Roraima (23×25, 25×21 e 23×25). 

Na quinta (12.03), o triunfo sobre a seleção alagoana, na última partida classificatória, foi suficiente para Mato Grosso do Sul terminar em segundo lugar no Grupo A, avançar à próxima fase e assegurar a permanência na divisão. Na semifinal, contra o Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (13.03), vitória para as gaúchas, por 3 sets a 0 (25×10, 25×12 e 25×13). 

De acordo com a Federação de Voleibol de Mato Grosso do Sul (FVMS), o objetivo principal era manter-se na primeira divisão. Todavia, a conquista do bronze, frente ao selecionado potiguar, ultrapassou a meta. Conforme regulamento da CBV, as três seleções estaduais no pódio garantem acesso à divisão especial. Além de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Mato Grosso (campeão e vice, respectivamente) estarão na elite em 2021. 

“No jogo de hoje (14.03), que valia o terceiro lugar e a vaga à divisão especial, o grupo entrou muito determinado e focado a alcançar o objetivo, só a vitória nos interessava. Conseguimos e agora temos de trabalhar muito para disputar a elite no ano que vem”, avalia o técnico Samir Ismail Dalleh. Segundo ele, o saque foi o ponto forte do grupo no duelo decisivo. “Acredito que fez a diferença contra o Rio Grande do Norte. As meninas sacaram com força e inteligência”. 

A classificação final da primeira divisão ficou assim: 1º – Rio Grande do Sul; 2º – Mato Grosso; 3º – Mato Grosso do Sul; 4º – Rio Grande do Norte; 5º – Espírito Santo; 6º – Tocantins; 7º – Amazonas; 8º – Alagoas; 9º – Pará; 10º – Roraima. As três últimas jogarão a segunda divisão no ano seguinte.

A delegação de Mato Grosso do Sul foi composta por:

Levantadoras: Naiadny Torres (Associação Atlética Banco do Brasil – AABB/Jardim) e Evelyn Lima (Associação Calvoso de Voleibol – ACV/Ponta Porã)

Centrais: Luiza Medeiros (Vôlei Balneário Camboriú/Santa Catarina), Leticia Corvalan (Círculo Militar/Campo Grande) e Laysa Menezes (ACV/Ponta Porã)

Opostas: Luiza Procópio (Mackenzie/MG) e Natacha Rosa (AABB/Bonito)

Líbero: Maria Eduarda Lopes (Círculo Militar/Campo Grande)

Ponteiras: Renata Conceição (Círculo Militar/Campo Grande), Kamily Cabral (AABB/Jardim) e Viviane Pleutim (AABB/Jardim)

Técnico: Samir Ismail Dalleh

Chefe de delegação: João Vitor Nascimento

Mato Grosso do Sul ainda teve a atuação do árbitro Jaime Nunes no campeonato.

Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte)

Fotos: Divulgação

Assessoria de Comunicação da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul

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EQUIPE COMPLETOU OS 75 KM DE REMADA EM 5H48MIN09S

Samu chega perto do recorde e comemora o hexa na 17ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana

Equipe com mais títulos no Brasil, a Samu Team Brazil garantiu o hexacampeonato na 17ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana, uma das principais provas da modalidade no Mundo, neste sábado (14), com largada e chegada em Santos. O experiente time da capital paulista liderou os 75 km de percurso, desde as primeiras remadas, imprimiu um ritmo forte e cadenciado, para chegar muito perto de seu próprio recorde, ficando a menos de sete minutos da melhor marca, com 5 horas 48 minutos e 9 segundos.

A Brucutus, de Bertioga, única equipe presente nas 17 edições do evento, repetiu o segundo lugar do ano passado, terminando o desafio oito minutos depois. O grupo terminou em 5h56min29s, abrindo quase meia hora de dianteira da terceira colocada, a Paddle Club Ilhabela, que comemorou o primeiro lugar da categoria master (40+), com 6h24min15s.

Ainda na open masculino, a Maikekai Buriquioca, mais uma equipe de Bertioga, chegou com 6h30min50s, com a Kne Va’a Team, de Salvador/BA, na sequência, com 6h39min11s. Destaque, também para a categoria mista (três homens e três mulheres na canoa), com vitória da Poseidon, de Santos, com 6h55min15s, sendo a décima no geral. Na master 50+, a Sampa Canoe Club foi a melhor, com 7h02min01s, na 11ª colocação entre todas que largaram. Já na disputa feminina, vitória da Odoya/ Vinca Consórcio, representando São José dos Campos, com 7h12min56s, na 16ª posição total.

Disputada sob um sol forte, a prova teve como grande dificuldade a segunda parte do percurso, no Canal de Bertioga, com maré contra e muito baixa, com vários atletas encostando as pás dos remos no fundo. Nos 75 km de percurso, o que valeu foi a estratégia de leme e, sobretudo, de revezamentos. Cada equipe conta com nove integrantes, sendo seis na canoa e três indo no barco de apoio para as seguidas substituições, para manter o ritmo constante.

A Samu já saiu na frente na largada, remando muito forte para ganhar a ponta antes mesmo de atravessar o Canal de Santos, em direção à Ilha das Palmas. Durante a primeira metade, a Brucutus ainda tentou acompanhar e mantinha distância visual, mas no Canal de Bertioga, os hexacampeões abriram mais vantagem. Apesar de chegarem muito perto do recorde, o capitão da equipe, Sérgio Prieto, disse que o resultado foi muito importante.

“Foi uma prova dura. Não conseguimos fazer nenhuma tangência no Canal, então tivemos de procurar a parte mais funda o tempo todo. Mas fizemos uma boa prova e se tivesse a condição um pouquinho melhor, teríamos batido o recorde”, disse. “Uma vitória dessas nos motiva a buscar novas conquistas”, complementou Serginho, referindo-se à vontade de tentar competir novamente na Travessia Molokai-Oahu no Havaí, onde já foram os décimos.

Junto com Serginho, remaram na Samu os atletas experientes como Rafael Leão, com 15 participações na Volta, Murilo Pinheiro, Dave Macknight, Alan Reynol, Luiz Guida, o Animal, junto com os reforços Vitor Pogetti, Robert Almeida e o Rafael Santacreu.

Presente em todas as edições da Volta à Ilha, o capitão da Brucutus, Everdan Riesco, destacou a força dos campeões e se emocionou em ver a equipe novamente entre as duas melhores. “A Volta é uma prova maravilhosa, dura, nível altíssimo. A Samu é uma equipe fenomenal. São todos atletas bem preparados. Tentamos manter no visual, mas não deu”, disse Riesco.

HOMENAGENS – Antes da largada, feita no estilo Le Mans, com todos atletas posicionados na areia para empurrarem as canoas para o mar, o organizador do evento, Fábio Paiva, prestou homenagens a pessoas que contribuíram para o crescimento da canoagem e, sobretudo, da canoa havaiana. Foram lembrados Valdir Seabra, o jornalista Fábio Maradei, o secretário de esportes, Gelásio Fernandes, e o vereador Ruy de Rosis, que instituiu o Dia Municipal da Canoa Havaiana, sempre comemorado em março na data da Volta à Ilha de Santo Amaro.

Fábio Paiva comemorou o novo sucesso, com 31 equipes participando da competição. “A gente vem com uma reflexão lá de trás, desde a primeira Volta, quando começamos e todos achavam que éramos loucos. A prova vem crescendo cada vez mais. As equipes se encorajando, se preparando mais para um desafio como esse, que a gente nunca sabe o que pode acontecer”, comentou.

Ele destacou a transmissão ao vivo pela internet e no painel de LED na Praia. “As pessoas conseguiram ter um pouco da sensação que temos no mar, acompanhando as canoas, vendo o trabalho de equipe. Esse sentimento é imensurável, principalmente nesse ano que a canoa completa 20 anos no Brasil. É muita emoção. Tenho de agradecer o apoio da Prefeitura, através da Semes, e os nossos patrocinadores, sobretudo a DP World, desde 2016 com a gente”, destacou.

“É um trabalho que vem crescendo, de formiguinha, mas sólido. Hoje você vê a nossa Cidade instituindo o Dia da Canoa Havaiana. É fantástico! Temos uma equipe de trabalho engajada, comprometida, mais de 80 pessoas preparadas para dar um baita de um presente para quem gosta de remar”, complementou Fábio, anunciando que a 18ª edição da Volta à Ilha de Santo Amaro já tem data definida, 20 de março de 2021, novamente com largada e chegada na Praia da Aparecida.

PROJETO SOCIAL – Outra campeã na prova deste ano foi a equipe Noanacanoa – Defesa Civil, de Angra dos Reis, capitaneada por Marcelo Lopes, faturando o troféu do projeto social. O time doou 147 latas de leite em pó, Sustagem e Nutren Kids, de um total de 527 entre todas as equipes e entregues à “Abraccii – Associação Brasileira de Apoio e Combate ao Câncer Infanto Juvenil”, de Santos.

A 17ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana teve o patrocínio de DP World Santos, através do Promifae/Semes, e copatrocínio da Opium Caiaques e Canoas. Apoios: Panificadora Rainha da Barra, Sabesp, Baraçaí, Secretaria Municipal de Esportes de Santos, Drones Litoral e FMA Notícias. Organização da Canoa Brasil, com supervisão da Abracha – Associação Brasileira de Canoa Havaiana.

SEGUEM FOTOS DIVULGAÇÃO.

CRÉDITOS: IVAN STORTI, FÁBIO PLÁCIDO, FABRICIO VALVERDE E FÁBIO MARADEI.

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Circuito Sul-Mato-Grossense de Beach Tennis 2020 tem primeira etapa neste final de semana

  • A primeira etapa do Circuito Sul-Mato-Grossense de Beach Tennis, organizada pela Federação de Beach Tennis de Mato Grosso do Sul (FBTMS), acontecerá no sábado (14.03) e domingo (15.03), em Bonito-MS, a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande-MS. O Governo do Estado, através da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), confirmou apoio ao evento.

As disputas serão em duplas femininas, masculinas e mistas. O nível C é voltado a iniciantes, o B para intermediários e o A, categoria principal, para atletas avançados. O município, conhecido como a Capital do ecoturismo brasileiro, já recebeu seis vezes a competição, onde recebe o nome de Copa Recanto dos Pássaros.

O Circuito 2020 terá cinco etapas. Campo Grande sediará a segunda, de 22 a 24 de maio e Três Lagoas a terceira, nos dias 20 e 21 de junho. As outras duas etapas serão em Campo Grande e Corumbá, em agosto e novembro, respectivamente, quando serão definidos os melhores atletas da temporada.

O calendário deste ano ainda prevê uma competição entre equipes: o “Rei e Rainha da Praia”, que reúne os oito melhores do ranking em cada categoria. Segundo a FBTMS, ocorrerá também o Desafio Interestadual entre Mato Grosso do Sul e Paraná, com data a definir.

Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte)

Foto de destaque: Divulgação/FBTMS

Assessoria de Comunicação da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul

Contemplado pelo Bolsa Atleta garante vaga na seleção brasileira de karatê pelo quinto ano consecutivo

Campo Grande (MS) – O sul-mato-grossense Erick Kenji Medrado Taira garantiu vaga na seleção brasileira de karatê pelo quinto ano consecutivo, após vencer a 1ª Seletiva Nacional Júnior, realizada pela Confederação Brasileira de Karatê (CBK) em Natal (RN), entre os dias 4 e 8 de março. O carateca é contemplado pelo programa Bolsa Atleta, concedido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

A delegação verde e amarela disputará o Campeonato Sul-Americano 2020, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, de 20 a 26 de abril. A competição será disputada nas categorias sub-14, cadete, júnior, sub-21 e sênior.

Taira foi campeão da Seletiva no estilo kumite individual, na categoria sub-21, até 84 quilogramas. O atleta de 19 anos deixou para trás os paulistas Guilherme Salgado (2º), Pedro Luiz e João Barbosa (3º). A competição foi organizada no formato “todos contra todos”, entre os quatro participantes.

“Fiz três lutas na seletiva e ganhei todas. Fico muito feliz de ter me classificado de novo à seleção brasileira. Isso demonstra que a dedicação e o esforço diário nos treinamentos têm dado resultado. Agradeço aos meus pais, meu sensei e a todos que torceram por mim nessa conquista”, destaca Taira.

Erick Taira e o treinador Arani Franco de Jesus

O atleta é treinado por Arani Franco de Jesus, do Rádio Clube Campo Grande, desde criança. O técnico afirma que a presença constante no selecionado tupiniquim é resultado de muito trabalho e confiança durante esses anos. “Conheço muito bem meu atleta sei o seu potencial. Estar na seleção brasileira de karatê é um sonho realizado”.

Na Bolívia Erick estará disputando o quarto Sul-Americano da sua carreira. Ele assegurou a medalha de bronze em todas as edições: 2016 em Cartagena das Índias (Colômbia), 2018 em Guayaquil (Equador) e 2019 em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). No ano passado, o sul-mato-grossense fez sua estreia na classe sub-21.

Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte)

Fotos: Divulgação

Coluna – As histórias da décima temporada da LBF

Maria Luisa da Silva disputará LBF.
© Diego Maranhão/LBF/Direitos Reservados

Liga de Basquete Feminino começa domingo com oito equipes na disputa

Publicado em 06/03/2020 – 21:37 Por Igor Santos – Repórter da TV Brasil. A coluna do jornalista será publicada pela Agência Brasil semanalmente às sextas-feiras. – Rio de Janeiro

No próximo domingo (8), Dia Internacional da Mulher, começa a décima temporada da Liga de Basquete Feminino (LBF), com o duelo entre Ituano Basquete e Santo André/Apaba. Além destas duas, outras seis equipes iniciam a edição simbólica traçando trajetórias distintas, mas com objetivos similares e a mesma representatividade: personagens de um campeonato que, inegavelmente, avançou ao longo de dez anos, mas que é parte de uma engrenagem que ainda necessita de ajustes.

Em outros tempos, até mesmo o calendário era fonte de preocupação. Encontrar as brechas para viabilizar um campeonato em um período que não coincidisse com o das ligas europeias era um desafio. Isso foi solucionado. Pelo segundo ano consecutivo, a LBF inicia no emblemático 8 de março e acaba, no mais tardar, junto com o mês de agosto. Assim, não há conflito com a temporada europeia, que costuma ir no máximo até abril. Além disso, pela terceira temporada seguida, assistir às partidas é relativamente fácil. Afinal, todas elas serão transmitidas pela web.

Quem estiver atento à partida de abertura vai testemunhar a jornada de uma das figuras com mais história no nosso basquete. Arilza Coraça, de 68 anos, é a técnica da equipe de Santo André. Em 2021, ela vai completar 50 anos vivendo na cidade do ABC paulista, de uma forma ou outra sempre conectada ao basquete, como jogadora, auxiliar técnica ou em funções administrativas. Durante 35 anos, ela foi parceira de Laís Elena, técnica falecida em 2019 que comandou o Santo André na conquista do título da primeira temporada da LBF, em 2010. O convite para comandar a equipe (pela segunda vez) veio pouco depois da morte da amiga e desde então ela tem aplicado em quadra tudo que aprendeu no convívio com a antiga companheira.

Arilza Coraça, de 68 anos, é a técnica da equipe de Santo André

Arilza Coraça (esquerda) é aúnica mulher a comandar uma equipe da LBF em 2020, o Santo André – Jorge Bevilacqua/LBF/Direitos Reservados

“A gente se completava. Ela sempre foi uma estrategista, gostava do ataque. O meu olhar sempre foi voltado para a defesa. Também aprendi com ela a ser uma pessoa melhor, uma profissional que trata a décima segunda jogadora da mesma forma que a primeira”, revela.

É com essa ótica que Arilza espera mais uma boa campanha do Santo André, que nunca mais voltou a ser campeão, mas criou o hábito de ocupar as primeiras posições. Ela é a única mulher que começa a temporada 2020 como técnica de uma das equipes da LBF.

“É preciso ter conhecimento de basquete. Nós, mulheres, podemos ocupar qualquer função, desde que nos preparemos”, opina.

Além da quadra, outro espaço pronto para ser tomado pelas mulheres são os corredores. Roseli Gustavo, parte da geração campeã mundial de 1994, é parte integral do projeto do Sesi-Araraquara. Aos 48 anos, onze depois de se aposentar, ela é coordenadora de Esporte e Lazer do município no interior de São Paulo e, por consequência, coordena também diversas funções administrativas dentro da equipe. É ela quem vê a documentação para transferências de jogadoras, planeja a logística de treinos e viagens, além de, ocasionalmente, servir como um porto seguro para atletas em busca de orientação. Assumir uma função que não ficasse restrita aos 28 x 15 metros da quadra é algo que até agrada Roseli.

“Hoje, percebo que me identifico muito com essa função. É tão importante quanto o trabalho dentro de quadra. Eu vivi tudo que elas estão vivendo. Viajei muito. Sei qual é a alimentação adequada, o local de treino mais indicado. Elas me procuram para conversar quando não estão rendendo. Eu chamo as atletas para tomar um café, se abrir. Ninguém melhor que uma mulher para entender outra mulher. E o fato de ter jogado me dá uma bagagem para falar sobre isso, consigo entender o que ela precisa”, afirma.

Roseli acredita que outras ex-atletas, inclusive da mesma geração que a dela, podem passar a desempenhar esse papel em outras equipes. Curiosamente, uma ex-colega de time faz exatamente isso na Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Adriana Santos é a responsável por certificar que tudo esteja funcionando bem para as atletas. Ela também é endossada pelo próprio currículo. Hoje, no dia a dia das seleções brasileiras, ela se encontra assistindo aos jogos e não mais atuando. O bem do basquete de clubes pode se traduzir no bem da seleção.

Roseli Gustavo, parte da geração campeã mundial de 1994, parte integral do projeto do Sesi-Araraquara e coordenadora de Esporte e Lazer do município no interior de São Paulo

Roseli Gustavo foi parte da geração campeã mundial de 1994 – Ellen Costa/SESI Araraquara/Direitos Reservados

“Atuar numa liga forte só traz benefícios para os dois lados. Isso aumenta o nível da competição e, consequentemente, da seleção. Mas é difícil comparar com a minha época. Estamos falando de trinta anos atrás. Iniciei na antiga Taça Brasil, realizada numa sede determinada. Depois teve o Campeonato Nacional de Basquete, organizado pela CBB, com várias atletas fortes daqui e de outros países também. As partidas eram muito disputadas e os ginásios estavam sempre lotados”, relembra.

Adriana deixou as quadras justamente quando a LBF nasceu, em 2010. Mas fez parte (como assistente e coordenadora) daquele que é, até agora, o projeto mais vencedor da curta história da liga: o de Americana, dono de quatro títulos. Pouco depois do último deles, em 2017, a equipe chegou ao fim. Mas ressurgiu em outro corpo, o do Vera Cruz, de Campinas, que veio do esforço de figuras chave do projeto anterior. Uma delas foi Karla Costa, que passou a cumprir jornada dupla, como jogadora e presidente do clube. Aos 41 anos, ela faz parte do seleto grupo de atletas que estiveram em quadra em todas as edições da LBF. Nenhuma delas com a carga de trabalho que ela tem, obviamente.

“É bem puxado. Acabo fazendo bastante coisa. Esse ano, tenho me dedicado muito mais fora do que dentro de quadra, porque tento estruturar a equipe da forma que gosto como jogadora, e isso é exaustivo. Mas sempre consigo tempo para continuar treinando com as meninas. Só que vou estar ali mais para ajudar do que para ser decisiva”, admite.

Arilza, Roseli, Adriana, Karla, todas elas viram o basquete e as competições de basquete feminino passarem por diversas fases no Brasil. Todas têm a mesma preocupação: o que virá pela frente. Com 12 mil reais é possível franquear uma equipe. Mas esse é apenas um pequeno passo para que de fato se abra mais uma janela de oportunidades. Nesta edição, por exemplo, dez projetos se mostraram interessados em participar da LBF, mas apenas oito estão na disputa, porque as propostas de Mogi e Salvador não tinham o suporte necessário para se sustentarem. Considerando isso, não há ilusão dentro da cúpula da LBF de que seria possível fazer um bom campeonato com mais do que doze equipes.

Karla Costa, jogadora e presidente do Vera Cruz, de Campinas.

Karla Costa, jogadora e presidente do Vera Cruz, de Campinas – Álvaro Jr/LBF/Direitos Reservados

Isso acontece porque, para formar times, é preciso ter jogadoras, e, para isso, é necessária uma estrutura de basquete de base. É a mesma tecla batida por todas as entrevistadas.

“Acredito que precisamos resetar muitas coisas, mentalidades, e seguir exemplos das grandes equipes, dos que estão no topo. Fazer por fazer sempre nos trará resultados intermediários. Precisamos entrar com o basquete nas escolas, fazer a base forte, criar ídolos, ou passaremos mais dez anos errando a mesma coisa”, diz Karla.

“Sabemos que a situação do país é complicada e que para fazer algo necessitamos de verbas, não está fácil para ninguém. Precisamos focar nas categorias de base, porque, caso não façamos isso, em pouco tempo não teremos atletas para jogarem a LBF”, diz Adriana.

Através de iniciativas, a LBF atua em parceria com projetos sociais e escolas das cidades que possuem equipes jogando a competição. Mas talvez não haja nada mais simbólico do que a própria participação da equipe da Liga Sport Basketball (LSB), do Rio de Janeiro. O time chega para o segundo ano na liga adicionando mais um capítulo a uma história majoritariamente escrita dentro do basquete amador do Rio de Janeiro. Muitas das atletas, mesmo não sendo mais tão jovens, nunca haviam atuado profissionalmente antes da temporada passada. A ala-armadora Maria Luisa da Silva, de 24 anos, é uma delas.

“Tem sido uma oportunidade enorme. Muitas aqui já tinham parado de jogar, outras estudam ou trabalham. Estamos abrindo chances para que as meninas mais novas nos vejam, gostem do esporte e tentem continuar. Tenho outros planos. Faço faculdade de Educação Física e me formo esse ano. Mas, enquanto vou tendo essas oportunidades aqui, vou aproveitando”, diz.

Ao fim, uma coisa fica clara. Cada uma delas tem a sua história. Cada uma delas tem uma expectativa para a temporada. Mas a intenção é uniforme. Possibilitar que o basquete seja um destino viável para as mulheres que ainda estão para chegar nesse mundo.

Edição: Fábio Lisboa