Na Turquia, zagueiro Flávio Ramos comemora aniversário com retorno aos treinos pelo Gençlerbirligi

Com o retorno confirmado pela federação local, as equipes que disputam o Campeonato Turco retomaram as atividades no início desta semana. Suspenso desde o dia 19 de março devido à pandemia do novo coronavírus, o torneio voltará a partir de 12 de junho.

O Gençlerbirligi foi um dos clubes que retornou às atividades na Turquia. Na última terça-feira (12), a equipe realizou os primeiros treinamentos com bola. Para isso, algumas medidas foram adotadas, como relata o zagueiro Flávio Ramos.

“Na segunda-feira fizemos os testes de Covid-19 e nesta terça-feira voltamos a trabalhar com bola, claro que com algumas mudanças. Temos treinado em grupos separados e buscando tomar todos os cuidados necessários, como checagem de temperatura e utilização de álcool em gel. Esses procedimentos são muito importantes para a nossa segurança e de todos ao nosso redor”, contou o defensor.

A terça-feira de Flávio Ramos também foi marcada por comemoração, já que o zagueiro completou 26 anos de idade. A celebração no clube, porém, teve que ser mais contida em virtude das medidas de distanciamento social.

“Muito grato em poder completar mais uma ano de vida fazendo aquilo que eu amo. Neste ano a comemoração foi um pouco diferente, já que temos que seguir algumas medidas de distanciamento social. Mas isso faz parte. Fico feliz pela data e em ver todo o cuidado que o clube vem tendo com os seus profissionais”, ressaltou o jogador, que no Brasil atuou por Náutico e Paysandu.

A oito rodadas do fim, o Gençlerbirligi ocupa a 12ª posição do Campeonato Turco, com 28 pontos. Recém-promovido à elite nacional, o clube tem como principal objetivo a permanência. É com esta motivação que Flávio Ramos projeta a sequência do torneio.

“Teremos oito decisões pela frente em busca desta permanência na elite. Vínhamos em um processo de evolução dentro do campeonato e espero que a gente possa dar sequência nisso. Vamos trabalhar nessas próximas semanas para que possamos retornar aos jogos na melhor condição possível”, concluiu o zagueiro, que em 2016 foi campeão do Campeonato Paraense e da Copa Verde pelo Paysandu.

Fotos Anexadas: Divulgação/Gençlerbirligi
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Douglas Albino,
Assessor de Imprensa
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Repasse de apoio financeiro da CBF a equipes femininas tem impasse

Equipe de futebol feminino do Santos Dumont

© Arquivo Pessoal/Lígia Montalvão/Direitos Reservados

Esportes

Capitã de equipe sergipana diz que clube não quer dar valor correto

Publicado em 24/04/2020 – 20:09 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

Há seis anos, descoberta em um campeonato nacional de futsal universitário, a sergipana Lígia Montalvão foi contratada pelo Kindermann, de Caçador (Santa Catarina), onde foi vice-campeã brasileira (2014) e campeã da Copa do Brasil (2015) de futebol feminino. A volta aos gramados se deu no fim de 2019, após longo período jogando somente nas quadras. A disputa do Estadual de Sergipe pelo Estanciano chamou atenção do time campeão, Grêmio Santos Dumont, que a trouxe para ser capitã na disputa da segunda divisão do Brasileirão Feminino (Série A2) deste ano.

Só deu tempo para estrear contra o Esmac (Pará) em Belém, no último dia 14 de março. A pandemia do novo coronavírus (covid-19) paralisou o campeonato por tempo indeterminado. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um repasse de R$ 19,12 milhões a clubes e federações como apoio para que pudessem “cumprir seus compromissos com jogadores e jogadoras” durante o período. Do total, R$ 1,8 milhão foi destinado aos times da Série A2 feminina, R$ 50 mil por equipe.

O problema de Lígia e das companheiras do elenco começa aí. “A CBF mandou a verba referente a duas folhas salariais. Quando o dinheiro chega, ele entra na conta do clube e quem tem é acesso é o presidente. Fizemos uma reunião entre nós, atletas, e decidimos dividir igualmente [25 jogadoras e cinco integrantes de comissão técnica], independente do salário de cada uma. Dias depois, o presidente disse que seria R$ 500 por atleta, isso se a gente quisesse”, garante a capitã à Agência Brasil.

“Depois, ele lançou uma outra proposta de pagar R$ 1 mil para cada, que daria R$ 30 mil do valor [repassado pela CBF]. Perguntei sobre os outros R$ 20 mil. Ele disse que seria para formar uma nova equipe. Mas esse dinheiro foi dado para arcar com os nossos compromissos. Queremos o valor correto”, diz Lígia, que revelou a história, primeiramente, em vídeo publicado pelo perfil Diário FFeminino no Instagram.

Os vencimentos do elenco vinham sendo mantidos por um empresário local, chamado Célio França. À Agência Brasil, ele afirma não querer “um centavo” do montante destinado ao Santos Dumont e defende as atletas. “Fizemos denúncia ao Comitê de Ética da CBF”, diz o empresário, que foi presidente do Confiança, clube sergipano atualmente na Série B.

O caso chegou, de fato, ao conhecimento da confederação. Segundo o supervisor de competições de futebol feminino da entidade, Romeu Castro, um membro da CBF falou com o presidente do Santos Dumont na última quinta (23). “Ele informou que fará um aporte às meninas. Parece-me que está havendo uma confusão entre o acordo que há entre o empresário com o clube e a forma que o clube queria fazer a gestão desse dinheiro. Aí é uma questão complicada. Talvez, um erro na formulação do acordo para esse time representar esse determinado clube acaba tendo uma influência negativa agora”, avalia Castro à Agência Brasil.

“Óbvio que o clube pode utilizar uma parte dos recursos para despesas também relacionadas à modalidade, como comissão técnica, custeio de passagens para as meninas voltarem, que era uma coisa não prevista na crise, mas o lado humano tem sua prioridade. Não podemos entrar em situações que são particulares entre clube e empresário. Essas relações têm que ser melhor definidas para que não haja esse tipo de problema”, diz Castro.

Enquanto isso, a indefinição preocupa as jogadoras, especialmente pela realidade de algumas delas. Segundo Célio, 15 atletas são de fora de Sergipe, sendo oito da Bahia, cinco de Alagoas, uma de Roraima e uma de Minas Gerais. “Muitas são de famílias muito, muito humildes, que chegaram a não ter o que comer. Eu e minha família chegamos a ajudar, porque muitos pais não estão podendo trabalhar por causa da pandemia”, afirma Lígia. “Mas, a situação está bem complicada. Se não está jogando, não entra dinheiro”, lamenta a capitã.

Agência Brasil tenta contato com o presidente do Santos Dumont, identificado como Jó, desde a última quarta (22). Embora tenha visualizado as mensagens no Whatsapp, ele não as respondeu até a publicação da matéria.

Monitoramento

O caso do Santos Dumont não é único. Atletas de outras equipes da Série A2 (que, na maioria, como a equipe sergipana, não têm vínculos profissionais) também procuraram a CBF, mesmo sem necessariamente registrar denúncia. Uma queixa formalizada foi a das jogadoras do Audax, da primeira divisão feminina, que, segundo Romeu Castro, já foi resolvida. Aos clubes da Série A1 a entidade destinou R$ 1,92 milhão, sendo R$ 120 mil por agremiação.

A história foi revelada pelo blog Dibradoras na última segunda (20). Nesse mesmo dia, equipe e jogadoras se acertaram para o pagamento da bolsa-auxílio (as meninas do Audax, a maior parte oriunda de projeto social, não têm vínculo profissional) referente aos 15 dias de março pós-paralisação, abril e maio. Superintendente de futebol do time paulista, Adelsio Reis diz à Agência Brasil que o aporte chegou no último dia 15. “Esperávamos um ofício com o direcionamento. A orientação veio por telefone, em contato com o dono do Audax”, informa.

“Nesse ponto, houve uma confusão interna deles, felizmente solucionada. A comunicação oficial da CBF foi dirigida a todos pelo site. Aparentemente não havia chegado ao conhecimento do Gustavo [Teixeira, filho do proprietário do clube], que, conversando comigo, prontamente resolveu a questão”, afirma Castro.Audio Player00:0000:00Use Up/Down Arrow keys to increase or decrease volume.Ouça na Rádio Nacional

Segundo o supervisor da CBF, “a absoluta maioria dos clubes” está cumprindo as obrigações com as atletas. “A CBF se comunicou com os 52 clubes que disputam as competições nacionais de futebol feminino, colhendo informações sobre a situação que atravessavam e as demandas emergenciais. Temos em operação, inclusive, um sistema de monitoramento sobre casos da covid-19 com cada clube, com prioridade à situação clínica, essencial para nortear ações de retorno às atividades. Lembrando que a modalidade opera num regime misto, com uma maioria de equipes não profissionais na Série A2 e um processo sólido de profissionalização na A1. Então, a forma e destino da aplicação dos recursos, obviamente, varia conforme as necessidades de gestão de cada clube”, conclui.

Desafio

A Federação Internacional de Jogadores de Futebol (FIFPro) fez um alerta recente sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na sustentabilidade do futebol feminino se algumas recomendações não fossem seguidas. Entre elas, conforme documento publicado pela entidade, “garantir que os investimentos pré-crise sejam garantidos e não sejam retirados” e “exigir que nenhuma pessoa com base em seu sexo seja excluída de qualquer incentivo financeiro, programa de remuneração ou atividade que receba assistência financeira”.

“O futebol é sustentável?”, indaga à Agência Brasil a ex-capitã da seleção brasileira feminina Aline Pellegrino. “É uma questão importante que esse auxílio emergencial da CBF levanta. O futebol é um só e, em momentos de crise, todos serão afetados. Mas, ao pensar estratégias para esse tipo de situação, é preciso fazer uma distinção entre o futebol masculino e o feminino. O auxílio emergencial é importante, mas, para o futebol feminino, a forma de implementar essa mesma medida, talvez precisasse de uma estratégia diferente”, avalia.

Hoje diretora da modalidade na Federação Paulista de Futebol (FPF), a ex-zagueira menciona a importância de departamentos de futebol feminino na “cadeia produtiva” do esporte. “Seja em clube, federação ou confederação. É dentro deles que os alinhamentos serão feitos”, destaca Aline, explicando o procedimento adotado em São Paulo. “Realizamos uma videoconferência com os 16 times participantes do nosso Estadual Feminino para entender a situação de cada um, porque são equipes com características diferentes. Eles vão responder a questionários e, a partir das respostas, vamos traçar um panorama da modalidade e quais medidas e estratégias serão tomadas diante desse cenário”, finaliza.

Edição: Fábio Lisboa

Covid-19: Uefa transfere Eurocopa feminina para julho de 2022

Seleção da Suécia na Copa do Mundo de Futebol Feminino
© Benoit Tessier/Reuters/Direitos reservados
Esportes

Objetivo é não coincidir com Eurocopa masculina e Olimpíada

Publicado em 23/04/2020 – 11:53 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil – São Paulo

A Uefa, entidade que gerencia o futebol na Europa, anunciou nesta quinta-feira (23) o adiamento da Eurocopa Feminina para 6 a 31 de julho de 2022. A competição de seleções, que terá a Inglaterra como sede, estava marcada inicialmente para 2021, mas as alterações da data das Olimpíadas de Tóquio (Japão) e da Eurocopa masculina para o próximo ano devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19) motivaram a alteração.

“Quando tivemos que tomar uma decisão urgente sobre o adiamento da Eurocopa masculina, tínhamos em mente o impacto que traria à edição feminina. Consideramos cuidadosamente todas as opções, com o crescimento do futebol feminino em nosso pensamento. Ao transferir o torneio para o ano seguinte, garantimos que a competição será o maior evento de futebol do verão (europeu), proporcionando os holofotes que merece”, afirmou o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, em nota publicada no site da entidade.

Diferentemente das últimas edições, quando foi disputada no verão europeu, a Copa do Mundo (masculina) de 2022, no Qatar, será realizada entre novembro e dezembro. Além disso, as seleções femininas competem na Olimpíada com força máxima – no futebol masculino, podem ser convocados apenas jogadores com até 23 anos, com três exceções.

“Com as Olimpíadas agora confirmadas para o verão de 2021, acreditamos firmemente que mudar a Eurocopa para 2022 seria mais interessante para o torneio, atletas, fãs, parceiros e demais envolvidos. Esse é o maior evento esportivo feminino da Europa, também um dos maiores do esporte mundial e, portanto, merece uma plataforma própria”, comentou a chefe de futebol feminino da UEFA, Nadine Kessler, também em comunicado.

Disputada desde 1984, a Eurocopa feminina teve 12 edições. A Alemanha, com oito títulos, é a maior vencedora do torneio. A atual campeã é a Holanda, que sediou o evento em 2017 e superou a Dinamarca na final.

Edição: Lílian Beraldo

FIFPro diz que coronavírus ameaça crescimento do futebol feminino

Brasil e Holanda disputam jogo no Torneio da França de futebol feminino

© A2M/CBF/Direitos Reservados

Esportes

Entidade pede união de clubes e ligas para garantir sustentabilidade

Publicado em 16/04/2020 – 22:41 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

Nesta quinta (16), a Federação Internacional de Jogadores de Futebol (FIFPro) fez um alerta para o que chamou de ameaça para o crescimento do futebol profissional feminino, como uma indústria forte e viável, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Segundo o secretário-geral da FIFPro, o holandês Jonas Baer-Hoffmann, “vivemos tempos sem precedentes e, como comunidade global do futebol, temos a responsabilidade de nos unir e apoiar nossa indústria (…) Caso clubes, ligas e competições de seleções nacionais comecem a falir, eles poderão desaparecer para sempre. Nosso objetivo final deve ser não apenas impedir que isso aconteça, mas construir uma base mais sólida para o futuro”.

Pensando na garantia da sustentabilidade do futebol feminino no contexto atual, a entidade publicou o documento de título “Covid-19: implicações para o futebol feminino profissional”, que apresenta as seguintes recomendações: priorizar o cuidado, a saúde, a segurança e o bem-estar das jogadoras em todos os processos de tomada de decisão; aplicar medidas e condições financeiras especiais para jogadoras, clubes e competições, quando necessário; garantir que os investimentos pré-crise sejam garantidos e não sejam retirados do futebol feminino, para que o mesmo seja sustentado e até impulsionado; exigir que nenhuma pessoa com base em seu sexo seja excluída de qualquer incentivo financeiro, programa de remuneração ou atividade que receba assistência financeira; desenvolver sistemas de solidariedade e apoio na indústria do futebol para ajudar a garantir que o futebol feminino não sofra danos extremos.

Nas palavras da diretora de futebol feminino da FIFPro, a norte-americana Amanda Vandervort, mesmo no atual contexto de incertezas há a “oportunidade de fazer mudanças estruturais tão necessárias que podem beneficiar o futebol como um todo (…) [e] aproveitar esse momento para apoiar as jogadoras e criar uma indústria estável para o futuro”.

Edição: Fábio Lisboa

Amandinha é eleita a melhor do mundo pela sexta vez

Amandinha é eleita pela sexta vez consecutiva a melhor jogadora do mundo de Futsal

© CBFS/Ricardo Artifon/Direitos Reservados

Esportes

Jogadora da seleção brasileira de futsal recebeu 789 votos

Publicado em 26/03/2020 – 18:16 Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil – São Paulo

A cearense Amanda Lyssa de Oliveira Crisóstomo, conhecida como “ Amandinha”, recebeu hoje (26) o prêmio de melhor jogadora de futsal do mundo. A atleta de 24 anos, jogadora da seleção brasileira e da equipe do Leoas da Serra, de Lages (SC), teve 789 votos contra os 623 da espanhola Ana Sevilla Luján na premiação Umbro Futsal Awards – principal da modalidade – promovida pelo site Futsal Planet.

Demais brasileiros vencedores

Leonardo de Melo Vieira Leite “ Higuita “, brasileiro naturalizado cazaque, foi escolhido o melhor goleiro com 693 pontos. Em segundo ficou o espanhol Juan José Angosto Hernández “ Juanjo” com 673.
Carlos Wagner Ferrão, pivô brasileiro do Barcelona, levou o prêmio de melhor jogador do mundo com folga. Conseguiu 958 pontos, 322 a mais do que o segundo, o espanhol Adolfo Fernández Díaz.

Leonardo Caetano Silva, o “ Leozinho “, ala do Magnus, foi eleito o melhor jogador jovem. Teve 580 pontos contra os 559 do espanhol Antônio Pérez Ortega. Mesmo decepcionando em algumas competições recentes, a seleção brasileira foi escolhida como a melhor do mundo. Portugal e Espanha ficaram logo abaixo.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Jogadora do Palmeiras vê adiamento dos Jogos como “melhor a ser feito”

Jogo preparatório da Seleção Feminina contra o México em Araraquara

© Lucas Figueiredo/ CBF/ Direitos Reservados

Esportes

Testada na Seleção, lateral Isabella é observada para Olimpíada

Publicado em 25/03/2020 – 16:50 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

O adiamento da Olimpíada de Tóquio (Japão) para 2021 em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19) coloca mais um desafio na remontagem do planejamento da seleção feminina de futebol, que já tinha sido afetado pelo cancelamento da data Fifa – período liberado no calendário para jogos entre países – de 6 e 14 de abril. Na ocasião, as comandadas de Pia Sundhage enfrentariam Costa Rica e Estados Unidos.

“Acredito que é um pouco chato para os atletas essa questão de adiar (os Jogos) para o ano que vem, mas, o melhor a ser feito agora é cada um se cuidar. Preocupar não só consigo, mas com o próximo. Fazer sua parte para, no ano que vem, a Olimpíada ocorrer da melhor maneira possível”, afirma à Agência Brasil a lateral-direita Isabella, uma das jogadoras observadas pela treinadora sueca para a Seleção que brigará pelo inédito ouro olímpico – agora em 2021.

Convocada pela primeira vez para dois amistosos contra o México, em dezembro do ano passado, a lateral do Palmeiras foi titular na segunda partida e fez o cruzamento para o terceiro gol brasileiro, marcado pela atacante Cristiane, na goleada por 4 a 0 em Araraquara (SP). Para o Torneio Internacional da França, porém, Pia chamou somente Letícia Santos, do Frankfurt (Alemanha), testando a volante e capitã Luana, do Paris Saint Germain (França), e a zagueira Antônia, do Madrid (Espanha) no setor.

Durante a competição amistosa, Letícia sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito na derrota por 1 a 0 para a França – que, a princípio, deixaria a lateral fora da Olimpíada, já que a previsão é de que ela fique fora de ação por seis meses. Com o adiamento dos Jogos para o ano que vem, a jogadora deve voltar aos planos para Tóquio.

Quarentena sem folga

Com o futebol feminino parado, assim como outras modalidades, as atletas vêm tentando manter a forma com atividades em casa. Em ambiente externo, só se estiver deserto. “Para vocês verem, a rua é só minha. Estou sozinha. Fiquem em casa”, diz a atacante Andressa Alves, da Roma (Itália), em vídeo publicado na ferramenta Stories, do Instagram, indicando a via onde estava na ocasião da gravação, na zona leste de São Paulo.

Às vezes, o treino reúne até a família. Hoje centroavante do Santos, Cristiane, por exemplo, tem mostrado nas redes sociais as atividades diárias ao lado da irmã. Já Isabella, que realiza uma programação de treinos estabelecida pelo Palmeiras durante o período de isolamento, colocou pais e irmãos para se exercitarem junto dela.

A comissão técnica da seleção feminina, por sua vez, começou a realizar videoconferências para manter contato com as atletas. “Fizemos uma reunião para manter a rotina de trabalho. As palavras-chave são atuar em conjunto, manter o foco e acompanhar as jogadoras. Faremos reuniões técnicas e táticas com elas e também teremos alguns encontros virtuais focados nos aspectos físicos e mentais”, explica Pia Sundhage ao site oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Entramos em contato com os preparadores físicos dos clubes para saber o que orientaram em relação a treinamentos e, de maneira conjunta, fazermos o melhor trabalho possível para as atletas. Criamos um questionário que elas (jogadoras) responderão diariamente em relação ao treino que estão fazendo em casa, peso e como estão se sentido de uma forma geral. O objetivo é ter um monitoramento detalhado de cada uma”, completa o preparador físico Fábio Guerreiro, da comissão de Pia.

Edição: Verônica Dalcanal

Goleada e clássico marcam Brasileiro Feminino antes de paralisação

O Fluminense venceu o Toledo por 4 a 2 pelo Feminino A-2
© Mailson Santana/Fluminense FC/ Direitos Reservados

Minas Icesp faz 7 a 0 e Palmeiras bate São Paulo nos acréscimos

Publicado em 16/03/2020 – 19:28 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – São Paulo

A séries A1 e a recém-iniciada A2 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino estão paralisadas por decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em prevenção à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Antes da interrupção, cinco jogos movimentaram a primeira divisão no fim de semana, pela quinta rodada, com destaque às vitórias do Minas Icesp por 7 a 0 sobre a Ponte Preta no sábado (14), e do Palmeiras, por 2 a 1, diante do São Paulo no domingo (15).

A goleada do Minas, que atuou no Estádio Bezerrão, no Gama (DF), com portões fechados por determinação do governo distrital, foi construída no primeiro tempo, com gols de Katrine (2), Pelé (2), Suzana e Luíza. Isadora completou o placar na etapa final. O resultado levou o time brasiliense ao 10º lugar com seis pontos e afundou a Macaca na lanterna do Brasileirão, ainda sem pontos e com 28 gols sofridos após cinco jogos.

No clássico, o São Paulo até saiu na frente com Carol, mas Bia Zaneratto deixou tudo igual para o Palmeiras. Nos acréscimos do segundo tempo, Agustina fez o gol da virada no Estádio Nelo Bracalente, em Vinhedo (SP), onde o time feminino do Verdão manda as partidas e que contou com presença de torcedores (a obrigatoriedade de portões fechados se limitava a partidas na capital paulista). As palmeirenses ganharam três posições e subiram para o quarto lugar com nove pontos, enquanto as tricolores caíram para nono – no momento, fora da zona de classificação às quartas de final – com sete pontos.

Nos demais jogos, o Cruzeiro se reabilitou após duas derrotas seguidas e venceu o Iranduba em Manaus por 2 a 0. A Raposa está de volta ao G-8, com nove pontos, em sétimo lugar, enquanto o Hulk da Amazônia caiu para a 12ª posição, estacionado nos seis pontos. Outro que voltou a ganhar foi o Grêmio, que fez 2 a 0 no Vitória jogando em Gravataí (RS). As tricolores assumiram a sexta colocação com nove pontos. A equipe baiana segue em penúltimo, zerada, a frente da Ponte pelo saldo de gols.

Já o Avaí/Kindermann encostou no topo da tabela, atualmente ocupado por Ferroviária e Santos (ambos com 12 pontos), ao fazer 3 a 0 no São José fora de casa, no interior paulista. As catarinenses foram a 10 pontos e travaram a reação das joseenses, que vinham de duas vitórias seguidas e pararam nos seis pontos, agora na 11ª posição.

As partidas desta segunda-feira (16), entre Internacional e Flamengo; Santos e Audax; e Corinthians e Ferroviária, estão suspensas, sem previsão de remarcação.

Chuva de gols no início do Brasileiro A2

A rodada de abertura da segunda divisão do Brasileirão Feminino teve 73 gols marcados em 17 jogos (média de 4,3 gols por partida). Foram oito goleadas (vitórias acima de quatro gols de diferença), com destaque ao 8 a 0 do Bahia sobre a União Desportiva Alagoana (UDA), pelo Grupo C – que ainda teve as vitórias do Auto Esporte para cima do Náutico (3 a 1) e do Cruzeiro-RN diante do Sport (3 a 2).

No Grupo B, o 3B da Amazônia quase igualou a goleada tricolor ao fazer 7 a 0 no Atlético Acreano. Pela mesma chave, o Real Desportivo bateu o São Francisco por 2 a 0. O duelo entre Fortaleza e São Valério, que seria nesta segunda (16), foi suspenso.

Pelo Grupo D, foram três atropelos: um 6 a 0 do América-MG para cima do Chapadão e dois 4 a 0 – Juventus e Foz Cataratas sobre Atlético-GO e Operário-MT, respectivamente. No Grupo A, o Esmac aplicou 5 a 0 no Santos Dumont, mesma vitória do Ceará diante do Oratório, enquanto o Tiradentes superou o Sociedade Timonense por 3 a 1.

No Grupo F, destaque ao 4 a 0 do Napoli Caçadorense diante do Athletico-PR. Na mesma chave, o Fluminense fez 4 a 2 no Toledo e o Brasil de Farroupilha bateu a Chapecoense por 4 a 3. O Grupo E, por sua vez, foi o dos empates. O Atlético-MG não saiu do zero com o Vila Nova-ES, assim como o Botafogo diante do Real Brasília. Já Vasco e Goiás ficaram no 1 a 1.

Edição: Verônica Dalcanal

De olho em Tóquio, Pia alerta para condição física da seleção feminina

Pia Sundhage após jogo entre Brasil e Franca no Torneio da Franca
© A2M/CBF/Direitos Reservados

Contra a França, técnica sueca sofreu primeira derrota pelo Brasil

Publicado em 08/03/2020 – 16:46 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil – Rio de Janeiro

A derrota por 1 a 0 para a França, a primeira no comando da seleção feminina do Brasil, deixou Pia Sundhage preocupada com a condição física das jogadoras. A técnica sueca avalia que o rendimento da equipe caiu no desenrolar da partida, a segunda pelo torneio amistoso disputado na cidade francesa de Valenciennes.

“Acho que tivemos uma resposta importante neste jogo. Não estamos bem fisicamente o suficiente. Comparando o primeiro com o segundo tempo, o time delas foi ficando cada vez forte. Na Olimpíada, teremos só dois dias para nos recuperar entre um jogo e outro. Então, precisaremos avançar na questão física”, alertou a técnica em entrevista coletiva.

Pia iniciou a partida do último sábado (7) com sete novidades em relação ao empate sem gols com a Holanda na quarta (4): A goleira Bárbara, as laterais Letícia Santos e Tamires, a zagueira Tayla, a meia Andressinha e as atacantes Cristiane e Bia Zaneratto. Maior artilheira da seleção, Marta começou no banco no jogo com as francesas, assim como Debinha, goleadora da “era Pia”. As atacantes atuam nos Estados Unidos, cuja temporada ainda não começou, e estão sem ritmo de jogo. Elas entraram apenas na etapa final.

Cristiane defende Brasil contra Franca no Torneio da Franca

Brasil sofre primeira derrota sob comando da técnica Pia Sundhage – A2M/CBF/Direitos Reservados

Superior na maior parte da partida, a França chegou à vitória aos nove minutos do segundo tempo. Após jogada da lateral Amel Majri pela esquerda, a atacante Valérie Gauvin escorou de cabeça em cima de Bárbara, mas a goleira brasileira aceitou. O time de Pia teve as melhores chances com Duda, que entrou na etapa final no lugar da meia Formiga. Na principal, aos 26 minutos, a atacante bateu por cobertura e a bola saiu rente ao travessão.

“Se você quer vencer competições, tem de saber atacar e defender no um contra um, mas, principalmente, em equipe. Precisamos criar mais chances como um time. Temos tempo para correr atrás”, destacou a treinadora, que contabiliza seis vitórias, três empates e, agora, uma derrota no comando brasileiro.

A seleção feminina encerra a participação no torneio francês na próxima terça (10), às 15h (horário de Brasília), diante do Canadá. Já campeãs, as anfitriãs somam seis pontos, contra dois das holandesas e um de brasileiras e canadenses.

Edição: Fábio Lisboa

Futebol feminino: Brasil empata com vice-campeã Holanda

Brasil e Holanda disputam jogo no Torneio da França de futebol feminino
© A2M/CBF/Direitos Reservados

Equipe continua invicta sob comando de Pia Sundhage

Publicado em 04/03/2020 – 17:22 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Brasil empatou com a vice-campeã Holanda em 0 a 0, nesta quarta (4), na estreia do Torneio Internacional da França de futebol feminino, competição que serve de preparação para os Jogos Olímpicos de 2020, que acontecem em Tóquio (Japão).

Na partida realizada em Valenciennes, o grande destaque foi a goleira estreante Natascha, que entrou no segundo tempo e mostrou muita segurança diante do poderoso ataque holandês, superior principalmente na etapa final.

Goleira Aline em ação contra Holanda em jogo do Torneio da França de futebol feminino

As goleiras do Brasil foram muito exigidas pelo poderoso ataque da Holanda – A2M/CBF/Direitos Reservados

Com este resultado, o Brasil mantém a invencibilidade sob o comando da técnica sueca Pia Sundhage, com o total de seis vitórias e três empates.

No Torneio Internacional da França, que acontece entre 2 e 11 de março nas cidades de Calais e Valenciennes, o Brasil também enfrenta as seleções da França e do Canadá.

Edição: Fábio Lisboa

Ex-capitã pede sequência de Pia na seleção feminina: “Melhor do mundo”

 Futebol Feminino. Coordenadora de Futebol Feminino da FPF Aline Pellegrino
© Lucas Figueiredo/CBF/Direitos Reservados

Aline Pellegrino enaltece importância da técnica após Tóquio 2020

Publicado em 18/02/2020 – 21:48 Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil – São Paulo

O trabalho de Pia Sundhage na seleção feminina de futebol está apenas no início, mas um dos maiores nomes da história da modalidade no Brasil defende que a técnica sueca tenha, ao menos, a garantia de mais um ciclo de trabalho, independente do resultado nos Jogos de Tóquio (Japão). Ex-zagueira e capitã da seleção, pela qual atuou entre 2004 e 2013, Aline Pellegrino acredita que o papel da treinadora será fundamental, principalmente na transição entre a geração das craques Marta, Cristiane e Formiga e a seguinte.

“Se olharmos para a primeira Copa do Mundo, em 1991, e a primeira Olimpíada [com futebol feminino], em 1996, nunca tivemos um técnico por quatro anos inteiros. Que bom que ela começou antes [de um ciclo completo]. Acho que tem de ser cobrança zero [por resultados em Tóquio]”, declarou Aline à Agência Brasil durante evento na unidade Interlagos do Sesc, em São Paulo.

“O que imagino da Pia? É na hora que uma Marta, Formiga e Cristiane estiverem saindo. Acho que, se não tivesse uma Pia, elas estariam mais perdidas. Hoje, elas têm uma comandante, sabem onde seguir. Na hora da transição, já se terá um caminho trilhado”, afirmou.

Os números de Pia são positivos. Em oito jogos, são seis vitórias e dois empates no tempo normal (a seleção perdeu duas disputas na disputa de pênaltis, para Chile e China). Foram 24 gols marcados e dois sofridos, com 42 atletas diferentes convocadas e 38 testadas no período. Nessa sequência, destaque para as goleadas sobre México (6 a 0) e Argentina (5 a 0), ambas em São Paulo, e vitórias sobre seleções à frente no ranking mundial como Inglaterra (2 a 1) e Canadá (4 a 0). Para o Torneio amistoso da França, entre 2 e 11 de março, a sueca chamou nesta terça-feira (18) duas caras novas: a goleira Natascha, do Paris (França), e a lateral Jucinara, do Corinthians.

A técnica assumiu o time brasileiro em julho no lugar de Vadão, que deixou a seleção após a eliminação nas oitavas de final da última Copa. Pia chegou credenciada pelo bicampeonato olímpico no comando dos Estados Unidos (2008 e 2012) e pelo prêmio de melhor treinadora de futebol feminino pela Fifa em 2012. Na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, conquistou a medalha de prata com a Suécia, batendo a equipe de Marta e companhia nas semifinais.

“É a melhor técnica do mundo”, afirmou Aline. “Espero que Pia esteja sendo feliz aqui no Brasil, com as jogadoras e o que está sendo oferecido, para que ela deseje seguir por muito tempo. Ela esteve acompanhando os jogos do Campeonato Brasileiro, do Paulista e de outros estaduais. É a característica dela. Gosta de estar perto dos clubes, das organizações. Estamos no caminho e temos que aproveitar essa experiência dela”, completou.

Diretora de futebol feminino da Federação Paulista (FPF) desde 2016, Aline atuou profissionalmente entre 1997 (quando tinha apenas 15 anos) e 2013. Pela seleção, fez parte da geração medalhista de prata nãos Jogos de Atenas (2004), foi vice-campeã mundial em 2007, na China, e foi superada nas quartas de final da Copa de 2011, na Alemanha, pelos Estados Unidos (à época comandados exatamente por Pia). Após a carreira como jogadora, foi técnica do Vitória das Tabocas (PE) e supervisora do time formado na parceria Corinthians/Audax, precursora da atual equipe feminina do timão, antes de assumir o cargo na FPF.

Edição: Fábio Lisboa