Manifestações pró e contra governo são registradas neste domingo

© Reuters/Adriano Machado/Direitos Reservados

Grupos saíram às ruas em várias cidades do país

Publicado em 07/06/2020 – 14:25 Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Atualizado em 07/06/2020 – 19:07

Em Brasília, as manifestações foram realizadas hoje (7) na Esplanada dos Ministérios, que se dividiu em duas nesta manhã. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) se posicionou no gramado central e manteve manifestantes contra o governo do lado esquerdo, onde fica o Ministério da Justiça, e grupos a favor do presidente Jair Bolsonaro no lado direito, onde fica o Itamaraty.

O ato contrário ao governo do presidente Jair Bolsonaro reuniu mais pessoas. Ao longo da última semana, em diferentes ocasiões, o presidente pediu a seus apoiadores que não saíssem às ruas hoje para evitar cofrontos com grupos contrários.

Na Esplanada dos Ministério, pouco depois das 9h, um grande grupo caminhou até o Ministério da Justiça, onde havia uma barreira policial impedindo o avanço além daquele ponto. A manifestação unificou pautas como o combate ao racismo, ao fascismo e contrários ao governo federal. Os manifestantes usavam máscaras, item de uso obrigatório no Distrito Federal, em virtude da epidemia de covid-19.

Esse grupo ficou na Esplanada por pouco tempo. Às 11h, ele já caminhava de volta, se afastando do Congresso Nacional em direção à Biblioteca Nacional, onde começou a dispersão. O protesto foi pacífico.

Do lado favorável ao governo, o público saiu às ruas vestido de verde e amarelo. Os manifestantes tiveram acesso à Praça dos Três Poderes, local que tem concentrado apoiadores do presidente aos domingos.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, esteve presente na Esplanada, acompanhando a movimentação e cumprimentando policiais que faziam a segurança da área.

A Polícia Militar informou que não houve registro de ocorrência durante a manifestação e ninguém foi detido. Além disso, a PMDF informou que não faz estimativa de público.

Rio de Janeiro

Na parte da manhã, um grupo de manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro fez uma caminhada na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio.  Os manifestantes, muitos vestidos com as cores da bandeira do Brasil, percorreram um trecho do calçadão no final da manhã e carregaram uma faixa intitulada Marcha da Família pró Bolsonaro com Deus, que defendia também “intervenção popular com o Executivo”.

Um grupo de manifestantes contrários a Bolsonaro também esteve no calçadão, com uma faixa contra integrantes do governo e outra relembrando a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018.

Manifestantes contrários ao governo ltambém participaram da segunda marcha Vidas Negras Importam, que foi realizada na tarde de hoje no centro do Rio. O protesto percorreu a Avenida Presidente Vargas e teve como principais bandeiras o combate ao racismo e à violência policial, relembrando pessoas negras que morreram no contexto de ações policiais, como o adolescente João Pedro, assassinado em casa no dia 17 de maio, em São Gonçalo, e a menina Agatha Félix, baleada e morta em setembro do ano passado, no Complexo do Alemão. 

São Paulo

Os manifestantes contra o governo se reuniram no Largo da Batata, zona oeste paulistana, no ato Mais Democracia – antifascista e antirracista. Lideres do movimento discursaram em um carro de som. Os participantes gritaram palavras de ordem contra o racismo, contra o fascismo e contra o presidente Jair Bolsonaro. A Avenida Faria Lima chegou a ter um dos lados da via interrompidos para o fluxo de carros.

O ato havia sido inicialmente convocado para acontecer na Avenida Paulista. Porém, uma decisão determinou que protestos antagônicos não deveriam acontecer no mesmo local. Na semana passada, houve confusão entre participantes de manifestações pró e contra o governo. A Polícia Militar interviu, lançando bombas de gás contra os manifestantes.

Hoje na Avenida Paulista, em frente a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um grupo de apoiadores do presidente Bolsonaro se reuniu com bandeiras do Brasil e cartazes.

Desde o final da manhã, a Polícia Militar esteve presente na região da Paulista com unidades da cavalaria, viaturas e bloqueios para revistar as pessoas que saíam das estações do metrô. Segundo a Secretaria de Estado Segurança Pública de São Paulo, o patrulhamento buscava garantir a segurança da população e proteger o patrimônio. A corporação usou drones para monitorar tanto o Largo da Batata, como a Paulista. Algumas imagens foram disponibilizadas nas redes sociais da PM.

Apesar da determinação de que os atos acontecessem em lugares distintos, um grupo contra o presidente também se reuniu em uma das extremidades da Avenida Paulista, na Praça do Ciclista. Um cordão de policiais militares com escudos, entretanto, não permitiu que o grupo avançasse na via e o protesto permaneceu a mais de um quilômetro de distância dos apoiadores do presidente.

*Texto ampliado às 19h07

*Colaboraram Vinícius Lisboa e Daniel Mello

Edição: Narjara Carvalho

Empresários do setor de academias elaboram manifesto para apoiar flexibilização em Andradina

Sem poder reabrir as portas de seus empreendimentos, empresários do setor das academias de ginásticas resolveram se unir para pedir a abertura do setor. Em um manifesto que foi enviado à prefeita de Andradina Tamiko Inoue, o grupo manifesta seu apoio para que a atividade seja retomada no município.      

Eles estão impedidos de trabalhar desse o início da pandemia do novo coronavírus. Na semana em manifestação, o Governo do Estado deixou claro que irá manter as academias fechadas por mais um período.  

Ainda na semana passada um decreto publicado pelo presidente Jair Bolsonaro no Diário Oficial da União, incluiu academias, salões de beleza e barbearias na lista de serviços essenciais podendo ser flexibilizadas.

Com as academias fechadas donos de estabelecimentos do setor estão preocupados com a demissão de funcionários, fechamentos de empresas e com a saúde da população.

Competência

Segundo o Supremo Tribunal Federal, em julgamento realizado no último dia 15 de abril, a flexibilização é de competência dos municípios e estados. Um dos principais argumentos do manifesto é que já se passaram mais de 50 dias de quarentena no Estado de São Paulo, e Andradina teria um baixo número de contaminação do vírus, com apenas 30 casos confirmados.

Manifesto

Ontem (17) um grupo de empresários se reuniu para fazer um manifesto de apoio à prefeita, com o objetivo de “empoderar” a atitude de flexibilizar a atividade no município. Em contato prévio, a prefeita estaria inclinada a editar um decreto municipal para a flexibilização para o funcionamento das academias.

Em várias cidades onde a flexibilização foi decretada, os prefeitos tiveram que voltar atrás por interferência do Ministério Público. O manifesto, assinado por 19 empresários do setor, pretende dar respaldo a decisão de abrir.

” manifestamos nossa imensa preocupação com a COVID-19, o que nos torna conscientes dos cuidados que se exigem ter nesse momento em nosso país, estado e município. Mas, ressaltamos que além do cuidado com a saúde dos nossos alunos, também é de extrema preocupação as condições econômicas dos profissionais que trabalham conosco, proprietários de academias, e o nosso próprio sustento e manutenção e sobrevivência das nossas empresas”, destaca o documento.

No documento, os empresários destacam atitudes que deverão ser cumpridas para evitar a disseminação da doença em seus ambientes. Eles ressaltam que a atividade física traz benefícios significativos para a saúde e contribui para o aumento da imunidade corporal, fator de relevância para a prevenção ao contágio de doenças transmissíveis.

Confira a íntegra do Manifesto

MANIFESTO DE APOIO À ABERTURA DE ACADEMIAS

EXMA. PREFEITA MUNICIPAL DE ANDRADINA SRTA. TAMIKO INOUE

Excelentíssima Prefeita,

Considerando vossas atribuições conferidas por lei e, em especial o art.64, inciso IX, da Lei Orgânica do Município de Andradina;

Considerando a competência concorrente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 6341 em julgamento realizado na data de 15/04/2020

Considerando que já se passaram 56 dias de quarentena no Estado de São Paulo, desde o Decreto 64.881 de 22 de março de 2020, por conta da pandemia do COVID-19 (Novo  Coronavírus);

Considerando o baixo número de contaminação do vírus no município de Andradina, de acordo com boletim da última sexta-feira (15/05), apenas 30 casos confirmados;

Considerando que as academias estão fechadas desde o período citado acima e que diversos profissionais – professores, atendentes, auxiliares de limpeza, tiveram seus contratos suspensos ou recindidos;

Considerando que a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) em seu boletim (anexo) datado de 17 de março de 2020, declara que:

• Face à pandemia do COVID-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020, e devido à quantidade crescente de informações desencontradas sobre questões relacionadas à possibilidade da prática de exercícios físicos pela população, neste momento, vimos esclarecer alguns pontos relevantes:

• A prática regular de exercícios físicos está associada a uma melhora da função imunológica em seres humanos, otimizando as defesas do organismo diante de agentes infecciosos.

• Pessoas ativas fisicamente têm menor chance de apresentar diversas doenças, como diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares, patologias crônico-degenerativas que levam seus portadores a serem considerados de maior risco para a infecção pelo coronavírus.

• Além de seu papel preventivo, o exercício físico também é uma importante ferramenta no tratamento e controle destas citadas doenças, pois pacientes descompensados são ainda mais suscetíveis às complicações e agravamentos da infecção pelo COVID-19.

 • Isso é importante, principalmente, nos idosos, comprovadamente bastante vulneráveis a esta pandemia, além de serem uma população com maior probabilidade de portarem as mencionadas patologias, tornando-os um grupo de risco merecedor de atenção especial.

• Portanto, pessoas ativas, especialmente os idosos, devem ser incentivados a tentar manter seus exercícios físicos, mesmo que sejam necessárias algumas adaptações quanto a locais de prática ou contatos pessoais, procurando sempre prestar atenção às orientações dos órgãos oficiais de saúde.

Considerando o Decreto Federal 10.344 de 08 de maio de 2020 que altera o Decreto Federal 10.282 de 20 de março de 2020 em seu art. 3º, inciso LVII, e acrescenta à lista de serviços públicos e atividades essenciais: academias de esporte de todas as modalidades, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde;

Considerando que, segundo o Ministério da Saúde por meio do Boletim Epidemiológico nº 07, de 06 de abril de 2020, há possibilidade de manutenção das atividades com medidas restritivas relacionadas à segurança sanitária e proteção aos grupos de risco;

Considerando, que obtivemos a informação de que está sendo planejado a publicação de

DECRETO para a abertura das Academias de Andradina;

É que vimos diante de Vossa Excelência MANIFESTAR nosso APOIO E AGRADECIMENTO ANTECIPADO para garantir o retorno das atividades das Academias de Andradina.

Além das considerações relacionadas acima, manifestamos nossa imensa preocupação com a COVID-19, o que nos torna conscientes dos cuidados que se exigem ter nesse momento em nosso país, estado e município. Mas, ressaltamos que além do cuidado com a saúde dos nossos alunos, também é de extrema preocupação as condições econômicas dos profissionais que trabalham conosco, proprietários de academias, e o nosso próprio sustento e manutenção e sobrevivência das nossas empresas.

Para tanto, apresentamos a seguir um anexo, com uma proposta inicial, que  pode ser melhor debatida e aprofundada com a administração pública, para que ocorra essa flexibilização e reabertura das Academias.

Também, afim de melhor compreensão por parte de autoridades judiciárias, Ministério Público e do próprio Governo do Estado, sugerimos que nossas considerações iniciais sejam acrescentadas ao DECRETO municipal.

Andradina, 17 de maio de 2020.

ANEXO

MEDIDAS A SEREM TOMADAS PELAS ACADEMIAS

1.    Em atendimento o Decreto Estadual 64.959/2020 e o Decreto Municipal 6.935/2020 fica sendo obrigatório o uso de máscaras por todos os que frequentarem os estabelecimentos, sejam eles profissionais, funcionários, alunos, inclusive para o exercício de atividades de musculação e aeróbicas, entre outras, ainda que sejam realizadas em ambientes externos;

2.    Fica proibida a realização de atividades que gerem qualquer tipo de contato físico entre os alunos ou professores e alunos;

3.    É vedado o compartilhamento de aparelhos, instrumentos, pesos etc., sem prévia e rigorosa higienização, mediante utilização de álcool 70%, hipoclorito de sódio (solução de 50ml de água sanitária para 01(um) litro de água) ou produto destinado para tanto, quanto das mãos do praticante e professor/instrutor por meio de lavagem adequada com água e sabão ou álcool 70%;;

4.    As aulas/sessões de treino deverão ter duração máxima de 50 (cinquenta) minutos, sendo que os 10 (dez) minutos remanescentes deverão ser destinados à completa higienização do estabelecimento para preparar a próxima aula/atividade, mediante utilização de álcool 70%, hipoclorito de sódio (solução de 50ml de água sanitária para 01(um) litro de água) ou produto destinado para tanto;

5.    Deverá ser destinado horário específico para atividades de idosos, respeitando-se as demais regras indicadas neste Decreto, de modo que não tenham contato com outros grupos, sendo absolutamente recomendável que deem preferência para a realização de atividades em casa, por meio de instrução/acompanhamento remoto;

6.    Aulas em turmas ficam condicionadas à manutenção de distanciamento mínimo de 02 (dois) metros quadrados entre as pessoas, observados os demais requisitos deste Decreto;

7.    Os aparelhos destinados às atividades aeróbicas (esteiras, bicicletas, elípticos etc.) deverão ter distanciamento mínimo de 02 (dois) metros quadrados entre si e dos demais aparelhos. Não havendo essa possibilidade os treinos deverão ser executados de maneira que intercale os aparelhos, respeitando-se a distância citada;

8.    É obrigatório a utilização de álcool 70% em gel ou líquido pelos frequentadores mencionados no inciso anterior, para fins de higienização constante, desde a entrada do estabelecimento até o manuseio de instrumentos, toques no chão, paredes, aparelhos etc.;

9.    Os frequentadores deverão ter a temperatura mensurada na entrada do estabelecimento, sendo proibida a realização das atividades por aqueles que estiverem com a temperatura corporal acima de 37,7 graus celsius, devendo ser orientado imediatamente a procurar atendimento médico;

10.  É proibido o atendimento de pessoas que estejam apresentando sintomas como: coriza, tosse, febre, mal-estar;

11.  É proibido o compartilhamento de instrumentos e objetos entre os frequentadores, sendo expressamente vedado o revezamento no mesmo aparelho ou objetos, devendo a troca ser realizada apenas ao final de cada série e mediante absoluta e rigorosa higienização do aparelho, peso, anilha, banco etc., por meio de álcool 70%, hipoclorito de sódio (solução de 50ml de água sanitária para 01(um) litro de água) ou produto destinado para tanto;

12.  É proibida a permanência de pessoas que não estejam realizando as atividades ou fornecendo os treinamentos, antes, durante ou depois destes;

13.  É proibida a utilização de aparelho celular pelos frequentadores que manuseiem os instrumentos, aparelhos etc., no interior do estabelecimento, por ter grande potencial de contaminação;

14.  É proibido o uso de bebedouros com água por pressão, de modo que cada aluno ser responsável por trazer a sua garrafa d´água, sendo este de uso individual e intransferível;

15.  É vedado consumo de bebidas e alimentos no interior do estabelecimento;

16.  É proibida a troca de roupas no local (o aluno deverá chegar ao local adequadamente trajado e preparado para a atividade física);

17.  É obrigatória a manutenção de monitoramento dos colaboradores que ao qualquer sinal de sintomas deverá imediatamente ser afastado das atividades e orientado a procurar atendimento médico;

18.  Durante o horário de funcionamento da academia, fechar cada área de 2 a 3 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes;

19.  Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. No mesmo local, deve haver orientação para descarte imediato das toalhas de papel em lixeiras com tampa e acionamento por pedal;

20.  Limitar a quantidade de alunos que entram da Academia: ocupação simultânea de 01 aluno a cada 12 m²

21.  Distribuir cópias do DECRETO a todos os alunos, colhendo assinatura de recebimento do mesmo.

Assinam este MANIFESTO DE APOIO as seguintes academias de Andradina!

ANTONIO CARLOS LIMA MARINHO

ACADEMIA ESPAÇO VITAL BIANCA BRUNA ALVES SBIZERO

PRIME FITNESS ANDRADINA

CARLOS ALBERTO ALVES ACADEMIA ACQUA E CIA    

EDERSON DEODATO ACADEMIA POWER UP

FERNANDO DE  SOUZA ACADEMIA PERSONALITE FITNESS      

GABRIELA ALVES FIGUEIRA GLOW ACADEMIA

GISLAINE AMORIM DE SOUZA PINTO GISLAINE STUDIO   

KLEBERSON BATISTA DOS SANTOS STUDIO LIFE PERSONAL TRAINER

LEONARDO HENRIQUE SARANTI DA COSTA VILA FITNESS ANDRA 

LUCAS MAINARDI ACADEMIA HIPER FITNESS

LUCIANA SATIE DEHIRA MAZETTO CLINICA EQUILIBRIUM

LUIZ CARLOS PEDROSA JUNIOR ACADEMIA SHOBUKAN

PAULO CESAR BRITO

ÁPICE STUDIO PERSONAL TRAINER

RAFAEL CALDAS CASSIANO TOP FITNESS

RODRIGO BASILIO DA SILVA REBORN DANCE STUDIO       

RAMON BRESLAU IRON GYM

SUELI SBIZERA MARTINEZ BEM ESTAR ACADEMIA    

THIAGO AUGUSTO MINARI SBIZERO ÁGUA AZUL NATAÇÃO E HIDROGINÁSTICA

TATIANA E RAFAEL ZULIAN ELITE ACADEMIA     

Por Flávia Gomes

NOTA SINDILAT E APIL

Foco da indústria é manter captação, abastecimento e pagamentos em dia

Frente à pandemia de Covid-19 que impôs à indústria uma situação sem precedentes, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e a Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) vêm alertar:
– As indústrias estão concentrando seus esforços, neste momento, em manter as fábricas abertas e a captação normalizada, evitando perda de leite no campo. O foco é produzir para abastecer a população que está em casa e manter pagamentos em dia ao produtor para que os tambos e as famílias que deles dependem tenham estabilidade financeira para atravessar a quarentena.
– Sobre dados divulgados pelo Conseleite no dia 28/04 que indicaram elevação de preço do leite em abril, as indústrias informam que eles limitam-se à realidade de um momento atípico e pontual vivido até o dia 10/4. Qualquer pretensão de usar esse indexador para um prognóstico do mês inteiro, como de costume, resultará em uma margem de erro elevada. Sindilat e Apil reconhecem a seriedade e eficiência do estudo realizado pelo colegiado ao longo dos últimos 14 anos, tanto que o utilizam como referência para negociação do preço do leite no campo. Pontualmente neste último levantamento, a projeção do Conseleite foi desviada de seu curso estatístico pelo imprevisto da pandemia. Além disso, o estudo não considera cenários de não-venda de derivados e, desta forma, não avalia a existência de estoques elevados que geram desequilíbrio severo entre oferta e demanda.
– Temos consciência que o futuro do setor lácteo, assim como de diversos outros ramos da economia, é incerto e preocupante. Enfrentamos falta de colaboradores nas linhas de produção, dificuldades logísticas e, mesmo assim, mantemos a fabricação conscientes da responsabilidade do setor industrial com a sociedade e o produtor. Entendemos que, juntos, dialogando e explicando o momento, poderemos enfrentar essa crise e sair dela mais fortes e unidos.
Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS)
Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) 

CTG Brasil adere ao movimento Não Demita

Empresa se comprometeu com propósito do manifesto, que preza pela manutenção do emprego para reduzir os impactos econômicos da pandemia de coronavírus

São Paulo, 30 de abril de 2020 – A CTG Brasil, concessionária da Usina Jupiá e umas das líderes em geração de energia limpa no País, aderiu ao movimento Não Demita, um compromisso conjunto de empresas na manutenção do emprego de seus colaboradores como forma de reduzir os impactos econômicos causados pela pandemia de Covid-19. “Um valor importante da CTG Brasil é a colaboração com o desenvolvimento do Brasil e o manifesto Não Demita está totalmente alinhado ao nosso compromisso com o País. Por isso, nos comprometemos com a manutenção do emprego de todos os colaboradores da empresa”, afirma José Renato Domingues, vice-presidente corporativo da empresa.

A CTG Brasil tem atualmente cerca de 900 funcionários atuando em diferentes escritórios e usinas de geração de energia limpa para o País. “Também estamos sugerindo que nossos parceiros, clientes e fornecedores se unam à iniciativa de manutenção de empregos, de modo a beneficiar a economia brasileira, assim como o ecossistema de energia”, completa Domingues.

Desde 2013, quando foi criada, a empresa já investiu R$ 23 bilhões e mantém seu plano de permanecer no Brasil em longo prazo, contribuindo com o desenvolvimento local. Além de colaborar com a criação de empregos, a CTG Brasil investe no País por meio de ações de responsabilidade social, sustentabilidade e projetos de inovação para a entrega de energia limpa. Atualmente, mais de 8% de toda energia elétrica consumida no País é produzida pela empresa, de forma totalmente limpa e renovável.

Sobre a CTG Brasil

Criada em 2013, a CTG Brasil é uma empresa da China Three Gorges Corporation, uma das líderes globais em energia limpa. Com investimentos em 17 usinas hidrelétricas e 11 parques eólicos, o portfólio da CTG Brasil hoje tem uma capacidade total instalada de 8,28 GW. Segunda maior geradora privada de energia do país, a CTG Brasil conta com a dedicação de seus talentos locais e está comprometida em contribuir com matriz energética brasileira, pautada pela responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.

Comunic

Governo Bolsonaro faz corpo mole e milhões de trabalhadores ficam na fila da CEF sem receber o Auxílio Emergencial

As cenas se repetem diariamente: milhões de trabalhadores recorrem às agências da Caixa Econômica Federal para tentar receber o Auxílio Emergencial de R$ 600,00. Outros tantos comparecem aos postos do Ministério da Economia para tentar regularizar seus CPFs. Mais de 75 milhões de brasileiros solicitaram o benefício aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, mas, segundo informações da CEF, até o presente momento, somente receberam o auxílio cerca de 44 milhões de pessoas.

É inaceitável que passados 20 dias da liberação para pagamento do Auxílio Emergencial, o governo Bolsonaro e a Caixa Econômica Federal continuem batendo cabeça com os inúmeros problemas no cadastramento, na utilização do aplicativo Caixa Tem, nas informações da Dataprev, etc. Muitos trabalhadores não tem acesso à internet, muitos dos que receberam o benefício não conseguem movimentá-lo por problemas na Caixa e no aplicativo.

O resultado aí está: em plena pandemia, o recebimento do Auxílio Emergencial que deveria ser um momento de desafogo para os que mais necessitam de apoio está se transformando num verdadeiro transtorno, gerando aglomerações, viabilizando a transmissão do vírus.

O que parece é que o desprezo e irresponsabilidade com que o presidente da república trata a pandemia do Coronavírus e as necessárias medidas de distanciamento e isolamento social para contê-la tem marcado a ação de todo o governo e da CEF para resolver prontamente os problemas e pagar com rapidez todos os que tem direito. Não é hora de ficar no debate sobre o impacto fiscal do Auxílio Emergencial, ou, o que é pior, tentar conter com burocracia e ineficiência o acesso de milhões de trabalhadores necessitados ao benefício.

Por Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

Frentistas de SP criam força-tarefa para apurar denúncias trabalhistas e de situações de risco à saúde

A necessidade de reforço às ações sindicais em tempos de pandemia e de sucessivos ataques à classe trabalhadora foi um dos temas da reunião virtual realizada pela Federação dos Frentistas de São Paulo- Fepospetro- e os dezessete sindicatos filiados.
Um dos assuntos discutidos foi o crescimento das denúncias e reclamações, pelas redes sociais e sites das entidades, sobre abusos de patrões contra empregados, sobretudo após a publicação da Medida Provisória 936.
Para os sindicalistas, o aumento em mais de 200% no número de reclamações é um dado revelador sobre como os patrões estão se sentindo autorizados a agir por contra própria nas questões relativas à redução de jornadas, salários e de suspensão de contratos, entre outros, os quais vêm sendo aplicados sem o devido aval do trabalhador, e à revelia do Ministério da Economia e dos sindicatos, como preconiza a MP 936.
Há também relatos de cancelamento dos benefícios vale-refeição e cesta -básica, o que contraria cláusula da Convenção Coletiva emergencial, assinada recentemente entre a categoria e os patrões e que está disponível nos canais digitais dos sindicatos e da Fepospetro. De acordo com Luís Arraes, presidente da Fepospetro, que representa cem mil frentistas, tais fatos vêm prejudicando e levando ainda mais incertezas a milhares de trabalhadores, e exige empenho de todos, para que haja a devida resposta.
Outro assunto debatido pelos sindicalistas foi o da falta de condições necessárias para proteger a saúde dos trabalhadores em atividade durante a pandemia . O grupo destacou que a Lei é clara e define que é obrigação do empregador fornecer itens de segurança, como máscaras de proteção e álcool em gel aos funcionários. Atualmente, para evitar que esses trabalhadores fiquem sob o risco desnecessário de contaminação pelo coronavírus, a distribuição gratuita desses equipamentos tem sido a alternativa encontrada por alguns sindicatos, como as entidades de São Caetano e região, de Sorocaba e de Osasco. Outra medida, o contato via telefone, para a cobrança de explicações das empresas identificadas nas denúncias, foi a opção do Sindicato dos Frentistas de Ribeirão Preto. Além dessas ações coletivas, a força-tarefa de enfrentamento a essa e demais decisões arbitrárias de alguns patrões são a compilação dos casos apurados, com o devido encaminhamento aos departamentos jurídicos das respectivas entidades, e também para os órgãos públicos de defesa do trabalhador como o Ministério Público do Trabalho. Uma nova reunião entre o grupo nos próximos dias debaterá o andamento e a continuidade dessas atividades.

Por Leila de Oliveira

CSB critica extinção do PIS-Pasep que beneficiava os trabalhadores

O Governo Federal usou o período de pandemia, em que todas as atenções estavam voltadas ao perigo da contaminação com o coronavírus, para baixar a Medida Provisória 946/20, que extingue o Fundo PIS-Pasep, instituído por Lei Complementar em 1975 e que beneficiava anualmente  trabalhadores em todo o Brasil, e transfere o seu patrimônio para o FGTS. “Esse foi mais um ato para acabar com  os poucos benefícios que os trabalhadores conquistaram depois de muitos anos de luta e de injustiça social”, criticou José Lucas da Silva, presidente da Feintramag MS/MT e coordenador da CSB/MS (Central dos Sindicatos Brasileiros em Mato Grosso do Sul).

A central nacional divulgou uma nota, assinada pelo presidente da entidade, Antônio Neto, tecendo duras críticas ao governo. De acordo com José Lucas da Silva, a entidade afirma que a maldade e o oportunismo do governo Bolsonaro não têm limites. Na calada da noite do dia 8/04, o Governo editou a Medida Provisória extinguindo o Fundo PIS-Pasesp e transferindo o patrimônio para o FGTS, sob o pretexto de liberar saque extraordinário de até R$ 1.045 de contas ativas e inativas do FGTS a partir de 15 de junho.

A nota faz também as seguintes análises e críticas: “A liberação do saque do FGTS, defendido por todos os setores progressistas, era plenamente possível sem a extinção do fundo do PIS/PASEP, proposta esta já defendida pelo governo nas propostas das reformas da previdência e tributária, pois na visão esquizofrênica desse governo é um “absurdo” o trabalhador pobre de carteira assinada receber até um salário mínimo por ano.

Não há um único dia que esse governo, desde a instalação da pandemia do coronavírus, que já cobrou centenas de vidas e poderá matar milhares de brasileiros, não publique uma nova crueldade contra o povo mais pobre e que mais sofre com o desemprego e a incompetência governamental.

Foi assim na Medida Provisória que jogava os trabalhadores por quatro meses em casa sem remuneração, está sendo assim nas constantes tentativas de rasgar a Constituição e excluir os sindicatos das negociações e proteção dos trabalhadores, na proposta de liberar apenas R$ 200,00 para os pobres (alterada pelo Congresso para R$600,00), como foi dessa maneira na reforma previdenciária e na implantação da precária carteira verde-amarela.

Se o governo Bolsonaro dedicasse para o povo dez porcento do que drena de dinheiro público para os bancos, que receberam R$ 1,2 trilhão em benefícios já na primeira hora da crise, a situação dos brasileiros e a superação da pandemia seria muito mais tranquila e rápida.

Cabe a nós lutar contra essas maldades e conclamar o Parlamento do País a não subscrever medidas sociopáticas desse governo que tem como objetivo único destruir a estrutura do Estado brasileiro para impor uma agenda retrógrada e completamente ultrapassada.

Por Wilson Aquino

Metalúrgicos de Campinas negociam com a empresa Bosh garantia de direitos diante da pandemia do Covid-19

Entre as medidas, proposta prevê redução de 25% na jornada de trabalho. Trabalhadores participam de votação online, nesta sexta-feira, no site do Sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, filiado a Intersindical, negocia a redução de jornada de trabalho com a empresa Bosch, para garantir melhores condições aos trabalhadores em relação a MP 936 editada pelo Governo Federal.

Após rodada de negociação, entre representantes do Sindicato e da empresa foi finalizada uma proposta para ser apresentada aos trabalhadores, que deverão entrar no site da entidade para analisar e votar. “Somos contrários a qualquer tipo de redução, mas neste momento estamos preocupados com a saúde e segurança dos trabalhadores”, explica o presidente do Sindicato, Sidalino Orsi Júnior.

A votação, disponível no site, acontece nesta sexta-feira (24) das 9h00 às 23h59. A votação será realizada em ORDEM ALFABÉTICA com enquetes separadas para os trabalhadores da empresa. Assim que for apurada a votação o Sindicato irá disponibilizar em seu site o resultado.

Acesse o site e veja mais informações:
http://www.metalcampinas.org.br/

Live do Trabalhador: Centrais Sindicais fazem 1º de Maio unificado na Internet

As Centrais Sindicais e movimentos sociais, ante a pandemia e em total respeito ao isolamento social imprescindível ao combate do coronavírus, decidem realizar o 1º de Maio em formato inédito de live.

Sob o lema: “Saúde, Emprego, Renda: um novo mundo é possível com solidariedade”, o Dia do Trabalhador é, para as Centrais Sindicais, data de reflexão e de luta pela democracia, pelo direito de a classe trabalhadora ter um movimento sindical organizado, ouvido e respeitado.

O 1º de Maio Unificado terá grade de apresentações musicais a partir das 10 horas, e que serão intercaladas pelas mensagens dos presidentes das centrais e de convidados dos movimentos sindical e popular. 

A mídia receberá a grade completa e todas as informações e atualizações sobre a Live do Trabalhador em releases ao longo da semana até 1º de maio.

Força Sindical

Retirada de direitos gera desemprego

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS
SOBRE A APROVAÇÃO DA MP 905

As centrais sindicais vêm denunciando o caráter predatório da MP 905 desde seu lançamento pelo governo Bolsonaro, em novembro de 2019. A aprovação dessas medidas que afetam diretamente a classe trabalhadora sem diálogo ou consulta às centrais e demais entidades sindicais é mais um ataque à democracia.

Condenamos veementemente a decisão da Câmara dos Deputados de aprovar a “Carteira da Vergonha” na noite de terça-feira, 14 de abril de 2020, em meio ao crescimento das crises sanitária, social e política que o País enfrenta.

A pretexto de reduzir encargos trabalhistas para empresas e, assim, estimular a geração de empregos, o programa, na verdade, visa eliminar os direitos trabalhistas e benefícios como o FGTS.

A falácia da reforma trabalhista deixou comprovado que a eliminação de direitos e redução de encargos não apenas não geram empregos, como também provocam expressiva queda de renda e, consequentemente, do consumo, levando, assim, ao desemprego.

Se a MP 905 for efetivada, não haverá geração de empregos para jovens nem para ninguém. Ao contrário, além do agravamento da precarização e da informalidade, a medida provocará uma nova descapitalização da Previdência podendo comprometer o pagamento das aposentadorias.

Ao aprovar as MPs 905 e 936, retirando direitos, estendendo jornadas de trabalho e destruindo medidas de proteção e segurança de saúde, os parlamentares que a apoiaram serão cúmplices de uma crise que aumentará ainda mais o nível de enfermidades entre trabalhadoras e trabalhadores neste atual contexto de pandemia. 

Nesse sentido, manifestamos total rechaço ao que foi aprovado e reivindicamos, de forma contundente, que o Senado não vote o texto da MP 905 aprovado na Câmara dos deputados, para que a Medida Provisória deixe de ter vigência.

Reivindicamos também que o Congresso, as representações empresariais e sindicais criem uma mesa de negociação para buscar soluções aos problemas existentes nas pequenas e médias empresas para manter os empregos e salários.

São Paulo, 16 de abril de 2020

Força Sindical