Nova York inicia reabertura conforme taxa de covid-19

Um oficial do Departamento de Polícia de Nova York fica de olho nas pessoas que controlam a distância social em um dia quente durante o surto da doença por coronavírus (COVID-19) no Domino Park, no Brooklyn

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É a primeira fase de flexibilização do isolamento social

Publicado em 09/06/2020 – 05:31 Por Barbara Goldberg e Gabriella Borter – Repórteres da Reuters – Nova York

Exatamente 100 dias depois de o primeiro caso de covid-19 ser confirmado na cidade de Nova York, alguns trabalhadores começaram a voltar ao trabalho nessa segunda-feira (8), na primeira fase de reabertura do isolamento municipal adotado para combater a epidemia, que já matou mais de 20 mil de seus moradores.

Pessoas que passaram meses em casa embarcaram em trens do metrô e em ônibus, agora que a cidade norte-americana mais populosa iniciou sua jornada rumo a uma esperada recuperação econômica.

“Este é claramente o lugar mais difícil da América para chegar a este momento porque somos o epicentro”, disse o prefeito, Bill de Blasio, em entrevista no estaleiro da Marinha, no Brooklyn.

Nova York, a cidade mais atingida do país pela covid-19, registrou que a taxa de pessoas que tiveram teste positivo de coronavírus teve nova queda, de 3%, bem abaixo da taxa máxima para a reabertura, de 15%, disse De Blasio.

Enquanto cerca de 400 mil trabalhadores voltavam para 32 mil canteiros de obras, centros de atacado e manufatura e alguns pontos atacadistas de toda a metrópole, o prefeito pediu o uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social para manter os casos de covid-19 em tendência de baixa – particularmente aqueles que usam o transporte público para ir ao emprego.

“Sabemos que a reabertura significará que as pessoas estarão perto umas das outras, precisamos nos ater a isso”, lembrou De Blasio.

Máscaras gratuitas e gel antisséptico estão sendo distribuídos por 800 agentes de segurança escolar, de plantão em estações do metrô.

Para aumentar o espaçamento entre os passageiros, a cidade abrirá 20 milhas de novas rotas de ônibus entre junho e outubro, informou o prefeito.

Conselho em Minneapolis vê alternativa para substituir polícia

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Planos para alterar repasse de verbas foram apresentados

Publicado em 09/06/2020 – 06:15 Por Nathan Layne – Repórter da Reuters – Londres

Quatro membros do Conselho Municipal de Minneapolis, favoráveis à substituição do Departamento de Polícia da cidade, apresentaram nessa segunda-feira (8) planos para alterar repasses de verbas a programas baseados na comunidade, a fim de reduzir a violência e limitar a necessidade de uma força armada de policiamento.

O conselheiro Jeremiah Ellison disse, em teleconferência com a imprensa, que as discussões com o público poderiam durar um ano para desenvolver “um aparato inteiramente novo para a segurança pública” , em substituição ao Departamento de Polícia de Minneapolis.

“Acredito que há um erro que muitas pessoas estão cometendo ao pensar que estamos falando em abolir a segurança,” disse Ellison. “Não, estamos falando em abolir uma estrutura fracassada de uma polícia que não nos mantém seguros”.

Ellison foi parte de uma maioria à prova de veto do conselho que, no domingo (7), pediu a dissolução do Departamento de Polícia após a morte de George Floyd, um homem negro desarmado, morto após um policial se ajoelhar sobre seu pescoço por quase nove minutos.

A conselheira Alondra Cano disse que espera uma emenda à proposta de orçamento do prefeito Jacob Frey, nas próximas semanas, e que buscará redirecionar verbas para “estratégias de segurança comunitárias” para o “novo sistema de segurança que todos querem criar”.

Ellison disse que quer angariar apoio para programas locais bem-sucedidos, como um que conecta pessoas com problemas psiquiátricos a terapeutas e outro que retira crianças de gangues.

Irã vai executar espião que deu informações aos Estados Unidos

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Dados causaram a morte, em Bagdá, do general Qassem Soleimani

Publicado em 09/06/2020 – 08:33 Por RTP – rádio e televisão de Portugal – Teerã

O Irã vai executar um homem condenado por fornecer informações aos Estados Unidos e Israel sobre o general da guarda revolucionária Qassem Soleimani, morto num ataque realizado pelos norte-americanos em Bagdá, em janeiro, anunciou hoje (9) fonte oficial.

O porta-voz do judiciário iraniano, Gholamhossein Esmaili, divulgou pouca informação sobre o homem condenado, mas forneceu o seu nome: Mahmoud Mousavi Majd.

Esmaili acusou Majd de partilhar informações de segurança sobre os guardiões da revolução e a sua unidade Força Quds (encarregada das operações no estrangeiro), a qual Soleimani comandava.

Majd estava “ligado à CIA (agência de informação dos EUA) e ao Mossad (agência de informação israelense)”, declarou o porta-voz. Nenhuma das agências de informação citadas comentou as declarações das autoridades iranianas.

Esmaili não disse quando Majd seria executado, somente que seria “em breve”.

O porta-voz também não ligou diretamente as informações supostamente oferecidas por Majd à morte de Soleimani.

Em 3 de janeiro, o general Qassem Soleimani foi morto num ataque com um drone realizado pelos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque.

O ataque também matou Abu Mahdi al-Muhandis, vice-comandante das milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, conhecidas como Forças de Mobilização Popular, e cinco outras pessoas, incluindo o oficial de protocolo do aeroporto das milícias, Mohammed Reda.

Mais tarde, o Irã retaliou com um ataque de míssil balístico contra as forças norte-americanas no Iraque. Naquela mesma noite, os guardiões derrubaram acidentalmente um avião ucraniano em Teerã, matando 176 pessoas.

ONU coleta informações para compreender violência contra mulher

© Marcos Santos/USP

Contribuições podem ser enviadas até o dia 30 de junho

Publicado em 08/06/2020 – 15:52 Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

A Organização das Nações Unidas (ONU) recebe, até o dia 30 de junho, informações que permitam ampliar a compreensão sobre a violência contra a mulher no contexto da pandemia da covid-19. As contribuições podem ser de organizações da sociedade civil, pesquisadores, instituições de defesa dos direitos humanos, autoridades governamentais, organizações institucionais e demais interessados. 

O material irá subsidiar análise da relatora da ONU responsável por essa área, Dubravka Šimonović. Em meados de março, a relatora alertou para a tendência de aumento de casos de agressão durante a crise sanitária. 

A violência contra mulher pode acontecer de várias formas: moral, psicológica, física, patrimonial e sexual, que inclui o estupro marital, ou seja, dentro de um casamento. Em 12 estados do Brasil, em março e abril deste ano, houve um aumento de 22,2% no número de feminicídios, a expressão máxima da violência contra mulher. O apontamento, que compara o índice com o registrado em março e abril de 2019, consta de um relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a pedido do Banco Mundial. 

De acordo com a ONU, inúmeros fatores da pandemia têm limitado as possibilidades de as vítimas romperem o ciclo de violência. Conforme cita a ONU na chamada para adesão à iniciativa, elas estão, atualmente, ainda mais suscetíveis às agressões e tendo mais dificuldades na hora de pedir socorro, já que as medidas de distanciamento social as levam a ficar, muitas vezes, sob o mesmo teto dos agressores, o que as inibe de prestar queixa. 

“O risco é agravado pelo fato de haver menos intervenções policiais; fechamento de tribunais e acesso limitado à Justiça; fechamento de abrigos e de serviços para as vítimas e acesso reduzido aos serviços de saúde reprodutiva”, diz a ONU. 

As informações devem ser enviadas para vaw@ohchr.org. Os idiomas aceitos são inglês, francês e espanhol. Caso o autor não deseje que o material enviado seja disponibilizado ao público, deve informar na mensagem. Para facilitar o envio de conteúdos, a ONU destacou referências que os colaboradores do projeto deverão ter em mente ao formular as respostas. 

Confira abaixo:

1 – Até que ponto houve um aumento da violência contra as mulheres, especialmente a violência doméstica, no contexto das quarentenas promovidas por conta da pandemia de covid-19? Forneça todos os dados disponíveis sobre o aumento da violência contra as mulheres, incluindo violência doméstica e feminicídios, registrados desde o início da crise de covid-19.

2 – As linhas de apoio administradas pelo governo e/ou sociedade civil estão disponíveis? Houve um aumento no número de chamadas no contexto da pandemia de covid-19?

3 – As mulheres vítimas de violência doméstica podem ter isenção nas medidas restritivas de movimento se enfrentarem violência doméstica?

4. Os abrigos estão abertos e disponíveis? Existem alternativas para abrigos disponíveis se eles estiverem fechados ou sem capacidade suficiente?

5 – As ordens de proteção estão disponíveis e acessíveis no contexto da pandemia de covid-19?

6 – Quais são os impactos no acesso das mulheres à justiça? Os tribunais estão abertos e fornecem proteção e decisões em casos de violência doméstica?

7 – Quais são os impactos das atuais medidas restritivas e bloqueios no acesso das mulheres aos serviços de saúde? Especifique se os serviços estão fechados ou suspensos, particularmente aqueles que se concentram na saúde reprodutiva.

8 – Forneça exemplos de obstáculos encontrados para prevenir e combater a violência doméstica durante os bloqueios provocados pela pandemia de covid-19.

9 – Forneça exemplos de boas práticas para prevenir e combater a violência contra as mulheres e a violência doméstica e combater outros impactos de gênero da pandemia de covid-19 pelos governos.

10 – Forneça exemplos de boas práticas para prevenir e combater a violência contra as mulheres e a violência doméstica e para combater outros impactos de gênero da pandemia de covid-19 por organizações não governamentais e instituições nacionais de direitos humanos ou organismos de igualdade.

11 – Envie informações adicionais sobre os impactos da crise de covid-19 na violência doméstica contra mulheres não cobertas pelas perguntas acima.

Edição: Fernando Fraga

Nova Zelândia diz que erradicou coronavírus e suspende restrições

© Reuters/Staff/Direitos Reservados

Anúncio foi feito pela premiê Jacinda Ardern

Publicado em 08/06/2020 – 09:47 Por Praveen Menon – Da Agência Reuters – Wellington

A Nova Zelândia suspendeu todas as restrições sociais e econômicas, exceto os controles de fronteira, depois de declarar nesta segunda-feira (8) que estava livre do coronavírus, um dos primeiros países do mundo a voltar à normalidade pré-pandêmica.

Eventos públicos e privados, indústrias de varejo e hospitalidade e todo o transporte público foram autorizados a retomar seu funcionamento sem as regras de distanciamento ainda existentes em grande parte do mundo.

“Embora o trabalho não esteja concluído, não há como negar que este é um marco. Obrigada, Nova Zelândia”, disse a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, em entrevista, acrescentando que dançou de alegria com a notícia.

“Estamos confiantes de que eliminamos a transmissão do vírus na Nova Zelândia, por enquanto, mas a eliminação não é acaso, é um esforço sustentado”, garantiu.

Os cinco milhões de pessoas da Nova Zelândia estão emergindo da pandemia, enquanto grandes economias como Brasil, Reino Unido, Índia e Estados Unidos continuam a lidar com a disseminação do vírus.

Os 75 dias de restrições na Nova Zelândia incluíram cerca de sete semanas de uma quarentena rígida, na qual a maioria das empresas foi fechada e todos, exceto trabalhadores essenciais, tiveram que ficar em casa.

“Hoje, 75 dias depois, estamos prontos”, afirmou Ardern, anunciando que as restrições de distanciamento social terminariam à meia-noite.

Ardern disse que fez uma “pequena dança” quando lhe disseram que não havia mais casos ativos de Covid-19 na Nova Zelândia, surpreendendo sua filha de 2 anos, Neve.

“Ela foi pega um pouco de surpresa e se juntou a mim, sem ter absolutamente nenhuma ideia de por que eu estava dançando pela sala”, observou.

Apenas 22 mortes desde fevereiro

A Nova Zelândia registrou 1.154 infecções e 22 mortes por Covid-19 desde que o vírus chegou no final de fevereiro.

Ardern prometeu eliminar, não apenas conter, o vírus, o que significava interromper a transmissão por duas semanas após o último caso conhecido receber alta. Por enquanto, todos que entrarem no país continuarão sendo testados e colocados em quarentena.

Mesmo assim, o governo precisará mostrar que pode reviver a economia, que deverá afundar em recessão.

Os partidos de oposição criticaram a decisão de Ardern de manter as restrições por tanto tempo.

“Precisamos avançar com cautela aqui. Ninguém quer prejudicar os ganhos que a Nova Zelândia obteve”, disse a premiê.

Funeral de George Floyd será nesta terça-feira em Houston

© Reuters/Carlos Barria/Direitos Reservados

Previsão é de que milhares de pessoas compareçam

Publicado em 08/06/2020 – 06:03 Por RTP – Houston (Estados Unidos)

O corpo de George Floyd chega hoje (8) à cidade de Houston, no Texas, onde reside a família desse homem negro que se transformou no símbolo da luta contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos.

O funeral do norte-americano está marcado para amanhã (9), será aberto ao público e a previsão é de que milhares de pessoas compareçam.

As cerimônias fúnebres de George Floyd começaram na quinta-feira (4) em Minneapolis, onde o afro-americano morreu.

A estrutura da polícia em Minneapolis enfrenta problemas. A Assembleia Municipal da cidade norte-americana votou a favor do desmantelamento do Departamento da Polícia.

Isso significa que o financiamento das forças de segurança fica suspenso após o caso da morte de George Floyd, morto pela polícia.

O objetivo é redefinir os alicerces da polícia de Minneapolis, promovendo a segurança da comunidade e repensando a forma como os agentes respondem às situações de emergência.

China registra quatro casos de covid-19 nas últimas 24 horas

© CHINA DAILY/Reuters/direitos reservados

Novos casos são procedentes do exterior

Publicado em 08/06/2020 – 08:34 Por RTP – Pequim

A China diagnosticou quatro casos de covid-19 nas últimas 24 horas, anunciaram hoje (8) as autoridades.

A Comissão de Saúde da China informou que os novos casos são procedentes do exterior e foram detectados em Xangai, a “capital” econômica do país, e na província de Sichuan, no sudoeste chinês.

A China proibiu a entrada de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes, a partir de 28 de março, e, por isso, a maioria dos casos “importados” é de chineses que regressam ao país.

As autoridades de saúde acrescentaram que nove pacientes receberam alta nas últimas 24 horas e que o número de pessoas infectadas ativas é 65.

De acordo com os dados oficiais, desde o início da pandemia, a China registou 83.040 infectados e 4.634 mortos devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Até o momento, 78.341 pessoas tiveram alta.

As autoridades chinesas disseram que 747.066 pessoas que tiveram contato próximo com infectados estiveram sob vigilância médica, 3.232 das quais permanecem sob observação.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 400 mil mortos e infectou mais de 6,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus, detectado no fim de dezembro em Wuhan, cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido a China como centro da pandemia em fevereiro, o Continente Americano passou a ser o que tem mais casos confirmados da doença, embora com menos mortes.

Década dos Oceanos, instituída pela ONU, começa hoje em todo o mundo

Início ocorre no Dia Mundial dos Oceanos

Publicado em 08/06/2020 – 05:35 Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A Década dos Oceanos, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), começa hoje (8) – Dia Mundial dos Oceanos – em todo o mundo. Diplomatas, ambientalistas e cientistas esperam que nos nos próximos dez anos a humanidade aumente o conhecimento sobre as águas que cobrem 70% do planeta e proteja melhor essa imensidão, que absorve um terço do gás carbônico produzido pela atividade humana, retém o aquecimento global e serve à subsistência direta de bilhões de pessoas.

Esta segunda-feira também é o Dia Mundial dos Oceanos, instituído durante a conferência Rio-92 para promover a conservação de espécies e habitats, diminuir a poluição e a escassez de recursos por causa da sobrepesca.

“Fonte de bens e serviços que sustentam a humanidade, os oceanos são importantíssimos para o funcionamento do planeta e para o bem-estar. A gente precisa conhecer mais e cuidar mais”, defende Alexander Turra, professor titular do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos.

Turra, que também faz parte da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, alerta que neste momento de pandemia de covid-19 “diminuiu o esforço de fiscalização nos oceanos”. Ele teme que o afrouxamento esteja sendo aproveitado para a sobrepesca e para a pirataria.

Em oito anos da década passada (2011-2018) ocorreu uma média de 257 casos de pirataria marítima por ano em todo o planeta, segundo o International Maritime Bureau (IMB).

Difícil vigilância

Crimes marítimos e acidentes nos oceanos podem ser de difícil investigação. Alexander Turra lembra que até hoje os brasileiros não sabem como 3.600 quilômetros do litoral, da Reserva Extrativista do Cururupu (Maranhão) até São João da Barra (Rio de Janeiro), foram atingidos por manchas de petróleo.

Por análise da composição molecular, sabe-se que o óleo foi extraído da Venezuela, mas não se sabe a causa da ocorrência da mancha, criminosa ou acidental, como vazamento de uma embarcação ou naufrágio em alto-mar.

Turra lamenta que não seja possível saber o dano total do incidente e mesmo se os efeitos já cessaram. “Visualmente, o aspecto é de melhora, porém o efeito de longo prazo ainda está sendo avaliado. A gente não sabe qual é a sua magnitude.” De acordo com dados da Marinha, foram recolhidas mais de 5 mil toneladas de óleo em 11 estados.

O pesquisador preocupa-se com a possibilidade de que “esse tipo de sinistro possa acontecer de novo”. Como forma de prevenção e controle, ele defende a pesquisa conjunta entre as universidades federais e a Marinha. Também espera que haja melhora na fiscalização do tráfego marítimo internacional, inclusive com o monitoramento da interrupção de comunicação dos navios (transponder), que impede a rastreabilidade por embarcação.

Edição: Graça Adjuto

Papa Francisco diz que Itália superou pandemia

© Reuters/Vaticano/Direitos Reservados

Santa Sé informou que não há mais casos no Vaticano

Publicado em 07/06/2020 – 13:58 Por RTP – Lisboa

A Santa Sé disse hoje (7) que, atualmente, não há mais casos novos de pessoas infectadas pelo novo coronavirus no Vaticano, no mesmo dia em que o papa Francisco considerou que a Itália superou a pandemia.

“A última pessoa declarada doente com a covid-19 nas últimas semanas deu negativo nos testes”, anunciou o diretor de Serviços de Imprensa, Matteo Bruni, em comunicado divulgado nesse sábado (6) à noite.

O documento diz que, “até o momento, não há mais nenhum caso de novo coronavirus entre os funcionários da Santa Sé”, ou no Vaticano, onde foram identificadas 12 pessoas contaminadas “devidamente isoladas” quando a doença foi detectada.

A Praça de São Pedro esteve interditada durante quase três meses, por causa da pandemia. Hoje, o papa Francisco na tradicional oração Angelus, mostrou-se emocionado ao ver centenas de pessoas espalhadas pelo espaço, cumprindo o distanciamento social, mas manteve o apelo à prudência.

“A vossa presença nesta praça é sinal de que a fase aguda da pandemia foi superada na Itália, mas sejam prudentes, não declarem a vitória cedo demais”, alertou o papa que considerou “necessário seguir as medidas em vigor” de forma a evitar a volta do vírus.

“Graças a Deus estamos saindo gradualmente da pandemia de covid-19”, disse.

Natural da Argentina, Francisco não escondeu o seu desânimo por, “infelizmente, em outros países, particularmente na América Latina, o vírus continua a fazer inúmeras vítimas”. Ele lembrou que, há dois dias, no espaço de 24 horas, a cada minuto se registava uma morte de uma pessoa infectada.

O papa manifestou “solidariedade para com esses povos, doentes e familiares e todos os que cuidam e trabalham” no combate à pandemia.

O chefe da Igreja apelou aos cidadãos de outros países que ainda se encontram em confinamento que cumpram as regras determinadas pelas autoridades.

De acordo com o relatório oficial da proteção civil italiana, a pandemia matou 33.846 pessoas em quatro meses e está agora controlada com 72 mortes e 270 contaminações nas últimas 24 horas.

A Itália iniciou, há um mês, o desconfinamento gradual.

França registra 13 mortes, número mais baixo desde confinamento

© Reuters/Gonzalo Fuentes/Direitos Reservados

Mais de 29 mil pessoas morreram da covid-19 no país

Publicado em 07/06/2020 – 17:49 Por RTP – –

O número oficial de mortos na França por covid-19 caiu hoje (7) para 13, o menor registo diário desde o início do confinamento, em meados de março, confirmando ainda a tendência das últimas semanas de redução de doentes hospitalizados.

Até hoje morreram na França 29.155 pessoas, sendo que as 13 vítimas mortais hoje anunciadas representam uma queda significativa em comparação com os dias anteriores: sábado (31), sexta-feira (46), quinta-feira (44), quarta-feira (83) e terça-feira (107), segundo um comunicado do executivo francês.

Apesar deste registo positivo, as autoridades francesas não incluem todos os dias as mortes que ocorrem nos lares. A última vez que fizeram foi na terça-feira (2).

Em relação a pacientes hospitalizados, também foi verificada queda. São 12.461, menos 18 registrado no sábado (6).

No auge da pandemia, no início de abril, França contabilizava quase 32 mil pacientes internados nos cuidados intensivos e hoje estão apenas 1.053, menos seis do que nas últimas 24 horas.

Segundo Jean-François Delfraissy, presidente do Conselho Científico francês, a epidemia está controlada, pelo menos nas próximas semanas, embora o que possa acontecer depois do verão permanece uma incógnita.

De acordo com os número mais recentes, atualmente existem entre mil a 2 mil infeções diárias na França, país com mais de 60 milhões de habitantes, motivo pelo qual Delfraissy mostra-se a favor da flexibilização dos protocolos sanitários impostos às escolas até ao final do mês, em particular no acesso às refeições, recreios e atividades desportivas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 400 mil mortos e infetou mais de 6,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.