Boliche nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023

Em comunicado a todas as Confederações do esporte, a Confederação Panamericana do Boliche, Panam Bowling, informa que, juntamente com a World Bowling, apresentou uma opção ao Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023, para que o boliche seja incluído na competição.  

Com base na parceria existente entre a World Bowling e Qubica AMF, foi produzida uma carta que prevê, por parte das entidades, o fornecimento de um novo centro de competição para Santiago 2023, com pistas provisórias, para ter um palco de acordo com as necessidades dos Jogos. 

Na última passada, o presidente da Panam Bowling, Martin Faba, conversou com o secretário-geral da Panam Sports, Ivar Sisniega, para discutir odocumento. Em breve haverá uma reunião para assinar o compromisso, de modo que a proposta seja confirmada.  

Ao mesmo tempo, o secretário confirmou que, se a Panam Bowling fornecer a infraestrutura, e isso será feito, o comitê organizador cobrirá os custos operacionais. Assim, a previsão é de o boliche esteja nessa edição nos Jogos.  

A carta também foi apresentada ao ministro do Esporte chileno e ao Comitê Olímpico Nacional do país. 

Para saber mais, acompanhe as redes sociais do @bolichebrasil.

Serviço

Confederação Brasileira de Boliche – CBBOL

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Rafaela Silva perde medalha de ouro conquistada no Pan

Decisão foi anunciada pela Organização Desportiva Pan-Americana

Publicado em 25/09/2019 – 18:58

Por Fábio Lisboa – Jornalista da TV Brasil Rio de Janeiro

A Organização Desportiva Pan-Americana (Panam Sports) anunciou na tarde desta quarta-feira (25) que a judoca brasileira Rafaela Silva perdeu a medalha de ouro na categoria até 57 kg que conquistou na última edição dos Jogos Pan-americanos, que aconteceram este ano em Lima.

Rafaela deu positivo em um exame antidoping realizado no dia 9 de agosto. No teste foi constatada a presença de fenoterol no organismo da atleta. O fenoterol é um medicamento de efeito broncodilatador usado para o tratamento de asma brônquica, pneumonia, bronquite e tuberculose.

Contaminação acidental

Segundo a brasileira, a contaminação pode ter acontecido de forma acidental, durante uma brincadeira com uma criança: “Sempre tive muito cuidado como atleta e nunca imaginaria que pegaria uma criança de 6 meses no colo que faz uso dessa substância. Tenho o costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos. Sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira, e uma das crianças com as quais brinquei fez uso dessa substância. Esta pode ser a forma como [a substância] entrou no meu corpo”.

Kacio Fonseca

Além de Rafaela, a Panam Sports anunciou que puniu outro brasileiro pego em exame antidoping, o ciclista Kacio Fonseca. O teste dele deu positivo para a presença da substância LGD-4033. Com isto, foi caçada a medalha de bronze conquistada pela equipe brasileira no ciclismo de pista. Edição: Verônica Dalcanal Tags: esportesJogos Pan-AmericanosLima 2019rafaela silvaJudô

Onze paratletas de Mato Grosso do Sul ganham 13 medalhas nos Jogos Parapan-Americanos em Lima

Campo Grande (MS) – Durante os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, onze atletas de Mato Grosso do Sul conquistaram treze medalhas durante a competição, incluindo ouro nas modalidades de atletismo, judô, futebol de sete e goalball.  

Natural de Camapuã, Luan Simões Pimentel ficou em primeiro lugar no judô na categoria 73 kg. No atletismo, Jair Henrique Souza conquistou ouro no lançamento de dardo e bronze no lançamento de peso.

A campo-grandense Gabriela Mendonça Ferreira foi ouro no salto à distância, estabelecendo recorde da competição com 5m34. Conquistou ainda bronze nos 100 metros rasos. Também de Campo Grande, Yeltsin Francisco Ortega Jacques ganhou o ouro nos 1.500 metros e o bronze nos 5.000 metros.

Natural de Naviraí, Fabrício Júnior Barros Ferreira conquistou primeiro lugar no 100 metros e medalha de bronze nos 400 metros.  Nascido em campo Grande, Davi Wilker De Souza conquistou o bronze nos 400 metros. De Caarapó, Jonatan Da Silva Ferreira conquistou o bronze nos 100 metros.

INCENTIVO: Centro Poliesportivo da Vila Almeida, inaugurado em agosto, será referência para o esporte paralímpico

Os atletas de Mato Grosso do Sul Hebert Honório Lemes Oviedo, Heitor Luiz Ramires Camposano, Leonardo Giovani Morais e Wesley Gabriel Dos Santos Ferreira compuseram a seleção de Futebol de sete que conquistou o ouro no Parapan-Americanos.

Nascida em Batayporã, Gleyse Priscila Portioli Henrique ganhou a medalha de ouro disputando pela equipe de Goalball.

O diretor-presidente da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Marcelo Miranda, lembrou que Mato Groso do Sul é referência no esporte paraolímpico e que o resultado nos Jogos Parapan-Americanos reflete as políticas públicas voltadas para a categoria.  “Desde o início da gestão colocamos como prioridade o apoio ao esporte paraolímpico. Ampliamos nossos programas de iniciação esportiva para pessoas com deficiência e levamos os projetos para as escolas estaduais. Apoiamos todas as solicitações que chegam de clubes para participarem de campeonatos estaduais e destinamos 20% das bolsas, tanto para atletas, como para técnicos, para o esporte paraolímpico”, completou.  

Os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 se encerraram neste domingo, 1º de setembro, e entram para a história como o que o Brasil mais conquistas acumulou. Após nove dias de competição, nossos atletas chegaram à inédita marca de 308 medalhas, entre as quais 124 de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Nunca nenhum país somou tantas vitórias em uma única edição de Parapan.

Texto: Airton Raes – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Foto: Divulgação

Irmãos são destaque de comitiva brasileira no Parapan de Lima

Josemárcio e Lucilene superam a deficiência para representar o Brasil

Publicado em 01/09/2019 – 18:37

Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil Lima

Pelo menos dois dos 337 atletas da delegação brasileira que esteve em Lima para participarem dos jogos Parapan-Americanos têm muito em comum. Josermárcio, do goalball e Lucilene, da Natação, são irmãos. Nascidos em Santa Maria do Pará, a 160 km da capital Belém e têm a mesma deficiência: a atrofia do nervo óptico, que causa uma perda irreversível da visão. Isso quer dizer que em algum momento os dois ficaram completamente cegos. 

Irmãos Josemárcio e Lucilene são destaque em Jogos Parapan-Americanos.

Irmãos Josemárcio e Lucilene são destaque em Jogos Parapan-Americanos. – Arquivo pessoal dos atletas

A morte precoce do pai também afetou a família. “ Ele morreu quando eu tinha pouco mais de um ano. E minha mãe ficou sozinha para criar os dez filhos,” lembra a Lucilene.

Os irmãos partiram para São Paulo juntos em 2013, para participar das Paralimpíadas Escolares. Naquela época, Parazinho, como Josemárcio é conhecido, já estava no goalball. Ele chegou à seleção em 2013 e hoje é campeão mundial, bronze paralímpico e conquistou o bicampeonato parapan-americano em Lima. “ Parece impossível. Mas não é. Acreditem nos seus sonhos. As Paralimpíadas Escolares foram as portas para tudo isso.”

Lucilene passou por outras modalidades até chegar à natação. “ A gente saiu muito cedo de casa. Eu saí com 12 anos. Queríamos melhorar. E encontramos o esporte. Passei pelo goalball, pelo atletismo, até achar a natação.” A mudança definitiva para São Paulo foi em 2018 para focar os treinos na natação em Indaiatuba, interior do estado. 

Nos Jogos Parapan-Americanos  Lucilene representou o Brasil pela primeira vez no exterior e faturou três medalhas de prata. “ Representar o Brasil, a família e o estado do Pará é uma felicidade sem tamanho”.

Durante os Jogos, os dois se encontraram na Vila dos Atletas.  Parazinho, mais experiente, passou algumas dicas para a irmã. “ Concentração, foco e uma dieta adequada. Isso que eu procurei passar para ela”. Lucilene considera que estar ao lado dele foi fundamental para essa estreia internacional. “ A gente está firme. Nos damos muito bem. Foi demais tê-lo aqui.”

Depois dos Jogos de Lima, a garota de 19 anos já embarcou direto com a delegação nacional para o Mundial de Natação de Londres. “ É o que eu sempre sonhei. Esperei muito para esse momento. Não tem cansaço que possa tirar a felicidade que estou sentindo.”

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Edição: Aline Leal Tags: Lima2019esportesParapannataçãoLucileneJosemárciogoalball

Em Lima, Brasil bate recorde histórico com 308 medalhas

Atletas brasileiros comemoram medalhas conquistadas no Parapan de Lima

Rodolfo Vilela/ rededoesporte.gov.br      Esportes
Campanha foi a mais expressiva de um país na história dos jogos

Publicado em 01/09/2019 – 20:09

Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil São Paulo

Disputado oficialmente desde 1999, os Jogos Parapan-americanos têm agora o Brasil como o dono da melhor campanha de todos os tempos: 308 medalhas, 124 ouros, 99 pratas e 85 bronzes. Essa é a quarta vez seguida que a delegação verde e amarela lidera o quadro de medalhas.

A marca anterior era do México, que em casa na primeira edição, havia conquistado 307 pódios (121 ouros, 105 pratas e 81 bronzes). “A nossa meta interna no Comitê sempre foi superar os números de Toronto. Não só em medalhas, mas queríamos estar em mais finais, trazer a maior delegação, ter mais mulheres, contar com o maior número possível de atletas de classes baixas. Sempre apostando muito nos jovens. E acho que tudo isso foi alcançado”,  disse Alberto Martins, diretor técnico e chefe da missão brasileira em Lima. 

A delegação brasileira ultrapassou a marca de medalhas de ouro quando Evelyn Oliveira, Mateus Carvalho e Antônio Leme, na classe BC3 da bocha, superaram o time canadense na final por 4 a 3. 

Lauro Chaman, do ciclismo, bateu o recorde total de pódios. Na prova de resistência C4-5, ele foi o mais rápido completando os 80 km em 2h17m43.

Destaques

A atleta Edênia Garcia

A atleta Edênia Garcia – Divulgação Comitê Paralímpico Brasileiro

Quase metade das medalhas brasileiras veio das piscinas. A equipe da natação ficou com 127 conquistas, sendo 53 ouros. Há quatro anos, em Toronto, o Brasil conseguiu 104 medalhas, sendo 38 ouros. No Halterofilismo, o Brasil também liderou com folga o quadro de medalhas. Foram 16 medalhas, sendo seis ouros. Em Toronto, o Brasil ganhou oito medalhas na modalidade. 

“ A natação superou muito as nossas expectativas. Já esperávamos bastante. Mas ficou acima do que queríamos. O Halterofilismo tem uma regra muito confusa. É difícil haver uma unanimidade entre os árbitros. Há sempre uma interpretação. Por isso, acho que os nossos atletas foram muito bem.

Projeção para Tóquio 2020

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a delegação brasileira em Tóquio, nos Jogos Palalímpicos, terá entre 350 e 400 pessoas, sendo aproximadamente 250 atletas. “Ainda é bastante cedo para termos uma meta de resultados. Precisamos esperar os Mundiais de natação, agora em setembro, de Atletismo, no final do ano, e os próximos até Tóquio para podermos delimitar melhor os nossos adversários. Mas, é claro que a China é fortíssima. Rússia voltando é uma forte candidata à um posto no Top 5. Canadá e Estados devem ir com delegações bem diferentes dessas que estiveram aqui em Lima. Serão fortes rivais”, projeta Alberto Martins. 

Nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016, o Brasil finalizou a sua participação em oitavo, com 72 medalhas (14 ouros).

Entre vários outros, um ponto é observado com muita atenção pela equipe multidisciplinar brasileira: as medalhas de prata. “ Saímos de Lima com 99 pratas. Foram ocasiões nas quais ficamos muito perto do ouro. Queremos entender quais os detalhes que faltaram. E temos gente trabalhando para descobri-los”, completa o dirigente.

Mizael Conrado e a homenagem a André Brasil

“ Foi uma campanha memorável do Brasil, em um dos Parapan-americanos mais difíceis de todos os tempos,” disse o presidente do CPB, Mizael Conrado. Em meio às comemorações, o dirigente fez questão de lembrar de um personagem do paradesporto nacional, o nadador André Brasil ( dono de 14 medalhas em Jogos Paralímpicos e quatro recordes mundiais ), que foi considerado inelegível pelo Comitê Paralímpico Internacional em abril desse ano. “ Por conta de um processo truculento, ele não pôde estar aqui. Mas estamos com ele. O talento dele, com certeza, contribuiu para que o paradesporto chegasse nesse nível. Um pedacinho de cada uma dessas medalhas também é dele.”

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Edição: Aline Leal Tags: Lima2019esportesParapan

Coluna – Aos mestres, gratidão e respeito

No Dia do Profissional de Educação Física, Brasil tem melhor Parapan

Publicado em 02/09/2019 – 17:23

Por William Douglas – Comentarista do programa Stadium da TV Brasil. A coluna do comentarista será publicada pela Agência Brasil semanalmente às segundas-feiras. São Paulo

A edição 2019 dos Jogos Parapan Americanos terminou ontem com a delegação brasileira comemorando o recorde de 308 pódios, sendo 109 medalhas de ouro. Numa dessas coincidências que a vida proporciona, quis o destino que os jogos terminassem em um 1º de setembro, Dia do Profissional de Educação Física.

O protagonismo dos atletas é indiscutível e, durante os últimos dias, pudemos ler e ouvir histórias de quem suou muito para chegar ao pódio. Mas o esporte é uma construção social e coletiva, e, adaptando uma metáfora do futebol, a medalha não acontece por acaso. Ninguém nasce atleta ou paratleta. A carreira atlética é construção. Depende, é claro, de talento. Mas, tal qual uma pedra preciosa, seu brilho só existe se lapidado por mãos corretas, que identificam no meio do material bruto algo especial e sabem a maneira correta de trabalha-lo.

No paradesporto, a capacidade muitas vezes exige enxergar além das aparências. Não são poucos os atletas que descrevem que por anos, durante as aulas de educação física, ficavam sentados, ao lado das quadras, assistindo aos amigos. Só depois do olhar atento de professores que tinham o conhecimento do esporte adaptado é que foram integrados e tiveram respeitados o seu direito à prática esportiva.

Duas iniciativas recentes do Comitê Paralímpico Brasileiro ajudam na detecção de talentos e devem render frutos em breve: uma é o Centro de Formação Esportiva, destinado a crianças e jovens com idade entre 10 e 17 anos, em São Paulo. A outra, o curso online Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte, que visa levar os conceitos básicos do paradesporto para 100 mil professores de todo o país.

É bom registrar que não é função da escola formar atletas de alto rendimento. As aulas de educação física têm outros objetivos, mas o encaminhamento de talentos aos locais de treinamento é uma consequência natural de um trabalho bem realizado.

Ao olhar nas comissões técnicas das seleções brasileiras no Parapan de Lima é possível encontrar mestres e doutores, profissionais que, além do conhecimento prático do dia a dia, buscam no conhecimento acadêmico o aprimoramento profissional, refletido em resultados expressivos no alto rendimento.

Vale ainda destacar que, muito além de treinadores, profissionais de educação física ocupam outros postos de suma importância: preparadores físicos, analistas de desempenho e gestores esportivos são faces que ficam ocultas para muitos, mas que pavimentam os caminhos dos pódios. O paradesporto brasileiro sai de Lima ainda mais forte. E, muito disso, graças ao trabalho de profissionais de educação física. Talentos que merecem respeito e gratidão. Edição: Verônica Dalcanal Tags: esportesParalimpíadaJogos Parapan AmericanosWilliam DouglasCPBComitê Paralímpico Brasileiroparadesporto

Pentacampeã parapan-americana se renova e já pensa no quarto título

Edênia Garcia diz que prova de 50 metros costas é o seu xodó

Publicado em 01/09/2019 – 08:40

Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil São Paulo

Mar del Plata, 2003: “Eu lembro de muito frio. A gente não tinha nem agasalho adequado. Hoje, recrutamos uma excelente equipe de apoio”, diz a atleta Edênia Garcia, ao lembrar o primeiro título dessa série. Ela acrescenta que hoje, aos 32 anos, consegue desfrutar mais o título. “Tentar entender o que está acontecendo comigo. Quando eu era mais nova, só pensava em ganhar. Quanto mais medalha, melhor.”

A atleta fez história em Lima com o pentacampeonato dos 50 metros costas da classe S3, cravando 57 segundos e dois centésimos (recorde do campeonato).

No pódio, a nadadora, que nasceu com polineuropatia sensitiva motora, doença progressiva que traz dificuldades de movimentos, chorou. “Os últimos três anos foram muito pesados para mim. Perdi o meu pai, não tive bom desempenho nos Jogos do Rio de Janeiro. Saí com algumas sequelas de todo esse processo. Aqui mesmo em Lima, sofri muito de ansiedade antes da prova dos 50 metros livre. Mas estamos começando a melhorar.”

Já são dois anos de acompanhamento direto com um médico. E as orientações seguidas pela nadadora são mais intensidade e menos metragem. “A ideia é não repetir o overtraining que passei no período da Rio 2016. Perdi movimentos do polegar da mão esquerda, tenho bastante fadiga muscular durante os treinos. O meu diafragma também sofre muitas vezes. Por isso, agora estou priorizando mais qualidade de vida”.

Londres 2019

A cearense da cidade de Crato já escreveu também o seu nome da história dos campeonatos mundiais de natação. É a primeira brasileira tricampeã, ao conquistar o ouro em Eindhoven, na Holanda, em 2010. Tem também três medalhas paralímpicas; uma delas é a prata em Londres 2012, na mesma piscina que será utilizada no Campeonato Mundial, de 9 a 15 de setembro, no Parque Olímpico Rainha Elizabeth. “ Naquela época, eu nadava ainda como S4. E, quando eu soube que ia ser em Londres, falei para todo mundo que o meu grande objetivo é refazer a foto que eu tenho com aquela prata, mas com a medalha dourada dessa vez”, diz a nadadora, uma das vinte e seis integrantes da delegação brasileira que viaja nesse domingo para a capital da Inglaterra.

Liderança

Com o tempo de 55 seg e 98 centésimos, Edênia apareceu na liderança do ranking mundial de junho, nos 50 metros costas da classe S3. Isso não acontecia desde 2010, às vésperas da conquista do tricampeonato. Mas ela aposta na cautela. “Eu comecei muito cedo na natação. Aos 15 anos, já era favorita. Agora, estou indo para o meu sétimo campeonato mundial como favorita novamente. Tudo aconteceu muito rápido nesses últimos três anos. Ainda prefiro tentar entender melhor o que está acontecendo.

Reclassificação

Edênia Garcia foi reclassificada no Brasil durante o ano de 2017 e desceu de classe, saindo da S4 para a S3. “Para quem tem esse tipo de síndrome, baixar de categoria quer dizer que a minha saúde está piorando. Mas, para o esporte paralímpico, essa mudança me deixou muito mais competitiva. Na S4, não estava há bastante tempo entre a sétima e a oitava posição do ranking. Não ia ganhar medalha em nenhum campeonato. Na S3, já comecei como terceira e, em menos de dois anos já lidero o ranking mundial.”

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Edição: Graça Adjuto Tags: Lima2019esportesParapannataçãoEdênia Garcia

Após protagonismo no Pan, boxe feminino quer incentivar novas gerações

Bia Ferreira conquista o ouro no boxe, categoria 60kg, nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019

Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br      Esportes
Metade dos pódios conquistados na competição foi da seleção feminina

Publicado em 30/08/2019 – 11:29

Por Lincoln Chaves – repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional São Paulo

O boxe brasileiro voltou dos Jogos Pan-Americanos de Lima com seis medalhas — melhor desempenho desde 1963, quando São Paulo foi sede do evento. Metade dos pódios foi da seleção feminina, inclusive com o ouro, inédito, da baiana Beatriz Ferreira. As paulistas Jucielen Romeu (prata) e Flávia Figueiredo (bronze) também chegaram lá. Mas, entre elas, há mais em comum do que as conquistas: o início no esporte.

“Teve uma época em que eu até tive uma companheira de treino. Mas, depois que ela saiu, só fiquei eu de menina. Então, treinava sempre com os meninos. O que me ajudou bastante, porque eles são mais fortes, então acho que ganhei uma resistência a mais. Mas, faz falta ter mais meninas no meio. Não só em questão de treino, mas na conversa, na convivência”, contou Jucielen, que é de Rio Claro (SP).

“Eu acho que ainda são poucas as meninas que têm coragem e iniciativa de estar participando de campeonatos”, analisou Beatriz, que nasceu em Salvador e começou no boxe treinada pelo pai, Raimundo Ferreira, o “Sergipe”, bicampeão brasileiro.

Bia Ferreira conquista o ouro no boxe, categoria 60kg, nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019

Bia Ferreira conquista o ouro no boxe, categoria 60kg, nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 – Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

O histórico da modalidade ajuda a compreender. Apesar de o boxe feminino ter estreado junto do masculino na Olimpíada de 1904, em Saint Louis, nos Estados Unidos, elas só voltaram aos ringues do maior evento do esporte mundial em 2012, em Londres, no Reino Unido. Por aqui, não foi diferente. O Campeonato Brasileiro masculino teve 73 edições — a última, no ano passado, contou com 127 lutadores. O feminino está na 17ª temporada, que reuniu 40 pugilistas. Para Flávia, a falta de um espelho na modalidade costumava minar o interesse e o surgimento de novas atletas.

“Tenho quase certeza absoluta que tem um monte de menina querendo lutar boxe. Mas, não há quem as acolha. Eu mesma não tinha pretensão de virar atleta porque não via uma referência feminina. Só de filmes, como ‘Menina de Ouro'”, comentou.

REFERÊNCIA

Mas Maggie Fitzgerald, personagem de Hillary Swank na obra ganhadora de quatro prêmios Oscar em 2005, não precisa mais ser a única inspiração das novas gerações. Em 2012, a baiana Adriana Araújo conquistou o bronze na Olimpíada de Londres — a primeira medalha do pugilismo feminino do país. Em 2017, a paulista Rose Volante entrou para o time de Éder Jofre, Miguel de Oliveira, Acelino Popó e Valdemir Sertão ao se sagrar campeã mundial da modalidade em nível profissional (o boxe olímpico é considerado amador), sendo a primeira brasileira a chegar lá. E agora, as medalhistas do Pan de Lima dão sequência à fase vitoriosa da chamada nobre arte.

“Tem muitas meninas que treinam, mas ainda não competem. Depois da visibilidade do Pan, elas me mandam mensagens, falando que se inspiram na gente, que querem começar a treinar para valer e competir. Quando trazemos um resultado expressivo de um campeonato importante, despertamos a vontade nelas, a curiosidade e a coragem”, destacou Jucielen.

Jucielen Romeu é prata no boxe, categoria 54-57kg, nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

Jucielen Romeu é prata no boxe, categoria 54-57kg, nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. – Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

O desafio, agora, é preparar o esporte para o surgimento de novos talentos. O Brasileiro Juvenil Feminino, disputado há quatro anos, já revelou a carioca Rebeca Lima, que no ano passado foi bronze no Mundial da categoria.

“Eu comecei velha, com 18 anos. Então, não tive base, e na minha cidade realmente não tinham meninas. Mas, acredito que a ascensão do boxe feminino passa pelas categorias de base, onde ensinamos os fundamentos para que elas cheguem experientes e consistentes no ringue, para competir em alto rendimento”, avaliou Flávia, que é de Campinas (SP).

SEQUÊNCIA

O próximo desafio da seleção feminina de boxe é o Mundial Adulto, na Rússia, em outubro. No início do ano que vem, será a vez do Pré-Olímpico, na Argentina. Campeã pan-americana, Beatriz torce para que o desempenho das brasileiras nas competições siga inspirando o surgimento de novas pugilistas.

“Espero que estejamos passando uma imagem positiva, encorajando essas meninas a levantar mais ainda o esporte. A gente está mostrando que não é impossível, que o boxe feminino pode bater de frente e fazer história como o masculino”, finalizou. Edição: Verônica Dalcanal Tags: esportesboxeBeatriz FerreiraJucielen RomeuFlávia FigueiredoPanpan-americano

Brasil acredita em recorde na reta final dos Jogos Parapan-Americanos

Atletas brasileiros comemoram medalhas conquistadas no Parapan de Lima

Rodolfo Vilela/ rededoesporte.gov.br      Esportes


Audaciosa, meta prevê maior número de medalhas e de ouros na história

Publicado em 30/08/2019 – 16:16

Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil Lima

Toronto, 2015: 109 ouros, 74 pratas, 74 bronzes. Totalizando 257 medalhas. Essa foi a campanha brasileira no Parapan-Americano naquela ocasião e um recorde até agora dos Jogos. Ainda restam dois dias e meio para o encerramento das disputas em Lima. E no fechamento do quadro de medalhas da quinta-feira(29) a equipe verde e amarela totalizava 222 conquistas (88 ouros, 73 pratas, 61 bronzes ).

Apesar das dificuldades, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, acredita que é possível um novo recorde: “Esses jogos são muito desafiadores. Os países estão crescendo. Os Estados Unidos, por exemplo, já estão com mais ouros agora do que em toda campanha de Toronto. Argentina fechou com 18 em 2015 e, agora, já tem 21. Considerando tudo isso, esse é sem dúvida o Parapan mais difícil que o Brasil já enfrentou. A nossa ideia inicial era passar dos 100 ouros. Mas, mesmo assim, eu estou com uma expectativa muito grande de que a gente vai ultrapassar aquelas 109 de Toronto.”

Na manhã de hoje, a nadadora Cecília Araújo já deu mais uma contribuição. Ela foi a mais rápida na prova dos 50 metros livre da classe S8. “É muito legal poder ajudar o nosso país. Estou tentando fazer o meu melhor. Já ganhei cinco medalhas nesses Jogos. E amanhã tem mais.”

Luciano Dantas, o “Montanha” do halterofilismo, levou a prata na categoria até 59 kg. “Fiz o meu melhor. Acredito que a equipe pode chegar lá. Vamos, Brasil!”

Reta final de competições

A natação ainda tem dois dias de finais com diversos brasileiros favoritos em suas provas. Um deles é Phelipe Rodrigues, da Classe SM10. “Eu vim aqui para Lima nadar oito provas e com a intenção de medalhar em todas. Até agora está dando certo, tem cinco ouros e um bronze.”

Daniel Dias faz nesta sexta(30) a sua última apresentação em provas individuais. Ele nada os 200m livre na junção das classes funcionais S4/S5/S6, às 19h10. O nadador tem 100% de aproveitamento de praxe após quatro aparições: 50m livre, 100m livre, 50m costas e revezamento 4x100m medley 34 pontos (soma da classificação funcional dos competidores).

Hoje(30), às 19h, a equipe de futebol de cinco do Brasil entra em campo tentando o tetracampeonato Parapan-Americano em mais uma final contra a Argentina.

A equipe feminina do Brasil faz a semifinal do torneio de goalball contra o Canadá às 18h15. Os homens decidem o ouro amanhã(31), às 19h45, contra os americanos.

No basquete em cadeira de rodas, a seleção feminina decide a medalha de bronze contra a Argentina, a partir das 18h30 nesta sexta(30).

O parabadminton começa a definir os seus medalhistas somente no sábado(31). E a delegação brasileira de 14 atletas é a principal favorita para liderar o quadro de medalhas. “Nós somos uma potência na América na modalidade. A gente manda no continente. O negócio é colocar tudo isso em quadra,” diz Leonardo Zuffo, da classe SL3, para deficientes de membros inferiores. O paranaense conquistou três medalhas no Pan da modalidade no ano passado.

Outra modalidade que só vai começar a definir os medalhistas neste sábado é a bocha. Em Toronto, o Brasil foi soberano com seis ouros. Em agora em Lima, o Brasil tem um incentivo para buscar ainda mais conquistas. “Nós estamos em um ano prévio de classificação para Tóquio. Os Jogos Parapan-Americanos serão uma prévia para podermos observar como estão os nossos adversários da Copa América, que garante vaga em Tóquio. Poder ganhar deles e ajudar o Brasil vai ser muito bom”, diz Moisés Fabrício, coordenador da modalidade

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Edição: Liliane Farias Tags: Lima2019esportesParapan

Parapan: brasileiro supera trauma e estreia na seleção de natação

Sem as penas e um braço paratleta homenageia irmão que morreu afogado

Publicado em 30/08/2019 – 06:01

Por Juliano Justo – Repórter da TV Brasil Lima

“Toda vez que vou nadar eu penso no meu irmão. Ele é uma fonte de inspiração para a minha vida. Gostaria que ele estivesse aqui para ser o braço direito que eu não tenho.” Assim o nadador Bruno Becker fala do irmão Marcelo, que morreu afogado em 2005, com 13 anos de idade, em uma cachoeira na cidade de Atalanta, pequeno município do interior de Santa Catarina.

A homenagem já demonstra a ligação do atleta com a água e a família. “Eu procurei dar mais alegrias para eles depois que o meu irmão se foi. Sei que todos eles gostam muito da água. E continuar buscando desafios me pareceu a melhor forma. Meu primeiro treino foi no dia do aniversário dele, 13 de fevereiro de 2012”, diz o jovem de 28 anos que, por ser portador de uma anomalia congênita, não tem as duas pernas e um braço. Mesmo assim, Bruno driblou todas as adversidades e conseguiu a vaga na seleção brasileira de natação paralímpica.

Nadador Bruno Becker conquista medalha de bronze no Parapan de Lima,

Divulgação/ Prefeitura de Atalanta

Estreia em competições internacionais

O Parapan deste ano marca a estreia do nadador catarinense fora do Brasil. E ele já deu a sua contribuição para o país no quadro de medalhas: foi bronze nos 200 metros livre. “Demais, mas ficou aquele gostinho de ‘quero mais’. Tive um erro técnico que me custou a prata. Eu vinha em uma balada muito boa, poderia ter sido melhor. Mas o mais legal aqui tem sido a alegria e a acolhida dos peruanos e a felicidade dos brasileiros com as nossas conquistas”, comemorou.

Sair do interior de Santa Catarina, conseguir a vaga na seleção brasileira, conquistar medalha na estreia em Parapans. Mas o nadador ainda quer mais. Ele tem outras três provas em Lima: 50 metros borboleta e 50 e 100m livre. Depois, ele parte com a seleção para o Mundial de Londres e sabe bem o que precisar fazer lá. “Meu foco é a prova dos 200m. Preciso corrigir alguns erros. É ela que vai me garantir o índice para Tóquio, o meu grande sonho”.

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Edição: Liliane Farias Tags: Lima2019esportesParapannatação