MAIORIA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS MANTÉM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DURANTE O PERÍODO DE ISOLAMENTO SOCIAL

Levantamento do Núcleo de Estudos Sodexo aponta que 69% dos entrevistados consideram a alimentação equilibrada durante  o período de quarentena

São Paulo, 10 de junho do ano 2020 – A pesquisa “Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro durante a quarentena”, que coletou 107 mil respostas durante o mês de maio, aponta que 69% dos trabalhadores brasileiros mantêm uma alimentação saudável mesmo atuando em home office, durante o período de isolamento social.

O levantamento, realizado pelo Núcleo de Estudos Sodexo, criado pela Sodexo Benefícios e Incentivos,  mostrou também que entre os alimentos que os profissionais mais passaram a consumir estão as frutas e legumes, com 65% dos respondentes, seguidos de carne vermelha (43%), massas (34%), doces (23%) e fast food (15%). 

E como neste período de isolamento o consumo de alimentos e refeições prontas em casa tem aumentado consideravelmente, a percepção dos trabalhadores sobre a importância dos benefícios oferecidos pelas empresas em que atuam tem crescido na mesma proporção. De acordo com o levantamento, a grande maioria dos entrevistados (89%) considera que a manutenção destes benefícios (Cartão Alimentação e Refeição) os ajudam a manter uma alimentação equilibrada durante este período, sendo que quando questionados sobre que tipo de benefício mais os ajuda neste quesito, os brasileiros responderam, respectivamente: cartão alimentação (86%) e cartão refeição (24%).

“A partir desta pesquisa, pudemos verificar que a maioria dos trabalhadores brasileiros já entendeu que a realização de uma alimentação equilibrada durante a quarentena, impacta positivamente em sua saúde e produtividade, bem como na qualidade de vida de toda a família, ajudando-os a atravessar este momento de desafios e mudanças”, explica Willian Tadeu Gil, diretor de Relações Institucionais da Sodexo Benefícios e Incentivos.

O PAT

Criado em 1976, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) comemora 43 anos como um dos programas sociais mais importantes do País. Instituído pela Lei nº 6.321 e gerido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, tem por objetivo melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, com repercussões positivas para a qualidade de vida, a redução de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, além de aumentar a produtividade de milhões de trabalhadores ao garantir acesso à alimentação, além de incentivos fiscais às empresas que dele fazem parte.

NÚCLEO DE ESTUDOS SODEXO

Com o objetivo de contribuir para a economia brasileira, em particular para o desenvolvimento socioeconômico do País, e ampliar o debate sobre qualidade de vida, a Sodexo Benefícios e Incentivos criou o Núcleo de Estudos Sodexo. O laboratório de ideias reúne profissionais de diferentes áreas da companhia com o objetivo de transformar dados de mercado e aqueles gerados pela próprio Sodexo em informação de utilidade pública e que possa guiar transformações sociais e econômicas no País.

Em linha com a missão global do Grupo Sodexo de contribuir com o desenvolvimento econômico, social e ambiental dos locais em que atua, o Núcleo foi lançado em janeiro de 2018. Ao longo deste ano, foram publicados estudos sobre qualidade de vida, comportamento do trabalhador e do mercado, satisfação no trabalho e crescimento profissional. Todos os conteúdos e novidades estão disponíveis por meio do portal da companhia e também nas redes sociais da marca Sodexo.

Sobre a Sodexo Benefícios e Incentivos

É a empresa do grupo francês Sodexo, líder mundial em serviços de qualidade de vida. Tem em sua missão desenhar, gerenciar e entregar serviços para empresas de todos os portes, segmentos e regiões do Brasil com o objetivo de melhorar a qualidade de vida diária das pessoas e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e ambiental das cidades, regiões e dos países em que atua.

Atende aproximadamente 103 mil clientes, que representam 5,9 milhões de usuários, com uma rede de 505 mil estabelecimentos credenciados em todo o País com serviços únicos no mercado de benefícios, gestão de despesas, incentivos e reconhecimento: Refeição Pass, Alimentação Pass, Cultura Pass, VT Pass, Combustível Pass, Gift Pass, Alimentação Pass Natal, Brinquedo Pass, Premium Pass, Wizeo, GymPass e Apoio Pass.

Tamer Com,.

Como combater a perda de massa magra durante a quarentena?

Conhecido como sarcopenia, problema que atinge principalmente pessoas acima de 40 anos e pode ser agravado pela falta de exercícios físicos

A perda da musculatura, ou perda de massa magra, faz parte do envelhecimento do corpo e tende a avançar a partir dos 40 anos. No entanto, hábitos ruins como o sedentarismo podem acelerar o processo, chamado de sarcopenia, levando à redução da mobilidade e impactando severamente a qualidade de vida.

“Esse é um alerta importante, sobretudo neste momento de isolamento, quando muitas pessoas encontram dificuldade de praticar atividades físicas regularmente”, destaca Luiz Adalberto dos Reis, educador físico da SELFIT Academias.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 47% da população adulta brasileira é considerada sedentária, ou seja, não pratica pelo menos duas horas e meia de exercícios moderados por semana.

Portanto, lutar contra o sedentarismo, considerado pela OMS como o quarto maior fator de risco de mortes no mundo, se tornou uma questão fundamental de saúde. “Se você não faz exercícios, o seu condicionamento físico desaba muito rápido. O ganho de massa é muito importante para o sistema imunológico”, reforça.

O educador físico conta que, muitas pessoas, ao perder massa magra, não percebem de imediato o problema, pois a musculatura é substituída por gordura, dificultando até mesmo um diagnóstico preciso. Por isso, é importante ficar atento aos sinais.

Conforme explica Reis, os primeiros sinais de perda de massa magra são a diminuição da força e redução da circunferência das pernas e braços, que ficam mais flácidos. “Conforme a sarcopenia avança, a pessoa pode perceber também uma redução na agilidade de locomoção”, completa.

Considerado um problema de origem multifatorial, além da falta de exercícios, a perda de massa magra também pode ser agravada por uma alimentação desequilibrada e sono irregular. Para combater esse mal, é necessário incorporar uma rotina mais saudável ao seu dia a dia.

Dicas de exercícios para evitar a perda de massa magra

Para manutenção de massa muscular, o treino mais adequado conta com exercícios resistidos que podem ser feitos com o próprio peso corporal, conforme recomenda o especialista da SELFIT Academias em treinos de alto rendimento.

Portanto, a dica do educador físico é:

– Agachamento

Em pé, com as pernas afastadas e os pés posicionados para frente, flexione os joelhos como se fosse se sentar.

Repetição: duas séries de dez, com pausas de 30 segundos

– Afundo

Em pé, dê um passo à frente com uma perna de cada vez, flexionando os joelhos até que a perna de trás forme um ângulo de 90 graus.

Repetição: duas séries de dez, com pausas de 30 segundos

– Panturrilha

Fique em pé com as pernas unidas, depois na ponta dos pés e retorne à posição original.

Repetição: duas séries de dez, com pausas de 30 segundos

– Abdominal reto no solo

Com as costas no chão e pernas dobradas, levante o tronco em direção aos joelhos, concentrando o esforço na região do abdome.

Repetição: duas séries de dez, com pausas de 30 segundos

– Prancha frontal

Vire-se de barriga para baixo e suspenda o corpo apoiando os cotovelos e a ponta dos pés no chão.

Repetição: três séries com pausas de 30 segundos

– Flexão de braço

Na mesma posição da prancha frontal, porém com as mãos apoiadas no chão, flexione os braços e retorne à posição inicial.

Repetição: duas séries de seis flexões, com pausa de 30 segundos

“Além disso, o nosso condicionamento cardiorrespiratório tem que estar em dia, portanto atividades aeróbicas também são importantes neste momento”, lembra.

Para isso, Reis sugere alternar os dias de treino resistido com os dias de caminhada e corrida leve de uns 20 a 25 minutos, atividade que pode ser feita na esteira durante o isolamento.

Aulas virtuais

Para estimular a prática diária de atividades físicas durante a pandemia, a SELFIT Academias criou uma série de exercícios especialmente para quem não tem o hábito de praticar em casa, disponibilizados nos seus canais (site, redes sociais e aplicativos).

Além de oferecer Lives diárias nas redes sociais, a rede conta ainda com outros dois aplicativos exclusivos para alunos, um para orientação nutricional (App Self Sem Culpa) e outro para treinos, o App SELFIT.

A marca também lançou recentemente um novo site (www.selfitacademias.com.br) mais interativo e responsivo, que tem como objetivo reunir em um só lugar todas as ferramentas e conteúdo online trabalhados e disponibilizados pela rede até agora.

O site possui ainda com um espaço voltado às empresas parceiras (Queima Diária, Deezer, Integralmedica e Liv Up, entre outras), com descontos e promoções especiais, além de um blog com quatro conteúdos distintos: exercícios físicos a serem feitos em casa, dicas de nutrição, mitos e verdades e temas motivacionais.

Sobre a SELFIT

A SELFIT Academias foi fundada em 2012, com a primeira unidade implantada em Salvador, na Bahia. Desde então, atinge um crescimento médio de 100% e já opera como a segunda maior do segmento no Brasil.

Em 2015, decidiu associar-se ao fundo H.I.G Capital, elevando o negócio a uma nova escala e acelerando o seu crescimento.

A SELFIT iniciou em 2019 um forte processo de expansão para o Sudeste brasileiro, que inclui o sistema de franquias também. 

O formato da academia tem o objetivo de atender às necessidades dos alunos que desejam encontrar a sua melhor versão, desenvolvendo uma relação de felicidade, leveza e prazer com os exercícios.

Instagram: @SelfitAcademias
Facebook: www.facebook.com/SELFITacademias
Site e app: www.selfitacademias.com.br

Mais informações à imprensa:
Máquina Cohn & Wolfe
Vivian Fiorio – vivian.fiorio@maquinacohnwolfe.com – (11) 3147-7418
Tathiana Barbar – tathiana.barbar@maquinacohnwolfe.com – (11) 3147-7257

Mato Grosso do Sul soma 2.455 pacientes com coronavírus

Campo Grande (MS) – Com mais 131 exames positivos para o novo coronavírus (Covid-19) nas últimas 24 horas, o número de casos confirmados da doença no Estado chega a 2.455. As informações foram apresentadas nesta terça-feira (09.06) em coletiva de imprensa on-line com autoridades do Governo do Estado.

Dos 2.455 confirmados, 1.141 estão em isolamento domiciliar, 1.227 estão sem sintomas e já recuperados e 67 internados, sendo 37 em hospitais públicos e 30 em privados. Dois pacientes internados são procedentes de fora do Estado. Foram registrados 22 óbitos.

Desde o dia 25 de janeiro, foram 17.348 notificações de casos suspeitos do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul. Destes, 13.003 foram descartados após os exames darem negativo e 21 foram excluídos por não se encaixarem na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde. Além disso, 387 exames aguardam resultado do Lacen e 1.503 foram notificados e não encerrados pelos municípios.

Os dados publicados a partir de 19 de maio têm como fonte de dado o sistema de informações oficiais SIVEP Gripe e E-SUS VE. Esses dados são alimentados pelos municípios. Os dados estão sujeitos a alterações pelos municípios nos sistemas de informação oficial. 

Os 387 casos suspeitos em investigação tiveram as amostras encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MS), onde será feito o exame para nove tipos de vírus respiratórios, incluindo influenza e coronavírus. O Lacen/MS realiza os exames para Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Os resultados ficam prontos entre 24 e 72 horas, após o recebimento das amostras.

A Secretaria de Estado de Saúde publica o boletim epidemiológico referente às notificações de casos suspeitos do novo coronavírus (Covid-19) diariamente. As informações divulgadas pela Secretaria são os dados oficiais consolidados do Estado que são repassados ao Ministério da Saúde.

Acompanhe os boletins periódicos no link: http://www.vs.saude.ms.gov.br.

Airton Raes – SES
Foto: Divulgação

Pedidos de seguro-desemprego chegam a 960 mil em maio

© Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

Rio de Janeiro, Minas e São Paulo tiveram o maior número de pedidos

Publicado em 09/06/2020 – 12:17 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em meio à pandemia de covid-19, foram feitos 960.258 pedidos de seguro-desemprego em maio, aumento de 53% na comparação com o mesmo mês do ano passado (627.779) e de 28,3% na comparação com abril deste ano (748.540). As informações foram divulgadas hoje (9) pelo Ministério da Economia.

Em maio, os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (281.360), Minas Gerais (103.329) e Rio de Janeiro (82.584).

Sobre o perfil dos solicitantes, 41,3% eram mulheres e 58,7% homens. A faixa etária que concentrava a maior proporção de solicitantes era de 30 a 39 anos, com 32,3%. Em termos de escolaridade, 61,4% tinham ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (42%), comércio (25,8%), indústria (20,5%), construção (8,2%) e agropecuária (3,4%).

Com as medidas de isolamento social decorrentes da pandemia da covid-19, os atendimentos via web (734.353) representaram 76,5% dos pedidos. No mesmo mês de 2019, os atendimentos pela internet chegaram a apenas 8.597 (1,4% dos pedidos).

Acumulado do ano

De janeiro a maio, foram contabilizados 3.297.396 pedidos, acréscimo de 12,4% em comparação com o acumulado no mesmo período de 2019 (2.933.894).

Do total de requerimentos em 2020, 50,1% (1.653.040) foram realizados pela internet, seja por meio do portal gov.br ou pela Carteira de Trabalho Digital, e 49,9% (1.644.356) foram feitos presencialmente. No mesmo período de 2019, 1,5% dos pedidos (44.427) foram realizados via internet e 98,5% (2.889.467) presencialmente.

Serviço essencial

O Decreto n° 10.329, de 28 de abril de 2020, definiu como essenciais as atividades de processamento do benefício do seguro-desemprego e de outros benefícios relacionados. Com isso, diversas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine), de administração estadual e municipal, reabriram e as solicitações estão em patamar de regularidade, informou o ministério.

“Não foi mais verificado número atípico de beneficiários que ainda não tenham realizado a solicitação do seguro-desemprego. Cabe lembrar que o trabalhador tem até 120 dias para requerer o seguro-desemprego e os pedidos podem ser feitos de forma 100% digital. Não há espera para concessão de benefício”, disse o ministério.

Edição: Maria Claudia

Inflação do aluguel é de 7,11%, diz pesquisa da FGV

Vista do Edifício Copan, região central.

© Rovena Rosa/Agência Brasil

IGP-M acumula inflação de 4,19% no ano

Publicado em 09/06/2020 – 09:55 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel em todo o país, subiu 1,36% na primeira prévia de junho. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M teve deflação (queda de preços) de 0,32% na primeira prévia de maio.

Com o resultado da primeira prévia de junho, o IGP-M acumula inflação de 4,19% no ano e de 7,11% em 12 meses.

A alta da taxa foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que tinha registrado deflação de 0,35% na prévia de maio, passou a ter inflação de 2,06% em junho.

Outro subíndice do IGP-M com alta da taxa foi o Índice Nacional de Custo da Construção, cuja inflação subiu de 0,18% na prévia de maio para 0,27% em junho.

O Índice de Preços ao Consumidor, subíndice do IGP-M que mede a variação do varejo, teve uma deflação menos intensa, ao passar de -0,46% na prévia de maio para -0,26% na prévia de junho.

Edição: Kleber Sampaio

Produção industrial cai em 13 das 15 regiões pesquisados

© Arquivo/Agência Brasil

A retração foi devido à pandemia do novo coronavírus

Publicado em 09/06/2020 – 10:20 Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Os efeitos do isolamento social imposto no país para conter a pandemia da covid-19 se refletiram nos dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de abril, divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na série com ajuste sazonal, as taxas foram negativas em 13 das 15 regiões pesquisadas, com oito delas apresentando o pior resultado da série histórica, iniciada em 2002, assim como o resultado nacional, que apresentou queda de 18,8% da atividade industrial de março para abril de 2020.

As maiores quedas ocorreram no Amazonas (-46,5%), Ceará (-33,9%), Região Nordeste (-29,0%), Paraná (-28,7%), Bahia (-24,7%), São Paulo (-23,2%) e Rio Grande do Sul (-21,0%). Espírito Santo teve queda de 16,7%, Minas Gerais de 15,9%, Santa Catarina recuou 14,1% e Rio de Janeiro teve a produção 13,9% menor do que o mês anterior. Completam a lista dos índices negativos da PIM Pernambuco, com queda de 11,7%, e Mato Grosso, que recuou 4,3%.

Tiveram resultados positivos apenas o Pará, com crescimento de 4,9% na comparação com março, e Goiás, que subiu 2,3%. Os dois estados voltaram a crescer após apresentar queda no mês anterior, de -14,4% e -2,5%, respectivamente. Pará cresceu em abril de 2020 37,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e o Goiás subiu 0,4%.

No trimestre encerrado em abril de 2020, o índice da indústria caiu 8,8% na comparação com o trimestre encerrado em março.

Em relação a abril de 2019, a queda na produção industrial nacional foi 27,2%, a mais intensa da série histórica, assim como em nove dos 15 locais pesquisados. As mesmas 13 regiões tiveram queda nos índices na comparação anual: Amazonas (-53,9%), Ceará (-53,0%), Rio Grande do Sul (-35,8%), Região Nordeste (-33,1%), São Paulo (-31,7%), Santa Catarina (-30,8%), Paraná (-30,6%), Pernambuco (-29,1%), Bahia (-26,5%), Espírito Santo (-23,9%), Minas Gerais (-20,4%), Mato Grosso (-11,6%) e Rio de Janeiro (-5,4%).

No acumulado do ano, a média nacional está com queda de 8,2%. O recuo foi de 15,9% no Espírito Santo, de 14,2% no Amazonas, de 14,1% no Ceará, de 13,2% no Rio Grande do Sul, de 11,8% em Santa Catarina, de 11,4% em Minas Gerais e de 10,3% em São Paulo.

Também com queda, mas menor do que a média nacional, ficaram o Paraná (-6,2%), Região Nordeste (-5,1%), Mato Grosso (-4,4%), Pernambuco (-3,0%), Bahia (-1,8%) e Goiás (-0,7%). Tiveram resultado positivo no acumulado do ano apenas o Rio de Janeiro, com alta de 6,1%, e o Pará, que cresceu 5,8% em 2020 na comparação com o mesmo período de 2019.

No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo na média nacional foi 2,9% em abril de 2020.

Edição: Valéria Aguiar

Indicador Antecedente de Emprego da FGV registra alta em maio

© WILSON DIAS-ABR

Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 16,4 pontos

Publicado em 09/06/2020 – 10:26 Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Após atingir o mínimo histórico em abril e acumular perda de 52,6 pontos no trimestre de fevereiro a abril, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 3,0 pontos em maio e atingiu 42,7 pontos. De acordo com a FGV, em médias móveis trimestrais, o IAEmp recuou 16,4 pontos, passando a 55,0 pontos.

Após atingir o menor nível desde 2008 em abril, o IAEmp registrou, em maio, variação positiva. Para o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação (FGV-IBRE) Rodolpho Tobler, apesar de ter sido positivo em maio, depois de atingir em abril o menor nível desde 2008, o resultado pode ser interpretado como uma acomodação do índice em patamar muito baixo, considerando que esse ainda é o segundo menor valor da série.

“A elevada incerteza ainda não permite imaginar cenários de recuperação do mercado de trabalho no curto prazo, o que deve fazer com que o indicador continue registrando números baixos nos próximos meses”, avaliou Tobler.

ICD

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 1,2 ponto em maio, alcançando 99,6 pontos. Segundo a FGV, esse é maior patamar desde outubro de 2018, quando atingiu 100,2 pontos. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, por isso, quanto maior o número, pior o resultado. 

Nas médias móveis trimestrais, o aumento é de 2,5 pontos chegando a 96,8 pontos. Na visão de Rodolpho Tobler, o indicador reflete tendência negativa do mercado de trabalho. “O ICD mantém, em maio, a tendência de piora no mercado de trabalho iniciada nos últimos meses. O resultado sugere que a taxa de desemprego deve sofrer impacto negativo já no segundo trimestre, e ainda sem indicações de reversão dessa tendência no curto/médio prazo”, observou.

Destaques

Ainda conforme a FGV, cinco dos sete componentes do IAEmp subiram em maio, o que sugere acomodação após o baque do mês anterior. Os que mais subiram no mês foram os indicadores de Emprego Previsto no setor de Serviços e de Tendência dos Negócios da Indústria. Na margem, respectivamente, variaram 5,6 pontos e 5,5 pontos. 

De acordo com a FGV, no mesmo período, o aumento do ICD foi influenciado por todas as quatro classes de renda familiar. A maior contribuição para o resultado foi dada pela classe familiar com renda até R$ 2.100 e pela classe com renda entre R$ 2.100 e R$ 4.800. Nessas classes, o Emprego Local Atual variou negativamente em 2,0 pontos e 1,4 ponto na margem.

IAEmp e ICD

Relacionado, positivamente, ao nível de emprego no país, o IAEmp é elaborado a partir da combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, e antecipa os rumos do mercado de trabalho no país. Já o ICD é construído com base nos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, do quesito da Sondagem do Consumidor que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho. Assim, o indicador capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, sem refletir, por exemplo, a diminuição da procura de emprego motivada por desalento. O ICD varia no mesmo sentido na taxa de desemprego.

Edição: Fernando Fraga

Assistência social: 61,5% não se sentem prontos para lidar com crise

© Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

Apenas 12,8% se sentem preparados e o restante não soube responder

Publicado em 09/06/2020 – 11:02 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Estudo do Núcleo de Estudos da Burocracia, da Escola de Administração de Empresa de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas, mostra  que 61,5% dos profissionais da assistência social no país não se sentem preparados para lidar com a crise decorrente da covid-19. Apenas 12,8% se sentem preparados e o restante não soube responder. O resultado é da pesquisa A pandemia de covid-19 e os profissionais da assistência social no Brasil. O trabalho entrevistou 439 trabalhadores de todas as regiões do país entre os dias 15 de abril e 1º de maio de 2020.

A pesquisa mostra ainda ainda que o medo é um sentimento comum entre esses profissionais, já que 90,66% deles sentem receio da doença e 43,5% conhecem amigos ou colegas que já se contaminaram com a covid-19. Além do medo de contaminação, os profissionais temem levar o coronavírus para dentro de suas casas.

Os pesquisadores consideram que as políticas de assistência social têm papel estratégico na pandemia do novo coronavírus, porque seus efeitos são heterogêneos e devastadores em populações que moram em áreas urbanas mais pobres e densamente povoadas, expostas à maior vulnerabilidade social.

“Embora o foco do debate público em relação ao enfrentamento à pandemia esteja centrado nas áreas de saúde e economia, a assistência social é essencial para minimizar os danos da crise entre os mais pobres, viabilizando medidas econômicas e sociais coerentes com esse segmento populacional”, diz o relatório da pesquisa.

Do perfil dos entrevistados, 85,88% são mulheres, 12,76%, homens, e 1,37% preferiram não declarar. Sobre o tempo de atuação, 34,17% estão há pelo menos dez anos na área socioassistencial. Há uma concentração de entrevistados que atuam na Região Sudeste (53,99%), com destaque ao estado de São Paulo, que inclui mais da metade de todos que foram ouvidos.

Segundo o estudo, a sensação de medo e de despreparo pode ser explicada por outros indicadores do questionário, como a disponibilidade de equipamento de proteção individual (EPI), o suporte governamental e o acesso a treinamentos. Menos da metade dos profissionais (38,5%) disse ter recebido EPI, com uma variação entre as regiões, destacando-se positivamente o Nordeste, onde 51,78% dos profissionais receberam equipamentos, ao contrário da Região Norte, onde o índice foi de 33,33%.

No que diz respeito ao suporte governamental, mais da metade dos entrevistados (66,51%) disseram não sentir que o governo federal tenha ações de proteção aos profissionais da assistência social, enquanto os governos subnacionais tiveram uma avaliação um pouco melhor: 55,35% e 50,57% dos entrevistados sentem que, respectivamente, governos estaduais e municipais desenvolvem ações para proteger os profissionais da área. Sobre o apoio direto de seus superiores, 41,46% disseram não sentir esse suporte e 54,67% disseram ter recebido instruções das chefias sobre como atuar diante da crise.

A grande maioria afirmou não ter recebido orientações ou ações oficiais de formação – apenas 12,98% relataram ter feito treinamento para lidar com o novo coronavírus. Houve destaque na Região Nordeste, onde 37,5% dos profissionais disseram ter participado de treinamentos, em contraposição ao Norte, em que nenhum entrevistado respondeu ter recebido.

Os pesquisadores analisaram em que medida a crise alterou os processos de trabalho e as interações entre os profissionais da assistência social e os cidadãos. Mais da metade (63,46%) relataram que a dinâmica de trabalhou mudou com a pandemia, com citações recorrentes de atendimento a distância, trabalho em escala, redução ou suspensão dos atendimentos.

Para 74,26% dos entrevistados, mudaram também as interações com os usuários dos serviços de assistência social. Um dos elementos que influenciam nessa mudança é que o medo passou a permear a rotina porque o trabalho desses profissionais exige contato próximo com as pessoas. Entre as principais mudanças estão a realização de atendimentos presenciais com distanciamento físico, atendimentos online ou por telefone, e até suspensões ou redução.

Recomendações

As análises resultaram em um conjunto de recomendações que, segundo os pesquisadores, deveriam ser atendidas pelos governos federal, estaduais e municipais para melhorar a atuação dos profissionais neste momento de crise, garantindo a eles recursos, informações e a proteção necessária.

Entre as recomendações estão a distribuição de EPI de qualidade para todos os profissionais dos diferentes níveis de atenção; formação e treinamento adequados para que os profissionais estejam mais preparados para enfrentar a crise, especialmente aqueles que continuam realizando atendimento presencial, utilizando tecnologias simples, como vídeos com transmissão online, infográficos ou outros materiais de comunicação simples e assertiva que cheguem à ponta rapidamente; e distribuição de material informativo oficial para profissionais repassarem à população e combater as notícias falsas.

Além disso, recomenda-se a adoção de políticas de suporte emocional e psicológico para os profissionais da ponta, por exemplo, disponibilizando psicólogos para fazerem o acompanhamento desses profissionais. 

Edição: Graça Adjuto

Cartórios de Notas já contabilizam mais de 150 mil atos de transferência de bens na pandemia

Idosos e profissionais da saúde são os principais perfis que procuram orientações para a realização de testamentos, inventários e doações

Testamentos, inventários, partilhas e escrituras de doação em Cartórios de Notas totalizaram 156.450 mil atos em todo o Brasil desde o início da pandemia causada pelo novo coronavírus. O número, levantado junto a Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (CENSEC), reúne serviços relacionados ao processo sucessão, que disciplina a transferência de patrimônio (ativo e passivo – créditos e débitos) de alguém a outra pessoa de acordo com as regras da lei brasileira.

Composta pelos 8 mil Cartórios de Notas brasileiros, a CENSEC é administrada pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e regulamentada pelo Provimento nº 18/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para a qual devem ser enviados todos os atos relacionados a escrituras públicas, procurações, divórcios, inventários, partilhas e testamentos realizados pelos tabelionatos presentes em todo o território nacional.
Os atos, que têm sido cada vez mais procurados por idosos, profissionais da saúde e, até mesmo jovens que fazem parte do grupo de risco da Covid-19, tendem a aumentar nas próximas semanas, já que desde o dia 27 de maio todos os atos notariais podem ser realizados por meio de videoconferência em todo o território nacional.

“A norma publicada pelo CNJ é um avanço enorme para a atividade e para a sociedade brasileira, que há muito clamava pelos atos eletrônicos”, explica Giselle Oliveira de Barros, presidente do Colégio Notarial do Brasil. “Como agentes regulados pelo Poder Judiciário estávamos ansiosos por esta publicação, que agora dinamizará ainda mais a economia do País por meio dos atos públicos feitos pelos Cartórios de Notas, que garantem autenticidade, eficácia e plena segurança jurídica a todos os contratantes”, completa a tabeliã.
O aumento da procura por orientações de um notário para realização de atos de sucessão se deve, principalmente, à iminente importância do planejamento familiar. A preocupação dos requerentes é garantir que seus bens sejam corretamente encaminhados e suas vontades cumpridas em caso de morte, utilizando instrumentos legais que evitem futuras disputas entre familiares.
O inventário, por exemplo, é o documento que apura o patrimônio deixado pela pessoa falecida e é obrigatório para que a partilha de bens se efetive entre os herdeiros. Sendo uma alternativa mais rápida e prática à via judicial, os inventários realizados em Cartórios de Notas já contabilizam 79,2 mil lavraturas deste o início da pandemia, enquanto as partilhas totalizam 1250 atos.
Já as mais de 71,4 mil escrituras de doação realizadas neste ano são utilizadas para assegurar a vontade do doador. Assim, o requerente pode, ou não, incluir cláusulas de uso ao beneficiário por uma incumbência ou condição, garantindo que ações previamente estipuladas sejam cumpridas. Por fim, os Cartórios de Notas brasileiros já contabilizam mais de 4,6 mil testamentos feitos no período, assegurando assim o pleno cumprimento da vontade do testador após a sua morte.
Sobre o CNB – Colégio Notarial do Brasil
O Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) é a entidade de classe que representa institucionalmente os tabeliães de notas brasileiros e reúne as 24 Seccionais dos Estados. O CNB/CF é filiado à União Internacional do Notariado (UINL), entidade não governamental que reúne 88 países e representa o notariado mundial existente em mais de 100 nações, correspondentes a 2/3 da população global e 60% do PIB mundial

Colégio Notarial do Brasil

BNDES anuncia linha de crédito para setor de saúde

Setor de diagnósticos no Brasil é composto por muitas pequenas empresas que não contam com caixa suficiente para garantir suas necessidades financeiras por tantos meses

A pandemia do novo coronavírus desestabilizou muitas empresas do setor de diagnóstico ao gerar medo nos pacientes e cancelar exames eletivos. Conforme já apontado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) a ociosidade dos laboratórios e das clínicas de diagnóstico por imagem chega, respectivamente, a 70% e 90%, o que consolida um cenário preocupante.

“Nosso setor de diagnósticos no Brasil é composto por muitas pequenas empresas que não contam com caixa suficiente para garantir suas necessidades financeiras por tantos meses”, comenta Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed, lembrando que as grandes empresas também sofreram rupturas, fecharam unidades e seguem na luta pela manutenção de seus serviços.

A fim de ampliar as possibilidades às suas associadas, a Abramed, ao lado de outras entidades do setor, pleiteou, por intermédio da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC), uma nova linha de crédito livre. Necessidade que foi atendida pelo BNDES. 

SOBRE A ABRAMED

Fundada em 2010, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica – ABRAMED, surgiu num momento de transformações no sistema de saúde brasileiro, entre elas a consolidação de um novo perfil empresarial e o estabelecimento de regulamentações determinantes para o futuro da medicina diagnóstica no país. Esse cenário foi propício para que as empresas com atuação de ponta no país vislumbrassem os benefícios de uma ação integrada em torno da defesa de causas comuns.

A ABRAMED expressa também a visão de um setor de grande relevância socioeconômica, cujo desempenho tem impacto significativo sobre a saúde de parcela expressiva da população.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nada menos do que 50 milhões de brasileiros são beneficiários potenciais dos serviços disponibilizados pelo setor.

Como instrumento aglutinador de um segmento que mobiliza uma vasta cadeia de valor, a ABRAMED verbaliza os anseios de seus associados, atuando no diálogo com instituições públicas, governamentais e regulatórias, buscando contribuir para o debate nacional sobre saúde e influenciar na adoção de políticas e medidas que levem em conta a relevância da medicina diagnóstica para a população do país. A representatividade da ABRAMED se traduz ainda na parceria com a comunidade científica e no diálogo com as demais entidades do setor e com a sociedade civil.

A ABRAMED conta com associados, que, juntos, respondem por mais de 60% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país. Essas empresas também são reconhecidas por sua qualidade na prestação de serviços, pela excelência tecnológica e pelas práticas avançadas de gestão, inovação, governança e responsabilidade corporativa.

DEHLI Comnicação Empresarial