Museu da Imagem e do Som completa 50 anos em São Paulo

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Bate-papo sobre Castelo-Rá-Tim-Bum faz parte das comemorações

Publicado em 29/05/2020 – 15:29 Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo celebra 50 anos de existência hoje (29). Com sede nos Jardins, na zona oeste paulistana, a instituição foi fundada em 1970 com o objetivo de conservar a memória e o material audiovisual com interesse artístico, histórico, sociológico e cultural.

No acervo há fotografias, filmes, peças de artes gráficas, discos, vídeos e equipamentos, refletindo a diversidade de manifestações e a própria evolução das formas de captação, produção e suporte da imagem ao longo de meio século.

Programação

Além da conservação desse material, o MIS promove oficinas e exposições. Entre julho de 2014 e janeiro de 2015, a mostra sobre o Castelo Rá-Tim-Bum – que trazia os cenários, figurinos e outras lembranças do programa televisivo infantil – recebeu 410 mil pessoas e foi a exposição mais visitada da história do museu.

Como parte da programação comemorativa dos 50 anos, haverá um bate-papo hoje, às 20h, sobre o Castelo-Rá-Tim-Bum que contará com a participação de parte do elenco da série, como Pascoal da Conceição, o Dr. Abobrinha, e Angela Dip, a Penélope. A mediação será de André Sturm, curador da exposição e ex-diretor do MIS. O debate será transmitido pelo canal do MIS no Youtube.

Amanhã (30), será exibido o curta-metragem Nasce o MIS, dirigido por Eduardo Leone, em 1970. O filme feito para a inauguração da instituição reflete sobre a criação do museu em paralelo com as transformações da cidade de São Paulo e os avanços tecnológicos para suporte de imagem e som.

Em parceria com a plataforma Google Arts & Culture, foi disponibilizada a mostra Moventes em que a pesquisadora Valquíria Prates apresenta os resultados de uma investigação poética no acervo do MIS. Podem ser vistos vídeos e fotografias de artitas consagrados, como Sebastião Salgado e Helena Tassara.

Edição: Lílian Beraldo

Semana Nacional de Museus começa na próxima segunda com programação virtual

Campo Grande (MS) – Devido à necessidade de quarentena para preservar o contágio com a pandemia do novo corona vírus, a Semana Nacional de Museus, que é realizada todo ano, desta vez terá programação totalmente virtual. O tema deste ano é “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”.

O início da programação será na próxima segunda-feira, dia 18 de maio, e as atividades serão encerradas no dia 25 deste mês. Serão seis dias de eventos transmitidos ao vivo pelas redes sociais da Fundação de Cultura: Facebook e Instagram.

A Semana Nacional de Museus é um evento idealizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), cuja organização e coordenação em nível estadual fica à cargo do Sistema Estadual de Museus de MS. O Sistema é ligado à Fundação de Cultura de MS e agrega os diversos museus instalados no Estado de Mato Grosso do Sul, atuando em parceria com estas instituições, buscando parcerias e prestando assessoria técnica nesta área. As instituições presentes no estado são ligadas ao setor publico (federal, estadual e municipal), além de universidades e associações privadas.

O evento ocorre no mesmo período previsto antes da pandemia, com várias ações simultâneas acontecendo pelos museus instalados em MS. Cumprindo as orientações da OMS e do Governo do Estado de MS, as ações serão realizadas pelo meio virtual, evitando assim aglomerações e mantendo o isolamento social, uma das formas mais efetivas de prevenção ao contágio do COVID-19.

As ações serão realizadas sob coordenação do Sistema Estadual de Museus de MS, com a participação de vários museus e instituições públicas e privadas do Estado: Arquivo Público Estadual de MS; Museu da Imagem e do Som – MIS; Museu de Arte Contemporânea – MARCO; Museu de Arqueologia – MuArq/UFMS; Museu das Culturas Dom Bosco – MCDB/UCDB; Museu José Antônio Pereira; Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial – SubRacial/MS; Subsecretaria de Políticas Públicas para a População Indígena – SPPPI/MS; Subsecretaria de Políticas Públicas LGBT – SubLGBT/MS; Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD e Fertel.

A Semana Nacional dos Museus acontece em celebração ao Dia Internacional de Museus, comemorado em 18 de maio, desde 1977. No último ano, cerca de 37.000 museus, de mais de 150 países, participaram do Dia Internacional de Museus, o que demonstra a abrangência e relevância da iniciativa. No Brasil, o Ibram – Instituto Brasileiro de Museus coordena a Semana Nacional de Museus, que já está em sua 18ª edição. A partir do tema deste ano, todos os museus brasileiros vão refletir sobre as desigualdades presentes na sociedade contemporânea e sobre a participação construtiva que os museus podem ter no tecido social.

Os desafios lançados pelo Ibram este ano são para que os museus olhem seus acervos procurando a representatividade dos vários integrantes do tecido social. E, também, que os museus intensifiquem sua articulação em redes, disseminando conhecimento e soluções, apoiando o desenvolvimento e as ações dos demais, de modo a diminuir a desigualdade no tratamento e perspectivas oferecidas aos seus públicos.

Clique aqui e confira a programação das conferências e lançamentos de vídeo-exposição, todas transmitidas ao vivo pelas redes sociais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Museus italianos oferecem visitas virtuais

© Reuters/Flavio Lo Scalzo/Diretos Reservados

Público pode conhecer a Galleria degli Uffizi, de Florença

Publicado em 09/05/2020 – 14:33 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Instituto Italiano de Cultura (IIC) do Rio de Janeiro está disponibilizando gratuitamente ao público que se encontra em isolamento social por conta da pandemia material inédito de ricas instituições culturais da Itália.

A diretora do IIC do Rio, Lívia Raponi, disse à Agência Brasil que a instituição ajuda na divulgação dessa oportunidade para as pessoas interessadas fazerem visitas virtuais a vários museus italianos. 

“Para nós é muito importante que o público brasileiro saiba que é possível entrar na Galleria degli Uffizi (palácio situado em Florença) e no Museu do Vaticano, só com um click, apertando uma tecla do computador. Acho uma oportunidade fantástica”, opinou.

Ao mesmo tempo, o IIC tem produzido conteúdos próprios que também são disponibilizados gratuitamente à população em quarentena.

“Tem uma dupla atividade”, salientou a diretora. “Uma é difundir o que está acontecendo de positivo na Itália, apesar da dificuldade do momento, porque “A Cultura Não Para”, título de uma campanha do Ministério da Cultura italiano e, por outro lado, o instituto está produzindo iniciativas utilizando os próprios canais virtuais e se referindo aos contatos próprios, como atores e chefs de cozinha que já trabalharam conosco e estão oferecendo conteúdos online gratuitos. É um esforço para manter vivo o interesse para a cultura e a arte italianas”, disse Lívia.

Adesão da maioria

A maioria dos museus italianos aderiu ao movimento. Alguns preveem visitas guiadas por diretores e curadores, outros visitas virtuais, mais tecnológicas, onde o visitante tem acesso a uma visão de 360 graus dos salões.

Outros ainda, como o Maxxi, museu nacional de arte e arquitetura contemporânea, localizado no bairro de Flaminio, em Roma, propõem novas atividades. O Maxxi elaborou encontros virtuais com especialistas de diferentes setores, desde psicanalistas a escritores, curadores de arte e de dança contemporânea, entre outros. 

“Quero dizer que o museu se coloca como lugar de trocas interdisciplinares. Não se fala só das coleções, mas

[trata-se]

de um lugar de reflexão e debate sobre a situação atual, claramente com interesse para conteúdos culturais”, sintetizou Lívia.

Ainda no Maxxi é feito um resumo dos dez anos da produção da instituição, através das vozes dos seus protagonistas e das imagens das mostras mais importantes. Os ícones da arquitetura e do design são abordados pelos curadores do museu em vídeos curtos.

No Palazzo del Quirinale, em Roma, as visitas virtuais podem ser feitas a partir do link

De acordo com informação do Instituto Italiano de Cultura do Rio, uma ida ao Quirinale permite ao visitante passear com os seus tablets, smartphones ou computadores pelo palácio, por seus jardins ou pelo parque da Villa Rosebery, percorrendo os ambientes através de imagens imersivas.

Frei usa máscara de proteção ao passar por Praça de São Pedro deserta no Vaticano
Parte da arquitetura da Itália e do Vaticano pode ser vista, no Rio, através do Instituto Italiano de Cultura – REUTERS / Guglielmo Mangiapane/Direitos Reservados

O Museo di Roma disponibiliza a Mostra Antonio Canova. Eterna Beleza, neste link.

Ali, as pessoas podem assistir a um vídeo da exposição com mais de 170 obras de Canova e outros artistas que animam as salas do Palazzo Braschi, através de um jogo de luzes e sombras, onde se descrevem em 13 seções a arte canoviana e a sua época. 

A mostra objetiva percorrer com atenção as relações e o contexto histórico nos quais Canova expressou sua arte, informou o instituto.

Já no Palazzo delle Esposizioni, em Roma, o projeto Os Andares do Edificio, acessível neste link, permite a visitação, com depoimentos dos curadores e materiais inéditos das exposições realizadas no presente e no passado, podendo o visitante ouvir palestras de cientistas, artistas e teóricos, assim como participar de laboratórios online para crianças e jovens. 

“Eu vejo um cenário muito vivo neste momento na Itália”, garantiu Lívia. Ela considera que “essa é uma tendência em que todos os museus do mundo vão investir nessa fase de incertezas e com as medidas coercitivas que temos que tomar (devido à pandemia)”, disse.

Cozinha italianas

As iniciativas do IIC do Rio de Janeiro, criadas para o período do isolamento social no combate à covid-19, deverão se estender por um tempo mais longo, ultrapassando a quarentena.

No ciclo La cucina italiana a casa tua”, por exemplo, aberto com o vídeo promocional Menù di Pasqua, lançado por ocasião das festividades de Páscoa no canal do ICC no Youtube, a série de vídeos conta com a colaboração de chefs brasileiros e italianos e é inteiramente dedicada à arte culinária da Itália. 

Programas ensinando a fazer pizza ou pão nas próprias casas são sucesso garantido no atual momento, estimou a diretora.

Os vídeos, de curta duração, entre 15 e 30 minutos, são divulgados gratuitamente no canal Youtube do IIC Rio e postados diretamente nas redes sociais.

“Uma coisa que a gente acha possível é que essa modalidade de aproveitamento virtual possa ser definitiva para algumas pessoas, que elas possam querer ter acesso desta forma, mesmo depois que essa emergência sanitária for superada”, disse Lívia. 

É o caso dos cursos de idioma online, lançados pelo instituto em abril. Há alunos que frequentavam as aulas presenciais e que já demonstraram vontade de seguir na modalidade online a partir de agora. 

“Querem fazer testes em suas casas porque descobriram que é mais confortável, eles gastam menos tempo em transporte. Acho que essa fase que estamos vivendo é uma oportunidade de avaliarmos novos formatos”, assegurou Lívia.

Além da gastronomia, o instituto oferece outros conteúdos baseados em literatura. A novidade é que será possível ter acesso a grandes mestres da literatura italiana, como Luigi Pirandello, em português. 

O ator Nicola Siri, filho de mãe brasileira e pai italiano, vai ler textos de Pirandello em italiano e português em uma série de encontros do tipo Café Literário e vai estimular debate entre os ouvintes.

“É só acompanhar as nossas redes sociais para ter a informação de todas as atividades que estão prestes a começar”, finalizou.
 

Edição: Kleber Sampaio

Apesar de pandemia, obras no Museu do Ipiranga seguem cronograma

O Museu Paulista, também conhecido como Museu do Ipiranga, está fechado desde 2013 e aguarda verba para as obras de restauração e modernização.

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Geral

Atividades foram reorganizadas para que reforma prosseguisse

Publicado em 26/04/2020 – 19:32 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Com o isolamento social em vigor para conter a pandemia de covid-19, as obras de restauração do Novo Museu do Ipiranga tiveram de se adaptar para garantir o trabalho e a segurança das equipes envolvidas. De acordo com o governo do estado de São Paulo, a meta é assegurar que a restauração continue dentro do cronograma e possa ser concluída em setembro de 2022, para as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.

Entre os novos protocolos de segurança adotados, estão a reorganização do canteiro de obras e das frentes de trabalho, o afastamento dos colaboradores que pertencem aos grupos de risco e o escalonamento das equipes. Também foram tomadas medidas de higiene para mitigar riscos e as condições de saúde estão sendo monitoradas diariamente no local, com medição da temperatura dos trabalhadores na entrada e saída.

O Museu Paulista, também conhecido como Museu do Ipiranga, está fechado desde 2013 e aguarda verba para as obras de restauração e modernização.
O Museu do Ipiranga está fechado desde 2013- Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo o governo, dessa forma, foi possível dar andamento a importantes etapas da reforma. No Edifício-Monumento, foram iniciadas as ações de restauro das fachadas, com execução de moldes de ornamentos perdidos e montagem dos andâimes na fachada sul do prédio.

Na área a ser ampliada, foi concluído o micro estaqueamento, com contenção do terreno e grampeamento do solo. Internamente, no edifício histórico, também houve avanços significativos com concretagem dos pisos do porão, restauro de esquadrias, remoção de forros e piso de madeira, início das atividades de instalações elétricas e execução das fundações para instalação dos elevadores.

Força-tarefa

A pandemia acabou por acelerar o cronograma do restauro da tela “Independência ou Morte”, de Pedro Américo. A obra mais icônica do Museu do Ipiranga deveria ter sua restauração concluída em abril, mas com o afastamento da restauradora responsável, Yara Petrella, por pertencer ao grupo de risco da enfermidade, o processo foi reestruturado.

 O Museu Paulista, também conhecido como Museu do Ipiranga, está fechado desde 2013 e aguarda verba para as obras de restauração e modernização.
Obras de restauração devem ser concluídas em 2022 – Rovena Rosa/Agência Brasil

A solução foi a criação de uma força-tarefa que conseguiu finalizar a restauração da moldura e os retoques na pintura no dia 21 de março. Dessa maneira, apenas a aplicação do verniz ficará pendente e poderá ser realizada, sem prejuízo para o restauro, em 2022, perto da data prevista para a reabertura do Museu.

Nos próximos dias, o quadro será embalado para que a reforma do Salão Nobre tenha início. As intervenções no espaço estão previstas para começar em junho e devem durar quatro meses.

Edição: Denise Griesinger

Museu Virtual do Esporte é lançado com exposição sobre a Copa de 1970

eMuseu do Esporte

© eMuseu do Esporte

Esportes

Exposições contarão com colaboração da população

Publicado em 19/04/2020 – 11:55 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) lançou oficialmente hoje (19) o Museu Virtual do Esporte (eMuseu do Esporte), que receberá colaborações da população para perpetuar a história das várias modalidades esportivas e suas paixões e legados principais. Na abertura, foi inaugurada a primeira exposição temporária virtual intitulada Ciência x Mitos: lições da Copa de 1970 para o atual momento, com curadoria e acervo de Lamartine da Costa, professor da pós-graduação de Educação Física da Uerj e idealizador do projeto junto com a pesquisadora Bianca Gama.

Em entrevista à Agência Brasil, Lamartine da Costa disse que a ideia de ter um museu virtual que destacasse todos os esportes, e não apenas o futebol, surgiu há dois anos, por iniciativa sobretudo de Bianca Gama, que foi aluna do programa de pós-graduação em ciência do esporte e do exercício, do qual Costa é professor colaborador.

Bianca Gama detalha que a ideia, nascida nas aulas de doutorado, se transformou em um projeto incubado no Departamento de Inovação da Uerj (InovaUerj), com objetivo de dar visibilidade a iniciativas e pessoas ligadas ao esporte em geral. “A intenção é criar um museu através da construção colaborativa de toda a sociedade, incentivando, promovendo, divulgando e registrando a importância que o esporte tem em nossas vidas, como agente de transformação social, além de mostrar a enorme paixão que desperta”, salientou.

Inovação e colaboração

O museu tem oito exposições programadas. A ideia, disse Costa, é fazer exposições temporárias temáticas com autores, como é tradição da museologia, e exposições colaborativas.

“São pessoas que tiveram algum evento relacionado ao esporte que mandam uma foto e um fato, ou duas fotos e dois fatos. A exposição será dessas pessoas com essas figuras. Uma comissão vai selecionar, orientar e melhorar os trabalhos. É um trabalho colaborativo, tanto da parte do pessoal que opera o museu, a maioria de voluntários, e os assistentes que vão produzir suas próprias exposições. É uma ideia interessante. Você combina o que era da tradição com a inovação, dentro de um contexto tecnológico”, revelou o professor da Uerj.

Lamartine da Costa avalia que houve nos últimos tempos um certo distanciamento das pessoas em relação aos museus. A proposta do eMuseu do Esporte atrai novas pessoas e valoriza a cultura do passado, a história dos esportes de maneira geral. “É uma ideia interessante, que envolve o indivíduo comum como expositor, ainda mais nesse período de isolamento social causado pela pandemia do coronavírus. Você tem que ser criativo e elaborar atividades para as pessoas. Todo mundo tem interesse em publicar sua própria história, principalmente o pessoal do esporte que tem isso como uma característica, guarda fotos, acontecimentos. É um pessoal ideal para uma exposição colaborativa”.

Contribuições

Quem quiser contribuir para o acervo colaborativo do eMuseu do Esporte pode enviar, até amanhã (20), no site www.emuseudoesporte.com.br documentos, fotos, recortes de jornal e álbuns autografados relacionados a qualquer modalidade esportiva, sendo no máximo cinco arquivos digitalizados com até 100Mb. Uma comissão de especialistas em história do esporte fará a seleção de até 35 itens, que comporão a mostra colaborativa a ser aberta no dia 26 deste mês, informou a assessoria de imprensa da Uerj.

Conhecendo o salão

O eMuseu do Esporte terá galerias permanentes e, a partir de junho, oferecerá visitas virtuais aos interessados. A partir de hoje, entretanto, o público que acessar o museu poderá conhecer o salão de exposições. Lamartine da Costa informou que haverá duas versões. Uma, mais sofisticada, tem um avatar, que é ele próprio, que mostra a primeira exposição temporária, destacando detalhes interessantes para os visitantes. Outra versão é mais simples e se destina a celulares e computadores. Costa observou também que há exposições interessantes para crianças.

Das galerias permanentes que serão criadas, quatro são de confederações brasileiras desportivas. “Quer dizer, o próprio esporte formal do Brasil aderiu à ideia. Temos aí uma potência proximamente”, concluiu Costa.

A diretora do InovaUerj, Marinilza Bruno de Carvalho, salientou a alegria que era poder ver projetos como esse se transformando em realidade. “A ideia do eMuseu nasceu dentro da Uerj, por meio do projeto de uma doutoranda nossa. Que essa plataforma cresça e ajude a difundir o esporte como potência e inclusão social”.

Edição: Aline Leal

Museus promovem visitas virtuais durante pandemia

São Paulo - Exposição Histórias afro-atlânticas no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP, Avenida Paulista, região central.

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Geral

Com a crise do coronavírus, é possível conhecer obras famosas

Publicado em 10/04/2020 – 19:35 Por Renata Martins – Repórter da Radioagência Nacional – Brasília

Para conhecer o Museu da Memória Republicana, instalado no Convento das Mercês, não é necessário viajar ao Maranhão. Considerado um dos Sete Tesouros de São Luís, está com o prédio fechado por causa da pandemia do novo coronavírus, mas abriu uma janela. No computador ou no celular é possível fazer uma visita virtual pelo museu. O passeio está disponível no site eravirtual.org.

Um passeio também pode ser feito por quadros dos pintores brasileiros Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Cândido Portinari e de grandes nomes mundiais como Rafael, Mantegna, Botticceli, Monet, Picasso, Van Gogh. Eles estão expostos no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). 

O maior museu a céu aberto do mundo, o Inhotim, fica em Brumadinho, Minas Gerais. Suas instalações não foram atingidas pela lama da barragem do Córrego do Feijão. No tour virtual do Inhotim, é possível conhecer o Jardim Botânico e as várias obras de arte e esculturas expostas ao ar livre.

Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tem em seu acervo online dezenas de museus localizados em todas as regiões brasileiras.

Henrique Costa, funcionário público, achou a iniciativa fantástica. Com a crise do coronavírus, a advogada Karen Ramos por enquanto não vai poder viajar, que é o que gosta de fazer. Mas tem a internet como alternativa.

No site Metropolitan Museu de Arte de Nova York (MET) há diversos vídeos, textos e fotos das obras em exposição. Tem também um passeio de 360º pelo prédio.

A visita online ao Museu do Louvre, em Paris, possibilita ver em detalhes uma das obras mais famosas do mundo, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Quem fizer o tour virtual pode ver o quadro e se surpreender com o tamanho da obra.

Muitos outros museus podem ser vistos, como o Reina Sofia, em Madri, na Espanha, com o famoso Guernica, de Picasso, e várias obras do espanhol Salvador Dali.

Na Argentina, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba) também tem visita virtual. É lá que está o Abapuru, da brasileira Tarsila do Amaral, além de obras de Cândido Portinari e do casal mexicano Frida Kahlo e Diego Rivera.

Edição: Graça Adjuto

Conheça o Rijksmuseum sem sair de casa

AkzoNobel

Fique por dentro da Operação Night Watch, inovador projeto de restauração do famoso quadro de Rembrandt

Operação Night Watch
David Lichtneker

Como o Rijksmuseum, em Amsterdã, na Holanda, não pode abrir suas portas aos visitantes, devido às restrições causadas pela pandemia do novo coronavírus, o museu agora está ainda mais acessível online. Sob o nome “Rijksmuseum Thuis”, o Rijksmuseum oferece 10 plataformas online diferentes, incluindo a série “Operação Night Watch”, sobre a restauração da obra de Rembrandt, que conta com a AkzoNobel como principal parceira. Na página online da Operação Night Watch, os especialistas explicam, em vídeos e artigos, que tipo de pesquisa estão fazendo sobre o trabalho mais famoso de Rembrandt.

Lançada em julho de 2019, a Operação Night Watch está usando diversas ferramentas e técnicas inovadoras para implementar uma grande investigação e conservação da pintura de Rembrandt, realizada em uma câmara de vidro especial, no próprio museu, sob os olhos atentos dos visitantes. Uma equipe dedicada, formada por pesquisadores, conservadores e restauradores do Rijksmuseum, está trabalhando em estreita colaboração com especialistas em cores da AkzoNobel, além de museus e universidades da Holanda e do exterior. Concluída em 1642, a obra de grandes dimensões foi, originalmente, uma encomenda da Corporação de Arcabuzeiros de Amsterdã para decorar o grande salão da Kloveniersdoelen, sede da companhia.

No site do Rijksmuseum também é possível fazer um tour multimídia no museu, passando por dezoito obras-primas no Hall of Fame, percorrendo as mais recentes imagens em alta resolução e 360º. O site interativo sobre a Operação Night Watch também foi incluído, o que significa que há muitas histórias disponíveis sobre o trabalho de Rembrandt e peculiaridades já descobertas durante o processo de varredura de cada milímetro da obra com um scanner de fluorescência.

Os curadores do Rijksmuseum também estão compartilhando, de suas casas, histórias curtas sobre suas obras de arte favoritas. Os vídeos aparecem nos canais de mídia social do Rijksmuseum. Já com o Rijksstudio, todos podem ver, baixar e compartilhar cerca de 700.000 objetos da coleção Rijksmuseum de graça e em alta resolução. Também há muito conteúdo no aplicativo e no YouTube do Rijksmuseum, além de podcasts sobre diversas obras e seus criadores. Para divertir as crianças, há materiais como páginas para colorir. Visite: https://www.rijksmuseum.nl/nl/thuis

Sobre a AkzoNobel

A AkzoNobel é apaixonada por pintura. Somos especialistas e temos orgulho de produzir tintas e revestimentos, estabelecendo o padrão em cor e proteção desde 1792. Nosso portfólio de marcas de classe mundial – incluindo Coral, International, Sikkens e Interpon – conta com a confiança dos nossos clientes em todo o mundo. Com sede na Holanda, operamos em mais de 150 países e empregamos cerca de 34.500 pessoas talentosas que são apaixonadas em entregar produtos e serviços de alto desempenho aos nossos clientes. Para mais informações, por favor, acesse www.akzonobel.com. © 2019 Akzo Nobel N.V.

AkzoNobel – Informações à imprensa

Conteúdo à la carte

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Camila Teich: camilateich@conteudoalacarte.com.br || (11) 9 9116-1493

CCBB Educativo disponibiliza acervo digital de arte-educação

Atividades no CCBB São Paulo via internet

© Divulgação CCBB

Geral

Público tem acesso irrestrito a várias atividades do programa

Publicado em 05/04/2020 – 09:54 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo,  ambém está com as atividades presenciais suspensas para prevenir a propagação de covid-19, mas o Programa CCBB Educativo continua ativo pelo site www.ccbbeducativo.com, com o conteúdo ampliado das ações realizadas presencialmente entre 2018 e 2020.

São mais de 100 títulos de eventos que reúnem relatos de especialistas, resumos, arquivos, vídeos e links. Os conteúdos são direcionados para todos os públicos, especialmente para estudantes, professores e comunidade escolar.

Para conhecer a atuação do CCBB na área de arte e educação, acesse www.ccbbeducativo.com e depois busque a seção Arquivo Vivo, onde está todo o material com opções de filtros por ano, mês, cidade e atividade. É possível navegar por eventos realizados nas quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

O que tem no Arquivo Vivo

Textos, fotografias, vídeos de cursos e eventos dos segmentos Lugar de Criação, Transversalidades, Múltiplo Ancestral, Com a Palavra e Laboratório de Crítica, já realizados nos CCBBs, estão preservados no Arquivo Vivo.  Alguns destaques são: cursos com Divino Sobral, Fernando Maculan, Denilson Baniwa, Beatriz Lemos, Julia Rebouças, Monica Hoff, Leno Veras, Paulo Tavares, Renata Bittencourt; atividades com Lia Chaia, Leo Ladeira, Sallisa Rosa, Benedikt Wiertz, Alice Shintani, Jorge Menna Barreto, Fabio Cypriano; visitas mediadas por Fernanda Pitta, Renato Cymbalista, Eloisa Brantes, Negro Leo, GOG.

Exemplos

Eu Posso, Podemos. Grupo Batucadeiros. Múltiplo Ancestral – março de 2020, Brasília.

O grupo Batucadeiros mostrou na prática, durante o evento, como a música motiva, reúne, abre caminhos. Ali, artistas produzem sons, estimulam a plateia, e logo eles formam um só grupo. Os sons são as palmas, estalar dos dedos, batidas no peito. A ideia é essa, mostrar que o corpo é também uma ferramenta de comunicação sonora e de contato com o outro e o mundo. O Batucadeiros nasceu em 2001 no Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal, como um projeto para crianças e adolescentes. Hoje, é um movimento de resgate da cidadania e construção identitária. A música corporal é seu principal recurso para a atividade educativo-musical.

Imagina Rio & Deriva Fluvial.  Lugar de Criação com o coletivo Às Margens – julho de 2019, BH.

A importância da água, dos rios, as cidades e as ações desenvolvidas a partir dessa percepção. O coletivo Às Margens, formado pelas urbanistas Aline Francesquini e Isabela Izidoro, levou à criação da oficina de jovens que pesquisou rios e criou o Imagina Rio, um jogo de tabuleiro sobre rios e aspectos marcantes da cidade onde moram. Esse trabalho foi levado para o pátio do CCBB na capital mineira e tornou-se logo atração. No dia seguinte, as arquitetas completaram o trabalho levando para o espaço outro jogo, Deriva Fluvial, um convite a visitar, investigar, sinalizar cursos d’água sob asfalto ou sob a terra que alimentam a vida da cidade. Jovens, professores e monitores se engajaram encantados na experiência.

O Cinema como Paisagem Onírica. Transversalidades – junho de 2019, Brasília

Ficou a cargo da curadora e pesquisadora Lila Foster tratar sobre um tema que conquista um público amplo, de todas as idades. Ela propôs uma reflexão a partir dos primórdios, do surgimento da sétima arte, seguindo para os experimentos cinematográficos, a animação, o cinema experimental e a produção contemporânea, para chegar à importância do cinema em sala de aula como instrumento de educação.

Da Exposição à Sala de Aula (Transversalidades – outubro de 2019, SP)

Participação da doutora em artes Rejane Coutinho, que tem a sua marca no Programa CCBB Educativo. Em sua explanação, ela voltou o olhar passado para compreender o presente e retomou experiências para fundamentar processos formativos de educação. Foi ela quem coordenou, entre 2001 e 2007, a formação dos educadores mediadores no Centro Cultural, quando a instituição abria a sede de São Paulo (as do Rio de Janeiro e de Brasília já funcionavam). Era um momento de virada no mundo das artes, quando as grandes exposições dos anos de 1990 atraíram grandes públicos a museus e centros culturais.

CCBB São Paulo

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo foi inaugurado em 21 de abril de 2001. O edifício localizado no coração histórico da cidade, na região turística conhecida por Triângulo SP – área geográfica entre o Pateo do Collegio, Mosteiro São Bento e Largo São Francisco, foi comprado em 1923 pelo Banco do Brasil. Em 1927, após uma reforma projetada pelo arquiteto Hippolyto Pujol, tornou-se a primeira agência em imóvel próprio do Banco do Brasil na capital paulista.

Em outubro de 1999 foram iniciadas as obras para que o prédio se tornasse o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Os elementos originais foram restaurados, mantendo assim as linhas que o tornam um dos mais significativos exemplos da arquitetura do início do século 20.

O CCBB oferece uma programação regular e acessível a todos os públicos, contemplando as mais diversas manifestações culturais, nas áreas de artes plásticas, audiovisual, música, dança, teatro, palestras, debates, além de programa educativo, que atua para potencializar a programação.

Edição: Graça Adjuto

Museu de Astronomia do Rio disponibiliza visita virtual

Em tempos de isolamento, MAST tem atividades a distância

Publicado em 22/03/2020 – 18:15 Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), que integra o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, encontrou uma maneira de fazer atividades para visitantes mesmo após o fechamento ao público externo por tempo indeterminado. A solução foi usar a internet para permitir que os interessados possam desfrutar de muitas atividades lúdicas e informativas do espaço, no momento em que as autoridades de saúde recomendam o recolhimento para evitar a propagação do novo coronavírus.

Homem na Lua

Quem acessar o endereço vai poder passear por exemplo na Experiência de Realidade Virtual sobre o Homem na Lua, que utiliza a plataforma SuperViz. O visitante vai conseguir interagir na superfície lunar e ainda ler textos e ver fotos e vídeos. O acesso à multiplataforma pode ser feito por meio de computadores, de tablets e de smartphones. Basta deslocar o cursor na tela e clicar sobre a opção escolhida para abrir. Aliás, o celular inteligente permite o modo de visualização imersivo, com o uso de aparelhos de realidade virtual.

Visita Remota

Em outro endereço o visitante vai ter outra viagem: um passeio virtual, com direito a tour 360°, pelo Campus do MAST e do Observatório Nacional. A navegação é simples e o visitante pode escolher os locais com um click no menu da tela inicial. Com sete categorias de informação, as opções são em português e em inglês. 

Estará à disposição do público um conteúdo gravado, desde boas-vindas ao Museu até as descrições sobre instrumentos, pavilhões de lunetas e outras instalações. Se o acesso for em Sobre o Campus, o visitante vai conhecer a história do MAST e do Observatório Nacional, desde que o Imperial Observatório do Rio de Janeiro funcionava no extinto Morro do Castelo, até o início da década de 1920. Depois disso, foi transferido para o local onde está até hoje. Já no Tour 360º verá imagens panorâmicas de dezenove pontos de destaque no Campus.

Bonecos de Papel

O MAST preparou ainda mais uma atividade. O Museu lançou uma coleção de bonecos de papel, para imprimir e montar em casa. Eles representam personalidades e elementos da astronomia e das ciências afins. Toda semana, vai disponibilizar moldes para baixar e divertir as crianças. A primeira série que o MAST entrega ao público celebra a exposição O Eclipse: Einstein, Sobral e o GPS. Os quatro primeiros bonecos são os dos cientistas Albert Einstein e Henrique Morize e representações lúdicas da Lua e do Sol.

Edição: Aline Leal

Rio: Museu da Imagem e do Som concorre ao Oscar dos Museus

MIS compete na categoria de Melhor Destino Cultural da América Latina

Publicado em 01/03/2020 – 10:24 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Museu da Imagem e do Som (MIS) é um dos três museus da América Latina indicados ao Leading Culture Destination (LCD Awards) 2020, considerado o Oscar dos Museus, e a única instituição brasileira concorrente na premiação deste ano. A presidente do museu, Clara Paulino, explicou à Agência Brasil que a LCD fez um mapeamento prévio da instituição nas redes sociais e em termos de visitação, para conhecer a avaliação do público sobre o museu.

O MIS, que fica na cidade do Rio de Janeiro, concorre na categoria Melhor Destino Cultural na América Latina, em reconhecimento à sua importância para a vida artística da cidade e por todo o trabalho que vem sendo feito desde 1965. São três museus concorrentes em cada continente. Na próxima semana, será conhecido o vencedor. Essa é a sexta edição do prêmio, que será entregue entre os dias 4 e 5 de março, em Berlim, Alemanha.

De acordo com informação da assessoria de imprensa do MIS, o LCD Awards é uma das premiações mais importantes do mundo na área de museus e instituições culturais, que identifica as ofertas mais significativas existentes no mercado e que podem se traduzir em destinos de conexão entre as artes e o turismo. Os equipamentos indicados são avaliados por um corpo de jurados internacionais especializado.

Acervo

Inaugurado em 3 de setembro de 1965, como parte das comemorações do 4º Centenário da cidade do Rio de Janeiro, o MIS é o primeiro centro audiovisual do país e tem em seu acervo 315 mil itens de grandes nomes da cultura nacional das áreas de música, fotografia e cinema. Entre eles se destacam Augusto Malta, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Dorival Caymmi, Nara Leão. “É um acervo muito precioso e a gente trabalha diariamente pela conservação dele”, ressaltou a presidente do museu.Ver essa foto no Instagram

JACOB DO BANDOLIM – 101 ANOS Parece até um DJ, mas é nosso Jacob do Bandolim botando algumas de suas pérolas para rodar. Além de músico e compositor brilhante, Jacob foi um pesquisador incansável. Todos seus registros possuem fontes, nomes, créditos. Dá gosto de ver a Coleção Jacob do Bandolim, que o MIS tem a honra de ter em seu Acervo. Ela é composta por milhares de documentos, entre partituras, scripts, correspondência, discos, gravações de áudio, fotografia, máquina escrever, instrumentos, além de livros, catálogos, revistas e recortes de jornais! Crédito: Coleção Jacob do Bandolim. Acervo MIS. #jacobdobandolim #dj #misrj #tbt #jacobdobandolim100anos

Uma publicação compartilhada por MIS / Museu da Imagem e do Som (@mis.rio) em 14 de Fev, 2019 às 8:49 PST

No ano passado, o MIS voltou, depois de algum tempo, a oferecer programação cultural à população do Rio de Janeiro, com exibição de filmes, oficinas, entre outras atividades, “além de toda a riqueza do acervo, o maior do estado. Acho que isso, na verdade, estimulou a indicação a essa premiação”, comentou Clara.

Além da nova sede cuja construção, em Copacabana, deverá ser retomada ainda este ano, o MIS tem duas unidades, sendo uma na Lapa e outra na Praça 15, ambas na região central da capital do estado, em funcionamento constante. Clara Paulino disse que o acervo está disponível para pesquisadores. A unidade de pesquisa que no momento está funcionando provisoriamente na Lapa, enquanto são recuperados alguns espaços da Praça 15, está à disposição dos pesquisadores, que precisam apenas fazer um agendamento e especificar a pesquisa no ‘e-mail’ olamisrj@gmail.com.

Nova sede

Segundo Clara Paulino, a construção da nova sede do MIS é prioridade do governo fluminense. “Agora em janeiro, felizmente, a gente conseguiu parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para republicação do edital”. A Secretaria de Estado de Infraestrutura está efetuando os últimos ajustes para poder lançar a licitação. Após quatro anos da construção paralisada, a presidente do MIS acredita que até o próximo mês de junho a obra poderá ser retomada, prevendo-se sua conclusão em um ano. “A gente deve estar com o museu pronto em meados de 2021”.Ver essa foto no Instagram

MIS rumo a Copa! Em seus 54 anos de história, o Museu da Imagem e do Som tornou-se referência para a cultura popular do Rio de Janeiro e do país. Primeiramente sediado na Praça XV, o MIS expandiu seu acervo para a Lapa, promovendo uma programação cultural ativa nas duas sedes, e agora, após decisão unânime do Tribunal de Contas do Estado (TCE), está autorizado a retomar as obras da sua nova sede na Praia de Copacabana! Com apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras (SEINFRA), o edital será retomado, possibilitando assim que parte do rico e precioso acervo de mais de 314 mil itens esteja em contato direto para a população! #SececRJ #GovRJ #MisRJ

Uma publicação compartilhada por MIS / Museu da Imagem e do Som (@mis.rio) em 23 de Jan, 2020 às 1:27 PST

Clara confirmou que os recursos necessários à retomada da obra serão oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mas ficarão inferiores à estimativa preliminar de R$ 41 milhões. “Teve vários ajustes no TCE e esse valor foi reduzido”, afirmou.

Edição: Aline Leal