Covid-19: transmissão via ar-condicionado. Tem solução?

Caro colega, tudo bem?

De acordo com o estudo chinês, a Covid-19 pode ser transmitida pelo ar condicionado, sem contato físico. A conclusão é que um ambiente fechado tem pouca ventilação e pouca troca de ar com o ambiente externo, fazendo com que o vírus se concentre no local. Por isso, o ar-condicionado pode ser um vilão no contágio, pois ele “varre” o ar em direção ao interior do ambiente e, consequentemente, transporta o vírus em pequenas partículas. Sem renovação ou com pouca renovação de ar, o ambiente torna-se propício a contaminar quem estiver no local.

A ventilação – janelas abertas – é um jeito simples e barato de fazer o vírus desaparecer do ar, mas como agir em prédios e estabelecimentos sem janelas, como lojas de shopping? Ou em dias de chuva, que as janelas não podem ficar abertas?

Em 15 de maio o professor Antônio Luis de Campos Mariani (Poli-USP) publicou um vídeo sobre o tema, propondo adequações nos sistemas de ventilação para reduzir a propagação de microorganismos presentes no ar.

A Kemp – empresa de gerenciamento de obras e projetos especializada em varejo – está acompanhando a discussão do tema e praticando algumas soluções, como a possibilidade de acrescentar mais ar externo, distribuir melhor esse ar externo aos splits residenciais e comerciais de forma que ele possa ser diluído igualmente entre todos os equipamentos de ar condicionado.

Com a possibilidade de reabertura dos shoppings em SP – maior capital do Brasil e com maior número de infectados – a partir de 01/06, a discussão e viabilização das adequações se torna urgente.

Caso tenha interesse em repercutir a pauta, gostaria de sugerir  um especialista da Kemp, empresa de projetos e gerenciamento de obras, para falar com propriedade sobre o tema.Sobre a KEMP A Kemp é uma empresa de projetos e gerenciamento de obras fundada há 10 anos por Rogério Moraes e Barbara Kemp. Sediada em São Paulo, com aproximadamente 150 funcionários, atua em todas as regiões do país, oferecendo soluções personalizadas para cada tipo de empresa, independentemente de porte ou localização. Entre os serviços e soluções disponíveis estão estudos de viabilidade técnica e legal, concepção, desenvolvimento e execução de projetos de arquitetura e complementares, aprovações legais, gerenciamento de obras e processos de rollout. Atualmente, a empresa tem em seu portfólio clientes como Santander, O Boticário, Renner, QuikSilver, C&A, Burger King, Carrefour, Claro, Leroy Merlin, TIM e Walmart.

Contato:

Ruhama Rocha

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Durante o isolamento social, especialista traz dicas para evitar compras por impulso

Professora da Uniderp traz dicas para controlar os gastos extras durante a quarentena e resistir às facilidades oferecidas por plataformas digitais

Campo Grande, junho de 2020 – A pandemia do coronavírus e o isolamento social, adotado como medida preventiva, reinventaram o comportamento dos brasileiros em relação ao trabalho, ao consumo de produtos e serviços e também em relação à convivência dentro de casa com seus familiares. As vendas em plataformas digitais podem, pela praticidade e segurança, ser uma prática tentadora às famílias que estão em casa. Por isso, nunca é demais reforçar os cuidados necessários antes de fechar o carrinho e de incluir os dados pessoais e de pagamentos em sites de lojas. Afinal, para muitos, basta um celular na mão para que o desejo de consumir venha à tona.

A Pesquisa Panorama do Comércio Móvel no Brasil , produzida pelo site Mobile Time em parceria com a Opinion Box, mostra que 85% dos brasileiros que possuem smartphones fazem compras utilizando o dispositivo. Contudo, é com esta facilidade de consumo e diante de um cenário de isolamento social que pode surgir o alerta: como evitar a compra impulsiva neste período, considerando também que 61% dos consumidores online afirmaram ter aumentado o volume de compras durante a quarentena, de acordo com a estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Destes, 79% compraram comida ou bebida por delivery e afirmam ter aumentado em 50% o número de pedidos.

Professora do curso de Administração da Uniderp, Fabiana Biazetto afirma que o chamado “Efeito Coronavírus” tem sido uma realidade que afeta os dois lados, empresas e consumidores. “De um lado está o consumidor, que enxerga a compra online como forma de adquirir bens e serviços de forma segura em casa, e do outro, as empresas que empregam estratégias de sobrevivência em meio à pandemia, buscando facilitar as vendas por meio de aplicativos, redes sociais e demais formas de e-commerce”, analisa. “Considerando que a prática de consumo também é comportamental, o medo de faltar tem sido um gatilho e as pessoas devem se atentar para não consumir de forma impulsiva”, complementa.

De acordo com a professora, os aplicativos de venda também apresentam recursos cada vez mais fáceis de usar e, muitas vezes, contam com publicidade direcionada, que chegam facilmente ao público-alvo, em sua maioria via redes sociais. “Alguns recursos, como pagamento simplificado por meio de cartões digitais, integração com aplicativos bancários para facilitar o pagamento por boleto, entre outros, podem contribuir para que a compra seja feita de forma instantânea, sem que antes as pessoas reflitam sobre o gasto. Não se pode esquecer que a fatura sempre virá, então todo o cuidado é pouco”, explica a especialista.

O tempo de sobra e o isolamento social são fatores que também podem colaborar para o consumo desenfreado. Comprar pode se tornar uma forma de aliviar a tensão e a ansiedade durante o confinamento social, mas pode comprometer o orçamento se for feito sem planejamento e por impulso, defende a especialista. “É preciso ficar atento ao volume de compras e ao aumento de despesas. Até porque estamos vivendo um período de crise econômica, instabilidades e desemprego. Assim, o recomendado é que as compras se restrinjam aos produtos essencialmente necessários para que se possa guardar recursos, sem comprometer a renda futura. Neste sentido, é fundamental ter bem claro quais são as suas condições econômicas, e isso só é possível administrando bem o orçamento doméstico”, completa.

Para evitar que os consumidores se percam em meio às facilidades apresentadas na internet, professora compartilha algumas orientações importantes:

• Revisite suas planilhas de orçamento e gastos mensais, como forma de reconhecer os custos e de priorizar o consumo necessário; é muito importante lembrar que as contas continuam lá, mesmo diante de um cenário diferente do que você está acostumado;

• Evite ficar olhando aplicativos de compra para passar o tempo, isto acende o desejo de consumo;

• Se for realizar pesquisas na internet, entre preferencialmente com a aba anônima ou sem realizar o login em algum e-mail, pois normalmente as páginas já contam com suas preferências arquivadas, podendo direcioná-lo para anúncios;

• Busque seguir seu planejamento financeiro para o mês, mesmo que as lojas apresentem promoções atraentes; as compras online podem servir de válvula de escape para o estresse do momento, por isso, avalie sempre se a compra é realmente necessária ou apenas um simples desejo;

• Os serviços de delivery de refeições são tentadores pela praticidade. Avalie se este gasto não pode ser facilmente reduzido com planejamento e divisão de tarefas em casa. 

• Reanalise as assinaturas de aplicativos ou plataformas de streaming que possui e verifique a necessidade real desses pequenos gastos. 

• Use o aplicativo do seu banco para identificar quais são suas maiores despesas e se estão de acordo com suas entradas. A maiorias dos aplicativos já contam com esses recursos;

• Evite usar o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Essas formas de créditos costumam ser muito caras. 

• Lembre-se que, em tempos de crise, poupar é sempre a melhor saída. Você pode usar a estratégia dos três potes, que consiste em despesas em 3 potes: um para o que você considera “essencial” e que deve comprometer até 50% do seu orçamento; o segundo para a “diversão”, que deve comprometer até 30% do seu orçamento e o terceiro, o pote “investimento”, em que obrigatoriamente você deve destinar 20% do seu orçamento para o seu futuro.

Sobre a Uniderp

Fundada em 1974, a Uniderp já transformou a vida de milhares de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado, doutorado e extensão, presenciais ou a distância. Presente no estado do Mato Grosso do Sul, a Uniderp presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas e das Clínicas-Escola na área de Saúde, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Uniderp oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação de compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2014, a Uniderp passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: www.uniderp.br.

Sobre a Kroton

A Kroton, que faz parte da holding Cogna Educação, uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo, atende ao mercado B2C do Ensino Superior, levando educação de qualidade em larga escala. Presente em mais de 900 municípios em todo Brasil, a companhia conta com 176 unidades próprias, 1.410 polos de ensino a distância e 846 mil estudantes, sob as marcas Anhanguera, Fama, Pitágoras, Unic, Uniderp, Unime e Unopar. Transformar a vida das pessoas por meio da educação, formando cidadãos e preparando profissionais para o mercado, é a missão da instituição, que trabalha para continuar concretizando sonhos em todos os cantos do país.

Contatos para a imprensa:

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Os mitos da Brasil Paralelo

Acervo Online | Brasil por Diego Martins Dória Paulo – 18 de Maio de 2020

Os mitos da Brasil Paralelo
PRODUTORA DE EXTREMA-DIREITA Acervo Online | Brasil por Diego Martins Dória Paulo 18 de Maio de 2020 A reflexã…

A reflexão sobre a irracionalidade como motor da ação política ganha especial relevância com o surgimento da produtora de extrema-direita Brasil Paralelo

Nos anos 1950, tornou-se famosa a análise semiológica de uma capa de Paris-Match por Roland Barthes. A edição em questão mostra um soldado negro, vestindo uniforme francês, saudando a bandeira tricolor. A conclusão do semiólogo aponta ali a existência de um discurso mítico: o colonialismo francês está presente na cor da pele do militar, mas seu sentido social está deformado, na medida em que a mensagem faz passar por harmônico o que era conflituoso1. É essa a função do mito para Barthes. Sem esconder nada, usaria das propriedades da linguagem para enganar. 
Antropólogos então já debatiam o problema sob outra perspectiva. Procurava-se entender o real subjacente ao discurso mítico. Por trabalhos de autores como Malinowski e Eliade se entrevê o mito como expressão de uma verdade cuja definição não está em si, mas nas relações sociais que são sua força criativa efetiva2. É claro que, formalmente, ele se refere fabulosamente a uma história ocorrida em tempos primordiais. Não importa tanto, porém, se o evento narrado ocorreu ou não. Ela é real na medida em que ganha força modeladora do presente e do futuro.
Nesse sentido bastante restrito, as interpretações acima se aproximam. O mito como discurso mobilizador foi mais propriamente analisado em sua dimensão política por Georges Sorel, um dos responsáveis por entender a dimensão irracional das disputas sociais3. Ele sabia que o futuro não é objeto de conhecimento científico. Ainda que linhas tendenciais possam ser divisadas, o porvir é sempre incógnito, posto ser resultante de interesses antagônicos. Reside nesses princípios a força do mito em sua obra. Ele não finca suas raízes no sistema racional, mas nas emoções que desperta – instrumento por excelência da passagem dos princípios à ação. 
A reflexão sobre a irracionalidade como motor da ação política – que encontra no mito uma de suas expressões consagradas – ganha especial relevância com o surgimento da produtora de extrema-direita Brasil Paralelo. A empresa do olavismo cultural falsifica o debate acadêmico e apela aos instintos mais primitivos do público que tenta alcançar. Nesta quarentena, um turbilhão de mensagens publicitárias convocava os “patriotas” a apoiarem a iniciativa em sua cruzada contra a educação brasileira. Considerá-la como produtora de mitos evidencia não apenas os mecanismos de sua atuação, mas também a função que ela cumpre no arco maior de forças que são coligidas no pacto bolsonarista-olavista, do qual faz parte. 
O mito liberal
Em entrevista ao Boletim da Liberdade, Filipe Valerim, “rosto” da empresa, constrói a narrativa fundante da Brasil Paralelo. Segundo ele, a produtora criada em Porto Alegre seria resultado dos esforços de um grupo de jovens comuns que, na conjuntura da reeleição de Dilma Rousseff, toma emprestado duas câmeras, algum dinheiro a juros e uma sala de 6 metros quadrados para produzir conteúdo em defesa de um novo modo de fazer política e de uma nova forma de contar a história do Brasil. Dois anos e, imagina-se, muito trabalho depois, surgia a produtora que, de acordo com Valerim, viabiliza-se com a venda de cadastro de membros e acesso exclusivo a seus produtos educativos. 
Um olhar mais de perto mostra que as coisas não são bem assim. Em 2016, ano de seu lançamento, o site da produtora anuncia a venda de 68 palestras por R$ 360 à vista ou 12x de R$ 36,14. Dentre os luminares da República que deveriam fazer o público literalmente pagar para ver estavam o então ministro da Educação Mendonça Filho, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o clã Bolsonaro, além, claro, de Olavo de Carvalho. Deixando de lado juízo de valores sobre o gosto peculiar da audiência, há de se reconhecer a capacidade de alcançar figuras importantes, como deputados, senadores e três ministros – personalidades pouco acessíveis a pessoas comuns. 
O lucro resultante da venda de horas de entrevistas com parte significativa da fauna reacionária brasileira teria sido grande o bastante para, um ano depois, com pompa e circunstância, a produtora ter condições de lançar seu filme sobre o impeachment de Dilma Rousseff no Cinemark de um dos maiores shoppings de Porto Alegre. No que talvez tenha sido o maior case de sucesso da história, a produtora dos jovens empreendedores teria alcançado os cinemas – e não qualquer sala, mas o grande circuito – em apenas doze meses. Não localizei informações sobre o orçamento da empreitada. Para fins de comparação, o documentário sobre a eleição de Jair Bolsonaro produzido por Josias Teófilo (que colaborou com a Brasil Paralelo) foi autorizado pela Ancine a captar R$ 530 mil da iniciativa privada. Se os valores forem minimamente parecidos, alguém achou a galinha dos ovos de ouro.
Alguns dados merecem ser adicionados à conta. Em 2019, a Brasil Paralelo lançou crowndfunding para transformar em filme uma de suas séries “documentais”, desta feita sobre a História do Brasil. A arrecadação coletiva em favor de “Brasil: a última cruzada” mirava alcançar R$ 2 milhões4, em um plano de ação cuja meta final era a produção do documentário e distribuição de assinaturas nas escolas brasileiras. A vaquinha virtual conseguiu pouco mais de R$ 400 mil, como o próprio Filipe Valerim admite em vídeo no YouTube. Segundo ele, suficiente para a realização da película, mas não para sua chegada às unidades escolares brasileiras. Menos mal para os liberais orgulhosos de “nunca terem recebido dinheiro público” que, em dezembro, a TV Escola, canal financiado pelo MEC, tenha garantido o objetivo de ampliar acesso ao conteúdo ao fechar contrato para divulgação da série. 
Ainda em 2019, teve início a produção de “Pátria Educadora” – documentário orçado em R$ 2 milhões. A propaganda maciça sugere cifras astronômicas para uma pequena produtora que vive de membresia. No Facebook, o recorte dos anúncios da nova série tem um alcance ambicioso. No filtro da publicidade, o público-alvo inclui pessoas com mais de 18 anos cuja localização é o Brasil e tenham demonstrado mínimo interesse em educação ou política. Parece muita gente. Segundo a rede social, anúncios desta magnitude podem custar até US$ 50 mil por semana, embora os valores variem de acordo com a escolha do anunciante. Difícil imaginar, contudo, uma firma com amplo amparo publicitário que não saiba usar a ferramenta de target, de sorte que a amplitude do público-alvo é um indício eloquente do montante investido.
Testemunhamos, assim, a entificação da narrativa liberal clássica. O grupo de jovens comuns, que tem de tomar recursos emprestados para realizar o sonho, triunfa por oferecer ao mercado um produto que atenda necessidades dos consumidores. A encarnação do mito é a própria empresa, e a mensagem é clara: acredite no autofinanciamento, defenda a iniciativa privada contra o Estado – aquela é eficiente em detectar as necessidades dos consumidores; este, estruturalmente ineficiente e corrupto. Pouco importa se o orçamento sugira suporte financeiro muito maior do que o arrecadado pelo supor de cidadãos comuns5. Os empreendedores seguem renovando as apostas, declarando não receber qualquer receita fora do círculo de membros.
Por essa razão, durante a reprodução de Pátria Educadora, o espectador é bombardeado por inúmeros anúncios da importância de filiação à empresa – que estaria ameaçada de fechar as portas caso uma meta (de “novos” 20 mil membros) não fosse alcançada. Spoiler alert: as portas não fecharão, mesmo que a meta não seja batida. A função do apelo é retórica: trata-se de anunciar um objetivo na prática já alcançado, para depois sua conquista ser usada como prova da viabilidade da alternativa à educação gerida pelo Estado. Já há propostas nesse sentido sendo divulgadas como conteúdo “extra” ao Pátria Educadora, e o carro-chefe do momento parece ser o homeschooling. A empresa seria a evidência de que podemos fazer diferente, daí a importância da construção mítica de sua história – uma trajetória de crítica imanente ao “sistema”.
O mito da revolta contra o sistema
A série documental Pátria Educadora se propõe a fazer a “maior denúncia da história” contra a educação brasileira. Dividido em três episódios que somados perduram quase três horas, o material conta, no primeiro, uma visão ficcional da história da educação e do “Ocidente”6. O argumento da narrativa opera um corte importante entre a educação “para elevação do ser”, supostamente vigente na Antiguidade e na Idade Média, e a educação para fins terrenos, utilitários, imposta pelo Estado a partir da Reforma Protestante. O modelo de educação tocado por preceptores e tutores, de larga vigência na Antiguidade, chega a ser elogiado por permitir que os mais ricos “paguem pelos melhores professores” sem intervenção de qualquer autoridade pública. A crítica, claro, reside precisamente na regulação estatal da educação – e as palavras “educação compulsória” chegam a ser ditas, a fim de tornar violento o ato consensualmente entendido como direito. 
Na segunda parte, a mixórdia narrativa aponta para a importância de se considerar a obra de Paulo Freire a reverberação nacional de transformações mundiais ocorridas na década de 1960, como a Revolução Cultural Chinesa, o Maio de 1968 e uma suposta guinada no “movimento socialista internacional” que, entendendo a “cultura” como a “verdadeira infraestrutura da sociedade”, teria movido suas atenções para a “revolução cultural”. No Brasil, o documentário sugere que os militares da ditadura teriam sido espécie de “parteiros paradoxais” porque, ao não expurgarem adequadamente as instituições de ensino, teriam deixado por lá o “ovo da serpente” que permitiria o retorno da “hegemonia da esquerda” a partir dos anos 1970.

(Suryara Bernardi)Novamente, o que vale é a comoção provocada pelo discurso. Não importa que a tese da descoberta de uma “verdadeira infraestrutura” flerte com o grotesco, especialmente quando situada em uma conjuntura de franca ascensão dos pós-estruturalismos. A produção da Brasil Paralelo nunca teve qualquer apreço pela descrição do real, haja vista o uso, em outro trabalho, de fotografias de Sebastião Salgado, tiradas em Serra Pelada, como evidências da Guerrilha do Araguaia – em processo que acabou na Justiça, vencido pelo fotógrafo. A intenção é chocar para mobilizar. Sobre isso, o tratamento que a obra freireana recebe no documentário é particularmente elucidativo. 
Escrito na metade final dos anos 1960, Pedagogia do oprimido seria traduzido para mais de quarenta línguas, tornando-se um dos grandes documentos do século XX. Em síntese, a obra denunciou o que Freire chamava de “ordem opressiva” cujos elementos constituintes despertavam nos subalternos o desejo de ser opressor. Como solução, o pedagogo propõe a união entre ação e reflexão em uma práxis transformadora, responsável por mudar condições objetivas e subjetivas rumo à emergência de uma “ordem ética”. Nela, mesmo os dominantes de outrora sairiam favorecidos, porque se tornariam livres das cadeias cíclicas da dominação das pessoas sobre as pessoas7.
Não é preciso, por conseguinte, ir muito além das primeiras palavras do texto clássico para constatar que a dicotomia opressor-oprimido de que fala Paulo Freire radica seus sentidos no conjunto da sociabilidade capitalista. Reduzi-la a uma relação professor-aluno, insinuando ser o autor crítico à autoridade do educador, é mentira deslavada8. No entanto, é assim que o professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Ricardo da Costa, balbucia sua visão sobre o tema:

“A educação paulo-freireana não aceita que você diga, por exemplo, que o rapaz que fala framengo tá errado, né. Você não pode porque você tá impondo a sua cultura classista. Isso…Isso é… a pedagogia do oprimido, né… o oprimido é… ora… ora… se há um oprimido tem um opressor. Quem é o opressor? O professor”9

As reiteradas distorções seguem com a avaliação de Olavo de Carvalho. Diz o autointitulado filósofo, contrariando os apontamentos mais elementares da obra do patrono da educação brasileira. 

“Então você não tem meios de você se desaculturar. Você fica preso. (…) O Paulo Freire cria uma estratificação social invencível. Se você nasceu filho de pedreiro é para você ficar pedreiro o resto de sua vida. E se inscreve no Partido Comunista e continua pedreiro.”10

Como se, na Pedagogia do oprimido e na prática em todos outros lugares, Paulo Freire não defendesse o exato oposto. Pode-se, claro, criticar as reflexões do pedagogo. Há quem as entenda como pendentes para o idealismo; há os que, defendendo uma neutralidade axiológica impossível, nela atacam sua evidente politização – estes são não surpreendentemente os conservadores, os que sentem arrepio na espinha a qualquer desafio à ordem capitalista. Mas chega a ser difícil de acreditar que se arremeta contra a criação de uma “estratificação social invencível” em seus trabalhos. Logo os de Paulo Freire, que dedicou inúmeras páginas contra os fatalismos que esterilizavam na vida seu impulso renovador. 
O sentido desta narrativa finca raízes no mito da revolta contra a ordem, insígnia que mobiliza a Brasil Paralelo em sua aliança estratégica com o bolsonarismo. Na narrativa em tela, Paulo Freire seria a origem de um “sistema educacional” subvertido pelo esquerdismo. Daí a importância da violência sanitária expressa na fala do autor do libelo reacionário “Desconstruindo Paulo Freire”.
Se fôssemos um país saudável, eu reitero isso, Paulo Freire não seria debatido. Debateríamos entendimentos sobre sistemas pedagógicos, sobre o papel do Estado na educação, enfim, debates elevados, sobre temas elevados. Ele é debatido porque somos um país socialmente doente11. 
A tese da sociedade adoecida também por causa da “hegemonia cultural esquerdista” é lapidada na fala de Abrahan Weintraub, responsável por sintetizar a importância do ataque “ao sistema educacional” brasileiro. Professor da Unifesp aprovado em seleção suspeita de favorecimento, o ministro da Educação ataca os concursos públicos, denunciando um suposto funcionamento sob o prisma do “esquerdismo”, tornando-se mecanismos de aparelhamento do MEC e, posteriormente, arma de subversão moral na guerra cultural desencadeada pela esquerda. 
Para que o “Novo Brasil” seja possível, não bastaria reformar o ministério. Embora esta seja uma etapa importante, não bastaria expurgar seus quadros12. O “esquerdismo” atravessaria a integralidade de suas práticas, e só uma política de devastação poderia responder adequadamente ao problema. Mas a destruição é também construção. Do seio da antiga ordem há de nascer uma nova cultura, na qual uma nova história será narrada. Eduardo Bolsonaro partilhou no Facebook depoimento de Rafael Nogueira, novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, sobre a importância de tomar dos “doutores em História” a prerrogativa de narrar a História do Brasil, dando a ela um tratamento mais adequado. 
É por esta dinâmica destrutiva-construtiva que se pode melhor divisar a ofensiva em curso, diferenciando-a, inclusive, dos ataques conservadores mais recentes – que defendiam um arremedo de pedagogia tecnicista. A discussão contra o Estado recobre o esforço de construção de uma nova ordem, com a qual a Brasil Paralelo contribui no front cultural.
O mito fascista
Em 2016, Leandro Ruschel, outro dos jovens ligados à iniciativa aqui em análise, entrevistou Olavo de Carvalho em sua casa. Ouviu do astrólogo conjecturas sobre a trama política nacional e previsões sobre como um golpe de Estado poderia triunfar no país13. A mobilização popular seria a chave do sucesso. Também em 2016 surgia a Brasil Paralelo.
A ideia de “pôr o povo na rua” não representa, em si mesma, filiação a nenhuma corrente política. Se compreendermos a Brasil Paralelo como um componente da aliança olavista-bolsonarista vigente, teremos de avaliar seu papel à luz da divisão de tarefas de uma frente que se lança ao ataque em diversas áreas. A produtora seduz os militares, com uma visão revisionista de 1964. Em suas redes sociais, o guru da extrema-direita e, como vimos, presença cativa nos produtos da Brasil Paralelo, lança apoio à baixa oficialidade e à tropa das Forças Armadas. O braço armado da aliança, claro, conta ainda com setores das polícias, tornadas freikorps pela prática miliciana, cuja aparição na greve do Ceará, em fevereiro último, foi singular demonstração de força mesmo fora do Rio de Janeiro, seu principal covil. Eis o cerne mesmo do bolsonarismo.
Aos peões olavistas, como a produtora gaúcha, convém pelejar na “arena cultural”. Para tanto, convém ocupar postos de Estado para implodi-los por dentro, conferindo-lhes novo sentido social. Já temos um negacionista do racismo na Fundação Palmares; uma trupe de palhaços no MEC; e agora a molecada ligada à Brasil Paralelo chega à Fundação Biblioteca Nacional, armando suas tendas na presidência e em outros cargos da instituição. Por meio desses espaços, gesta-se a nova cultura de que falou certa feita Roberto Alvim, ex-secretário especial da Cultura, acusado de apologia ao nazismo
Os movimentos fascistas se caracterizaram historicamente por esta preocupação. A mobilização constante de setores de apoio, especialmente das camadas médias urbanas, é o que o diferencia de outras correntes de direita. Na empreitada, “mitos” que comovam cumprem um papel importante, não apenas de definir alvos a serem atacados – os petistas e comunistas hoje, sabe-se lá quem mais amanhã, como ensinou Brecht. Os mitos também mobilizam em direção a objetivos a serem conquistados, rumo a uma nova era em preparação. 
Diego Martins Dória Paulo é doutorando em História pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal Fluminense e membro do GTO, grupo de pesquisas coordenado pela Prof. Dra. Virginia Fontes.1 BARTHES, Roland. O mito, hoje. In: Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. p 142-148. 2 Ver, dentre outros: ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1972; MALINOWSKI, Bronislaw. Magia, Ciência e Religião. Lisboa: Edições 70, 1988.3 SOREL, Georges. Reflexões sobre a violência. 1ª ed. b. São Paulo: Martins Fontes, 1992.4 O valor é anunciado nas introduções aos episódios da série, disponíveis gratuitamente no YouTube. Também há esta informação aqui: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/04/trilogia-sobre-educacao-mostra-nova-trincheira-do-bolsonarismo-contra-esquerda.shtml.5 Ao contrário, o orçamento sugere apoio empresarial, que é visível, pelo menos, em apoio e publicidade nas redes sociais. Alguns dos apoiadores são conhecidos: Luciano Hang, o novo bilionário do pedaço, Winston Ling e Flávio Rocha, este publicando artigos laudatórios à Brasil Paralelo em seu site oficial, como pode ser visto aqui: http://www.flaviorocha.com.br/brasil-paralelo-ideia-da-mudanca/.6 Em um dos falseamentos mais aviltantes aos olhos do historiador, há a sugestão de que, após Boécio, o aristotelismo teria encontrado em São Tomás de Aquino apogeu de seu tratamento na Idade Média Ocidental, constituindo, assim, um dos pilares do Ocidente então gestado. Para além do anacronismo com a ideia de “Ocidente”, o panegírico oculta que, entre um e outro, a saber, Boécio e Tomás de Aquino, passam-se quase sete séculos, durante os quais o aristotelismo, se sobreviveu na Europa, conseguiu fazê-lo apenas marginalmente, tendo sido os muçulmanos que habitavam a Península Ibérica os responsáveis pela sua segunda grande difusão pelo continente. Fatos que não podem ser narrados sem prejuízo à imagem idílica e delirante que os seguidores de Olavo de Carvalho têm do Ocidente – imagem que une “civilização” e “cultura” de uma forma que causaria orgulho e vergonha em Spengler: o primeiro pelo tributo às ideias mais gerais, a segunda pela qualidade medonha do produto final.7 FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2018.8 Quanto mais por ser Paulo Freire autor de reflexões sobre a importância da autoridade contra a licenciosidade na sala de aula. Ver. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2003, p. 105.9 A fala ocorre, mais ou menos, aos 46min30seg do documentário disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UPDjFGGN2w010 Ver aproximadamente aos 46min50seg do mesmo link: https://www.youtube.com/watch?v=UPDjFGGN2w011 A fala é de Thomas Giulliano e ocorre aproximadamente 1h07min do documentário disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UPDjFGGN2w012 A bandeira chegou a dar origem a um projeto de “Lava-jato da Educação”, posteriormente formalmente abandonado pelo governo. Ver: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-02/mec-instala-lava-jato-da-educacao-diz-bolsonaro13 A partir de 13min30seg do vídeo disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AcEoTtTel0g  Texto original : Le Monde Diplomatique Brasil
Postado por Antônio Carlos às 17:25:00

Está com dores musculares nesta quarentena?

TotalPass dá dicas de alongamentos para reduzir a tensão e melhorar a postura

São Paulo, junho de 2020 – Engana-se quem pensa que o alongamento é apenas para aqueles que fazem atividades físicas. A prática oferece diversos benefícios para o corpo e mente, especialmente em tempos de isolamento social, quando as pessoas tendem a se exercitar menos.

Quando se realiza os movimentos de forma correta, o alongamento contribui para o relaxamento e alívio de tensão muscular, oferecendo uma postura melhor e potencializando a flexibilidade do corpo. A ação aumenta o fluxo sanguíneo da região trabalhada, auxiliando na oxigenação do tecido muscular e redução de dores.

Por conta disso, é recomendado realizar a prática antes ou após atividades físicas, evitando, assim, lesões acarretadas por exercícios. Para quem deseja se alongar, a TotalPass, empresa de benefício corporativo que oferece atividades físicas, dá algumas dicas de movimentos para se fazer em casa: Alongamento cervical

Você deve inclinar a cabeça para o lado direto e depois para lado esquerdo.

Alongamento do antebraçoPosicionando seu braço direito à frente, você deve segurar seus dedos para baixo com a mão esquerda, deixando seu cotovelo em linha reta. Em seguida, faça o mesmo com o braço esquerdo. Alongamento da coluna Sentado em uma cadeira, você deverá flexionar sua coluna à frente e abraçar seus joelhos.

Relaxamento da coluna Ajoelhado, você irá se apoiar em seus próprios calcanhares e relaxar.

Extensão total do corpoApós espreguiçar todo o corpo, eleve seus braços e fique na ponta dos pés, alongando seus músculos. Viu como é fácil? Mas para que dê resultado é importante manter a frequência na realização dos alongamentos.

A regularidade deixa o músculo mais forte, alivia a tensão, responsável por dores de cabeça, nas costas e no pescoço, além de deixar os movimentos mais soltos e leves para encarar o home office durante a quarentena. Lembrando que: como para qualquer atividade física, você deve seguir todas as orientações e instruções de segurança, atentando-se à correta execução dos exercícios para respeitar sua condição física e sua saúde. 

Sobre a TotalPass

A TotalPass é uma empresa que oferece benefício corporativo para prática de atividades físicas nas academias do Grupo Bio Ritmo e Smart Fit, além de estúdios especializados em corrida, boxe, yoga, ciclismo, treinos funcionais coletivos e desenvolvimento muscular.

A startup une colaboradores das empresas com as melhores academias e estúdios esportivos em todo Brasil, com o objetivo de incentivar a prática de atividade física. 

Os beneficiários da TotalPass têm acesso a mais de 450 unidades Smart Fit e, dependendo do plano, também às academias Bio Ritmo e demais estúdios espalhados pelo País. Entre os clientes estão Uber, Cabify, Nubank, Amaro, Riachuelo, Prevent Senior, Azul, Gol e GPA.

Informações à imprensa

DFreire Comunicação e Negócios – (+ 55 11) 5105-7171
Luciana Abritta – lucianaabritta@dfreire.com.br
Carolina Amaral – assistente@dfreire.com.br

Porandubas Políticas

Quinta-feira, 28 de Maio de 2020

A coluna abre com um pedido de desculpas à família de Fernando Prado Leite, pela historinha da semana passada. A médica Carmem Luiza Leite envia esta mensagem:

“Sou Carmem Luiza Leite, médica, residente em Aracaju/ SE e filha de Fernando Prado Leite. Parabéns pelas suas Porandubas políticas, histórias ou estórias? “Hilário” como assim se referiu em um texto sobre meu Pai, foi destruidor de uma família que tem o orgulho de toda uma história essa sim verdadeira. Peço o direito de resposta para que você mesmo possa conhecer melhor quem foi Fernando Prado Leite. Quem sabe você pode, através do livro O Chefe Invisível, conhecer todo esse capítulo que você publicou com toda a sua galhardia. Convicta de sua capacidade literária, e desse site “Migalhas”, solicito a retratação legal dessa reportagem ´Morra tranquila, mamãe´. Agradeço antecipadamente”.

P.S. Cometi um lapso. Na verdade, o relato da semana passada está no clássico livro Folclore Político, de Sebastião Nery, sob o número 1692. No que me cabe, faço este registro com meus respeitos e minhas homenagens à família.

Vai mesmo à Brasília

Esta também é da lavra de Sebastião Nery, mas há uma versão original russa.

31 de março de 1964. Benedito Valadares se encontra com José Maria Alkmin e Olavo Drummond no aeroporto de Belo Horizonte:

– Alkmin, para onde você vai?

– Para Brasília.

– Para Brasília, ah, sim, muito bem, para Brasília.

Os três saem andando para o cafezinho, enquanto Benedito cochicha no ouvido de Drummond:

– O Alkmin está dizendo que vai para Brasília para eu pensar que ele vai para o Rio. Mas ele vai mesmo é para Brasília.

Esse tipo de artimanha é chamado de engano de segundo grau. Quer dizer: engano meu interlocutor, dizendo-lhe a verdade para tirar proveito da sua desconfiança. A primeira historinha é judia e expressa com humor o refinamento a que leva o ocultamento de informações: “Que mentira, o senhor quis fazer-me acreditar que vai a Minsk. Acontece que o senhor vai a Minsk”.

Cenário político: os pontos nos is

Vamos à leitura sobre os fatos e suas versões. O vídeo da destemperada reunião do presidente e seus ministros baliza a linguagem de gregos e troianos. Os gregos, digamos que sejam os simpatizantes do governo, refestelam-se nas comemorações, vendo naquela gravação o eco de seus urros e loas ao bolsonarismo. Os troianos, integrados pelas hostes das oposições e de núcleos localizados no meio da pirâmide social e a mídia, reverberam seu espanto com a dose cavalar de palavrões, posições duras contra juízes, meio ambiente e políticos – governadores e prefeitos -, arrematando sua perplexidade com a ideia de que o governante-mor do país bateu no seu limite. Ambas as alas deixaram cair nas redes sociais seu verbo ácido. Mas as ondas radicais do bolsonarismo, sob a órbita dos robôs, ganharam em quantidade com uma frase que se repetiu indefinidamente.

10 minutos com a mesma frase

Um controlador das mensagens aponta que, durante 10 minutos, leu a mesma mensagem em pretensos apoiadores de Bolsonaro: “não conheço um eleitor de Bolsonaro que viu o vídeo e esteja arrependido, pelo contrário, já iniciamos a campanha para 2022. É a melhor propaganda de todos os tempos”. Marcelo Adnet, o comediante, joga nas redes um vídeo com a mesma frase e nomes de seguidores, alguns repetidos. Uma farsa, que deve ter o dedo do comandante das redes sociais do presidente. A linha de abordagens contrárias ficou mais restrita aos comentaristas de TV e de jornais. Além de articulistas de renome.

Eleições dirigidas?

Imaginem agora essa ferramenta tecnológica. Os pleitos eleitorais, aqui e alhures, têm ganho o impulso das máquinas robóticas. Aconteceu nos EUA e aconteceu aqui. Vamos ter, doravante, eleições sob a batuta desses cabos eleitorais eletrônicos? Essa é uma ameaça concreta aos sistemas democráticos. Terrível será enfrentar uma bateria tecnológica de robôs promovendo a mistificação das massas, induzindo a decisão de eleitores, manipulando gostos, atitudes e comportamentos. Daí a necessidade de se apontar os caciques dessa “eleição tecnológica”. Alguns deles estão no entorno dos governantes em todas as esferas do planeta. Cadê a CPI das Fake news?

E a pandemia?

O paradoxo fica escancarado. A pandemia ganhando força em todo o país, mas não se viu naquela reunião ministerial nenhuma ênfase ao esforço para combatê-la. Naquele momento, assumia o Ministério da Saúde o médico Nelson Teich, que parecia um peixe fora d´água. Ou seja, foi uma reunião para desabafo do presidente sobre sua insatisfação com segurança, sobre sua visão armamentista (facilitar o acesso de armas e munição ao povo), e instrumentalizar os serviços de segurança e inteligência para servir a si e aos seus. O vídeo é uma peça que entra na história do nosso presidencialismo, com direito a lances escatológicos, como a afirmação de que os inimigos (????) querem a “nossa hemorróida”. (???????). Um bom analista de índoles pode explicar esta estapafúrdia referência. Se não conseguir, é só remeter o caso ao velho Freud.

Exército e a imagem

Que os generais sejam convocados para trabalhar no governo, é coisa compreensível. A partir do fato de que somos governados por um ex-tenente, aposentado como capitão, do nosso Exército, o Exército de Caxias. Mas a convocação de um número de militares (a maior de reformados), acima de uma quantidade que se considere razoável, causa estranheza. É como se o governante quisesse construir uma fortaleza só com ferro, e não com cimento e cal. A denotar certa necessidade de proteção, receio de ser deposto por algum processo, inclusive um processo que caminhe pela via democrática como um impeachment, por exemplo.

Afinal, o que poderá ocorrer?

À luz do que conhecemos sob a cultura política por essas plagas, cheguemos às inferências. O risco de o presidente Jair Bolsonaro perder o mandato, com eventual impeachment, é menos de 10 cm em uma régua de 100. O presidente conta com forte parcela das massas. E mais: gosta de se infiltrar na massa, ao modo do antigo Lula. Usa palavreado torto e cheio de palavrões, identificando-se com a linguagem popular. Vestiu bem a camisa do anti-Lula. Interpreta o antilulismo, o anticomunismo, o antisocialismo, tudo que se relacione aos ideais, partidos e abordagens que lembrem a esquerda. Virou um guerreiro das Cruzadas contra o esquerdismo. Despertou a velha direita, uns 10% da sociedade, que vivia em estado vegetativo. Agregou um núcleo jovem, que nunca acompanhou política. Atraiu setores que já haviam se afastado da política. Ganha apoio junto ao empresário pragmático. Assediado por siglas amorfas e sem verniz ideológico, Bolsonaro tende a sobreviver. Em suma, Jair tem cacife para se sustentar.

A não ser que…

1 – A economia degringole

Pensemos em um atoleiro sem condição de deixar sair o carro. Devastação imensa no bolso do contribuinte, queda brutal de investimentos.

2- A pandemia não for contida por erros da gestão.

Descontrole geral e mortes continuam até bem mais adiante.

3- As carências de saúde chegam às margens de 2021/22.

O caos social leva clamor às ruas, com o povo indo às ruas pedindo o “fora Bolsonaro”.

4- Os grandes centros urbanos ampliam seu estado de deterioração, com sensível piora dos serviços públicos.

5- Bolsonaro não consegue consolidar uma base política no Congresso, afastando-se da esfera parlamentar.

6- A situação do Brasil na paisagem internacional é vexatória, com imagem negativa em todos os quadrantes.

Sob essa moldura, torna-se bastante viável um impedimento via Congresso Nacional.

E um golpe?

Ainda sob essa moldura, os militares não teriam motivação/condição de dar a ele sustentação pela força. O Brasil tem hoje uma classe média, que é a maior parcela da população. Com forte poder de difusão do pensamento.

Sergio Moro tem chance?

O perfil do ex-juiz e ex-ministro da Justiça terá força decrescente ao longo dos próximos tempos. Já não contará com a fosforescência das luzes midiáticas. E receberá críticas acirradas de um contingente de peso e voz: os advogados, principalmente os criminalistas.

O pleito municipal

Teremos provavelmente o pleito municipal em início de dezembro, por volta do dia 6. Será o pleito do rebate, com um voto de protesto do eleitor à forma como tem sido tratado e um desabafo ao modus operandi da mesmice política. Jovens e mulheres com boas chances de votação.

E a PF?

A Polícia Federal ganha força institucional nos próximos tempos. Vai ganhar aplausos por sua conduta republicana, agindo com independência e autonomia. Segunda-feira, seis agentes da PF apreenderam a câmera do cinegrafista Andriely Cirino, na Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto. O cinegrafista teria registrado a famosa reunião ministerial do dia 22 passado. E ontem passou a fazer buscas junto à família do governador Witzel.

Fecho a coluna com pequenas lições de marketing eleitoral

Marketing: os eixos

Resgato, aqui, os cinco eixos do marketing eleitoral: pesquisa, formação do discurso (propostas), comunicação (bateria de meios impressos – jornalísticos e publicitários – e eletrônicos), articulação política e social e mobilização (encontros, reuniões, etc.). A mobilização dá vida às campanhas. Energiza os espaços e ambientes. A articulação com as entidades organizadas e com os candidatos a vereador manterá os exércitos na vanguarda. A comunicação é a moldura da visibilidade. Principalmente em cidades médias e grandes. Sem ideias, programas, projetos, os eleitores rejeitarão a verborragia. E, para mapear as expectativas, anseios e vontade, urge pesquisar o sistema cognitivo do eleitorado.

Ênfases

O planejamento de uma campanha abriga todos os aspectos, com a inclusão das metas, objetivos, estratégias, táticas, meios e recursos, equipes e estrutura de operação, sistema de marketing, estudo dos adversários, etc. O mais importante é o foco sobre os eixos do marketing eleitoral, acima apresentados: a pesquisa, a proposta de discurso (os programas), a comunicação, a articulação e a mobilização. A pesquisa objetiva mapear interesses e expectativas do eleitorado. É vital para estabelecer e/ou ajustar o discurso do candidato. Sem pesquisa, atira-se no escuro. A pesquisa qualitativa tem a vantagem de descobrir os mapas cognitivos dos eleitores, aquilo que eles estão pensando. É fundamental, na medida em que o mapeamento do sistema de interesses e expectativas do eleitorado deverá ser o centro do discurso. A pesquisa quantitativa mede apenas intenção de voto, em determinado instante.

Municipalização x Nacionalização das campanhas? Ligeira resposta: o pleito deste ano será nacionalizado. Na esteira da intensa polarização que impregna a sociedade.

Micropolítica – política das pequenas coisas – ou macropolítica, temáticas abrangentes? O discurso da forma (estética) suplantará o discurso semântico? Campanhas privilegiarão pequenas ou grandes concentrações? Qual é o papel das entidades de intermediação social (associações, movimentos, sindicatos, Federações, clubes, etc.)? Telegráficas respostas: 1) Ambiente geral – estado geral de satisfação/insatisfação – adentra esfera regional/local (temas locais darão o tom, mas a temperatura geral será medida; 2) Micropolítica, escopo que diz respeito ao bolso e a saúde, estará no centro dos debates; saúde será o foco. 3) O discurso semântico – propostas concretas e viáveis – suplantará a cosmética, que consiste no modo de se apresentar aos eleitores; 4) Pequenas concentrações, em série, gerarão mais efeito que grandes concentrações. Não haverá motivação para isso. 5) Organizações sociais mobilizarão eleitorado.

Livro Porandubas Políticas

A partir das colunas recheadas de humor para uma obra consagrada com a experiência do jornalista Gaudêncio Torquato.

Em forma editorial, o livro “Porandubas Políticas” apresenta saborosas narrativas folclóricas do mundo político acrescidas de valiosas dicas de marketing eleitoral.

Cada exemplar da obra custa apenas R$ 60,00. Adquira o seu, clique aqui.

GT Marketing Com,.

Mercer aponta lições da crise financeira de 2008 que podem fortalecer investidores no cenário econômico atual

Momento traz oportunidade para diversificar risco
dos portifólios com ativos no exterior

Embora as crises de 2008 e a que vivemos atualmente, provocada pelas medidas de isolamento adotadas para conter a pandemia da COVID-19, tenham causas muito distintas, seus efeitos são bastante similares. Entre eles, destacam-se a queda abrupta da atividade econômica, o crescimento vertiginoso do nível de desemprego, a redução das taxas basicas de juros e a implementação de programas de expansão fiscal. Nesse sentido, as ações que se mostraram apropriadas para que os investidores saíssem fortalecidos da crise de 2008 são aplicáveis ao momento atual, conclui estudo inédito desenvolvido pela Mercer, líder global de consultoria em carreira, saúde, previdência e investimentos.

e acordo com João Morais, líder da área de Wealth da Mercer Brasil, a análise sobre as estratégias que se mostraram vencedoras em 2008 e que são recomendáveis para os investidores institucionais diante da crise atual podem ser resumidas em três pilares: “atuar de forma dinâmica, não abandonar a gestão ativa e diversificar a carteira de investimentos”.

A diversificação internacional ainda não é uma prática comum nos fundos de pensão brasileiros. Estes sempre concentraram grande parte de seus investimentos em renda fixa, valendo-se da habitual alta taxa de juros reais que prevalecia no país. Além disso, a pouca diversificação em relação à renda fixa se concentrava quase que exclusivamente em renda variável local. O estudo revela que esse comportamento não mudou de forma relevante após 2008, mesmo em um ambiente que veio reduzindo cada vez mais as taxas de juros. De fato, no final de 2019, mais de 70% do patrimônio da previdência fechada no Brasil estava alocado em renda fixa, sendo a maior parte em títulos públicos. Pouco menos de 19% estava em renda variável e uma parcela ínfima estava em ativos internacionais (menos de 0,6%).

“As entidades de previdência complementar deveriam apropriar-se desse momento em que a renda fixa no Brasil tem baixo retorno e a Bolsa, alta volatilidade, como uma oportunidade para diversificar os riscos do portfólio, explorando diversas alternativas de investimento no exterior, considerando a baixíssima alocação nessa classe”, afirma Morais.

Para a Mercer, a diversificação internacional em títulos e ações proporciona não só acesso a mercados com ciclos econômicos e características bem diversas como também a empresas e setores em que o investidor local não tem acesso usando apenas os ativos disponíveis no Brasil. “Por apresentar maior exposição a companhias de setores que por vezes até se beneficiam de algumas crises e outros que têm posição mais sólida em uma recuperação global, verificamos que em tempos de crise os investimentos no exterior são menos impactados, ao passo que nos anos de recuperação as bolsas internacionais mostram resultados mais consistentes”, complementa Morais.

A consultoria recomenda que, dada a baixa exposição dos fundos de pensão brasileiros ao segmento exterior, os gestores dos fundos deveriam olhar para essa classe de investimentos não como uma fonte de riscos adicional, mas sim como uma grande oportunidade de diversificar os riscos a que estão expostos atualmente com a concentração em ativos locais.

O estudo detalhado da Mercer ““Os ensinamentos da crise de 2008 e como podemos aproveitá-los nesse momento” pode ser baixado aqui.

Sobre a Mercer

A Mercer oferece aconselhamento e soluções orientadas à tecnologia que ajudam as organizações a atender às necessidades de carreira, previdência, investimentos e saúde de uma força de trabalho em constante mudança. São mais de 25.000 funcionários localizados em 44 países e com atuação em mais de 130. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com mais de 76 mil colegas e receita anual de mais de US$ 17 bilhões, a Marsh & McLennan apoia seus clientes a navegar em um ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.

Visite: www.mercer.com.br

Para mais informações

Roberto Mattus – (11) 97674-9559
roberto.mattus@idealhks.com

Mariana Mouret – (11) 4873-7964 / 99212-3525

mariana.mouret@idealhks.com

Andrea Farias – (11) 4873-7910
andrea.farias@idealhks.com

Amor ao livro

 João Baptista Herkenhoff  Jioz de Direito aposentaqdo (ES) e escritor Email jbpherkenhoff@gamail.com

O destino dos livros seria o esquecimento sem a intermediação dos livreiros e dos bibliotecários porque  o livro não tem pernas para andar sozinho.         

O livreiro deve ser um incentivador da leitura, um apóstolo do saber.Os capixabas lembram-se de Nestor Cinelli, o primeiro grande livreiro do Espírito Santo. Nestor vendia livros fiado.Muitos fregueses  só pagaram a conta depois que se formaram.

Dizem que, por causa da televisão, as pessoas estão lendo menos. Não sei. Televisão e livro são veículos diferentes.Na televisão eu não posso parar num quadro, como no livro eu me detenho numa página para relê-la e meditar no que li.

Não posso na TV fazer algo como escrever notas marginais ao texto.Não posso colocar a televisão debaixo do travesseiro, como que para continuar a leitura durante o sono.Televisão eu não folheio.

Televisão eu não levo comigo para o banco da praça, ou para o consultório médico, enquanto espero minha vez de ser atendido.Nem posso fazer algo como abrir uma página ao acaso, ou ler um trecho para a esposa, a avó ou a namorada. 

A televisão quer me dominar, não sou sujeito, sou objeto.O livro é dócil companheiro, conversa comigo.O livro não grita, não cassa minha liberdade, não quer fazer de mim um autômato. De televisão eu posso gostar. Amar, amar mesmo, só o livro eu posso amar.        

Não obstante a disparidade entre o público televisivo e o público que frequenta o livro, a influência dos textos produzidos pelo invento de Gutenberg impressiona e espanta.Não ffoi sem razão que, no decorrer da História, os livros foram censurados, apreendidos e queimados pelos déspotas.        

Devo a uma bibliotecária grande parte do amor que adquiri pelos livros. Eu a chamava de Dona Telma.  Era a responsável pela Biblioteca Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, minha cidade natal. Indicava-me e aos colegas os bons livros. Transmitia aos frequentadores de nossa Biblioteca Pública o gosto que ela própria tinha pela leitura. Ensinava-nos a conservar os livros com capricho, cuidado e carinho.        

Sempre gostei de ganhar livros e doar livros.Recebo o presente de um bom livro como quem recebe um tesouro.         

Sou também um divulgador de livros.Mandei livros de minha autoria e de autores capixabas para bibliotecas públicas de todos os municípios do Espírito Santo, todos os Estados da Federação e todos os países do mundo.Nos livros remetidos para o Exterior sempre anexei algum texto traduzido para idiomas de curso internacional.Tudo isto está registrado no meu computador.Se é mania não sei.                         

Mas como é bom cultivar manias que não fazem mal a ninguém.


É livre a publicação deste artigo nos veículos de comunicação.   É também livre a transmissão do texto, de pessoa para pessoa.

Vencendo a crise: Fabiano de Abreu conta em seu livro como superou a crise de 2008 e como podemos superar a atual

O empresário e escritor Fabiano de Abreu revela como superar crises em seu livro e conta como deu a volta por cima após quebrar durante a crise de 2008.

Em 2008, com o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, com a falência do banco Lehman Brothers, o mundo inteiro se viu arrastado para um vórtice de recessão e crise, que derrubou as bolsas e causou falências em diversos setores da sociedade, sendo considerada uma das piores crises dos últimos 100 anos. Hoje, em 2020, vivemos mais uma cenário de crise, desta vez causada pela pandemia do novo coronavírus, que paralisou a economia mundial e gerou mais de 10 milhões de desempregados em menos de 15 dias nos Estados Unidos.

O empresário, filósofo e escritor Fabiano de Abreu foi um dos afetados da crise de 2008. Na época, Abreu tinha 122 funcionários e era um dos maiores distribuidores de material de informática do sudeste, além de ter escritórios em Miami, Buenos Aires e no Paraguai. Com a crise, a Sovranità foi à falência e o empresário ficou devendo milhões de reais: “não fiquei pobre, eu fiquei negativo, que é muito pior do que ficar pobre. Contraí dívidas milionárias na época, tive grandes perdas materiais e passei a situação de ver oficiais de justiça batendo à minha porta para confiscar os meus bens. Foram tempos muito difíceis. Eu precisei ser forte para não apenas resistir a tudo isso, diante da sensação de culpa por ter quebrado. Nessa hora, nem fornecedores, nem credores e nem mesmo a família da gente quer saber se a culpa é da crise internacional. Foi muito difícil.”

Livro conta como Fabiano deu a volta por cima


Em seu livro ‘Como Se Tornar uma Celebridade’ lançado pela editora MF Press Global e distribuído mundialmente pela Amazon e pelo Google Books, Fabiano partilha um pouco de sua experiência e história e conta como conseguiu superar a crise de 2008, dando a volta por cima nos seus negócios e na vida: “Abandonei a informática e como tinha muitos contatos no meio artístico e cultural, espontaneamente surgiu a oportunidade de agenciar celebridades e pessoas de destaque na mídia. Me tornei assessor de imprensa e me especializei, me tornando jornalista. Assim, comecei a usar as ferramentas que tinha e a criatividade para alçar pessoas à fama através de pautas na imprensa criadas por mim e com isso foram em 6 anos mais de 500 pessoas que lancei à fama, o que me posicionou como o maior criador de personagens da imprensa a nível mundial, o que foi reconhecido por jornalistas europeus, norte-americanos, africanos e da América Latina.”

Segredo do sucesso

Para Abreu, a característica mais importante em momento de crise é a resiliência, o que faz com que a pessoa não desista de lutar e busque as melhores soluções: ”O segredo é não cruzar os braços, nunca. É agir, buscar estratégias se adaptando à situação.”

O empresário acredita que a crise é uma oportunidade para se reinventar como profissional e encontrar um novo caminho e foco para os seus investimentos: “Não podemos querer projetar um negócio que na crise ninguém utilizaria. Temos que pensar de acordo com a necessidade do momento. Mesmo que o seu negócio não seja objeto de busca e da demanda da maioria no momento, tem como adaptá-lo para que seja. É preciso se adaptar às necessidades das pessoas. Esse é o segredo para sobreviver e prosperar durante a crise, sempre se manter necessário e relevante.”

Sobre o Livro

Titulo: Como se tornar uma celebridade – Filosofando a Imprensa
Autor: Fabiano de Abreu
Disponível em: Amazon (Worldwide – 14 países) e Google Books
Idioma: Português
Formato: e-book (Kindle EPUB)
Páginas: 102
ISBN: 978-65-81534-02-8
Editora: MF Press Global
Edição e redação: Hebert Neri
Projeto gráfico: Jennifer de Abreu
Revisão: Joana Freitas
Preço: R$ 99,00

MF Press Global

Primeira-Dama: abnegação, beleza e profissionalismo

Carlos Alberto dos Santos Dutra

Leonides, Drª Cibele (atual 1ª dama de Brasilândia), Ildegardes, Erivan e Ivone, fundadoras da AVCC em Brasília-DF em 18.Out.2000.


Ao longo das administrações públicas municipais nos acostumamos a vê-las geralmente em segundo plano, nas fotografias, nas cerimônias oficiais e nos palanques festivos, na maioria das vezes, dando um toque de beleza aos eventos, sendo sempre precedidas por seus esposos prefeitos, cujo foco das atenções invariavelmente recai sobre eles.

A exceção e deferência concedida é quando elas se dedicam à filantropia, de praxe, na Secretaria de Promoção e Assistência Social que presidem; ocasião em que recebem toda a visibilidade exigida para a divulgação de suas ações beneméritas.

Foi assim com a maior parte das primeiras damas que passaram pela administração de Brasilândia, todas desenvolvendo trabalho admirável, porém, nem sempre com o reconhecimento público merecido, a julgar pelas vezes que foram mencionadas na Imprensa local.

Deve-se aqui dar um desconto devido ao fato de que antes do dia 12 de dezembro de 1987, Brasilândia só ganhava as páginas de algum jornal de Três Lagoas ou da Capital esporadicamente em eventos de aniversário ou campanha política, o que ocorria de quando em vez a cada ano. Isso porque só a partir daquela data o pioneiro Jornal de Brasilândia passou a circular transformando-se no órgão oficial de divulgação da vida social e política do município.

Mesmo assim, sem qualquer ressentimento ou demérito, com otimismo e boa vontade, lá estavam estas senhoras, a maioria delas donas de casa, laborando em silencio, voluntariosas, altruístas, verdadeiras heroínas desafiando os conceitos e preconceitos de uma época cheia de dificuldades que já vai longe.

Sim, foram as primeiras damas que, com graça e encanto, contribuíram para a edificação da pequena comuna que nascia, desde as primeiras administrações até os dias atuais. Lembrar seus nomes aqui é também uma forma de homenageá-las.

De todas as 1ª damas do município de Brasilândia, a que mais permaneceu no cargo, e permanece até os dias atuais, é a Drª Cibele Maria Barboza Pereira Thiago. E como que por ironia do tempo é a que mais se distanciou do modus operandi das demais; ela foi além do costume tradicional quando decidiu abrir espaço aos profissionais da área da assistência social propriamente dita. Mais que um cargo político ou meramente assistencialista, ousou insurgir, imprimindo uma nova marca, a do profissionalismo pelos escaninhos do órgão. Ideia e práxis, aliás, gestada nas últimas administrações, mas que tiveram acento decisivo, sobretudo nos mandatos de seu esposo, o prefeito Dr. Antônio de Pádua Thiago.

Pois a publicação recente no Diário Oficial dos municípios informando a aposentadoria da psicóloga Drª Cibele, eis que se apresenta uma oportunidade para que os brasilandenses, ao seu jeito, possam parabenizar esta original 1ª dama do município, e que merece todo o aplauso pelo êxito alcançado durante a trajetória percorrida no trabalho que desenvolveu ao longo de mais de 40 anos intercedendo pelo povo de Brasilândia.

De nossa parte, movido pelo ofício de historiador, a este ser humano de respeito, Drª Cibele, dedicamos esta singela homenagem, muito embora devesse por questão de justiça e registro relembrar, pelo menos em parte, a extensa lista de serviços prestados por esta cidadã à comunidade local, o que não nos faltará oportunidade.

Servidora pública municipal concursada desde 1992, no cargo de psicóloga, tem trabalhado ininterruptamente na sua área de formação, demonstrando devotado amor pela arte que abraçou e os laços que fez aflorar a sua volta. Depois de ter deixado a sua Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, onde nasceu em 1º de agosto de 1960 e ter casado com o atual prefeito de Brasilândia em 1987, eis que aquela jovem decide abraçar essa cidade de corpo e alma dedicando-se integralmente a sua gente, lugar que escolheu para construir a família que lhe brindou os filhos diletos Guilherme e Bruna.

Trabalhando e dando apoio na assistência social, na educação escolar, e na saúde pública, seu olhar de pedagoga multidisciplinar ilumina caminhos, sem descuidar do atendimento com zelo e carinho profissional às escolas da rede municipal e estadual de ensino, acolhendo crianças e socorrendo a comunidade. Na verdade foi muito mais do que uma 1ª dama.

Fossem tempos de bonança ou de desventuras lá estava Drª Cibele apoiando e incentivando a superação dos limites da condição humana, revertendo derrotas em favor da vida e do bem estar social. Não esteve somente ao lado do esposo em campanhas políticas, onde também ouviu e sentiu na pele as agruras, a violência e o desatino do embate eleitoral, mas postada ali ao seu lado, lançou luzes e discernimento como interlocutora e conselheira; como profissional e cidadã engajada, proativa que sempre foi.

De aparência simples, porém culta e elegante, é portadora de rara sensibilidade: é aquele toque diferencial de simpatia e bom senso na administração em que atua. E lá está ela agindo em diversas frentes, seja como artífice de projetos, seja como promotora de realizações que faz acontecer por onde passa. Reconhecer a presença desta senhora que, de forma brilhante, ostenta o título de 1ª dama sem deixar de ser profissional e cidadã é, portanto, o mesmo que homenageá-la.

Além do mais, é impossível enumerar os feitos da vida de uma 1ª dama, sobretudo de uma mulher dinâmica e profissional dedicada ao seu ofício como Drª Cibele. Ingenuidade nossa querer elencar cada uma de suas ações pelas páginas de antigos e novos jornais, e adentrar através do rol de suas realizações a parte mais sensível de seu coração, mesmo que seja para homenageá-la.

A personagem Rose, nas cenas finais do filme Titanic diz: O coração da mulher é um oceano profundo de segredos (…). Entreguemos, pois, ao vento as palavras aqui lançadas em seu tributo, como se pétalas de rosas fossem…, para lhe desejar felicidade e sucesso, e dizer muito obrigada.

Brasilândia/MS, 20 de maio de 2020, Dia da Pedagoga.

Veja o link original da matéria abaixo:

http://institutocisalpina.org/primeira_dama_abnegacao_beleza_e_profissionalismo.html
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Bullying: descortinando a ignorância e os preconceitos

“A Fofa do Terceiro Andar” abre debate com o público adolescente ao apresentar o diário de Ana, uma jovem perdida em meio a relacionamentos e problemas de autoestima

Ana Vitta era uma criança alegre e brincalhona, mas ao chegar à adolescência passou a sofrer quando se descobriu gorda e desajeitada com os esportes. O enredo de A Fofa do Terceiro Andar, da escritora Cléo Busatto, traz à luz um tema com reflexos para todas as idades: o bullying.  

Voltada ao público adolescente, a obra é escrita como se fosse um diário, em que a protagonista registra os fatos que vivencia e, principalmente, revela os sentimentos de uma fase repleta de dilemas e inquietações. Ana é uma jovem perdida em meio a relacionamentos, problemas de autoestima e à intimação de colegas. 

À medida que escrevo, sinto outra vez aquela raiva que senti durante o tombo. Ela rasgou meu peito, que, de tanto doer, se partiu. Eu, a fofa do terceiro andar, largada no piso da cantina, com todos os olhares voltados para mim. Eu via tudo em câmera lenta: os risos, cochichos. Como num filme de horror.(P. 32, A Fofa do Terceiro Andar)  

Quando conhece o menino Francisco, sua vida muda. A partir da descoberta do amor, do enfrentamento da morte, dos desafios de fazer dieta, estudar e se aceitar como é, Ana cresce e amadurece. Nessa jornada de autoconhecimento, ela redescobre o mundo à sua volta e se liberta dos excessos e preconceitos.   

O que senti e vivi naqueles anos cinza, dos 11 aos 14 anos, causou uma forte impressão no meu ser. Dessas experiências, guardei a parte boa que fez com que eu me tornasse uma pessoa mais consciente. Descobri, dentro de mim, uma maneira de viver bem e feliz sendo como sou, e isso me agrada bastante. (P. 117, A Fofa do Terceiro Andar) 

Publicada pela Galera Júnior, do Grupo Record, A Fofa do Terceiro Andar traz valiosos ensinamentos e faz o leitor se identificar com as dúvidas, a coragem e os desafios tão marcantes nesta fase da vida. “O livro não é apenas a história de uma menina gorda que resolve emagrecer e se livrar dos adjetivos indesejados. Ana descobre que o mais importante é eliminar todos os excessos: físicos, emocionais, espirituais. Ela descobre que pode ser livre”, destaca a autora. 

Ficha Técnica 
Título: A Fofa do Terceiro Andar 
Autora: Cléo Busatto 
Editora: Galera Júnior – Grupo Editorial Record
ISBN: 978-85-01-10459-5 
Formato: 14 x 21 cm  
Páginas: 144 
Link de compra: https://amzn.to/2SFKFH0 

Sobre a autora: 

Cléo Busatto é uma artista da palavra. Publicou seu primeiro livro Dorminhoco, em 2001. Tem 25 obras editadas, entre literatura para crianças e jovens, teóricos sobre narração oral, oralidade e mídias digitais, que venderam aproximadamente 300 mil exemplares. Eles fazem parte de programas de leitura e catálogos internacionais, como o da Feira do Livro Infantil de Bolonha – Itália.  

Contou histórias para mais de 150 mil pessoas, no Brasil e exterior. Produziu e narrou histórias no meio digital, resultado de uma pesquisa que originou 5 mídias e 3 livros e foi tema da sua dissertação de mestrado na UFSC. 

Formou em torno de 80 mil pessoas, em oficinas e palestras, com os temas literatura, leitura e oralidade. Mestre em Teoria Literária, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Pesquisadora transdisciplinar formada pelo Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS | SP. Realizou centenas de ações educativas-culturais em Secretarias de Educação, de Cultura, unidades do SESC e outras instituições públicas e privadas, em mais de 150 municípios do Brasil e do exterior. 

Redes sociais 
Instagram:@cleo_busatto 
Facebook: cleo busatto 
Youtube: https://www.youtube.com/user/clbprodu

Agência LC