Excesso de açúcar na alimentação põe em risco a saúde das crianças

Excesso de açúcar na alimentação põe em risco a saúde das crianças

2 de julho de 2020 Off Por Ray Santos

De acordo com especialistas, o ideal é introduzir açúcar na alimentação da criança após os 02 anos de idade

Alimentar os pequenos de maneira correta é um desafio. Ainda mais, especificamente, em um período de aumento massivo da produção de produtos industrializados e açucarados. De acordo com a Associação Americana do Coração, crianças e adolescentes devem consumir menos de seis colheres de chá de açúcar adicionados por dia. Já os menores de dois anos não devem consumir nenhum tipo de alimento que tenha sido acrescentado açúcar. Especialistas que atuam na Cassems falam sobre os riscos que o consumo excessivo de açúcar traz para a saúde das crianças.

De acordo com a médica endocrinologista Caroline Chaia, quanto menos açúcar a criança consumir, menos serão os riscos de complicações para a saúde, à longo prazo. “Não é necessário abolir totalmente o açúcar da alimentação, pois sabemos que seria muito difícil, mas precisamos evitar a substância, controlar o consumo e adequar a quantidade diária”.

Ela explica, também, que é importante que a criança seja avaliada anualmente, geralmente, por um médico pediatra. “Com a ajuda de um profissional da saúde especializado, os pais poderão fazer o controle da alimentação, buscando alternativas mais saudáveis para, assim, diminuir possíveis complicações no organismo”.

Para uma alimentação mais saudável e nutritiva, Caroline orienta para a diminuição de produtos industrializados e aumento no consumo de preparações orgânicas. “Precisamos desembalar menos e descascar mais, optando por uma rotina com menos alimentos embutidos e enlatados”.

A coordenadora de Nutrição da Cassems (Pronutri), Eliana Nogueira, salienta que tem sido cada vez mais comum observar crianças apresentando obesidade, diabetes e taxas de colesterol e triglicérides alteradas. “Ao serem encaminhadas para um nutricionista, realizamos um recordatório da alimentação desses pequenos pacientes, relatando o que eles comem para, aos poucos, ir corrigindo. O profissional da Nutrição não serve apenas para fazer uma dieta, mas ajudar, gradativamente, nos erros alimentares, para que seja feito um acompanhamento prolongado”.

Eliana afirma, ainda, a importância de uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde ajudando a criança e os pais. “Se notarmos que há algum transtorno psíquico, orientamos para a busca de um psicólogo que também auxiliará no tratamento. Assim, com a presença de pediatra, nutricionista, psicólogo, entre outras especialidades, essa criança que já apresenta as consequências para a saúde do consumo excessivo de açúcar será ajudada da maneira correta”.

Segundo a nutricionista, não existem alternativas com resultados imediatos. “A criança deve ser ajudada gradativamente, sempre orientamos neste sentido. Se for fazer um bolo em casa, diminuir aos poucos a quantidade do açúcar inserido na receita, justamente por isso que é importante fazer a comida em casa. A criança vai acostumando o paladar para a diminuição do açúcar”.

Uma dica deixada por Eliana para os pais que buscam alternativas mais saudáveis para a alimentação dos pequenos, é sempre ler as embalagens dos produtos. “É preciso observar os ingredientes descritos nos rótulos dos alimentos. Se o açúcar aparece na primeira posição, é porque ele é o principal ingrediente da composição”.

É preciso observar os ingredientes no rótulo dos alimentos. Se o açúcar estiver em primeiro lugar no alimento, é porque é um produto rico em açúcar.

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