Estudo indica que eficiência energética pode reduzir custos de projetos de autogeração, como solar

Estudo indica que eficiência energética pode reduzir custos de projetos de autogeração, como solar

19 de agosto de 2020 Off Por Daniel Suzumura dos santos

Levantamento realizado pela Comerc ESCO analisa o custo médio das soluções e seus respectivos paybacks, mostrando que a forma mais barata de reduzir os custos com energia é evitando o desperdício

Produzir mais, utilizando menos recursos. Essa é a prerrogativa dos projetos de eficiência energética, que visam a utilização racional de energia elétrica e que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Segundo a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o país ficou 14% mais eficiente energeticamente entre 2005 e 2018, mas segue sendo um dos que menos investe na modalidade: é o 13º do ranking mundial, com US﹩ 3,26 per capita, enquanto na Alemanha, no topo do ranking, o investimento é quase 100 vezes maior (US﹩ 318,49 per capita).

Um levantamento realizado pela Comerc ESCO, empresa de eficiência energética do grupo Comerc Energia, mostra que a forma mais barata de disponibilizar o próximo MWh na rede é deixando de consumi-lo – porém mantendo a produção -, substituindo os equipamentos atuais por opções mais eficientes, antes de construir uma nova usina para gerar esse novo MWh, independentemente da fonte.

Para chegar a essa conclusão, foi feita uma comparação entre os custos de implantação de projetos de geração de energia e os custos de implantação de projetos de eficiência energética em diversas aplicações. Os resultados indicaram que ser mais eficiente e economizar energia é mais barato e vantajoso do que gerar energia no mesmo local de consumo.

“Ao analisar o custo da implantação das soluções de eficiência energética – seja ela de iluminação, ar comprimido ou refrigeração -, a economia proporcionada em MWh e o tempo de vida esperado para cada uma delas, sabemos qual seria o “custo” dessa energia. Ao se comparar esse valor com o custo da energia paga pelos consumidores, chegamos à economia proporcionada pelo projeto. Ao analisar mais de 40 clientes de nossa carteira, pudemos comprovar que a economia gerada pela eficiência energética é maior do que a obtida por meio da geração de energia nova no mesmo local de consumo, ou seja, é fundamental ser mais eficiente antes de gerar a sua própria energia”, afirma Marcel Haratz, CEO da Comerc ESCO.

Apesar de a autogeração poder oferecer um bom custo-benefício, seja no Mercado Livre ou no Ambiente Regulado, se há desperdício de energia, parte da economia gerada é jogada fora. Supondo que uma empresa consuma mensalmente 1000 MWh e, ao realizar um projeto de eficiência energética, identifique que 20% dessa energia é desperdiçada devido ao uso de equipamentos desgastados ou em mau funcionamento. Seu consumo, na realidade, é de 800 MWh/mês. “Equipamentos desgastados ou de tecnologia ultrapassada consomem muito mais energia do que os modernos. Soma-se a isso os prejuízos causados pela troca constante de peças e por paradas não programadas para conserto desses equipamentos, por exemplo. Substitui-los por equipamentos novos e em perfeito funcionamento resulta em maior produtividade, além da possibilidade de desenvolver um plano de manutenção preventiva e preditiva com monitoramento online”, comenta.

Para o CEO da Comerc ESCO, além da atratividade econômica, os projetos de eficiência energética oferecem mais sustentabilidade às operações. “Todos os projetos de eficiência energética reduzem as emissões de CO2, mitigando a pegada de carbono dos nossos clientes e contribuindo não só para a sustentabilidade do negócio, mas do meio ambiente. Eficiência energética deve ser o primeiro passo para otimizar o consumo e os gastos com energia elétrica. Quando o consumidor reduz o desperdício, a economia é garantida – e, caso ele opte por uma solução de autogeração, como solar, haverá economia na implementação do projeto e no custo da energia, além dos benefícios da utilização de energia limpa e renovável. Eficiência energética e geração de energia devem ser complementares” conclui Haratz.

No Brasil, o desperdício de energia é uma realidade com grandes impactos econômicos. Estima-se que, entre indústria e comércio, o país desperdice mais de 23TWh ao ano – o que representa 29% da geração de Itaipu em 2019.

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