Crianças: Como ficam as emoções em tempos de pandemia

Crianças: Como ficam as emoções em tempos de pandemia

11 de novembro de 2020 Off Por Daniel Suzumura dos santos

Crianças: Como ficam as emoções em tempos de pandemia

Começávamos mais um ano letivo, com caderno novo, lápis apontado e a mochila pronta, carregando a expectativa de pais e professores, os planos da direção, a alegria de volta de férias, e fomos surpreendidos por uma pandemia e a paralisação das atividades escolares e sociais. Os lugares e espaços de convívio das crianças e dos jovens foram esvaziados em março deste ano e, ao que parece o retorno é incerto e sua forma indefinida.

A escola é notoriamente considerada como um dos mais importantes locais de convívio, onde se dão as inter-relações socioafetivas fundamentais para a construção, formação e consolidação da personalidade, da cidadania e ética de um indivíduo. Com isso ficam questionamentos: Como esse vazio está sendo preenchido? Quais foram as substituições possíveis encontradas pelas famílias?

Para o psicólogo analítico Kleber Marinho, pais e responsáveis estão ainda sem saber como agir com as crianças em casa. ‘Muitas famílias estão perdidas nesse novo processo adaptativo de condição de vida, até porque a rotina mudou para todos e surgiram novos desafios cotidianos. O espaço físico da casa ficou pequeno, as tarefas aumentaram, o virtual espalhou-se, desvanecendo por completo o contato físico, a intimidade ficou prejudicada e os vínculos comprometidos”, esclarece. 

De acordo com o profissional, o outro é imprescindível na constituição da formação de sujeito. ‘A troca, o encontro e o contato com a diversidade serve como modelo e referência no desenvolvimento do ‘eu”. Neste cenário fica então o desafio de encontrar um “caminho do meio” para a situação, usando o poder criativo para a inevitável adaptação dessa nova realidade, cada qual com o limite e recurso que possui, respeitando a dificuldade do momento, mas tentando aliar o obstáculo em prol de um caminho saudável e possível.

 Kleber Marinho falará mais sobre o assunto a convite do Colégio Graphein (@colegiographein), que terá como representante Letícia Matias orientadora pedagógica. A instituição iniciou a sua trajetória em 1976, quando um grupo de profissionais especializados na área de educação dedicou-se ao desenvolvimento de um projeto escolar inovador, capaz de atender –por meio da organização de projetos específicos para cada aluno – crianças e jovens com modalidades de aprendizagens singulares, a fim de proporcionar-lhes uma excelente formação integral.

O bate-papo será na próxima quinta-feira (12) às 19h pelo Instagram do Colégio ou pelo @klebermmarinho.

Valente Com,.