FPA: Análise de Mídia – 03 e 04/11/2025



Análise de Mídia – 04/11/2025
– Agro Estadão informa que o governo federal e a Presidência da COP 30 lançaram, na última sexta-feira, 31, em Brasília (DF), o Mutirão do Código Florestal.

A iniciativa representa um esforço conjunto para acelerar a regularização ambiental de imóveis rurais e consolidar o Código Florestal como um instrumento estratégico fundamental de desenvolvimento sustentável do meio rural brasileiro.

Organizada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Presidência da COP 30, a ação será realizada nesta terça-feira, 4.

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– Exame fala que as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira devem ser retiradas em até 60 dias, afirmou a Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Com o avanço das negociações entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, na Malásia, na semana passada, a expectativa é de que a sobretaxa seja revertida em breve.

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– Globo Rural informa que em meio às dificuldades de escoamento para os Estados Unidos, devido à vigência das tarifas adicionais de 50%, os exportadores de frutas brasileiras ganharam um novo canal logístico para o mercado europeu.

A nova rota cargueira, operada pela Latam Cargo, foi inaugurada no fim de outubro. O trajeto conecta os aeroportos internacionais de Viracopos (SP) e de Recife (PE), com destino ao aeroporto de Bruxelas, na Bélgica — considerado um ponto estratégico para a distribuição de produtos em todo o continente.

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– Agro Estadão divulga que o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para validar a Lei 12.709/2024, de Mato Grosso.

A legislação proíbe benefícios fiscais e concessões de terras públicas a empresas signatárias de acordos comerciais, como a Moratória da Soja. Até o momento, o placar do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7774) está em 7 a favor de manter a lei e 2 contra.

O voto do relator do caso, ministro Flávio Dino — que restabeleceu os efeitos da lei a partir de janeiro de 2026 —, foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Edson Fachin e Nunes Marques também acompanharam o relator, porém, com ressalvas.

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– Globo Rural fala que importadores chineses aumentaram as compras de soja brasileira nos últimos dias, em função da queda dos preços sulamericanos após o acordo entre EUA e China.

Compradores reservaram dez cargas de soja brasileira para embarque em dezembro e outras dez para o período de março a julho, disseram três operadores.

Atualmente, os preços da soja sul-americana estão cotados abaixo das ofertas feitas para cargas dos Estados Unidos.

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– Agro Estadão informa que o governo federal regulamentou a fiscalização de produtos de origem vegetal no País.

A normativa dispõe que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será o responsável por gerir a defesa agropecuária, coordenar e exercer as ações de fiscalização no âmbito de produtos de origem vegetal.

A medida consta no decreto 12.709, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 3.

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– Globo Rural fala que a uma semana do início da COP30, em Belém (PA), o governo federal publicou o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB).

Espécie de “cartilha sustentável”, a iniciativa consiste em um sistema de classificação que definirá, com base em dados científicos, quais atividades econômicas, ativos e projetos são, de fato, sustentáveis na visão do Executivo e que contribuem para o atingimento de objetivos climáticos, ambientais e sociais do país, por meio de critérios específicos.

Há um caderno específico para agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

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– Agro Estadão divulga que o Brasil vive um ciclo de expansão da produção de etanol, impulsionado, principalmente, pela crescente produção de milho.

Estima-se que, até 2035 a produção do combustível feita a partir do grão aproxime-se da produção atual de etanol de cana. Como potencial receptor dessa produção, está o mercado doméstico, no qual, atualmente, o consumo patina.

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– Globo Rural fala que a redução no desmatamento impulsionou uma queda de 16,7% nas emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil em 2024.

É a maior retração nos índices de poluição climática do país desde 2009, e a segunda maior desde o início das medições, em 1990.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3/11) e fazem parte da 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima.
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 – Folha de S. Paulo informa que o governo Lula (PT) ampliou a verba de comunicação da Presidência em mais de R$ 116 milhões durante o ano, levando esse orçamento para cerca de R$ 876 milhões em 2025.

O valor destinado à comunicação do governo, às vésperas do ano eleitoral, supera os cerca de R$ 600 milhões reservados em 2024 —cifra que era a maior aplicada nos contratos da Secom (Secretaria de Comunicação) desde 2017.

A ampliação coloca a pasta em uma posição privilegiada dentro do governo. Houve cortes de verba, e diversos órgãos precisam de recursos até para operações de rotina.

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– Metrópoles fala que o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, deverá ser votado no Senado nesta quinta-feira (6/11).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a proposta na pauta do plenário. Na última quinta-feira (30/10), o Congresso aprovou um projeto que permite que o benefício fiscal se torne permanente.

Depois da sessão, Alcolumbre disse a jornalistas que tinha a intenção de votar o projeto o quanto antes.

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– Folha de S. Paulo divulga que aliados de Jair Bolsonaro (PL) admitem a expectativa de reações tímidas de apoiadores ao fim do processo da trama golpista, com a possibilidade de prisão em regime fechado em presídio comum ou em casa —a ser definida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

A justificativa é que as restrições impostas a conta-gotas ao ex-presidente acabaram reduzindo os impactos e a mobilização nas ruas.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por ordem do magistrado, que avaliou que ele havia descumprido a proibição de usar as redes sociais.

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Análise de Mídia – 05/11/2025

– Gazeta do Povo divulga que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a oposição vão buscar classificar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como organização terrorista.

A pauta deve ser incluída na pauta desta semana, durante a votação de propostas relacionadas à segurança pública na Câmara dos Deputados.

Se a alteração na lei for aprovada, os integrantes de movimentos responsáveis por invasão de propriedades serão submetidos a penas entre 12 e 30 anos de prisão.

Durante reunião da bancada do agro, o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) afirmou que o tema é uma das prioridades da bancada.

“Temos projetos tramitando que tratam dessa questão de enquadrar grupos que têm objetivo claramente político como terroristas. A gente sabe que o objetivo do MST não é a reforma agrária, é um projeto político”, afirmou Lupion. A declaração foi feita com a presença do atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), que reassumirá a vaga de deputado federal para ser o relator da proposta de alteração da Lei Antiterrorismo em plenário.

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– Valor Econômico destaca que o Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei que estabelece procedimentos para regulamentar a ratificação de terras públicas localizadas em faixas de fronteira.

Como o texto foi alterado, a proposta retorna para a análise na Câmara dos Deputados. Contrário à matéria, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou voto pela rejeição do parecer da vicepresidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) e líder do PP no Senado, Tereza Cristina (PP-MS). Tereza agradeceu o apoio dos colegas e defendeu uma aprovação rápida na Câmara dos Deputados.

“Agradeço todos pelos votos e pelas contribuições que foram dadas por muitos aqui nessa Casa para resolver um problema centenário, eu podia dizer, da República. Eu espero que agora, indo para a Câmara, que lá também possa ser votado rapidamente”.

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– Agro Estadão informa que o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos, confirmou que a pasta recebeu o comunicado sobre o início da cobrança aos produtores das parcelas subvencionadas do Seguro Rural. Desde o dia 30 de outubro, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) vem enviando o comunicado para o governo federal, as secretarias estaduais de Agricultura e entidades representativas do setor.

Apesar do aviso, Campos disse que o Mapa não sabe se os recursos congelados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) serão destravados. Para o líder da FPA, “falta vontade política” do governo com relação ao tema.

Além disso, Pedro Lupion acrescentou que a FPA vem buscando alternativas dentro daquilo que uma frente pode fazer.

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– Painel, da Folha de S. Paulo, divulga que as bancadas do agronegócio e do biodiesel no Congresso se articulam para emplacar o nome do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) como relator do PLP (projeto de lei complementar) do devedor contumaz.

Na semana passada, a Câmara aprovou a tramitação em regime de urgência do texto, que já foi aprovado no Senado.

Presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, Moreira é um nome alinhado aos produtores de etanol e de biodiesel, que pressionam o Congresso para aprovar o texto.

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-UOL fala que chuvas intensas, ventos fortes e granizo atingiram lavouras de soja e milho no Paraná no fim de semana, principalmente nas regiões oeste, noroeste, norte e norte pioneiro, informou a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

O mau tempo também provocou danos em galpões, armazéns, máquinas e equipamentos agrícolas. O gerente de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar, Flávio Turra, disse em nota que uma avaliação mais detalhada será possível nos próximos dias.

“Vamos buscar ações para mitigar os prejuízos, com apoio direto aos produtores afetados”, afirmou. Ele informou que a Ocepar atuará junto aos governos estadual e federal, acionando os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além das frentes parlamentares do Cooperativismo (Frencoop) e da Agropecuária (FPA).
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– Globo Rural informa que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, confirmou, nesta segunda-feira (3/11), que o governo suspendeu momentaneamente a discussão sobre o Plano Clima e vai apresentar as propostas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, com metas de redução de emissões pelos setores econômicos, de forma fatiada.

As ações de adaptação do Plano Clima serão apresentadas na COP30, em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro. Já o plano de mitigação, que prevê as metas de redução de emissões e são alvo de impasse e divergências entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, ficará para depois.

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– Agro Estadão divulga que Brasil e Uruguai firmaram um acordo de cooperação em bioinsumos.

O memorando de entendimento foi assinado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Uruguai, Luis Alfredo Fratti Silveira, durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, realizada em Brasília.

Em nota, o ministério brasileiro informou que o acordo objetiva fortalecer a cooperação entre os dois países para o desenvolvimento de políticas, produtos, processos e tecnologias de origem biológica voltados à melhoria da produção agrícola e pecuária.

Leia +: https://bit.ly/3LpEnth

– Globo Rural fala que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (3/11) que a tentativa de liberação dos R$ 354,6 milhões do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) continua “na mesa”, mas ressaltou a dificuldade diante da restrição orçamentária no país.

Fávaro repetiu que quer “modernizar” o seguro rural, mas não deu prazo para que alguma proposta seja apresentada. O orçamento do PSR para 2025 era de R$ 1,06 bilhão, mas passou por contenções.

Sem a liberação da verba, não haverá cobertura com subvenção da safra de soja, a principal do país.

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– Globo Rural informa ainda que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou, nesta segunda-feira (3/11), que o Japão fará uma auditoria em plantas frigoríficas brasileiras ainda em novembro para possível abertura de mercado para a carne bovina.

Ele repetiu que mantém a expectativa de que um acordo para as exportações seja firmado ainda em 2025. Fontes do setor dizem, porém, que a missão ainda não está marcada e que o aval ficará para 2026.
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– O Globo divulga que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu cancelar todas as sessões de comissões que estavam marcadas para esta quarta-feira.

A decisão inviabiliza a tentativa de deputados bolsonaristas de aprovar o projeto de lei que equipara facções a grupos terroristas. O cancelamento ocorre após pressão do governo, que é contra esse texto e tenta emplacar o projeto de lei “antifacção”, enviado à Casa na semana passada.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Paulo Azi (UniãoBA), tentou marcar duas vezes nesta semana a votação do PL Antiterrorismo.

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– Valor Econômico fala que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou para esta quarta-feira (5) a votação do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) cobrado de pessoas físicas, uma das principais apostas eleitorais do governo Lula para 2026.

A medida deve beneficiar 15,5 milhões de pessoas, ao estender para quem recebe até R$ 5 mil por mês a isenção do tributo e ao dar um desconto parcial para salários até R$ 7.350.

A votação estava prevista para terça-feira (4), porém os senadores pediram vista coletiva (mais tempo para análise) após o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), ler o parecer.

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– Folha de S. Paulo informa que apesar do embate entre apoiadores de Lula (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) que dominou a política brasileira nos últimos anos, a maior parte da sociedade está fora da polarização acentuada e adota postura pragmática sobre os principais temas, aponta levantamento do think tank More in Common em parceria com a Quaest.

Os pesquisadores classificaram a sociedade brasileira em seis segmentos, de progressistas a conservadores. O estudo é resultado da análise de questionário com 168 perguntas aplicado a 10.002 pessoas de 16 anos ou mais.

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