
Análise de Mídia – 18/11/2025
– Estadão destaca que lideranças partidárias da mesma sigla de Guilherme Derrite (PP-SP) querem emplacar a inteligência artificial no combate ao crime e ainda insistir na equiparação de crimes de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) a terrorismo.
O líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), propôs que Derrite inclua no projeto de lei antifacção de autoria do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um trecho que permite que a inteligência artificial, sob supervisão humana, possa, com base em análise de dados, rastrear pessoas investigadas por crimes para a obtenção de prova.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) é outra parte interessada em alterar o texto. A bancada quer classificar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como organização criminosa no projeto antifacção.
O presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos-PR), já havia apresentado uma emenda no último dia 11, que proíbe o Estado de oferecer proteção a grupos “envolvidos na prática de crimes contra propriedades privadas ou públicas”.
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– Metrópoles informa que a senadora Tereza Cristina (PP-MS), uma das principais lideranças do agronegócio e voz influente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de críticas intensas dentro do próprio grupo político após comentar, no X (antigo Twitter), a decisão do governo dos Estados Unidos de reduzir parcialmente tarifas sobre produtos brasileiros. Em publicação feita na sexta-feira (14/11), Tereza celebrou o que chamou de “início de alívio” para o agro nacional.
Segundo ela, a medida que derrubou a tarifa geral de 10% aplicada pelo governo Trump a diversos parceiros representa um sinal positivo das negociações mantidas entre a diplomacia estatal e o setor privado brasileiro.
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– Valor Econômico divulga que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, reafirmou nesta segunda-feira (17) o compromisso do governo Lula com o fim do desmatamento ilegal e com a aceleração da transição energética para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Ele também disse que esta COP30 deve marcar o início de uma década de aceleração e que as entregas das NDCs pelos países são sinal de compromisso das nações com o multilateralismo.
As declarações foram dadas em discurso durante a abertura da sessão ministerial de alto nível da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
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– G1 fala que no momento em que a COP30 entra na semana decisiva de negociações, um grupo de cientistas entregou um manifesto aos chefes de delegação nesta segunda-feira (17) alertando para a necessidade de estabelecer um “roteiro claro” para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis.
Segundo os cientistas, a carta representa a união do grupo a ativistas, povos indígenas, líderes políticos e empresariais em nome de uma solução para proteger os mais importantes biomas do planeta.
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– G1 divulga que a Embrapa lançou durante a COP30, no domingo (16), a certificação Carne Baixo Carbono (CBC), criada para reconhecer produtores rurais que adotam práticas agropecuárias capazes de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
A certificação foi desenvolvida e lançada em parceria com a MBRF e a ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.
Ela reúne critérios técnicos e indicadores usados para monitorar propriedades que adotam sistemas de intensificação sustentável, como integração lavoura-pecuária (ILP), pastagens de alta produtividade, recuperação de áreas degradadas e manejo eficiente do solo e da água.
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– Globo Rural fala que os ministérios da Agricultura e da Fazenda publicaram, nesta segunda-feira (17/11), uma portaria que reconhece as instituições e organismos que certificam os programas de boas práticas agrícolas, produção orgânica e integrada cujos produtores participantes, de médio e grande porte, poderão ter acesso a desconto de 0,5 ponto percentual nos juros das operações de custeio até o fim de junho do ano que vem, no âmbito do Plano Safra 2025/26.
A publicação da lista de instituições e organizações certificadoras viabiliza a concessão dos financiamentos com as taxas mais baixas com atraso, já que o plano teve início em julho.
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Globo Rural divulga ainda que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresenta, nesta terça-feira (18/11), na COP 30, o AgForest Lab.
O projeto tem o modelo de uma fazenda laboratorial, e faz parte da estratégia da empresa de pesquisa, de aumentar a visibilidade de modelos sustentáveis de produção agropecuária.
A fazenda modelo deve ser instalada na própria capital paraense, em uma área de 213 hectares, em 2026. Prevê uma estrutura física dedicada à inovação e ao empreendedorismo no setor agro.
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– O Globo fala que a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, anunciou nesta segunda-feira que dez portarias declaratórias de demarcação de terras serão publicadas pelo Ministério da Justiça nos próximos dias.
A portaria declaratória é a segunda etapa formal para que uma Terra Indígena seja oficializada.
A declaração ocorreu durante a Marcha Global dos Povos Indígenas. Guajajara já vinha afirmando que haveria declarações durante a COP, mas não havia dito, até aqui, a quantidade.
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– Agro Estadão informa que a União Europeia (UE) enviou ao governo brasileiro uma comunicação oficial confirmando o restabelecimento do sistema de pré-listing para estabelecimentos que exportam carne de aves e ovos.
O mecanismo, que havia sido suspenso em 2018, permite que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) volte a indicar diretamente as plantas aptas a vender ao mercado europeu, sem necessidade de avaliações individuais por parte das autoridades do bloco.
Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a decisão representa um marco importante para o setor.
Ele lembrou que a trava no pre-listing limitava a expansão das exportações brasileiras desses itens para um dos mercados mais requisitados do mundo.
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– Agro Estadão fala que a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar as tarifas de 10% para importação de algumas frutas brasileiras, como manga e banana, trouxe um certo alívio ao setor.
Porém, ficou aquém do esperado. A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) manifestou preocupação com o fato de a uva — a segunda fruta mais exportada pelo Brasil para o mercado norte-americano — ter sido excluída da lista de produtos beneficiados.
Segundo a entidade, a manutenção da tarifa chega em um momento crítico. No terceiro trimestre deste ano, as exportações de uva brasileira para os EUA despencaram 73% em valor e quase 68% em volume, na comparação com igual período de 2024.
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– O Globo informa que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que a votação do projeto de lei Antifacção irá acontecer nesta terça-feira. Em mensagem divulgada nas redes sociais Motta disse que “segurança pública exige firmeza, mas também garantias e eficiência institucional” e que a iniciativa é “a resposta mais dura da história do Parlamento no enfrentamento do crime organizado”.
O texto é de autoria do governo Lula, mas relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), de oposição e licenciado temporariamente do cargo de secretário de Segurança de São Paulo.
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– Valor Econômico divulga que o governo Luiz Inácio Lula da Silva já tem elementos para questionar juridicamente trechos centrais do parecer do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto de lei (PL) Antifacção.
A cúpula do Executivo enxerga alguns pontos jurídicos que poderiam ser usados para questionar o texto no Supremo Tribunal Federal (STF), caso a proposta realmente avance no Congresso.
A estratégia do Planalto, no entanto, continua sendo vencer o parlamentar no debate político, inclusive com apoio da sociedade civil.
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– Folha de S. Paulo fala que na véspera do ano eleitoral, o governo Lula (PT) ampliou o dinheiro destinado a divulgar slogans e programas da gestão petista, como “Brasil Soberano” e “Gás do Povo”.
Descrita no orçamento como comunicação institucional, esse tipo de verba agora ocupa 57% da rubrica para publicidade federal.
Os 43% restantes custeiam as chamadas ações de utilidade pública, que incluem desde campanhas de vacinação do Ministério da Saúde e a divulgação das regras do saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Os percentuais marcam uma mudança na distribuição do orçamento de comunicação, que chegou a destinar 70% dos recursos para campanhas de utilidade pública em 2015.
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Análise de Mídia – 19/11/2025 
– Globo Rural divulga que a recorrente falta de orçamento para a subvenção do seguro rural no país tem levado parlamentares ligados ao agro, setor produtivo e indústria de seguros a articulações para garantir a disponibilidade de recursos e a obrigatoriedade de aplicação dessa verba pelo governo federal.
Uma das propostas em discussão para dar mais previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é usar a projeção de arrecadação adicional com a exploração do petróleo ou da taxação de bets e fintechs, a partir de 2026.
Projeto de lei de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS) sobre o seguro rural prevê tornar os recursos destinados ao PSR despesa obrigatória no Orçamento Federal.
Para isso, a proposta do PL 2.951/2024 precisa mostrar qual é a estimativa de impacto orçamentário e quais serão as medidas de compensação, como as fontes dos recursos, para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
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– Agro Estadão informa que mesmo com a redução de 10% na tarifa sobre a importação de carne bovina brasileira, ainda não é possível determinar se haverá aumento ou não dos embarques para os norte-americanos.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), pode haver aumento na tonelagem exportada, mas o mercado interno pode ter mais impacto.
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– O Globo fala que no que é considerado uma vitória pela diplomacia brasileira, nesta terça-feira foi apresentado um primeiro esboço de texto decisório da COP30, a Conferência do Clima de Belém, que inclui uma proposta de destravar o impasse sobre o financiamento climático de países ricos aos pobres, mas não faz menção clara a um roteiro para descontinuar o uso de combustíveis fósseis.
O chamado “road map para a eliminação dos combustíveis fósseis” é uma das principais bandeiras do governo Lula na convenção e seria, se conseguir se tornar um item da agenda formal de negociação, uma das principais entregas da presidência brasileira da convenção.
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– Valor Econômico informa que o governo federal brasileiro anunciou nesta terça-feira, por meio do Diário Oficial da União (DOU), a homologação de quatro terras indígenas, além da assinatura de dez portarias declaratórias pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a aprovação de seis Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação (RCID) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
O anúncio veio em resposta às demandas de grupos indígenas que protestam durante a COP30, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.
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– Globo Rural fala que a pecuária sustentável do Pará é um dos principais “cases” do agronegócio na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorre em Belém (PA).
De fato, o Estado está à frente de todos os outros do país no processo de rastreabilidade de bovinos e bubalinos, fundamental para evitar a compra de gado proveniente de áreas desmatadas na Amazônia.
Mas, apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta dificuldades para fazer com que essas técnicas cheguem a todo o rebanho paraense, segundo maior do Brasil.
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– Isto É informa que o Brasil e o Chile concordaram em adotar o Certificado Fitossanitário Eletrônico (ePhyto) para operações de importação e exportação de produtos agrícolas e florestais.
O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em suas redes sociais.
“A digitalização dos processos comerciais traz uma série de benefícios: liberação mais ágil na fronteira, transparência, previsibilidade operacional e integração com a política brasileira de certificação digital”, escreveu o ministro nas redes.
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– Globo Rural divulga que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento sobre a liminar concedida pelo ministro Flávio Dino que paralisou processos que tratem da moratória da soja, acordo entre empresas do setor que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia Legal após julho de 2008.
Por enquanto, além de Dino, votaram pela manutenção da liminar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
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– Agro Estadão fala que a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu de 178,5 milhões para 177,7 milhões de toneladas a projeção de produção brasileira de soja na safra 2025/26, queda de 0,4% em relação à estimativa anterior, no mês passado.
O processamento permaneceu em 60,5 milhões de toneladas e as exportações do grão em 111 milhões de toneladas.
A produção de farelo foi mantida em 46,6 milhões de toneladas e a de óleo em 12,15 milhões de toneladas.
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– Globo Rural informa que os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste afirmam que o momento é delicado para a atividade na região após queda no preço da matéria-prima pago aos produtores neste ano.
De acordo com a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), a queda nas cotações é resultado da desvalorização internacional do açúcar e do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
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– Folha de S. Paulo informa que os partidos que comandam ministérios do governo Lula (PT) entregaram 224 dos 370 votos favoráveis da Câmara dos Deputados à aprovação do texto-base do projeto de lei Antifacção.
O número corresponde a 60% do apoio ao relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite, que também é secretário de Segurança Pública em São Paulo, no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A votação representou uma derrota ao governo federal, que tentou adiar a votação. PP, PDT, União Brasil e PSD tiveram mais de 90% dos seus votos favoráveis ao texto de Derrite.
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– Estadão fala que derrotado no plenário da Câmara na noite desta terça-feira, 18, o governo Lula vê um “caos jurídico” com a aprovação do texto de Guilherme Derrite (PP-SP) e já articula salvar no Senado o projeto de lei antifacção elaborado pelo Ministério da Justiça.
O secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Marivaldo Pereira, responsável pela articulação da pasta com o Congresso, diz que quase nada do projeto do governo sobrou no relatório aprovado em plenário.
A avaliação do Planalto é que o projeto, do jeito que está, deve criar um “caos jurídico” a partir do conflito entre diferentes legislações sobre o mesmo tema, o que deve favorecer os réus.
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– Valor Econômico divulga que o Senado aprovou em votação simbólica o texto-base do projeto de lei que facilita a atualização dos valores de imóveis e retoma parte dos dispositivos que caíram com a perda de efeitos da medida provisória (MP) com alternativas à alta do IOF.
O texto vai agora à sanção presidencial. A votação acontece às vésperas da apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas pela equipe econômica do Executivo, o que deve ser feito até o fim desta semana.
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