5 de setembro: Dia da Amazônia

5 de setembro: Dia da Amazônia

5 de setembro de 2022 Off Por Ray Santos
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De 2004 a 2014, o Brasil reduziu em mais de 80% os índices de desmatamento da Amazônia, tornando-se uma referência mundial na proteção do meio ambiente

Comemorado no dia 5 de setembro, o Dia da Amazônia tem o objetivo de conscientizar a população sobre um dos patrimônios naturais mais valiosos e a maior reserva natural da Terra. De acordo com os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), nos últimos 12 meses, de agosto de 2021 a julho de 2022, foram derrubados 10.781 km² de floresta, o que equivale a sete vezes a cidade de São Paulo. Essa foi a maior área devastada dos últimos 15 anos para o período, sendo 3% superior à registrada no ca lendário passado, entre agosto de 2020 e julho de 2021. 

O avanço predatório que choca o país e o mundo — visto que a Amazônia possui importância capital para o equilíbrio climático do planeta — é ainda mais grave quando lembramos que, entre 2004 a 2014, o Brasil reduziu em mais de 80% os índices de desmatamento da Amazônia, tornando-se uma referência mundial na proteção do meio ambiente e assumindo um papel de liderança nas ações voltadas à contenção do aquecimento global. Grande parte desse sucesso se deveu às políticas introduzidas pelo PPCDAm(Plano de Proteçã o e Controle do Desmatamento na Amazônia), lançado pelo Governo Lula em 2004.

João Paulo R. Capobianco, biólogo e ex-Secretário de Biodiversidade e Florestas e ex-Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão Marina Silva, ministra do presidente Lula, descreve com detalhes, em sua obra Amazônia, uma década de esperança, como as políticas públicas de 2004 e 2014 foram definidas, organizadas e implementadas e quais foram os seus reflexos sobre os atores envolvidos, a economia, a opinião pública, os meios de comunicação e as esferas políticas.
 Veja a seguir, alguns pontos importantes que se pode encontrar no livro Amazônia, uma década de esperança

  • Políticas governamentais de controle do desmatamento na Amazônia no período de 2003 a 2010; 
  • Análise dos efeitos das ações de controle do desmatamento na Amazônia brasileira implementadas pelo Governo federal no período de 2003 a 2010;
  • Como o Governo federal reduziu gradativamente o protagonismo no controle do desmatamento e promoveu profundos retrocessos nas políticas socioambientais na Amazônia (análises do final do Governo Lula e Governo Dilma, Governo Temer e Governo Bolsonaro).
Apesar da grande expansão do desmatamento, sobretudo no atual Governo federal, João Paulo R. Capobianco demonstra que existem “luzes de esperança” quando há uma conjunção de esforços coordenados entre o Estado e a sociedade civil, algo possível a depender da vontade real que todas as partes tenham.
 
Consulte aqui o release completo sobreAmazônia, uma década de esperança, do autor João Paulo R. Capobianco
 
O AUTOR

Paulistano, mas com forte influência mineira, João Paulo Ribeiro Capobianco atua na preservação de florestas tropicais há quase cinco décadas. Participou da fundação e dirigiu várias organizações não governamentais no Brasil, incluindo a SOS Mata Atlântica, onde coordenou os projetos de mapeamento e de elaboração da legislação de proteção do bioma, e o Instituto Socioambiental, onde foi um dos coordenadores do maior esforço já realizado no país de planejamento estratégico para a conservação e uso sustentável da biodiversidade da Amazônia. O resultado deste trabalho foi publicado no livro Biodiversidade na Amazônia Brasileira (Editora Estação Liberdade), agraciado com o prêmio Jabuti como melhor publicação em Ciências Naturais e da Saúde e Livro do Ano, ambos concedidos pela Câmara Brasileira do Livro em 2003. Entre os anos 2003 e 2008 foi Secretário Nacional de Biodiversidade e Florestas e Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente quando exerceu, entre outras, a função de coordenador do Grupo de Trabalho Interministerial de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, que obteve a mais longa e consistente trajetória de queda do desmatamento do bioma já registrado na história. O presente livro traz o registro e uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido no combate ao desmatamento da Amazônia, convertido em tese de doutorado defendida na USP em 2017, que começou a ser escrita em 2008, quando foi pesquisador visitante da Universidade de Columbia (EUA).

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