Por Juliana Bauer Lomonaco Quinto, Gerente de Marketing da Access para Latam – Foto: Divulgação
O volume de dados corporativos cresceu em ritmo exponencial nos últimos anos, mas o que mais preocupa não é a quantidade, é a falta de controle.
Estudos recentes indicam que entre 52% e 68% dos dados armazenados pelas empresas são classificados como “dark data”, ou seja, informações não utilizadas e sem governança adequada, segundo análises de mercado da IBM e da Splunk.
Esse fenômeno, antes tratado como ineficiência operacional, passou a ser reconhecido como um vetor relevante de risco.
No Brasil, esse cenário se intensifica com a rápida adoção de ambientes híbridos e multicloud.
O relatório “Data Age 2025”, da IDC, projeta que mais de 80% dos dados corporativos globais serão não estruturados — o que inclui documentos, e-mails, arquivos de colaboração e registros dispersos. Esse tipo de dado é justamente o mais difícil de classificar e proteger.
O conceito de dark data abrange tudo aquilo que a empresa armazena, mas não conhece. Não se trata apenas de dados antigos.
Inclui arquivos ativos, duplicados, versões intermediárias e conteúdos esquecidos em repositórios como SharePoint, Google Drive ou servidores locais.
Segundo a Gartner, organizações subestimam sistematicamente esse volume, o que compromete a eficácia das estratégias de segurança e compliance.
O problema se torna mais evidente quando se observa a mudança no perfil dos ataques. Relatórios recentes de threat intelligence mostram que invasores têm priorizado o uso de credenciais legítimas em vez de explorar vulnerabilidades técnicas.
Uma vez dentro do ambiente, o acesso ao dark data amplia drasticamente o potencial de dano. A CrowdStrike aponta que ataques baseados em identidade cresceram significativamente nos últimos anos, reduzindo o tempo necessário para movimentação lateral dentro das redes.
Essa mudança altera a lógica tradicional da segurança da informação. Durante décadas, a proteção esteve concentrada em sistemas estruturados, tais como bancos de dados, aplicações críticas e redes. Hoje, o risco migrou para onde há menos controle: arquivos dispersos, compartilhamentos abertos e dados não classificados.
Esse deslocamento é particularmente sensível em contextos regulatórios.
No Brasil, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) exige que empresas saibam exatamente onde estão os dados pessoais sob sua custódia.
Isso inclui controle sobre armazenamento, acesso e ciclo de vida das informações. O dark data, por definição, inviabiliza esse nível de visibilidade.
Dados ocultos trazem riscos à governançaA consequência é direta: muitas organizações estão potencialmente em não conformidade sem saber. Um levantamento da Varonis mostra que uma parcela significativa das empresas mantém dados sensíveis acessíveis a um grande número de usuários internos, sem necessidade operacional clara.
Em alguns casos, arquivos críticos estão disponíveis para toda a organização.
Do ponto de vista técnico, o desafio está na natureza do dado. Diferentemente de sistemas estruturados, arquivos não seguem padrões fixos.
Isso exige tecnologias mais avançadas para identificação e classificação. Ferramentas de Data Security Posture Management (DSPM) e soluções baseadas em inteligência artificial têm sido adotadas para mapear e analisar esses ambientes.
Segundo a Forrester, essas soluções operam em três camadas principais: descoberta de dados, classificação automática e análise de exposição.
O objetivo é responder a três perguntas essenciais: onde estão os dados, que tipo de informação eles contêm e quem tem acesso a eles.
Ainda assim, tecnologia não resolve o problema sozinha. O dark data é, em grande parte, resultado de processos organizacionais fragmentados.
Cada área armazena informações de forma independente, sem uma política unificada de governança.
Além disso, a própria IA pode ser utilizada para exploração. Ferramentas automatizadas permitem identificar padrões e localizar dados sensíveis dentro de grandes volumes de informação não estruturada. O que antes exigia esforço manual agora pode ser feito em escala.
Do ponto de vista estratégico, a ausência de visibilidade sobre dados representa uma fragilidade estrutural. Empresas que não sabem o que armazenam não conseguem proteger adequadamente seus ativos, nem responder a incidentes com eficiência.
O desafio não está apenas em proteger o que é conhecido, mas em revelar o que está oculto. O dark data não é um problema de tecnologia isolado.
É um reflexo de crescimento desordenado, falta de governança e ausência de processos estruturados. A lógica é simples: não se protege o que não se conhece e, em um ambiente onde dados são o principal ativo das organizações, operar às cegas deixou de ser uma opção.
Sobre a Access
A Access é o maior fornecedor mundial de serviços de gestão de registros e informações (RIM), com operações na nas Américas e Índia.
Como um provedor de soluções de ponta a ponta, com custo-benefício, que atende todo o ciclo de vida do RIM, a Access ajuda organizações a garantir que seus registros críticos e confidenciais, tanto físicos quanto digitais, sejam retidos, gerenciados e processados com segurança, em conformidade com os mandatos regulatórios.
As principais soluções incluem armazenamento externo; migração de acervo, indexação, digitalização e arquivamento de registros digitais; e serviços de destruição segura e BPO.
Juntas, a Access e Triyam, uma empresa da Access focada em software para arquivamento de registros eletrônicos de saúde, foram reconhecidas 16 vezes na lista Inc. 5000; várias vezes reconhecidas pela Newsweek, incluindo a lista das Melhores Empresas da América de 2024 para Diversidade e a designação de Melhor Empresa Digital de Saúde do Mundo; e reconhecidas três vezes como Melhor em KLAS em Arquivamento de Dados.
Para mais informações sobre a Access, visite: https://accesscorp.com
Emilia Bertolli Tel: +55 11 2246.3613 Email: emilia@intelligenzia.com.br
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