FPA: Análise de Mídia – 04, 05 e 06/06/2026



Análise de Mídia – 04/05/2026 

– Folha de S. Paulo destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na última quinta-feira (30) que anunciará o aumento do percentual de etanol e biodiesel na mistura da gasolina e do diesel, respectivamente.

A confirmação deve ocorrer a partir desta semana após deliberação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em reunião marcada para o dia 7 de maio.

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– Poder 360° ressalta que nos próximos meses deve ser lançada a versão 2026 do Plano Safra, principal iniciativa governamental que reúne investimentos e programas para a agricultura brasileira.

As medidas a serem anunciadas podem seguir a trajetória recente e trazer somente avanços incrementais e pontuais.

Mas também podem assumir direção mais ousada, promovendo melhor alinhamento com os desafios de um contexto marcado por mudanças climáticas e transformações geopolíticas.

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– Folha de S. Paulo destaca que países e empresas procuram estimar o risco de escassez ampla de petróleo e derivados, que já é real em países mais pobres da Ásia e da África.

Mais do que lidar com combustíveis caros devido à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, contempla-se a possibilidade crescente de que faltem produtos.

O problema não pode ser administrado por meio de subsídios. Ao contrário,o controle de preços agravaria os danos causados pela restrição de oferta.

O alerta vale também para o Brasil. As cotações aumentaram já o bastante de modo a contratar altas de inflação, afetar taxas de juros e diminuir estimativas de crescimento para quase o mundo inteiro.

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– Globo Rural ressalta que a 31ª Agrishow, realizada essa semana em Ribeirão Preto (SP), teve uma intenção de negócios de R$ 11,4 bilhões, uma queda de 22% em relação aos R$ 14,6 bilhões de 2025.

Os números foram divulgados nesta sexta (1/5), dia do encerramento da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina.

A apuração se refere apenas aos setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem. Segundo os organizadores, o público ficou semelhante ao registrado no ano passado, de 197 mil visitantes.

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– O Antagonista destaca que a rejeição da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF), pode comprometer também uma outra pauta do governo Lula: o fim da escala 6×1.

A proposta ainda está na Comissão Especial da Câmara e precisa ser aprovada pelo plenário da Casa.

Apesar disso, havia a sinalização, até semana passada, de que o Senado poderia acelerar a tramitação do texto, para que ele fosse promulgado antes da campanha eleitoral deste ano. Assim, o governo Lula teria um trunfo para chamar de seu no segundo semestre.

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– Folha de S. Paulo noticia que em pouco mais de 24 horas, o governo Lula sofreu duas derrotas que conturbaram o cenário político.

Na quarta (29), o Senado rejeitou Jorge Messias para o STF por 42 a 34, sendo a primeira recusa de um indicado presidencial à Corte em 132 anos.

No dia seguinte, Câmara e Senado derrubaram o veto do presidente ao PL da Dosimetria, abrindo caminho para a redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.

Os placares escancararam um Planalto isolado e Davi Alcolumbre no centro da articulação contra o governo.

Leia +: https://bit.ly/4d7Ks7X

– Estadão destaca que os últimos movimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam uma tendência de atuação em casos com impacto eleitoral, o que, na prática, pode esvaziar o papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026.

Esse movimento já aparece em episódios envolvendo o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ambos pré-candidatos e alvos de medidas no Supremo.

A atuação de ministros do STF ocorre justamente em meio às críticas sobre interferências indevidas da corte seja em assuntos do Congresso, seja em relação a políticos que criticam publicamente os magistrados, como ocorreu com Zema e Alessandro Vieira.

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Análise de Mídia – 05/05/2026 


– Estadão destaca que o governo federal prepara um novo modelo de seguro rural com maior participação do Tesouro, prevendo subvenção entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões ao ano e possível obrigatoriedade do seguro para produtores que acessarem crédito subsidiado no Plano Safra 2026/27.

A proposta, que depende do avanço do PL 2.951/2024 na Câmara, busca ampliar a cobertura — hoje concentrada no Sul — e reduzir riscos fiscais e custos das apólices.

Nesse cenário, a FPA tem papel central na articulação política, sendo apontada pelo governo como interlocutora estratégica para viabilizar a aprovação do novo marco legal e atender à principal demanda do setor.

Leia +: https://bit.ly/42g5psj 

– Portal Uol divulga que o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, criticou nesta segunda-feira, 4, o uso dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) como bloqueio direto ao crédito rural sem direito prévio de defesa ao produtor.

A declaração foi feita após reunião na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo.

Leia +: https://bit.ly/3PmhJ7x 

– Estadão destaca que o novo Desenrola Rural, programa para renegociação de dívidas voltado a agricultores familiares, terá descontos (rebate) para a liquidação de dívidas provenientes de financiamentos no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O pedido para renegociação poderá ser feito pelos agricultores até 20 de dezembro deste ano.

A repactuação poderá ser feita em até dez parcelas anuais, a depender do saldo devedor.

Leia +: https://bit.ly/4wszRxt

– Globo Rural noticia que o Banco do Brasil registrou R$ 4,25 bilhões em propostas de financiamento durante os cinco dias de Agrishow 2026, maior feira de agronegócios da América Latina e realizada em Ribeirão Preto (SP) na última semana.

O montante ficou ligeiramente abaixo dos R$ 4,75 bilhões registrados na edição do ano passado, que foi recorde. Por outro lado, as cifras foram 41,6% superiores à estimativa inicial da instituição, de R$ 3 bilhões.

Leia +: https://bit.ly/3QSOppC

– Valor Econômico ressalta que o Brasil fez seu etanol de milho dar um passo regulatório significativo na Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), o que dá ao país vantagem em relação aos Estados Unidos e a outros competidores na corrida para fornecer biocombustíveis para os navios que atravessam os oceanos.

O etanol de milho do Brasil, produzido a partir da segunda safra do grão, é o primeiro biocombustível compatível com o transporte marítimo a ter sua pegada de carbono definida e aprovada pela IMO, de acordo com o capitão Flavio Mathuiy, que representa o Brasil no regulador marítimo global.

Leia +: https://bit.ly/4waRtgU

– Revista Veja destaca que o presidente da Câmara, Hugo Motta, deve procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nos próximos dias para tentar construir um consenso em torno da PEC do fim da escala 6×1.

De acordo com fontes, o paraibano quer ficar na mesma página que o amapaense para evitar que o parecer que venha a ser aprovado pelos deputados seja muito alterado por senadores.

Interlocutores de Motta avaliam que o objetivo é blindar a medida e impedir uma eventual desfiguração da proposta, considerada uma prioridade do governo Lula.

Leia +: https://bit.ly/42TmEjj

– Folha de S. Paulo ressalta que a rodada de pesquisas Genial/Quaest divulgada no final de abril, com as intenções de votos na corrida pelo governo de dez estados, indica um cenário desafiador para candidatos petistas e vantagem para aliados de Flávio Bolsonaro (PL) nos dois maiores colégios eleitorais do país. Dos 10 estados com os levantamentos, em 3 há vantagem de políticos afinados com Flávio — São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Apoiadores de Lula (PT) despontam à frente em 2 (Rio de Janeiro e Pernambuco).

Leia +: https://bit.ly/42MUcQ6 

– O Globo destaca que a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para quinta-feira, abriu uma nova frente de divergência no campo bolsonarista.

Enquanto uma ala avalia que o encontro pode gerar desgaste para Eduardo Bolsonaro, outra vê na aproximação uma oportunidade para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explorar o eventual esvaziamento de um dos principais ativos políticos recentes do presidente: o discurso de defesa da soberania nacional.

Leia +: https://bit.ly/42bdXRl 

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Análise de Mídia – 06/05/2026

– Globo Rural destaca que parte das receitas extraordinárias arrecadadas pela União em decorrência da subida do petróleo poderão ser destinadas às renegociações de dívidas rurais.

É o que defende a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026.

A proposta trata dos recursos obtidos com royalties do petróleo, participações especiais da União, dividendos de empresas do setor de óleo e gás e tributos federais.

O texto foi um dos pontos discutidos na reunião com membros da FPA nesta terça-feira (5/5).

Segundo o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), esse superávit extraordinário pode ser usado não apenas para mitigar os efeitos da elevação dos combustíveis, mas também nas renegociações das dívidas rurais.

Leia +: https://bit.ly/4eAzBG9

– Uol destaca que a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.

O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.

A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação.

Leia +: https://bit.ly/4tXhbnI

– Poder 360° noticia que o presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou nesta 3ª feira (5.mai.2026) que a 2ª edição do Desenrola, programa do governo federal de renegociação de dívidas, é “completamente incipiente” e não atende ao tamanho da crise enfrentada pelos produtores rurais.

Segundo o deputado, o aumento do diesel elevou de forma significativa os custos de produção, especialmente na cadeia da soja, com impacto direto no uso de máquinas e no frete, além de efeitos indiretos sobre insumos como fertilizantes e defensivos.

“O impacto está absurdo na cadeia toda”, disse.

Leia +: https://bit.ly/3OIrmxe

– Estadão destaca que a relatora do projeto que autoriza o governo a usar receitas extraordinárias de petróleo para reduzir impostos dos combustíveis temporariamente, Marussa Boldrin (Republicanos-GO), afirmou nesta terça-feira, 5, que pode destinar esses recursos também para seguro e dívidas rurais.

Ela ainda decidirá se vai colocar no texto uma reserva de R$ 20 bilhões para esse fim.

“Um ponto que eu vou apresentar no nosso relatório, no nosso texto, para que possa dar uma condição, uma possibilidade de usar esses recursos extraordinários para as renegociações das dívidas e também para o seguro rural”, afirmou.

Leia +: https://bit.ly/3OKGbPR 

– Globo Rural destaca que a indústria de carne bovina, representada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), pediu ao governo que inclua na pauta de discussão da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para esta semana, uma readequação da cota de exportação de carne bovina do Brasil ao país.

Atualmente, o Brasil utiliza uma cota conjunta, com outros países, e pode exportar cerca de 50 mil toneladas com tarifa reduzida. Fora da cota, incide tarifação de 26,4%, conforme a Abiec.

Com a oferta restrita de gado nos Estados Unidos, o país vem importando volumes crescentes de carne bovina do Brasil, mesmo fora da cota.

Leia +: https://bit.ly/4tS1XA9

– Folha de S. Paulo ressalta que a inflação dos alimentos perdeu o ritmo de alta que vinha registrando. Após elevação de 1,36% em março, os preços médios dos alimentos subiram 0,81% em abril, acumulando alta de 2,73% nos quatro primeiros meses do ano.

Mesmo com esse ritmo menor de crescimento, a alimentação teve aumento superior ao da inflação média, que foi de 0,4% no mês passado.

Leia +: https://bit.ly/4unsnJW

– Globo Rural noticia que os biocombustíveis podem, até 2030, adicionar de até R$ 403,2 bilhões no PIB brasileiro, segundo um estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni.

O levantamento considera uma futura produção estimada em 64 bilhões de litros, incluindo etanol de cana, etanol de milho, etanol de 2ª geração e biodiesel.

“Os biocombustíveis podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido, um dos resultados mais expressivos do estudo. Mais do que uma alternativa energética, a bioenergia se configura como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma Cícero Lima, pesquisador responsável.
Leia +: https://bit.ly/42dcDxn 

– G1 destaca que o relator da PEC que propõe a redução da jornada de trabalho, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta terça-feira (5) um plano de trabalho que prevê a votação do parecer sobre o fim da escala 6×1 na comissão especial no dia 26 de maio.

A PEC já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora tramita em uma comissão especial, destinada a discutir o mérito do texto. A próxima etapa é a votação no plenário.

Leia +: https://bit.ly/4f1l9H9

– Poder 360° ressalta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), para discutir crime organizado, exploração de minerais raros e a investigação comercial contra o Brasil.

A reunião está marcada para a 5ª feira (6.mai.2026), em Washington. Lula levará uma delegação pequena na viagem, incluindo o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, segundo apurou o Poder360.

O encontro deve ser rápido, com duração aproximada de uma hora. Lula embarca na 4ª feira (6.mai).

Leia +: https://bit.ly/4tkyqyi

– Folha de S. Paulo ressalta que o STF (Supremo Tribunal Federal) tende a validar a redução de penas para condenados do 8 de Janeiro e da trama golpista, mas com uma série de recados sobre a necessidade de combater com rigor qualquer novo ataque à democracia.

Parte dos ministros discorda do PL da Dosimetria por entender que a medida significa um incentivo a novos atos antidemocráticos, mas mesmo entre esses magistrados há um consenso de que a definição das penas é uma prerrogativa do Congresso Nacional.

Leia +: https://bit.ly/4cS3qR8

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