A irregularidade das chuvas, períodos prolongados de estiagem e a necessidade de utilizar água e fertilizantes de forma mais eficiente estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pelos produtores de hortifrútis.
Em um segmento marcado por culturas de ciclo curto e elevado investimento por hectare, a irrigação por gotejamento tem assumido um papel cada vez mais estratégico para garantir eficiência hídrica, produtividade agrícola e previsibilidade da produção.
Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostram que mais de 90% da produção de horticultura no Brasil utiliza algum sistema de irrigação.
A entidade também aponta que áreas irrigadas podem apresentar produtividade de duas a três vezes superior em comparação às áreas de sequeiro.
Segundo Wagner Suavinha, engenheiro agrônomo e Coordenador de Produtos da Netafim, as mudanças climáticas vêm alterando a forma como os produtores encaram os investimentos em irrigação.
“A irregularidade climática tem feito o produtor olhar para a irrigação de forma muito mais estratégica. Em muitas regiões produtoras, especialmente aquelas com estação seca bem definida, a irrigação deixou de ser uma escolha eventual e passou a ser uma condição básica para produzir. Em culturas de ciclo curto, poucos dias de falta ou excesso de água podem impactar diretamente a produtividade, a qualidade e até a janela de colheita”, afirma.
Além da disponibilidade hídrica, a eficiência dos sistemas também ganhou relevância. Estudos citados pela Embrapa indicam que, em média, cerca de 50% da água captada para irrigação pode ser perdida antes de ser efetivamente utilizada pelas plantas.
Em culturas hortícolas, onde a fertirrigação é amplamente utilizada, a uniformidade da aplicação influencia diretamente o aproveitamento dos nutrientes e o desempenho produtivo.
Uma análise que reuniu 77 estudos e 357 conjuntos de dados demonstrou que a fertirrigação por gotejamento aumentou, em média, a produtividade das hortaliças em 7,99%, além de elevar em 50,6% a eficiência do uso da água e em 48,9% a produtividade parcial do nitrogênio quando comparada a práticas convencionais de fertilização.
Para Suavinha, o produtor busca atualmente soluções que ofereçam eficiência operacional, confiabilidade e facilidade de manejo. “Na horticultura, tudo acontece muito rápido.
O ciclo é curto, o investimento por hectare é elevado e qualquer falha pode comprometer o resultado da safra. Por isso, além de economizar água, o sistema precisa garantir uniformidade, facilitar a fertirrigação, reduzir perdas de insumos e funcionar de forma eficiente no dia a dia da propriedade”, explica.
Em culturas como tomate, cebola, melão e folhosas, a uniformidade da irrigação é um dos fatores que mais influenciam a qualidade e a padronização da produção.
Quando a distribuição de água ocorre de forma desigual, parte da lavoura recebe menos água do que necessita, enquanto outra parte recebe volumes excessivos.
O resultado pode ser a formação de plantas desuniformes, perda de calibre, redução do padrão comercial, menor aproveitamento dos fertilizantes e aumento da incidência de problemas fitossanitários.
Em alguns casos, o excesso de irrigação também pode favorecer perdas de nutrientes por lixiviação, reduzindo a eficiência do manejo e aumentando os custos de produção.
“Quando a água não chega de forma equilibrada, a lavoura responde com plantas desiguais, diferenças de calibre e perda de padrão comercial. Em um mercado que exige qualidade e regularidade, a uniformidade da irrigação se torna um fator decisivo para o resultado econômico da produção”, destaca o especialista.
Nesse contexto, tecnologias de irrigação por gotejamento têm ganhado espaço por sua capacidade de fornecer água e nutrientes diretamente à região radicular das plantas, promovendo maior eficiência hídrica e melhor aproveitamento dos insumos.
Entre as soluções disponíveis para cultivos de ciclo curto está o Streamline X, desenvolvido para aliar eficiência hidráulica, resistência mecânica e segurança operacional.
De acordo com Suavinha, um dos diferenciais da tecnologia está na combinação entre robustez estrutural e alta resistência ao entupimento.
“O Streamline X foi desenvolvido para atender às demandas dos cultivos de ciclo curto com uma solução prática, eficiente e robusta. A maior área de filtragem e a tecnologia TurboNet ajudam a manter a uniformidade da aplicação ao longo do ciclo, enquanto sua estrutura reforçada oferece mais segurança durante a instalação, operação e recolhimento”, comenta.
Segundo o Coordenador de Produtos da Netafim, um dos erros mais comuns na escolha de tubos gotejadores é considerar apenas a espessura da parede como critério de comparação entre produtos.
“Muitas vezes o mercado compara apenas a espessura da parede, mas essa análise isolada pode levar a conclusões equivocadas. É importante avaliar fatores como pressão de trabalho, resistência ao entupimento, uniformidade de vazão, qualidade hidráulica e adequação às condições da propriedade. O desempenho do sistema é resultado do conjunto de características técnicas e não apenas de um único indicador”, explica.
O especialista ressalta ainda que aspectos como qualidade da água, sistema de filtragem, tipo de solo, cultura, estratégia de fertirrigação e condições de manejo devem ser considerados para garantir maior vida útil do sistema e melhor retorno sobre o investimento.
“Em irrigação, o produtor precisa olhar para o sistema como um todo.
Quando o projeto é bem dimensionado e a tecnologia é adequada à realidade da lavoura, os ganhos aparecem na forma de maior eficiência, redução de perdas e mais previsibilidade para a produção”, conclui.


Sobre a Netafim
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação.
Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
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