Especialista afirma que o avanço da equidade nas empresas depende do engajamento das lideranças masculinas e de decisões mais conscientes no dia a dia da gestão.
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Enquanto muitas empresas ainda tratam diversidade e inclusão como uma pauta exclusivamente feminina, um levantamento do Boston Consulting Group (BCG) revela que organizações em que os homens participam ativamente das iniciativas de diversidade têm 96% mais chances de alcançar avanços concretos na equidade de gênero.
Entre as organizações sem esse engajamento, esse percentual cai para 30%.
Para Cris Kerr, CEO da CKZ Diversidade e uma das pioneiras em Diversidade, Inclusão, Equidade e Pertencimento (DIEP) no Brasil, o dado evidencia uma mudança importante na forma como as organizações passaram a enxergar o papel das lideranças masculinas.
“No passado, a diversidade era vista como uma pauta das mulheres ou das áreas de RH. Hoje, entendemos que a transformação acontece quando os homens também participam dessa conversa. Não se trata de culpa, mas de responsabilidade. Quem ocupa posições de liderança influencia diretamente as oportunidades que outras pessoas terão ao longo da carreira.”
No Dia do Homem, celebrado em 15 de julho, essa reflexão ganha ainda mais relevância. Para a especialista, construir ambientes mais inclusivos depende menos dos discursos institucionais e muito mais das decisões tomadas diariamente pelas lideranças.
Contratações, promoções, avaliações de desempenho e sucessão são alguns dos momentos em que vieses inconscientes podem interferir nas decisões, muitas vezes sem que a própria liderança perceba.
“Ser uma liderança comprometida com a inclusão não significa renunciar aos resultados. Significa reconhecer que todos nós carregamos vieses inconscientes, construídos ao longo da vida, e desenvolver a capacidade de questionar esses padrões. A pergunta que toda liderança deveria fazer é: estou oferecendo as mesmas oportunidades para todas as pessoas da minha equipe?”, afirma Cris Kerr.
Segundo ela, um dos desafios mais comuns entre as lideranças é a tendência natural de valorizar profissionais com trajetórias, estilos de liderança e comportamentos semelhantes aos seus.
“Quando uma pessoa gestora forma equipes compostas apenas por pessoas que pensam como ela, perde a oportunidade de ampliar perspectivas, inovar e encontrar soluções mais eficazes para problemas complexos.”
Essa mudança de mentalidade também se reflete nos resultados do negócio.
Uma pesquisa da Accenture mostra que organizações com culturas altamente inclusivas apresentam indicadores significativamente superiores de desempenho.
Essas empresas têm duas vezes mais probabilidade de atingir ou superar suas metas financeiras, três vezes mais chances de alcançar alto desempenho, seis vezes mais probabilidade de serem inovadoras e ágeis e oito vezes mais chances de obter melhores resultados de negócios.
“Cada vez mais empresas entendem que inclusão não é apenas uma agenda de diversidade. É uma estratégia de inovação, competitividade e sustentabilidade. E a liderança tem um papel decisivo nessa construção”, destaca Cris.
Ela ressalta que liderar de forma inclusiva vai muito além das grandes decisões.
“Muitas vezes, o viés aparece em pequenas escolhas do dia a dia: quem recebe um projeto estratégico, quem participa de uma reunião importante, quem tem acesso à liderança, quem recebe feedback de desenvolvimento e quem é preparado para crescer. São essas decisões que moldam a cultura organizacional.”
Cinco decisões que toda liderança pode tomar para construir equipes mais inclusivas
- Questione seus próprios critérios de decisão: antes de contratar, promover ou indicar alguém para uma oportunidade, reflita se a escolha está baseada em competências e potencial ou se há uma preferência inconsciente por pessoas com perfis semelhantes ao seu.
- Distribua oportunidades de forma mais equilibrada: projetos estratégicos, visibilidade junto à alta liderança e desafios relevantes são caminhos para o crescimento profissional. Avalie se essas oportunidades estão sendo oferecidas aos diferentes talentos.
- Amplie suas referências: busque ouvir profissionais com diferentes experiências, trajetórias e perspectivas. Equipes diversas, em ambientes inclusivos, tomam decisões mais completas e encontram soluções mais inovadoras.
- Crie ambientes em que diferentes vozes sejam escutadas: uma cultura inclusiva depende de segurança psicológica. As pessoas precisam sentir que podem contribuir, discordar e apresentar novas ideias sem medo de julgamento ou retaliação.
- Invista no desenvolvimento da liderança: liderar de forma inclusiva é uma competência que pode ser aprendida e desenvolvida. Participar de treinamentos, fóruns e espaços de diálogo sobre o papel dos homens na promoção da diversidade amplia a consciência sobre vieses, fortalece a capacidade de liderar equipes diversas e contribui para a construção de culturas mais inovadoras, inclusivas e de alta performance.
Para Cris Kerr, discutir o papel dos homens nas empresas é reconhecer que a liderança exerce uma enorme influência sobre a cultura organizacional.
“Segundo o Fórum Econômico Mundial, a liderança do futuro não será reconhecida apenas pelos resultados que entrega, mas também pela capacidade de desenvolver pessoas, ampliar oportunidades e construir ambientes em que todas as pessoas possam alcançar seu potencial. A verdadeira transformação acontece quando os homens deixam de ser apenas espectadores e passam a atuar como agentes de transformação.”
Para ampliar esse diálogo e apoiar empresas na formação de lideranças mais inclusivas, a CKZ Diversidade realizará, no dia 31 de agosto, em São Paulo, a 4ª edição do Fórum Agentes de Transformação, considerado o primeiro e único fórum brasileiro dedicado ao papel dos homens como agentes de transformação em Diversidade, Inclusão, Equidade e Pertencimento (DIEP).
O encontro reunirá CEOs, presidentes, executivos e lideranças para dialogar sobre temas como masculinidades, paternidade, segurança psicológica, combate ao assédio, liderança inclusiva e estratégias para ampliar o engajamento masculino na construção de culturas mais inclusivas.
Em um momento em que as organizações buscam fortalecer suas culturas e preparar suas lideranças para os desafios do futuro, a participação ativa dos homens deixa de ser um diferencial e passa a ser parte da solução para construir ambientes mais inovadores, colaborativos e equitativos.
Sobre a CKZ Diversidade
A CKZ Diversidade é 100% focada em Diversidade & Inclusão. Há mais de 18 anos conecta experiências, estimula o diálogo e desenvolve programas de valorização da diversidade.
É formada por um time de pessoas apaixonadas por transformar os ambientes em espaços mais diversos e inclusivos.
A empresa conta com uma Consultoria em Diversidade com treinamentos in company focados nas necessidades de cada corporações, além da única Formação Prática em Diversidade & Inclusão do Brasil, que terá sua 10ª edição em 2026, o Fórum Agentes da Transformação, que está na 4ª edição e é voltado para o engajamento de homens nas pautas de Diversidade e Inclusão, e o Super Fórum Diversidade & Inclusão, que acontece em outubro de 2026 e está na 15ª Edição e apresenta mais de 30 cases de empresas que vêm construindo ambientes mais diversos e inclusivos, tornando-as mais inovadoras e sustentáveis.
Sobre a Cris Kerr
CEO da CKZ Diversidade, TEDx speaker, professora da FGV – Fundação Getúlio Vargas, FDC – Fundação Dom Cabral e da PUC RS, mestra em Sustentabilidade pela FGV. Foi pioneira no tema DIEP com o lançamento em 2010 do maior Fórum de Diversidade & Inclusão do Brasil.
Cris é especialista nos temas: cultura e liderança inclusiva, assédio, liderança transformadora, diversidade, inclusão, viés inconsciente e equidade de gênero.
É autora do best-seller Viés Inconsciente e do livro Cultura Organizacional Livre de Assédio e co-autora de mais 5 livros.
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Leticia Goulart
imprensa@crismoraes.com.br
(11) 95466-2099
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