Parte dos desligamentos teria sido realizada em desacordo com os direitos trabalhistas dos funcionários

Idaicy Solano – 18/08/2026 – 13:52 – Unidade da Casas Bahia. (Foto: Arquivo Midiamax)
Cerca de 130 trabalhadores sul-mato-grossenses foram demitidos após sete unidades da Casas Bahia fecharem as portas em Mato Grosso do Sul. O cenário acendeu um alerta para o SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), o qual aponta que parte dos desligamentos teria sido realizada em desacordo com os direitos trabalhistas dos funcionários.
Conforme o presidente da entidade, Carlos Santos, o sindicato irá entrar com um pedido de mediação junto ao MPT (Ministério Público do Trabalho) para garantir que as demissões ocorram conforme as leis trabalhistas. “Nosso papel é defender cada um deles e garantir que essa demissão seja feita dentro da lei, com todos os direitos respeitados.”
A varejista passa por uma grave crise financeira, com dívidas que ultrapassam a marca dos R$ 13 bilhões, e entrou com pedido de recuperação judicial no domingo (16). A rede anunciou o fechamento de 298 lojas e o desligamento de 3 mil funcionários em todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, foram encerradas as atividades em duas unidades de Dourados e uma em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande.
Conforme o presidente do SECCG, Carlos Santos, o cenário é preocupante, principalmente devido à forma como a empresa conduziu os desligamentos. Segundo o representante da categoria, parte dos colaboradores foi dispensada apenas verbalmente, sem a apresentação de documentos ou orientações acerca dos seus direitos.
“É lamentável ver uma rede tão importante para o comércio e para o emprego enfrentar essa situação. Aqui no nosso Estado, aproximadamente 130 famílias ficaram desassistidas, e o que mais nos preocupa é ver trabalhadores sendo dispensados apenas de forma verbal, sem nenhum documento, sem saber o que fazer”, afirmou Santos.
O presidente do sindicato também manifestou preocupação com a crise que atinge o setor e mantém expectativas de que a rede possa se recuperar. “Torcemos para que a Casas Bahia supere essa crise e volte a gerar empregos, porque uma rede forte é boa para o trabalhador, para o comércio e para toda a sociedade”, completou.
Por fim, o SECCG garantiu que ficará à disposição dos trabalhadores em Campo Grande, oferecendo apoio, orientações e esclarecimentos sobre os direitos dos trabalhadores, diante do cenário de incertezas.
A reportagem acionou a Casas Bahia para solicitar esclarecimentos quanto aos desligamentos realizados no Estado, bem como pedir um posicionamento em relação às irregularidades apontadas pelo SECCG, mas não obteve retorno. O espaço segue em aberto.

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(Revisão: Nichole Munaro)
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